sexta-feira - 20/03/2026 - 16:28h
Pesquisa

Lula tem o dobro de intenções de voto de Flávio Bolsonaro no RN

Lula é o primeiro colocado no RN, enquanto Flávio aparece em segundo (Fotomontagem da Web)

Lula é o primeiro colocado no RN, enquanto Flávio aparece em segundo (Fotomontagem da Web)

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o atual presidente Lula da Silva (PT) manteria uma vantagem confortável no Rio Grande do Norte.

Na pesquisa Seta/Blog do Barreto/O Potiguar, divulgada nesta sexta-feira (20), Lula alcança 52% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 27,5%.

É quase o dobro das intenções de voto de vantagem para o petista.

Na espontânea, Lula aparece com 46,9%.

Rejeição

Flávio Bolsonaro lidera a rejeição, com 43,9%, enquanto Lula tem 26,1% de rejeição.

A pesquisa Seta ouviu 1.500 pessoas entre os dias 7 e 9 de março. A margem de erro de 2,5 ponto percentual para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

O trabalho está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos BR-01174//2026 e RN-07529/2026.

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Arte do Instituto Seta

Reprodução do Instituto Seta

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quinta-feira - 26/02/2026 - 09:40h
Escândalo do INSS

Lulinha pode virar dor de cabeça para o pai na corrida eleitoral

Lula já falou sobre hipotético envolvimento do filho Lulinha (Foto: Veja/Reprodução)

Lula já falou sobre hipotético envolvimento do filho Lulinha (Foto: Veja/Reprodução)

Do The News para o BCS

As investigações sobre o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS ganharam um novo patamar.

De acordo com uma reportagem do Metrópoles, dois ex-dirigentes da instituição estão em fase avançada de delação premiada e teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de políticos, no esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

O esquema investiga o desvio de dinheiro de aposentados por meio de entidades que realizavam descontos indevidos em benefícios. A PF suspeita que o esquema tenha movimentado dezenas de milhões em propinas para servidores e políticos entre 2023 e 2024.

No centro da trama está Antônio Camilo Antunes, que você já ouviu falar como o “Careca do INSS”, que também negocia uma delação.

Mensagens obtidas nas investigações indicam pedidos de pagamentos de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, herdeira milionária e amiga de Fábio.

No fim do ano passado, um ex-funcionário de Antônio afirmou ainda que o lobista teria pago R$ 25 milhões, além de uma “mesada” de R$ 300 mil, ao filho do presidente.

A defesa de Fábio nega qualquer envolvimento e já solicitou acesso ao processo no STF para saber se ele aparece como investigado.

Caso o envolvimento de Lulinha com o caso se comprove, o fato pode ter um reflexo negativo para Lula nas eleições no final do ano.

O presidente, inclusive, tem visto Flávio Bolsonaro encostar nas pesquisas, chegando a aparecer tecnicamente empatado com ele no 2° turno.

Em dezembro do ano passado, Lula declarou que “Se tiver filho meu envolvido em fraude, será investigado”.

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sexta-feira - 13/02/2026 - 08:44h
Brasília em pânico

Ministro milionário do STF é afastado do “Caso Master”

Toffoli está enrascado e não segurou pressão; Mendonça assume responsabilidade (Foto: AFP)

Toffoli está enrascado e não segurou pressão; Mendonça assume responsabilidade (Foto: AFP)

Do Canal Meio para o BCS

Após meses de desgaste e uma longa reunião entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que avançou até o início da noite desta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. Seu substituto, decidido por sorteio, será André Mendonça, a quem caberá decidir se o caso volta inteiro ou em partes para a primeira instância. Ao longo de todo o dia, Toffoli vinha sendo pressionado a deixar a relatoria e até mesmo o Supremo, por conta da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre ele e o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Em nota, o STF informou que Toffoli, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu a redistribuição do caso a outro ministro. No mesmo comunicado, o Supremo afirmou que não há fundamento para arguição de suspeição, reconheceu a validade de todos os atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao magistrado, destacando a inexistência de impedimento formal. (UOL)

A saída de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo costurado ao longo da tensa e prolongada reunião entre os ministros do STF. Segundo ministros, o relator percebeu rapidamente que não havia maioria para sua permanência. Inicialmente resistente, acabou cedendo após ouvir manifestações de colegas que avaliaram ser inevitável a continuidade das pressões — internas e externas — caso insistisse em seguir à frente do inquérito. (Globo)

Para ler com calma. As informações contidas nos relatórios da PF entregues a Fachin ainda não são públicas, mas pequenos detalhes burocráticos dão a entender que a relação entre Toffoli e Vorcaro pode ter consequências bem mais ruidosas do que a simples saída do ministro da relatoria do caso. (piauí)

O ministro, aliás, vem acumulando um considerável patrimônio com imóveis. Somados, os imóveis registrados em Brasília em nome de Toffoli, da filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente envolve um apartamento de alto padrão, comprado em fevereiro por R$ 2,5 milhões por Pietra Ortega Toffoli. A escritura não registra financiamento bancário, o que indica pagamento à vista. Procurado, Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal”. (Metrópoles)

Toffoli passou o dia tentando se defender e buscando maneiras de angariar apoio para se manter na relatoria do caso. Fracassou. Sua última ação como relator foi determinar à Polícia Federal que encaminhasse ao seu gabinete os relatórios sobre o Master, incluindo os dados extraídos dos telefones de Vorcaro, que, vale destacar, foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin, no início da semana.

Toffoli ainda divulgou uma nota admitindo ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort do qual os irmãos de Toffoli são os controladores. (g1)

Lula teme por sua campanha 

A crise teve reflexos na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou Toffoli ao STF em 2009, disse a aliados que o ministro estava desgastando a imagem do Supremo e deveria se afastar do caso Master.

Lula convocou reunião; Toffoli é seu indicado (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Lula convocou reunião; Toffoli é seu indicado (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Pela manhã, Lula se reuniu informalmente com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, fez saber que o Planalto considerava que a insistência de Toffoli em seguir no caso contaminava o governo — por conseguinte, sua campanha à reeleição.

Pelo lado da oposição, conta o Painel, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado a “jogar parado”, não se envolvendo com o tema. Segundo seus assessores, a situação desgasta o governo, e uma crítica de Flávio ao Supremo azedaria mais as relações da família com a Corte num momento em que se pleiteia a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. (Folha)

Eliane Cantanhêde: “O Supremo tentou uma ‘solução salomônica’, ao afastar Toffoli da relatoria do escândalo Master como se fosse ‘a pedido’, o que não é exatamente verdade, mas essa saída foi tarde demais e óbvia demais, já que Toffoli era indefensável e estava, ou está, afundando a Corte num abraço de afogados. O estrago já está feito”. (Estadão)

Malu Gaspar: “O caso Toffoli escancara desconfiança entre a PF, a PGR e o Supremo no inquérito do Master. Paulo Gonet só soube do conteúdo do relatório da PF na quinta-feira, depois que vários detalhes já tinham se tornado públicos”. (Globo)

Polícia Federal não confia no STF (Foto ilustrativa)

Polícia Federal não confia no STF (Foto ilustrativa)

Vinicius Torres Freire: “Há medo e confusão em Brasília, medo de ‘lavajatização’, pois ‘começou a voar papel’, diz um parlamentar das antigas, se referindo a vazamentos de investigações. Quanto mais gente abatida, maior o risco de delação ou revanche”. (Folha)

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sexta-feira - 06/02/2026 - 16:48h
Salvador-BA

Fátima sustenta seu nome ao Senado em evento nacional do PT

A governadora Fátima Bezerra (PT) reiterou nesta sexta-feira (06), em encontro nacional do PT, no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador-BA, que mantém seu nome ao Senado.

O evento começou dia passado e será concluído nesse sábado (07), com presença do presidente Lula da Silva.

Sua fala ocorre num momento em que existe possibilidade real de que ela se mantenha no cargo, por não ter um substituto de confiança.

Com decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) em não assumir o cargo e migrar à oposição, o estado terá que eleger indiretamente um governante-tampão, em pleito indireto na Assembleia Legislativa do RN (ALRN).

Esse cenário se desenha ainda mais, porque o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), não aceita substituir Fátima Bezerra e Walter Alves.

Na terça-feira (03), @caduxavier, pré-candidato ao governo com apoio da governadora, deixou no ar a hipótese de que ela não renunciaria para entregar gestão a um adversário (veja AQUI).

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terça-feira - 03/02/2026 - 06:28h
Política

Congresso retoma trabalhos; governo Lula tem pauta delicada

Davi Alcolumbre e Hugo Motta: Congresso decisivo (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Davi Alcolumbre e Hugo Motta: Congresso decisivo (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Talvez você já esteja na correria desde os primeiros dias de janeiro, mas os nossos parlamentares só voltaram ontem (02) ao trabalho para iniciar um ano decisivo: tudo o que passar — ou travar — em Brasília pode ter um grande impacto nas urnas.

Pensando nisso, o Planalto deve intensificar as articulações no Congresso para aprovar pautas populares.

Algumas das principais são:

Segurança: Na Câmara, a principal vitrine do semestre é a PEC da Segurança Pública, que tenta dar mais poder à PF e à PRF. A proposta enfrenta resistência de governadores, que veem risco de interferência nos estados.

Fim da escala 6×1: O texto, atualmente no Senado, busca reduzir a jornada de trabalho semanal para 36 horas — pauta considerada de vital importância para o governo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu acelerar o debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 neste ano eleitoral durante a abertura dos trabalhos na Câmara. Davi Alcolumbre (UB-AP), falou em harmonia entre poderes na abertura dos trabalhos.

Regulamentação do trabalho via app: O governo quer criar uma remuneração mínima por entrega ou corrida para os trabalhadores e garantir que todos tenham acesso à Previdência Social. O texto, que visa uma modalidade que emprega +1,7 milhão de pessoas, ainda não foi enviado ao Legislativo;

Medidas provisórias: A principal delas é o Gás do Povo, um vale-gás integral para famílias de baixa renda. O texto-base foi aprovado ontem e o governo corre contra o tempo, já que a validade dela vai até o dia 10 deste mês.

Além disso, Lula e seus ministros também atuam para a aprovação do acordo Mercosul–União Europeia, que pode dar um boom em diversos setores da economia, incluindo o agro.

Com um 2025 de tapas & beijos entre Planalto e Legislativo, Lula sabe que precisa do Congresso para poder aumentar suas chances de se reeleger. Talvez, até por isso, ele tem tentado se reaproximar de Alcolumbre, presidente do Senado.

Mas isso não significa que a vida do governo será fácil na Casa. Além da forte oposição de parlamentares, a CPI do INSS e uma possível CPI do Banco Master podem atrasar os projetos do governo.

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quinta-feira - 08/01/2026 - 20:30h
Brasília

Lula veta dosimetria, projeto que aliviaria pena de Bolsonaro

Lula diz que não se deve esquecer atos golpistas (Foto: Reuters)

Lula diz que não se deve esquecer atos golpistas (Foto: Reuters)

Da CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente nesta quinta-feira (8/1) o PL da dosimetria, aprovado em dezembro pelo Congresso.

O projeto reduz a pena de condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente Lula já havia anunciado em dezembro que vetaria a proposta.

Com o veto de Lula, o projeto volta ao Congresso e os parlamentares vão decidir, em sessão conjunta, se mantêm ou derrubam a decisão.

Para derrubar o veto, será necessário o apoio de 257 deputados e 41 senadores.

Se derrubado, o projeto de lei entra em vigor após sua promulgação, que pode ser feita por Lula ou pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Relator do projeto da dosimetria na Câmara, o deputado Paulo Pereira (Solidariedade-SP), conhecido como Paulinho da Força, disse que Lula “tocou fogo” na bandeira branca que o Congresso teria entregue a ele com a aprovação da redução de penas.

Assinatura

A assinatura do veto se deu durante cerimônia organizada pelo governo para marcar os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.

O presidente Lula tinha até o dia 12 de janeiro para vetar a proposta. O veto, assinado nesta quinta-feira, é simbólico por marcar os três anos dos atos marcados por depredações em Brasília.

A cerimônia contou com a presença de governistas e de movimentos populares alinhados à esquerda, e se iniciou com gritos de “sem anistia”.

Os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceram ao evento.

“Não temos o direito de esquecer do passado. Por isso não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. Viva a democracia brasileira”, disse Lula em seu discurso.

Saiba mais AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 02/01/2026 - 12:26h
Walter Alves

Núcleo do PT trabalha para evitar maior estrago

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

No núcleo duro do PT do RN, precisamente no entorno da governadora Fátima Bezerra, ninguém acredita que o vice-governador Walter Alves (MDB) dê passo atrás, na decisão de não assumir governo em março deste ano.

A prevista rodada de conversas em Brasília entre executivas do PT e MDB, além da intervenção direta do presidente Lula da Silva (PT), é encarada como tentativa de diminuir o estrago.

Leia tambémFátima e Walter se reúnem, mas não se entendem, para 2026

Leia também: Um mal necessário aos olhos do petismo

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sexta-feira - 19/12/2025 - 11:15h
Desvio do INSS

Escândalo bate à porta do Planalto e da família de Lula

Polícia Federal participa de apuração de fatos e realizou várias buscas e apreensões (Foto ilustrativa/Agência Brasil)

Polícia Federal cumpriu 16 mandados  de prisão preventiva e 56 de busca e apreensão  (Foto ilustrativa/Agência Brasil)

O escândalo de corrupção bilionária no INSS está se aproximando do Palácio do Planalto de forma mais acelerada do que o governo previa. Nessa quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Sem Desconto, cumprindo 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão em sete estados e no Distrito Federal. Um dos principais alvos foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teve buscas em sua residência. Ele é suspeito de ser “sócio oculto” do esquema.

A operação prendeu o número dois do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, apontado pela PF como um dos envolvidos no caso. Adroaldo foi exonerado no fim da tarde desta quinta-feira. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. (Estadão)

Mendonça afirmou ter encontrado “fortes indícios” de envolvimento do senador em fraudes no INSS, mas negou o pedido de prisão apresentado pela Polícia Federal. O ministro autorizou as medidas de busca e apreensão, mas considerou a prisão excessivamente drástica, seguindo em parte o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR). (Globo)

A base governista na CPMI do INSS atuou para barrar a convocação e a quebra de sigilos de alvos das investigações da PF, incluindo Adroaldo Portal e empresária Roberta Luchsinger, apontada como integrante do “núcleo político” e ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. (CNN Brasil)

Filho de Lula

Luchsinger, aliás, tornou-se uma personagem tóxica no Planalto por sua ligação direta com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. De acordo com a PF, o “Careca do INSS” transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta. Em uma das mensagens apreendidas, ele indicou que parte dos recursos seria destinada ao “filho do rapaz”, expressão que, para os investigadores, pode se referir a Lulinha.

Em uma das mensagens apreendidas, Roberta tenta tranquilizar o “Careca do INSS”, fazendo referência a Lulinha. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, afirmou, em áudio. Lulinha não é alvo da operação. (Metrópoles)

"Careca do INSS" é nome estratégico no esquema bilionário (Fotomontagem do G1)

“Careca do INSS” é nome-chave no esquema bilionário (Fotomontagem do G1)

Lula se pronuncia

Em conversa com jornalistas, Lula fez referência às investigações da PF e ao fato de o nome de seu filho estar citado nos inquéritos. “Se tiver filho meu metido nisso, vai ser investigado”, afirmou Lula.

O presidente explicou que a apuração levou tempo porque o governo optou por investigar os fatos com profundidade, e não de forma precipitada. (Globo)

Com informações da CNN, Estadão, Globo e Metrópoles

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quarta-feira - 17/12/2025 - 07:48h
Genial/Quaest

Pesquisa é dupla má notícia para Centrão e governadores direitistas

Reprodução de cenários de primeiro turno (Genial/Quaest)

Reprodução de cenários de primeiro turno (Genial/Quaest)

Do Canal Meio e outras fontes

O Centrão e os governadores de direita tiveram uma dupla má notícia com a pesquisa Genial/Quaest (veja íntegra AQUI) divulgada nesta terça-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as simulações de primeiro e segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido candidato pelo pai, surge em segundo lugar, à frente dos demais candidatos conservadores.

Nos diversos cenários de primeiro turno, Lula varia entre 41% e 34%, enquanto Flávio vai de 27 e 21%, superando os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), com 13%; Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com 10%; Romeu Zema (Novo-MG), 6%; e Ronaldo Caiado (União-GO), 4%, e o ex-governador Ciro Gomes (PSDB-CE), com 8%.

Segundo turno

No segundo turno, Lula venceria Flávio por 46% a 36%, Tarcísio por 45% a 35% — a mesma diferença em relação a Ratinho —, Caiado por 44% a 33%; Zema por 45% a 33%.

Desaprovação

Além da fragmentação da direita, a Genial/Quaest trouxe alguns alentos para o governo, cuja desaprovação recuou de 50% para 49%. A aprovação foi de 47% para 48%. Ambas as variações estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na percepção do cenário econômico, embora os números globais ainda sejam ruins para o governo, houve uma melhora.

Economia

Os que percebem piora na economia caíram de 43% para 38%; os que veem melhora subiram de 24% para 28%; e os que não veem mudança recuaram ligeiramente, de 32% para 31%. A expectativa é de que a economia melhore para 44% (42% em novembro), piore para 33% (35%) e fique igual para 19% (21% no mês passado). (Meio)

Maria Cristina Fernandes: “A pesquisa Genial/Quaest que mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal candidato de oposição consolida o favoritismo de duas candidaturas à reeleição, a do presidente Lula e a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Se tem chances reduzidas de bater Lula, o senador tem força suficiente para inviabilizar uma postulação nacional de Tarcísio”. (Valor)

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sexta-feira - 05/12/2025 - 17:40h
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro é escolhido para disputa presidencial; Rogério dá apoio

Reprodução do BCS

Reprodução do BCS

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi anunciado nesta sexta-feira (05), como nome escolhido pelo próprio pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para ser candidato à Presidência da República em 2026.

Em face da decisão, o senador e líder oposicionista no Senado, o potiguar Rogério Marinho (PL), emitiu uma nota de apoio e convocação à luta.

Veja abaixo e em print acima:

O presidente Jair Bolsonaro nos orienta que o candidato à Presidência da República será o Senador Flávio Bolsonaro.

Estaremos juntos na construção de um projeto que represente os valores do povo brasileiro, que ama nossa bandeira,sintetizados no respeito à família, na liberdade religiosa, no livre mercado e na liberdade de expressão.

Flávio, conte comigo!!

Rogério Marinho – Senador da República (PL/RN)

Nota do BCS – Flávio parece ser o menos estúpido dos filhos do ex-presidente, mas, assim mesmo, não difere muito dos manos.

O presidente Lula da Silva (PT) deve estar gargalhando.

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sábado - 29/11/2025 - 12:30h
Claro, óbvio

Lula dará palavra final sobre chapa do PT ao Governo do RN

Fátima, Lula, Walter e Gleisi Hoffmann: tudo amarrado (Foto: cedida)

Fátima, Lula, Walter e Gleisi Hoffmann: tudo amarrado dia 26 de abril de 2022 (Foto: cedida)

Como aconteceu em 2022, para 2026 será o presidente Lula da Silva (PT) a pessoa da palavra final à definição da chapa do PT ao Governo do RN.

Àquele ano, a então candidata à reeleição Fátima Bezerra (PT) trabalhava, torcia e dizia no círculo fechado do poder que o procurador do Estado e advogado Antenor Roberto (PCdoB) continuaria como seu vice. Ambos tinham sido eleitos em 2018. Não foi o que aconteceu.

Pré-candidato à presidência da República, numa costura denominada de “Frente Ampla”, Lula bateu o martelo. O deputado federal Walter Alves (MDB), filho do ex-senador Garibaldi Filho (MDB), seria o vice da companheira Fátima. E assim aconteceu.

A articulação foi para reforçar apoio do emedebismo à sua candidatura contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula eleito presidente, Fátima e Waltinho vitoriosos no RN.

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quinta-feira - 20/11/2025 - 21:50h
Economia e política

EUA retiram tarifa de 40% de café, frutas e outros produtos do Brasil

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do g1

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (20) a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A decisão foi publicada pela Casa Branca (veja a íntegra do documento).

A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau diversos outros produtos. São mais de 200 itens que foram acrescentados à lista anterior de exceções do tarifaço imposto ao Brasil.

A retirada da tarifa vale para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.

A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido.

Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.

Diferentemente da ordem executiva da semana passada, que era global, a decisão de hoje se aplica somente ao Brasil.

Na ordem desta quinta, Trump cita a conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro, e afirma que a retirada das tarifas é resultado das negociações entre os dois governos.

“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz Trump no documento.

“Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos funcionários […] em sua opinião, certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional […] porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil“, acrescenta o presidente.

O governo do Brasil comemorou a retirada da tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “muito feliz porque o presidente Trump começou a reduzir a taxação de alguns produtos brasileiros”. “Essas coisas vão acontecer à medida que a gente conversa”, afirmou.

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terça-feira - 28/10/2025 - 09:02h
Política e economia

Mercados disparam com encontro Lula-Trump e eleição argentina

Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono-AFP, Franck Robichon Anadolu-AFP, Luis Robayo-AFP)

Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono/AFP, Franck Robichon Anadolu/AFP e Luis Robayo/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O dia seguinte ao encontro dos presidentes Lula e Donald Trump na Malásia e à surpreendente vitória de Javier Milei nas eleições legislativas impactou diretamente — e de forma bastante positiva — os mercados das duas maiores economias da América do Sul. Tanto no Brasil quanto na Argentina, as bolsas quebraram recordes históricos, deram sinais de otimismo e reduziram os temores de crises futuras, ao menos no curtíssimo prazo. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,55% e por pouco não cruzou a inédita barreira dos 147 mil pontos.

Embalado pela possibilidade de uma redução nas tarifas aos produtos brasileiros, o dólar também recuou 0,42% e fechou o dia cotado a R$ 5,37.

Mas foi na Argentina que os mercados tiveram os maiores impactos, com a improvável vitória do partido de Milei nas eleições legislativas. Por lá, a Bolsa de Buenos Aires subiu incríveis 31% — e em dólares —, a maior alta diária em mais de 30 anos. Tanto o risco-país quanto o dólar também recuaram. (InfoMoney e Clarín)

Apesar das reações otimistas sobre o domingo, nada de concreto entre Lula e Trump foi acertado. Trump voltou a elogiar Lula, deu parabéns ao presidente brasileiro, mas evitou se comprometer com qualquer acordo econômico com o país. “Tivemos uma reunião muito boa, vamos ver o que acontece. Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo. Vamos ver, agora mesmo eles estão pagando, acho que 50% de tarifa”, disse Trump. Lula, por sua vez, afirmou estar otimista com os acordos vindouros e que as negociações finais se darão entre ele e o presidente americano. (g1)

Esperança

Para o Brasil, no entanto, os avanços foram significativos no sentido de que um cronograma foi estabelecido para discutir os empecilhos tarifários após meses de impasse. Segundo o chanceler Mauro Vieira, Trump se comprometeu a instruir sua equipe econômica a iniciar as tratativas “nas próximas semanas”, em busca de um acordo que possa revisar as tarifas impostas às exportações brasileiras.

“Esse será o primeiro passo do processo negociador — o encontro com os três membros da delegação americana. Vamos definir um cronograma e os setores sobre os quais vamos conversar para que possamos avançar”, explicou Vieira. O Brasil pretende solicitar formalmente a suspensão temporária das tarifas enquanto as negociações estiverem em curso. Ainda não há, contudo, previsão de quando ou se essa medida será implementada. (CNN Brasil)

Milei surpreende

Na Argentina, o partido de Milei conseguiu uma vitória expressiva, inclusive na província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista, e agora avança na tentativa de conquistar a maioria no Legislativo. Ele descartou qualquer aliança com Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e liderança em ascensão do kirchnerismo/peronismo, afirmando que ele “abraça ideias comunistas”, mas fez acenos a outros governadores de províncias e partidos de centro e centro-direita.

Os 40% de votos obtidos pelo partido de Milei garantem, por exemplo, que o Congresso não conseguirá derrubar vetos, mas o presidente precisará da maioria para implementar suas ambiciosas e polêmicas reformas trabalhista e tributária. (Valor)

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sexta-feira - 17/10/2025 - 07:28h
Em novembro

Representantes de Lula e Trump preparam reunião dos dois líderes

Chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em conversa nos EUA (Foto: Ministério das Relações Exteriores)

Chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em conversa nos EUA (Foto: Ministério das Relações Exteriores)

Do Canal Meio e outras fontes

O tão esperado encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acabou tratando mais das preparações para o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump do que de discussões práticas acerca do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. Desde que Trump decidiu sancionar o país, esta foi a primeira reunião entre representantes de alto escalão dos dois governos. De acordo com Mauro Vieira, o encontro durou mais de uma hora e, na maior parte do tempo, os dois estiveram acompanhados de assessores técnicos. Rubio e Vieira, no entanto, ficaram sozinhos por cerca de 20 minutos. O chanceler brasileiro afirmou que as conversas foram “produtivas” e disse que Lula e Trump devem se encontrar pessoalmente em novembro. (Metrópoles)

 

Havia uma grande expectativa por parte da comitiva brasileira sobre como seria o tratamento dispensado ao chanceler Mauro Vieira por Marco Rubio, um dos assessores de Trump com fortes ligações com o movimento Maga, base de apoio do presidente americano. Ao longo dos últimos meses Rubio tem sido especialmente vocal nas críticas ao governo brasileiro e aos rumos do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.

O encontro entre os dois foi “extremamente cordial”, segundo relatos de assessores que participaram da reunião. Temas práticos sobre negociações a respeito do tarifaço acabaram ficando fora da pauta, mas houve o acordo de que técnicos dos dois países vão analisar as questões para levar à mesa de negociações. (g1)

Em nota conjunta, as duas partes concordaram em organizar uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump “na 1ª oportunidade possível” (Poder 360)

Um dos temas que entrarão na pauta de negociações entre Brasil e Estados Unidos são as chamadas terras raras, um conjunto de 17 minerais fundamentais para o processo de transição energética. No Ministério de Minas e Energia, técnicos já preparam estudos para municiar o presidente Lula durante as negociações que devem ocorrer daqui para frente. Nesta quinta-feira, Lula participou da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral, comandado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. (CNN Brasil)

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quarta-feira - 08/10/2025 - 23:02h
Brasília

Câmara leva governo à derrota; MP que eleva tributos perde validade

Do G1

O placar foi de 251 a 193 em plenário (Foto: Mário Agra)

O placar foi de 251 a 193 em plenário (Foto: Mário Agra)

A Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (8), ao deixar perder a validade a medida provisória que aumentava tributos e previa impulsionar a arrecadação.

A MP nem chegou a ser votada no mérito (conteúdo) da proposta. Antes mesmo disso, a maioria dos deputados — capitaneados por partidos de Centrão — aprovou a retirada do texto da pauta da Câmara. O placar foi de 251 a 193.

A medida provisória precisava ser aprovada na Câmara e no Senado nesta quarta, porque o texto perde validade nesta quinta.

O texto foi apresentado em julho como uma alternativa ao decreto presidencial que havia elevado o IOF em diversas transações, medida que gerou forte reação política e acabou sendo revogada. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabilitou parte do decreto, por entender que era legal.

Mas o governo, que busca aumentar a arrecadação para fechar na meta as contas públicas do ano, publicou a medida provisória para elevar alguns tributos.

A medida provisória não convenceu a maioria do Congresso. O aumento de alíquotas é visto como resistência. Críticos da política fiscal argumentam que o governo deve atingir a meta das contas públicas cortando gastos, e não aumentando alíquotas de tributos.

Derrota para Haddad e Lula

Tanto o presidente quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saíram em defesa da medida ao longo desta quarta.

Lula disse que era um erro misturar a votação da MP com movimentações eleitorais visando a eleição do ano que vem.

“Se alguém quer misturar isso com eleição, eu sinceramente só posso dizer que é uma pobreza de espírito extraordinária. Qualquer um pode dizer que a proposta é dele, qualquer deputado pode se vangloriar dizendo que votou favorável. Quando algumas pessoas pensam pequeno e dizem que não vão votar porque vai favorecer o Lula, não é o Lula que vai ganhar, eles não estão me prejudicando em nada”, disse o presidente pouco antes da derrota se concretizar.

Aliados de Lula viram na derrubada da MP uma “sabotagem” da oposição e uma ação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário político de Lula.

“Nós consideramos o que está acontecendo hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Por parte do relator, houve toda a paciência para construir um acordo de mérito. Mas o que ficou claro é que a discussão não é sobre o mérito, é sobre o conteúdo, é uma vontade de impor uma derrota política ao presidente Lula, mas é uma derrota ao Brasil”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

A equipe econômica entende que, sem arrecadação extra, deverão ser feitos cortes no Orçamento, inclusive cerca de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares.

O que o governo esperava com a MP

A estimativa inicial era de que o governo arrecadaria R$ 20,5 bilhões com a medida, mas após negociações promovidas pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) esse número caiu para R$17 bilhões.

Sem a aprovação do texto, o governo vai precisar encontrar uma forma de arrecadar para cobrir o rombo com a frustração dessa receita.

Taxações que a MP previa

A proposta uniformizava em 18% a alíquota de Imposto de Renda cobrada sobre rendimentos de aplicações financeiras — incluindo os ativos virtuais, como as criptomoedas.

Também elevava, de 9% para 15%, a cobrança da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições de pagamento, as fintechs.

O governo queria ampliar a tributação geral de 12% para 18% sobre a arrecadação das bets. Diante de pressões internas e externas, ficou em 12%.

O governo também queria a taxação sobre títulos atualmente isentos, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio. Mas isso também foi retirado do texto do relator, diante de insatisfações no Congresso.

Votos

Todos os deputados presentes do PT (64), do PDT (14), do PSOL (13) e do PCdoB (9) deram votos para manter a MP em pauta e ser votada na Câmara.

Apenas o Novo teve todos os deputados presentes votando para retirar a MP da pauta: 5 votos.

O PL teve 73 votos pela derrubada, mas dois deputados do partido, Antonio Carlos Rodrigues e Nikolas Ferreira, votaram contra a retirada da MP da pauta. Ferreira disse em uma rede social que votou errado.

A maioria dos deputados do União Brasil (46)PP (40)Republicanos (29)PSBD (11) e PRD (3) votaram pela derrubada.

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segunda-feira - 29/09/2025 - 07:32h
Relações internacionais

Apesar dos acenos, governo dos EUA volta a atacar o Brasil

Howard Lutnick e Donald Trump: relações precisam de "consertos"(Foto Mandel Ngan/AFP)

Howard Lutnick e Donald Trump: relações precisam de “consertos”(Foto Mandel Ngan/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Os últimos dias foram marcados por incertezas sobre se, de fato, o presidente americano Donald Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva irão se encontrar ou ao menos conversar numa tentativa de distender as tensões que têm marcado a relação entre os dois países nos últimos meses. Ainda sem data, formato ou temas definidos, a reaproximação entre Lula e Trump hoje parece mais distante do que há uma semana, quando os dois se encontraram por intensos 39 segundos, de acordo com o presidente americano, nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Diplomatas brasileiros defendem que, antes de um encontro formal, Lula e Trump conversem por telefone ou videoconferência, numa tentativa de minimizar os riscos de que algo não saia como o esperado devido ao temperamento intempestivo do presidente americano. Neste domingo, mais uma vez, funcionários do alto escalão do governo americano deram provas de que a relação entre Washington e Brasília parece longe de estar pacificada. Howard Lutnick, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, disse que as relações com o Brasil precisam de “um conserto”. O secretário ainda colocou o Brasil — junto com Índia e Suíça — em uma lista de países que prejudicam os Estados Unidos. (g1)

O presidente
 brasileiro não fez muito caso das declarações do secretário de Comércio americano. Usou o domingo ensolarado para fazer uma caminhada em homenagem aos 95 anos do Ministério da Educação (MEC) e aproveitou para mais uma vez levantar sua bandeira da hora: a soberania brasileira. “Essa é a caminhada da soberania educacional do Brasil”, disse o presidente, que demonstrou boa forma ao fazer o percurso de 3 km em 31 minutos, alternando pequenos trotes com caminhada. (CNN Brasil)

Enquanto segue em atrito com o Brasil, o governo americano tenta estreitar os laços com a Argentina de Javier Milei e usar o país para frear o avanço chinês na América do Sul. O afastamento da superpotência asiática seria uma das condicionantes impostas por Washington para liberar uma nova linha de empréstimo de US$ 20 bilhões a fim de resgatar a Argentina de mais uma crise cambial que ameaça quebrar o país. A Casa Rosada negou que haja condicionantes para o empréstimo, mas interlocutores próximos a Milei confirmaram que equipes técnicas dos dois países vão se reunir para definir as formas de implementação da ajuda. (Globo)

Para ler com calma. O primeiro ano de governo Trump tem sido marcado também pela maneira agressiva com que tem usado o peso militar e econômico dos Estados Unidos para redefinir a relação com a América Latina, numa ofensiva sem paralelo desde a Guerra Fria. O movimento mistura tarifas, sanções e ataques aéreos contra adversários, enquanto aliados recebem pacotes de ajuda e promessas de cooperação. A estratégia, apelidada por analistas de “Doutrina Donroe”, ecoa a lógica do antigo “quintal americano”, agora moldada pelos objetivos centrais de Trump: frear a imigração, conter o tráfico de drogas e enfrentar a crescente influência chinesa na região.

Presidentes afinados com o discurso trumpista, como Milei e Nayib Bukele, de El Salvador, foram recebidos com entusiasmo e fecharam acordos rápidos. Já líderes como Lula, Nicolás Maduro, na Venezuela, e Gustavo Petro, na Colômbia, enfrentam ataques duros e crescente isolamento diplomático. (Wall Street Journal)

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terça-feira - 29/07/2025 - 07:26h
Entrevista

Eduardo Bolsonaro diz que trabalha para frear diálogo entre Brasil e EUA

Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)

Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)

Do Canal Meio e outras fontes

A quatro dias da entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o país enfrenta mais um entrave às negociações com Washington. Em entrevista ao SBT, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que está trabalhando para o fracasso da comissão de senadores brasileiros que está nos EUA para auxiliar o governo a abrir um canal de negociação com a Casa Branca.

“Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo”, disse, insistindo que qualquer revisão nas tarifas tem de passar pela exigência de fim do processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. “Se o Brasil der um primeiro passo para mostrar que está disposto a resolver essa situação, o Trump abre uma mesa de negociação”, afirmou.

Os parlamentares ainda não conseguiram se reunir com nenhuma autoridade americana, mas realizaram encontros com empresários de diferentes setores com interesses no Brasil e reconhecem que a situação é cada vez mais complicada, tanto pelo prazo exíguo quanto pelo fato de o país estar cada vez mais isolado. (Estadão)

Apesar da ação dos Bolsonaro, governo, empresários e parlamentares fazem os últimos esforços para tentar, ao menos, abrir um canal de negociação com os americanos. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro está dialogando pelos canais oficiais e também de maneira reservada com as autoridades americanas. Nos Estados Unidos, o chanceler Mauro Vieira tem buscado reforçar a mensagem, junto ao Departamento de Estado americano, de que o Brasil está aberto ao diálogo.

Lula refreia a própria língua

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou menos belicoso e disse esperar que Donald Trump reflita sobre a importância do Brasil. Lula declarou estar disposto a se sentar à mesa de negociação com Trump. (Globo)

Um dos caminhos que o governo busca é excluir do tarifaço produtos agrícolas e as aeronaves da Embraer. O Brasil é hoje o maior exportador de suco de laranja e café para os EUA. (Folha)

Na Escócia, onde se reuniu com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Donald Trump afirmou que a tarifa base para os países que não fizeram acordos comerciais com os Estados Unidos ficará entre 15% e 20%. O Brasil não foi citado pelo presidente americano, o que aumenta as incertezas sobre qual alíquota será aplicada aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. (InfoMoney)

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domingo - 27/07/2025 - 21:26h
Nordeste

Base de Lula tem impasses e o RN é um desses problemas

Capa da reportagem destaca governadora Fátima Bezerra (Reprodução)

Capa da reportagem destaca governadora Fátima Bezerra (Reprodução)

Base de Lula tem impasses nos estados do Nordeste para as eleições de 2026.

A manchete acima é de reportagem especial da Folha de São Paulo na edição deste domingo (27).

Em relação ao Rio Grande do Norte, a Folha diz  que o Blog Carlos Santos já assinalou (veja AQUI) algumas vezes: “Pesquisas de intenção de voto indicam o senador Capitão Styvenson (PSDB) na liderança e uma disputa pela segunda vaga entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e a senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do governo Lula no Senado.”

E acrescenta: “Aliados de Zenaide acreditam que a segunda vaga está em disputa entre ela e Fátima. Com isso, não haveria sentido numa aliança. A senadora cogita se aliar ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), pré-candidato a governador, que não deverá apoiar Lula.”

Na mesma reportagem, é lembrado que “em 2022, a divisão da base do PT no estado facilitou a vitória ao Senado do bolsonarista Rogério Marinho (PL), atual líder da oposição no Senado.”

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 22/07/2025 - 12:36h
Está escrito

Qualquer um será alcançado pela “democracia” do STF

Arte ilustrativa produzida com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa produzida com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Testemunhando esse arremedo de democracia em que vivemos, logo vem à memória um conceito magistral sobre o tema, cunhado por Millôr Fernandes:

– “Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.”

O protagonismo judicial invadiu a seara da política e mexe com todos os brasileiros. Assuntos de governo, de Estado e da rotina nacional estão totalmente tutelados por excessos de quem devia dar limites. “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”, lembra o Lord Action.

Alguns gargalham e vibram, outros rosnam e espumam de ódio.

Mas quase ninguém reage de forma racional. Vivemos num país dividido, de manadas ensandecidas e sentimentos primitivos que prevalecem em relação ao bom senso e respeito comum.

Quem ousa raciocinar e ponderar, pedir o mínimo de equilíbrio e zelo à Constituição, é desprezado ou enxovalhado moralmente. Típico argumento dos sem argumento.

O que ocorreu com Lula da Silva (PT) lá atrás, com turbas do contra e a favor, repete-se com Jair Bolsonaro. Quem chorava, agora dar risadas; e vice-versa.

Um ex-presidente sem qualquer condenação transitado em julgado ganha tornozeleira, é impedido de falar, de usar suas redes sociais e de ser entrevistado. Conteúdo seus já veiculados em suas mídias também sofrem garroteamento.

Por tabela, a imprensa não pode entrevistá-lo. Um réu em processo judicial gravíssimo que trata sobre denúncia de trama para golpe de Estado, simplesmente deixa de ser fonte e tem suprimido o amplo direito à autodefesa.

Amanhã, qualquer um será alcançado. Uns vão rir, outros chorar. E seguiremos sem aprender as lições que casos como esses deixam espalhados por aí, na própria superfície dos acontecimentos.

P.S – Millôr Viola Fernandes foi desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em 1923 e faleceu em 2012 no Rio de Janeiro. Gênio, que se diga.

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quinta-feira - 03/07/2025 - 08:30h
Crise que segue

“Cada macaco no seu galho”, avisa o presidente Lula ao Congresso

Presidente deixou claro que ele é quem deve "governar" (Foto: Ton Molina/NurPhoto via AFP)

Presidente deixou claro que ele é quem deve “governar” (Foto: Ton Molina/NurPhoto via AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Apesar das ameaças de uma crise institucional sem precedentes, o Congresso mostrou estar disposto a voltar, uma vez mais, à mesa de negociação para discutir com o governo um novo capítulo na novela do aumento do IOF. Na terça-feira, ministros do Supremo Tribunal Federal ventilaram a ideia de a Suprema Corte se tornar uma intermediária entre o Executivo e o Legislativo no embate tributário que já se arrasta há mais de mês e meio. O Planalto gostou da ideia. Ontem mesmo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, procurou os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, para tratar do tema.

No Congresso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também mostrou disposição em negociar e, ainda ontem também, se encontrou com o número dois do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Antes de se encontrar com Alcolumbre, o secretário-executivo do ministério comandado por Fernando Haddad foi até à Câmara dos Deputados se encontrar com os líderes partidários. (Globo)

Presidente acusa Hugo Motta

Mesmo com os movimentos em direção a uma nova rodada de negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou à carga em suas críticas ao Congresso e, pela primeira vez, acusou diretamente e em público o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ter traído um acordo entre Planalto e Congresso. Segundo Lula, Motta cometeu um erro ao pautar a derrubada do IOF na Câmara. Lula disse que, se o governo não entrasse com uma ação no STF, ele não conseguiria mais governar. “Cada macaco no seu galho. Ele [Congresso] legisla, e eu governo”, disse, em entrevista à TV Bahia. (UOL)

Hugo Motta não gostou e tratou de comunicar o Planalto de que está incomodado com as críticas de Lula e Haddad. Nas redes sociais, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann tratou de colocar panos quentes na crise e saiu em defesa do presidente da Câmara. Motta está em Lisboa participando de um fórum organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, conhecido informalmente como “Gilmarpalloza”. Por lá, Mendes tratou de assumir o papel de conciliador entre o Legislativo e o Executivo. Segundo o ministro, é preciso que haja uma pausa nos embates para “reflexão”. (Folha)

Campanha em redes sociais

Lula também voltou a reforçar o discurso de que o Congresso age para beneficiar os mais ricos e penalizar os mais pobres com uma política tributária injusta. A equipe de comunicação do governo passou a produzir vídeos e peças para as redes sociais no mesmo tom que o presidente vem dando nos últimos dias.

Em conjunto com o presidente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será o principal porta-voz do governo na tentativa de levar o debate sobre quem deve pagar mais impostos para as ruas. “Sei que existe uma disputa ideológica no país, mas vamos para os resultados. Vamos falar português para as pessoas”, disse Haddad. (Estadão)

E uma pesquisa da Genial/Quaest (íntegra) mostrou que 46% dos deputados avaliam de forma negativa o governo Lula, contra 27% que o veem positivamente e 24% o consideram regular. Essa é a pior avaliação do Executivo no Legislativo desde o início do atual governo. (g1)

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quinta-feira - 26/06/2025 - 08:24h
IOF

Lula tem derrota acachapante no Congresso; até base humilha governo

Hugo Motta seguiu vontade da maioria e levou governo à grande derrota (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Hugo Motta seguiu vontade da maioria e levou governo à grande derrota (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Do Canal Meio e outras fontes

A longa e dolorosa novela sobre o aumento do IOF terminou em tragédia para o governo. Tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram o decreto que anula o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ampliando ainda mais a crise fiscal pela qual passa o país. Na Câmara, o governo viu partidos de sua base aliada, muitos com ministérios na Esplanada, rebelarem-se e apoiarem a oposição.

A votação foi humilhante para o Planalto: 383 votos a favor e apenas 98 contra. No Senado, o decreto entrou rapidamente na pauta e antes das nove horas da noite os senadores, em votação simbólica, seguiram a Câmara e confirmaram a derrota.

O governo estima que já neste ano a derrubada das medidas vai impactar a arrecadação em ao menos R$ 10 bilhões. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que vai ser preciso ampliar o contingenciamento de gastos para fechar as contas no azul. Desde a gestão Fernando Collor de Mello o Congresso não derrubava um decreto presidencial como fez na noite de ontem. (g1)

A decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de colocar em votação o decreto que anula o aumento do IOF pegou o governo de surpresa. O Planalto tinha como certa a promessa feita por Motta na segunda-feira da semana passada. No dia em que foi votado o pedido de urgência do decreto, o presidente da Câmara disse que não levaria a matéria para o plenário de forma imediata e que daria 15 dias para o governo tentar reverter a derrota que se avizinhava. O pedido de urgência recebera 346 votos a favor e 97 contra, uma amostra das dificuldades que Lula e Haddad enfrentariam para convencer os deputados a mudar de ideia. (Estadão)

Energia mais cara

Mas, ao longo da semana passada, o clima de tensão entre o governo e o Congresso só aumentou. Os parlamentares demonstraram a crescente insatisfação com o Planalto, derrubando os vetos que o presidente Lula havia feito em trechos de uma medida que amplia a isenção fiscal a empresas do setor elétrico.

Como consequência, os brasileiros terão que desembolsar mais na conta de luz — uma péssima notícia para o governo em um ano pré-eleitoral. Antes de colocar o decreto em votação, Motta disse que apenas seguiu a “vontade da Casa” ao levar a matéria ao plenário. (CNN Brasil)

Mais e mais dinheiro

Nos últimos dias, o governo vinha dando sinais de que buscava distender as tensões com o Parlamento. Na semana passada, já havia liberado cerca de R$ 900 milhões para as emendas parlamentares, uma reclamação crescente entre os deputados. Talvez percebendo que o clima na Câmara estava cada vez pior, o Planalto optou por praticamente dobrar o volume de recursos para as emendas parlamentares, com uma liberação total de R$ 1,72 bilhão. (Folha)

Com o projeto já na pauta de votação, o presidente Lula voltou a distribuir afagos ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o maior derrotado na crise do aumento do IOF. Lula não citou a possibilidade de votação do decreto no plenário da Câmara, mas ressaltou que Haddad sempre tratou a economia brasileira com “seriedade”.

Lula ainda fez um apelo aos empresários: “A gente tem uma hora que a gente tem que deixar os nossos interesses individuais de lado e pensar um pouco neste país”, disse o presidente durante o anúncio do aumento do etanol na gasolina. (UOL)

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sexta-feira - 20/06/2025 - 08:26h
Agora vai!

Lula libera emendas para acalmar base arredia no Congresso Nacional

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

Depois de uma semana sofrendo derrotas um dia sim e outro também, o governo decidiu atender às demandas do Congresso e liberou mais de R$ 500 milhões em emendas parlamentares. No mesmo movimento, o Planalto também liberou R$ 1,1 bilhão em verbas extras para o Ministério da Saúde, a fim de atender à base aliada — que votou contra o governo em diferentes matérias de interesse do Executivo nesta semana. (UOL)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou minimizar as derrotas no Congresso elogiando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem fracassado em conseguir um acordo com o Parlamento para aprovar as medidas fiscais que aumentam impostos. Lula disse que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é justo e que o governo não pode ceder sempre que está sob pressão. (Folha)

Lula, no entanto, preferiu não comentar a decisão do Banco Central de ampliar a taxa básica de juros para 15% na última reunião do Copom. Ao longo dos anos em que o BC era dirigido por Roberto Campos Neto, Lula foi um crítico contumaz da política monetária adotada pela instituição.

Desta vez, apenas a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou. Ela poupou o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, mas disse que “é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros”. (Metrópoles)

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