quarta-feira - 20/05/2020 - 08:46h
Brasil

O país de Bolsonaro e de Lula

Lula e Bolsonaro têm o poder de 'controlar' multidões de fanáticos que os veem como infalíveis em meio ao caos (Foto: Web)

De um lado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) debocha de mortes falando que “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína” (veja AQUI).

Do outro, o ex-presidente Lula afirma:

“Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus” (veja AQUI).

Lastimável.

Triste.

As declarações infelizes acontecem quando o país chega a 1.179 novos óbitos nas últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao todo, são 17.971 óbitos por coronavírus e 271.628 casos confirmados.

Leia também: País chega a quase 18 mil óbitos por Covid-19.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 06/05/2020 - 18:00h
Sítio de Atibaia

TRF mantém condenação de Lula a 17 anos de prisão

Do G1

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou recurso e manteve a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, pelo caso do sítio de Atibaia, em julgamento virtual finalizado nesta quarta-feira (6). A decisão foi unânime.

O ex-presidente Lula discursa durante evento em Recife, no dia 17 de novembro (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Em função da pandemia de coronavírus, as sessões do tribunal passaram a ser feitas virtualmente. O julgamento do recurso de Lula iniciou em 27 de abril.

A Oitava Turma, responsável na Corte pelos processos da Lava Jato, também rejeitou o pedido de adiamento da análise dos embargos de declaração. A defesa do ex-presidente pedia que o julgamento ocorresse em sessão presencial.

Crimes

Lula foi condenado em novembro do ano passado a 17 anos, 1 mês e 10 dias pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em julgamento na segunda instância, acusado de receber propina de construtoras, que teriam reformado e decorado um sítio, em Atibaia, interior paulista, em troca de benefícios em contratos com a Petrobras. Segundo a acusação, o local era utilizado pela família do ex-presidente.

O recurso protocolado pela defesa de Lula, chamado de embargos de declaração, solicitava a revisão de dúvidas, revisões ou contradições na sentença. O ex-presidente sustenta que é inocente.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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terça-feira - 24/03/2020 - 09:28h
Tarja preta

Um fio que liga bolsonarista e lulista intimamente

Lula e Bolsonaro têm o poder de 'controlar' multidões que os veem como perfeitos e infalíveis e vítimas (Foto: Web)

Cada dia que passa o bolsonarista está mais parecido com o lulista. Posso jurar que são irmãos siameses.

Impressionante.

Cara de um, focinho do outro.

Em tudo enxergam conspiração contra seu amo (todos tramam contra eles).

São adeptos do dogma da infalibilidade (eles nunca erram).

A culpa é sempre de outra pessoa ou instituição (complexo de transferência de culpa).

Tudo isso se explica com uma palavra: fanatismo.

É um estado psicológico de fervor excessivo, completamente irracional e fica entranhada no indivíduo por qualquer coisa ou tema. Essa paranoia se aproxima do delírio, com consequências muitas vezes imprevisíveis e incontroláveis.

* Essa postagem não contém tarja preta, consciente de que pode causar raiva vulcânica em bolsonarista e lulista.

Calma!

Leia também: Errar é humano, mas não para Lula, Bolsonaro e Pompeia.

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sábado - 23/11/2019 - 12:22h
São Paulo

Isolda participa de Congresso Nacional do PT e posa com Lula

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) postou foto em suas redes sociais, ao lado do ex-presidente Lula da Silva (PT), durante a abertura do 7º Congresso Nacional da legenda, na Casa de Portugal – São Paulo-SP.

Deputada fez postagem hoje (Foto: reprodução BCS)

“Bom dia com o abraço e o carinho do presidente que a gente gosta!”, escreveu a deputada, sob foto em que Lula aparece a acolhendo ao peito e, ela, toda derretida. Sorridente.

O Congresso Nacional do PT não conta com outros nomes de expressão da sigla no RN, como a governadora Fátima Bezerra, senador Jean-Paul Prates e ex-deputado estadual Fernando Mineiro, que estão em viagem à Europa com grupo de governadores do Consórcio Nordeste.

Discurso

Isolda e a deputada federal Natália Bonavides, ao lado de outros filiados potiguares, participam da programação.

O PT realiza o evento até domingo, devendo eleger seus novos dirigentes e debater um elenco de temas.

Na abertura, o ex-presidente Lula discursou.

Veja a íntegra clicando AQUI.

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quarta-feira - 20/11/2019 - 10:30h
Política Nacional

Maia receberá Lula, mas se esquiva de qualquer aliança

Lula acena; Rodrigo é protocolar (Foto: CB)

Do UOL

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concordou em receber o ex-presidente Lula (PT).

O deputado petista José Guimarães, do Ceará, que intermediou o convite para o encontro, sugeriu que gostaria de ver Maia como candidato a vice do petista.

Maia afirmou que não tem qualquer intenção de aliança.

“Ele é um ex-presidente da República e eu não recusaria o encontro”, disse.

“Mas agora é hora de cuidar do meu projeto.”

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quinta-feira - 14/11/2019 - 23:30h
Descida do Alto de São Manoel

“Lula Livre” tem pouca expressividade em Mossoró

Acabou sendo de pouca expressividade a mobilização “Lula Livre” em Mossoró à noite desta quarta-feira (14), com a “Descida do Alto de São Manoel”.

A movimentação partidária comemorou a liberdade do ex-presidente Lula da Silva (PT), que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba-PR. Sexta-feira (8) ele foi autorizado a sair (veja AQUI).

Mobilização foi à noite, com uso de trio-elétrico e participação de militantes e gente de movimentos sociais (Foto: Web)

O evento foi organizado pelo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT).

Um trio-elétrico, militantes petistas e integrantes de movimentos sociais participaram do movimento, que contou com a presença da deputada estadual Isolda Dantas (PT).

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sábado - 09/11/2019 - 19:20h
São Bernardo do Campo

Lula, Fátima, Natália e Mineiro lá!

Uma delegação de petistas ilustres do Rio Grande do Norte desembarcou em São Bernardo do Campo-SP neste sábado (9), para participação em concentração política em torno do ex-presidente Lula da Silva (PT), solto dia passado (veja AQUI).

Fátima e Fernando Mineiro estiveram ao lado de Lula em seu pronunciamento de hoje (Foto: divulgação)

A governadora Fátima Bezerra, ex-deputado estadual e secretário de estado Fernando Mineiro e deputada federal Natália Bonavides foram algumas das presenças na cidade paulista, em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Em discurso, Lula afirmou que não irá permitir que destruam o país e que irá lutar pela anulação de todos os processos contra ele da Lava Jato. O ex-presidente criticou duramente o governo Bolsonaro, a política econômica de Paulo Guedes, as redes Globo, SBT, Record e também o ex-juiz Sergio Moro.

Desde ontem, manifestações pró e contra a decisão (veja AQUI) do Supremo Tribunal Federal (STF), que ensejou a liberdade de Lula, pipocam por todo o país.

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sexta-feira - 25/10/2019 - 15:46h
Veja

Operador do Mensalão implica Lula em morte de prefeito

Revista Veja

Em depoimento inédito, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do caso que ficou conhecido como escândalo do “Mensalão”, afirma que o ex-presidente Lula da Silva (PT) deu aval para pagar a chantagista que iria apontá-lo como envolvido no assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT).

Celso Daniel teria sido morto como queima de arquivo, em 2002 (Epitácio Pessoa-Estadão Conteúdo)

Em um depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais, a que VEJA teve acesso, o Valério declarou ter ouvido do empresário Ronan Maria Pintoque o ex-presidente foi o mandante do assassinato.

Celso Daniel foi morto a tiros em meio a um nebuloso sequestro, em 2002.

Até hoje, a morte do prefeito é vista como um crime comum, sem motivação política, conforme conclusão da Polícia Civil. Apesar disso, o promotor Roberto Wider Filho, por considerar graves as informações colhidas, encaminhou o depoimento de Valério ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, que o anexou a uma investigação sigilosa que está em curso.

Veja reportagem completa clicando AQUI.

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quarta-feira - 02/10/2019 - 08:10h
Pleno

STF retoma votação que pode anular condenações da Lava Jato

Do Folha de São Paulo/O Estado de São Paulo

O Supremo retoma nesta quarta-feia (2) o julgamento do pedido de anulação da sentença do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, condenado por corrupção pela Lava Jato. Seis ministros já votaram a favor do réu e, três, contra.

O debate que ocorrerá a partir das 14h, porém, está na modulação que a Corte deve apresentar. O pleno deve adotar a tese de que, quando há réus delatores, eles devem apresentar alegações finais antes dos outros réus. A questão que se apresenta aos ministros é relativa ao passado: em que circunstâncias julgamentos que já ocorreram devem ter suas sentenças anuladas?

De acordo com a Folha, já começa a se formar consenso no entorno da tese do ministro Alexandre de Moraes. A nova leitura se aplicaria aos réus que tenham pedido para se manifestar por último nesta fase final ainda no julgamento de primeira instância.

Modulação

Ao Estadão, o ministro Gilmar Mendes confirmou. “Parece que essa é a modulação passível e possível de se fazer”, disse, “já se formou maioria nesse sentido.”

Este entendimento não interfere no caso do tríplex de Guarujá pelo qual cumpre pena o ex-presidente Lula.

Mas traz de volta à primeira instância o caso do sítio de Atibaia, pelo qual Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão.

Como o então juiz Sergio Moro negou a mudança de ordem em todos os casos que julgou, muitas sentenças deverão ser revistas.

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terça-feira - 27/08/2019 - 23:36h
Brasil

Procuradora admite erro ao ironizar morte da mulher de Lula

Procuradora Jerusa Burmann Viecili pediu desculpas, mas depois fez nova intervenção (Foto: Geraldo Bubnia/AGB)

Do UOL

A procuradora Jerusa Viecili, da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, publicou um pedido de desculpas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em suas redes sociais na noite de hoje.

“Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”, escreveu a procuradora na noite de hoje em seu Twitter.

Ela foi uma das citadas na reportagem do UOL que mostrou que membros do Ministério Público Federal (MPF) ironizaram a morte da esposa de Lula, Marisa Letícia, em 2017, e os pedidos do ex-presidente para ir aos enterros de familiares que morreram neste ano.

Cerca de uma hora e meia depois da postagem, a procuradora voltou ao Twitter e disse que “uma mensagem não autentica todo o conjunto” e que “a existência de mensagens verdadeiras não afasta o fato de que as mensagens são fruto de crime e têm sido descontextualizadas ou deturpadas para fazer falsas acusações”.

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quarta-feira - 07/08/2019 - 11:20h
Decisão

A pedido da PF, Lula será transferido para prisão em São Paulo

Lula: mudança (Foto: Hélvio Romero)

Do G1

A juíza Carolina Lebbos autorizou a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da carceragem a Polícia Federal (PF), em Curitiba, para um estabelecimento prisional de São Paulo. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (7).

A juíza disse que caberá à Justiça Federal no estado de São Paulo definir onde Lula cumprirá o restante da pena de 8 anos e 10 meses por condenação na Lava Jato, no caso do triplex em Guarujá (SP). A data da transferência não foi definida.

Quem pediu a remoção foi a Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está detido desde abril de 2018.

A PF alegou que, por causa da prisão, os órgãos de segurança têm de atuar de forma permanente para evitar confrontos entre “grupos antagônicos” e que toda a região teve a rotina alterada. A corporação disse que ainda que as instalações são limitadas para presos de longa permanência.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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segunda-feira - 08/07/2019 - 10:44h
Brasil

O surto de vaias no futebol, na política e redes sociais

O Seleção do Brasil de futebol foi campeã da Copa América versão 2019, em jogo nesse domingo (7) no Estádio Maracanã (RJ).

Impôs placar de 3 x 1 no Peru (veja AQUI).

Mas nas redes sociais, boa parte das postagens, neurônios e tempo foi consumida com um lengalenga sobre vaias sofridas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) – em meio também a aplausos.

Bolsonaro enfrentou vaias, mas recebeu também aplausos, com tempo para posar ao lado de jogadores e taça (Foto: Z1)

Quanta perda de tempo, gente.

Torcida de futebol vaia até o próprio time de paixão e sua Seleção, imagine presidente da República, figura episódica lá por Brasília.

Há poucos dias, nessa mesma Copa América, o selecionado brasileiro saiu de campo sob vaias uníssonas.

Ontem, aplaudido.

Dilma Rousseff (PT) foi vaiada ruidosamente no mesmo Maracanã no final da Copa do Mundo de 2014 e no início, no Estádio de Itaquera (SP).

Lula (PT) – maior estrela da política nacional nas últimas décadas – enfrentou igual sentimento da massa nos Jogos Panamericanos de 2007. Ficou de tal modo abalado, que desistiu de fazer a declaração formal de abertura. Onde? No Maracanã.

– “É reação do ser humano”, julgou Lula ao falar sobre o assunto, minimizando o mal-estar.

Juscelino Kubitschek foi coberto por vaias em um evento oficial na condição de presidente da República. Saiu-se do embaraço com maestria:

– “Feliz do país que pode vaiar seu presidente”.

O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues falava que “os admiradores corrompem”. Tratava a vaia com reverência, bem ao seu estilo controverso.

Vamos cuidar de coisas mais importantes e sérias para o país. O tempo urge e ruge. Copa América já passou. O Governo Jair Bolsonaro está só começando – com ou sem vaias.

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terça-feira - 25/06/2019 - 19:52h
3 x 2

Supremo nega pedido de liberdade para Lula

Decisão no plenário foi tomada em sessão ocorrida nesta terça-feira no Supremo (Foto: O Globo)

Na última sessão do semestre, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu negar nesta terça-feira (25) liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto não conclui a análise de um pedido de suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, apresentado pela defesa do petista.

Por 3 votos a 2, os integrantes do colegiado rejeitaram proposta do ministro Gilmar Mendes para que Lula ficasse em liberdade até a decisão final sobre o habeas corpus.

A sessão desta terça-feira foi interrompida assim que os magistrados negaram a proposta de Gilmar Mendes. Não há data definida para a retomada do julgamento.

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sábado - 27/04/2019 - 17:46h
Reação

Bolsonaro diz que boa parte da turma de Lula “está presa”

Bolsonaro ironizou entrevista (Foto: reprodução)

Da IstoÉ

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) rebateu neste sábado (27) as críticas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, em sua primeira entrevista da cadeia, afirmou que o Brasil é governado por um “bando de maluco”.

“Pelo menos não é um bando de cachaceiros, né?”, disse o atual mandatário, durante breve conversa com jornalistas na periferia de Brasília. Segundo Bolsonaro, a Justiça cometeu um “erro” ao autorizar Lula a conceder a entrevista, que foi dada aos jornais El País e Folha de S. Paulo.

“Eu acho que o Lula, primeiro, não deveria falar. Falou besteira. Maluco? Quem era o time dele? Grande parte está presa ou está sendo processada”, afirmou.

Além disso, em entrevista à Record, Bolsonaro ironizou as declarações do petista: “Acho que bebida é proibida na cadeia.”

Lula pode receber jornalistas na carceragem da Polícia Federal em Curitiba após uma longa batalha nos tribunais e, durante a entrevista, reafirmou sua inocência, disse que não trocará sua “dignidade” por sua “liberdade” e garantiu ser alvo de uma “farsa” montada no Departamento de Justiça dos Estados Unidos (veja AQUI).

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terça-feira - 23/04/2019 - 17:26h
Julgamento

STJ reduz pena de Lula que deverá ir para o semiaberto

Lula: unanimidade (Foto: Hélvio Romero)

Do G1

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (23) manter a condenação, mas reduzir a pena imposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex no Guarujá.

O relator, Felix Fischer, e os ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, presidente da turma, e Marcelo Navarro concordaram em reduzir para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão a pena de 12 anos e 1 mês para 8 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Os votos foram proferidos durante julgamento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente e atenderam parcialmente ao recurso.

De acordo com os votos dos ministros, a pena imposta ao petista ficou da seguinte forma:

  • Corrupção passiva – 5 anos, 6 meses e 20 dias (TRF-4 havia fixado em 8 anos e 4 meses)
  • Lavagem de dinheiro – 3 anos e 4 meses de prisão (TRF-4 havia fixado em 3 anos e 9 meses)
  • Pena total – 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão (TRF-4 havia fixado em 12 anos e 1 mês)

Atualmente, Lula cumpre pena em regime fechado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Pela lei, após cumprir um sexto da pena poderia progredir para o semiaberto, regime pelo qual é possível deixar a cadeia durante o dia para trabalhar.

De acordo com a pena fixada pela Quinta Turma nesta terça, Lula terá que cumprir 17 meses para ir para o semiaberto. Como já cumpriu cerca de 13 meses, faltariam quatro. A leitura na prisão pode contribuir para reduzir ainda mais os dias de punição.

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segunda-feira - 11/03/2019 - 12:18h
STJ

Uma prisão domiciliar para Lula

Lula: em casa (Foto: Hélvio Romero)

Da coluna Painel do Folha de São Paulo

Aliados do ex-presidente Lula voltaram a ter esperança de que ele possa ser transferido para a prisão domiciliar. A expectativa é a de que o STJ reveja parte da pena imposta no processo do triplex do Guarujá (SP), o que abriria brecha para mudança do regime imposto ao petista.

Sua parte

A Quinta Turma do STJ deve julgar ainda neste mês o recurso do ex-presidente.

Ministros da corte relatam que colegas do Supremo passaram a criticá-los por adotarem posição “de chancela automática” dos atos de Curitiba.

A tese é a de que, se eles não fazem uma análise fundamentalmente técnica, a revisão sobra só para o STF.

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quinta-feira - 31/01/2019 - 18:22h

Presunção opinativa

Por François Silvestre

Ninguém consegue me convencer de que Lula é inocente. Ninguém consegue me convencer de que Bolsonaro é honesto.

Não vai nisso qualquer ranço pessoal, pois ambos estão em patamares tão distantes de mim que não cabe, na minha pequenez, qualquer relação pessoal.

São deuses fanatizados e postos em altares. Cujas imagens merecem, para mim, iconoclasta, apenas um olhar irônico. Mais de pena dos adoradores do que de escárnio aos adorados.

Repito: Um não é inocente nem o outro é honesto.

Fica o dito no campo da presunção, pois não disponho de provas para acusá-los. E sem provas ou acusação específica, resguardo-me da imputação de calúnia. Posto que na tipificação criminal, do nosso Direito Penal, não exite o tipo calúnia presumida.

Apenas passo no patamar dessa igreja, sem nela adentrar, observando de longe a liturgia dos idiotas. A idiotice também não é crime. Nem contravenção.

É apenas um pastoril de cores sem quermesse, que deixa a cada lado o exercício de apedrejar a Diana.

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Categoria(s): Opinião
quarta-feira - 30/01/2019 - 13:50h
Polêmica

STF autoriza Lula a ir a sepultamento; decisão chega tarde

Corpo de Vavá, irmão de Lula, é enterrado em São Bernardo do Campo — Foto: Glauco Araújo/G1

Do G1

Lideranças do PT afirmaram nesta quarta-feira (30) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não ir para São Bernardo do Campo se encontrar com familiares após a morte do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá.

O corpo de Vavá foi enterrado no ABC paulista pouco depois da divulgação da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli (veja AQUI), de autorizar a saída de Lula, no início da tarde desta quarta.

“É lamentável que a decisão só tenha saído a essa hora. É totalmente inviável. Não era pra vir ver o corpo do Vavá, era para falar com a família. O Lula com muita dignidade agradeceu, mas não vem, não faz sentido mais”, disse Gilberto Carvalho, ex-ministro da República.

Deverá ser feito pedido à justiça para que Lula possa ir à missa de sétimo dia do irmão, em local e horário ainda a serem definidos.

Saiba mais clicando AQUI.

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domingo - 13/01/2019 - 19:50h

Do que você está falando, companheiro?

Por Rodrigo Levino

1. “A maioria das pessoas não sabia que ‘imoralidade’ significa algo mais que imoralidade sexual.”

O relato acima, do escritor britânico George Orwell, está no ensaio Propaganda e discurso popular, dos anos 30, parte de um conjunto de textos da época em que o autor analisa a linguagem e o discurso dos sindicatos proletários aos atores políticos da Inglaterra então em guerra.

Máscaras de Lula no acampamento de simpatizantes na sede da Polícia Federal em Curitiba (Foto Pablo Jacob - Agência Globo)

Em 2014, no Brasil, pesquisas qualitativas detectaram um deslize fatal do então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), na Região Nordeste, ao se referir à presidente Dilma Rousseff (PT) como “leviana”.

Uma quantidade considerável de pessoas não sabia que “leviana” significa algo mais do que outra expressão popular para “rameira”.

2. Entre outros aspectos, como o léxico e até a prosódia (cita o estadista britânico Winston Churchill, que pronunciava mal “nazi” e “Gestapo”, assim como a gente comum; o primeiro-ministro igualmente britânico Lloyd George, que falava “kêiser”, a versão das ruas, e não “kaiser”, o que os aproximava do povo, um trunfo), Orwell trata, quando sobre a esquerda, da degradação das palavras, mormente seu engessamento pelos clichês de protestos sindicais e do Partido Comunista, que vão aos poucos revogando seus sentidos originais e se tornando pálidas aos ouvidos da massa.

3. As causas mudaram, os sindicatos morreram, as narrativas idem. Noventa anos depois, a linguagem, coitada, segue sendo açoitada.

Tomemos a mesma esquerda da qual tratava Orwell como amostra, numa versão local.

Mais fortemente após 2013, com o acirramento da disputa política no Brasil nas redes sociais, fascismo, nazismo e genocídio deixaram de carregar corpos, tragédias e história em seus significados e se transformaram em dispositivos de realçar virtudes, quando postos num falso contraste com o oponente, quase sempre um espantalho mal montado, genérico.

Junto da perda dos referenciais históricos e do bom senso, os limites também se alargam, o registro das palavras esmaece. Se tudo é fascismo, nada é fascismo. E quem saberia definir de pronto, assim que a palavra sair da boca?

4. Mesmo com a vida coalhada de violência por todos os lados, uma quantidade considerável de pessoas pode nem sequer relacionar semanticamente “genocídio” a seu cotidiano.

É que a retórica tem por limite a realidade, de modo que a pergunta se impõe: a violência estatal que se abate sobre as populações mais pobres e negra no Brasil pode ser mensurada pelos mesmos protocolos que definiram o que houve na aniquilação de jovens na Guerra Civil de Ruanda ou no Conflito dos Bálcãs?

5. A direita, por sua vez, dobrou todas as apostas nesta guerra de linguagem e, com trollagem, ataques coordenados e o humor incivilizado dos memes, desceu a uma boçalidade que não passou despercebida nem pelo vice-presidente, o general Hamilton Mourão, na última campanha eleitoral.

6. “Não passarão”, “Não vai ter golpe”, “Ele não”, “Lula livre”, “Eleição sem Lula é fraude”.

Assistiu-se nos últimos anos também ao florescer de slogans de batalhas perdidas, reciclados e adaptados da Guerra Civil Espanhola à romaria lulista, todos fontes de muita frustração. Um sucedendo ao outro numa peregrinação insensata por mudar os fatos, esses teimosos.

Especialmente no petismo, junto da repetição exaustiva desses gritos de guerra, a degradação da linguagem veio num crescente de cinismo, de “recursos não contabilizados” até “Dilmãe”, um negócio infantiloide, antipolítico.

O acúmulo desses dois vieses tomou a forma de escárnio e fermentou o ressentimento. De modo que quem já foi à luta com Dilma Bolada não pode se surpreender com o Mamãe Falei.

7. Acossada pelas denúncias e condenações por corrupção contra o PT e pelas consequências da crise econômica dilmista, a esquerda centrou força numa luta que é urgente, mas comunicada, sobretudo por e entre millennials, com uma estética irônica, elitista e excludente, logo impermeável à massa, esmagada pela violência e pela falta de trabalho.

Mansplaining, gaslighting, ghosting, empowerment são expressões de branding, não de causa humanitária urgente.

Desaforo, grosseria, má educação, atrevimento, desrespeito, abuso, violência, insolência, audácia, ofensa, cinismo; nossa língua, a do povo, é rica e pode dar conta de criar pontes entre desiguais e definir o que é inaceitável sem recorrer a modismos universitários americanos. O lacre venceu a práxis.

8. O mercado e a publicidade engoliram os novos revolucionários — a cadeia, os mais velhos.

“Antes de lacrar, verifique se você está contribuindo com questões urgentes de direitos humanos ou só fortalecendo a marca de uma grande corporação”: poderia ser um aviso permanente a uma nova esquerda que, nos anos 60-70, estaria sendo chamada de “distração burguesa” ou “alienada”.

9. Quem domina a linguagem ainda domina o discurso.

Rodrigo Levino, de 36 anos, é cozinheiro. Atuou e colaborou como jornalista por 12 anos na Folha de S.PauloPlayboyPoder, Piauí e em outras publicações. É escritor e jornalista de origem caicoense, com atuação também na imprensa do RN.

*Texto originalmente publicado na revista Época.

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domingo - 13/01/2019 - 10:40h
Cesare Battisti

Terrorista italiano que fugiu do Brasil é preso na Bolívia

Do UOL

O terrorista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro assassinatos na década de 1970, foi detido na Bolívia no sábado (12).

Ele foi detido na tarde de sábado por uma equipe da Interpol formada por agentes italianos e brasileiros enquanto caminhava pela rua na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e não ofereceu resistência, segundo fontes do Ministério do Interior da Itália.

A polícia italiana divulgou imagem de Battisti após a prisão na Bolívia (Reprodução)

Segundo Filipe G. Martins, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o terrorista deverá ser trazido para o Brasil, “de onde provavelmente será levado até a Itália para que ele possa cumprir pena perpétua, de acordo com a decisão da justiça italiana”.

O governo italiano, porém, enviou à Bolívia um avião com agentes de inteligência. As fontes do Ministério do Interior da Itália, contudo, desconhecem por enquanto se Battisti deverá retornar ao Brasil antes de ser extraditado à Itália, mas acreditam que este é “um ponto que se resolverá nas próximas horas”.

Quatro homicídios

O italiano foi membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, e foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios entre 1977 e 1979, que ele nega ter cometido. Após décadas foragido na França e no México, Battisti se instalou em 2004 no Brasil, onde permaneceu escondido até sua detenção em 2007 e sempre foi reivindicado com insistência pela Itália.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou sua extradição em 2009 em uma sentença não vinculativa que deixou a decisão nas mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas este a rejeitou em 31 de dezembro de 2010, último dia de governo do seu segundo mandato.

Sua detenção na Bolívia aconteceu quando estava foragido desde dezembro do ano passado, depois que o STF ordenou sua detenção para extraditá-lo à Itália e o então presidente Michel Temer (MDB) assinou o decreto para isso. O novo presidente Jair Bolsonaro (PSL) também já tinha antecipado sua intenção de extraditá-lo e a notícia da sua detenção foi celebrada pela política italiana.

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quarta-feira - 09/01/2019 - 10:14h
Política

Errar é humano, mas não para Lula, Bolsonaro e Pompeia

Pregação ética no poder bate de frente com a realidade política no Brasil e lembra a Roma antiga

– “Quando nós viramos referência, nós não podemos errar, não temos o direito de errar e não temos o direito de fracassar”, presidente Lula da Silva (PT), dia 13 de fevereiro de 2004.

– “Nós não podemos errar. Se errarmos, os senhores bem sabem quem poderá voltar. E as pessoas de bem, que foram maioria, não poderão se decepcionar conosco”, presidente Jair Bolsonaro (PSL), dia 7 de janeiro de 2019.

As duas frases destacadas acima em negrito, em dois momentos distintos, separadas em mais de 14 anos uma da outra, pronunciadas por políticos antagônicos e dirigidas em especial a seus eleitores e militantes, tratam em essência da mesma natureza semântica: o verbo “errar”.

Lula avisou que ele, sua equipe e o PT não podiam errar; Bolsonaro repete retórica em meio à turbulência (Foto: Web)

Em cada contexto histórico, a fala desses personagens cumpriu-cumpre o papel de fomentar um exercício prático além da própria retórica dos líderes inspiradores. Não errar, é não pecar, não cair nas tentações que o poder produz.

Lula discursou quando o PT completava 24 anos de vida. No emblemático Hotel Glória no Rio de Janeiro, símbolo neoclássico da burguesia carioca no século passado, ele dava os primeiros passos do segundo ano do seu primeiro mandato presidencial.

Mensalão e petrolão

Adiante, em 2005, o escândalo do “mensalão” – narrativa sobre compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil – começou a desconstruir a imagem asséptica que Lula e seu partido tentavam vender. Depois vieram outros escândalos, como o infindável “petrolão” – nome dado para um esquema de corrupção e desvio de fundos que ocorreu na Petrobras -, envolvendo governos petistas e diversos partidos, políticos e outros personagens.

Eleito sob a égide da moralidade, para varrer a corrupção do Planalto, Esplanada dos Ministérios e Brasil, bem ao estilo Jânio Quadros nos anos 60, o capitão reformado do Exército e deputado federal Jair Bolsonaro mal começou seu mandato e já convive com embaraços. Na verdade, antes mesmo de cruzar a faixa presidencial no peito dia 1º de janeiro deste ano.

No dia 6 de dezembro do ano passado, portanto após as eleições, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) detectou que Fabrício Queiroz – policial militar da reserva, ex-motorista de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), senador eleito e filho do presidente, fez uma movimentação bancária de 1,2 milhão de reais, “incompatível com seu patrimônio”, entre 2016 e 2017. Até a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro tinha dinheiro transferido para sua conta por Queiroz.

De lá para cá, nunca o caso ficou razoavelmente esclarecido. Esquiva-se desde então do Ministério Público.

Civismo e mérito

Poucos dias depois, o deputado federal e braço direito de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), é denunciado por ter utilizado indevidamente verba da Câmara Federal em 2018 em trabalhos da campanha presidencial. Acossado pela imprensa, defendeu-se com evasiva superior: “Eu não tenho que me defender de nada”.

Segundo Lorenzoni, agora ministro-chefe da Casa Civil, a justificativa para utilizar recursos públicos de forma irregular tinha um componente cívico: “Eu estava ajudando a construir o que, hoje, nós estamos vivendo: a transição de um novo futuro para o nosso país”.

Na segunda-feira (7), quando o presidente Bolsonaro empossava no Palácio do Planalto os novos dirigentes do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (CEF), repetiu inadvertidamente a frase cunhada por Lula na década passada. Dia seguinte, porém, veio outra contrariedade.

O vice-presidente da República, general reformado Hamilton Mourão (PRTB), teve o filho Antonio Hamilton Rossell Mourão nomeado para um cargo com remuneração em torno de R$ 36 mil/mês no Banco do Brasil, onde é funcionário de carreira há 18 anos.

Instado a se pronunciar sobre a ascensão, Mourão fez uma avaliação particular do currículo do seu rebento, como se fizesse parte do setor de RH (Recursos Humanos) do BB: “Ele tem mérito.” Ah, tá!

O eco do salto meritório do filho de Mourão, no BB, chegou ao Planalto provocando ruídos. O presidente Jair Bolsonaro soube do caso pela imprensa que tanto combate e desdenha e não por seu Twitter (rede social que mais usa).

É lugar-comum uma frase atribuída ao general Júlio César há mais de dois mil anos, quando tratava de imagem pública de Pompeia, sua segunda mulher, perante o patriciado (elite republicana romana), plebeus e escravos: “À mulher de César não basta ser honesta; precisa parecer honesta.”

O clã Bolsonaro deve conhecer pelo menos razoavelmente a história do apogeu e declínio de César. Sobre o PT, bem mais, com certeza. Errar é humano, mas ‘mitos’ não têm direito ao pecado.

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sexta-feira - 28/12/2018 - 21:00h
Brasil

A democracia de cada um

Por François Silvestre

Já foi dito que cada ministro do supremo é uma constituição. E a Constituição real, de 1988, só serve para manuseio das interpretações.

Nariz de cera para contar um fato, usando a comparação, sobre a noção que cada um de nós tem da democracia.

Isso mesmo; democrata é quem concorda comigo, se discorda é autoritário.

Ah, prometi um fato.

Estava num barzinho da Rua da Glória, primeiro bairro carioca da zona Sul, de quem vem da Cinelândia para o Catete, que guarda fisionomia suburbana, segundo Norma, crítica de teatro que frequenta o local. Esquina da Rua Cândido Mendes, onde ainda mora a outrora aristocrática Casa da Suíça e o elegante e minimalista espaço de arte do Café Grégora.

Do barzinho, vê-se a Praça Paris e o Outeiro da Glória, onde foi batizada a Princesa Isabel. Ali se fala de tudo e passam de todos; boêmios, artistas, mendigos, loucos, profetas e poetas.

Numa dessas tardes, em plena campanha eleitoral, estava ao lado da minha mesa um grupo bebendo e distribuindo propaganda do candidato Haddad. Passa por eles um vendedor de óculos, oferecendo a mercadoria.

Uma jovem, do grupo, lhe oferece um decalque do candidato e diz “pela democracia”. O vendedor recebe e responde: “pela ordem”.

Aí a jovem se exalta e explica ao vendedor, que ouvia meio tímido, “a democracia precisa avançar, tudo pela democracia”.

O grupo era formado por militantes do PSol.

O vendedor de óculos foi embora, levando a propaganda. Aí, bestamente eu me meti. “Concordo com você”. Ela foi toda sorriso, de dentes à mostra. Inventei de continuar: “Também acho que a democracia é essencial, deve avançar”.

Enquanto eu falava, eles me ofereciam decalques. Continuei: “Chegamos a esse impasse por conta dos erros cometidos e a relutância em fazer autocrítica, promovendo inclusive a dissidência de vocês do PSol, por motivos éticos”…Não pude continuar.

Eles nem contestaram, apenas viraram as cadeiras e me deram as costas. Pois é.

Democracia só deles, do mesmo jeito da democracia de Bolsonaro. Só dele. Ou de Lula, só dele.

Recuso-me à filiação dessa democracia. Assim como dou-me o direito de duvidar da supremacia da nossa suprema corte.

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