Suplente de vereador e ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), o presidente do PT em Mossoró, Gilberto Diógenes, confessa desapontamento com o prefeito Francisco José Júnior (PSD). Para ele, é uma pessoa diferente da que antes era “prefeito interino”.
No campo das relações com o sindicato e os servidores, bem como no tocante à parte político-partidária, Diógenes coleciona decepção em curto espaço de tempo.
– Tem faltado habilidade na convivência com o servidor e as portas não estão mais abertas e acessíveis como antes, quando ele não tinha sido eleito – relata.
Gilberto diz ainda, em conversa com o Blog Carlos Santos, que é difícil também conviver com a indelicadeza. “Ele mandou uma mensagem por texto de celular, sem sequer nos receber e ter uma conversa franca, cara a cara, como era antes. Era uma conversa com o partido e não apenas comigo”, diz.
Faz reverência, ao compromisso que remonta à montagem de aliança com o PT para a campanha eleitoral suplementar vitoriosa, no pleito de 4 de maio deste ano. Admite que “havia garantia” de sua convocação para a Câmara Municipal de Mossoró, a partir da inserção do vereador Ricardo de Dodoca (PTB) na equipe de auxiliares do prefeito.
– Ricardo chegou a me dizer que estava tudo bem. Bastava falar com o prefeito – comenta Gilberto Diógenes. “Difícil é falar com o prefeito”, lastima. “Mandou uma mensagem dizendo que não dava certo e pronto”, conta.
Longe do “Comitê 55”
O ex-dirigente do Sindiserpum comenta que a própria relação do partido com o prefeito, na campanha estadual deste ano, tem fraturas. Justifica que o PT resolveu se afastar do chamado “Comitê 55” montado pelo prefeito, por ele servir tão-somente aos seus candidatos pessoais, como Fábio Faria (PSD) à reeleição à Câmara Federal e a Galeno Torquato (PSD), que disputa pela primeira vez uma vaga à Assembleia Legislativa.
Gilberto Diógenes confirma o que este Blog já noticiara com exclusividade: o PT sumiu do comitê (veja AQUI) instalado pelo prefeito no bairro Nova Betânia, abrigando-se num endereço modesto – mas com boa visibilidade, no centro da cidade.
“Estamos com outro comitê e outra programação”, afirma. Entretanto deixa claro que os propósitos de defender a vitória dos candidatos majoritários da Coligação Liderados pelo Povo, não estão dispersos ou sob questionamento. “Vamos até integrar uma programação conjunta”, conta.
Ao participar nessa terça-feira (9) de uma concorrida assembleia do Sindiserpum (veja AQUI), que definiu greve no setor de Saúde do município, Gilberto Diógenes foi uma voz contundente de censura à relação Governo x Servidor, deixando claro que a aliança do PT com o PSD do prefeito, não deve interferir nos primados da luta sindical.
O vice-prefeito petista, ex-vereador Luiz Carlos Martins, tem-se mantido silente.
Em resumo: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.









































