terça-feira - 10/07/2018 - 07:30h
Justiça e Política

Judiciário vive polarização com celeuma em torno de Lula

Do Congresso em Foco

A polarização política expressa nas urnas, nas ruas e nas redes sociais chegou de vez ao Judiciário.O vaivém judicial em torno da soltura ou não do ex-presidente Lula, que durou cerca de 10 horas nesse domingo (8), pôs em xeque a isenção do juiz Sérgio Moro e de seu novo antagonista, o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Favreto e Moro: militância e parcialidade (Foto: Web)

Os dois tiveram sua atuação questionada por especialistas e podem ter complicações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que analisa a conduta dos magistrados.

Em comum, a crítica de que extrapolaram suas competências e agiram de acordo com interesses políticos.

Moro, o inimigo

Desde que centrou fogo em figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e, principalmente, o ex-presidente Lula, Moro é tratado por petistas como inimigo, um magistrado a serviço do PSDB, cujo maior intuito é tirar o ex-presidente da disputa presidencial.

Essa crítica foi reforçada pelo PT nesse domingo, quando o juiz federal interrompeu suas férias, em Portugal, para se insurgir contra a decisão de Favreto de libertar Lula. Moro contestou a decisão do desembargador, que está acima dele na estrutura hierárquica do Judiciário, e acionou o também desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo que resultou na prisão de Lula, contra a ordem de soltura do ex-presidente.

Decisão de ex-petista

Personagem novo na Lava Jato, Favreto é um velho conhecido na política partidária do PT. Filiado ao partido por 19 anos, integrou os governos Lula e Dilma. Antes de virar desembargador, coordenou a assessoria jurídica do então prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT). Na administração federal, atuou como assessor no Ministério da Justiça quando Genro era o ministro.

Também ocupou cargos de chefia na área jurídica na Casa Civil, sob as ordens de José Dirceu e Dilma Rousseff, na Secretaria de Relações Institucionais e no Ministério do Desenvolvimento Social. Foi nomeado desembargador por Dilma após ser o mais votado em lista tríplice da Ordem dos Advogados do Brasil. Só então ele se desfiliou do PT.

Veja íntegra dessa postagem especial clicando AQUI.

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segunda-feira - 09/07/2018 - 12:20h
COLUNA DO HERZOG

Os bons magistrados podem e devem salvar o Brasil

Por Carlos Santos

Domingo sem futebol, mas com intensas emoções. Nem deu para sentir falta do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. O Brasil real é bem mais intenso e emocionante.

A celeuma em torno de um alvará de soltura do ex-presidente Lula da Silva, considerado teratológico (absurdo) por setores e vozes influentes do mundo do Direito, chega a nos assustar. É mais uma prova da insegurança jurídica em que vivemos e o lamaçal em que se meteu o poder que deveria frear os excessos dos outros, arbitrar conflitos, efetivar a justiça. Ser moderador e moderado.

O Judiciário do Brasil está tão podre quanto os demais poderes, com o agravante de que a sociedade não tem meios de depurá-lo pelo voto. Às vezes é obrigada a ficar caladinha, sem estrilar, para não pagar caro a ‘insolência.’

“Política e Justiça não podem se misturar em hipótese alguma. Não há Justiça de direita ou de esquerda. O justo só tem um lado: o do direito”, chegou a asseverar uma Nota Oficial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesse domingo (8) – veja AQUI.

A magistratura é um dos mais belos ofícios que temos. Vejo-o como um apostolado. Mas há uma súcia que a envergonha. O mérito, o notório saber jurídico, a ética, não podem ser substituídos pelo compadrio, pelo escambo, pelo aparelhamento de judicantes e do Judiciário.

Judiciário do Brasil é uma vergonha, com valorosas exceções. A propósito, é desfaçatez querer atribuir a forças estranhas (exógenas) a esse poder, suposta campanha para desmoralizá-lo. Boa parcela de seus membros é responsável por isso. Os bons podem e devem salvá-lo, para salvarem o Brasil.

PRIMEIRA PÁGINA

Mau exemplo vem de cima e contamina todo o Judiciário – “O que me parece lamentável é que isso costuma ocorrer na Justiça. Um sujeito espera um juiz plantonista ideal para impetrar um habeas corpus, um mandado de segurança, e ter a certeza da obtenção de uma liminar. Isso é velho e conhecido na Justiça”. O comentário é do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso, 82. Em entrevista esclarecedora (veja AQUI), Velloso diz que os maus exemplos do STF, em que ministros não respeitam decisões do próprio plenário, estimulam os excessos, os abusos, em instâncias inferiores.

Ex-ministro do STF, Carlos Velloso revela preocupação com os rumos do Judiciário brasileiro (Foto: Breno Fortes)

O “não voto” de 2014 caminha para ser maior este ano – Veja esses números do Primeiro Turno das eleições no Rio Grande do Norte, disputa ao governo estadual: 16,83% de Abstenção, 7,05% de Branco e 16,29% foram de voto Nulo. Total: 40,17%. Segundo Turno: 17,66% de Abstenção, 3,07% de votos em Branco, 12,78% de voto Nulo. Total: 33,51%. Do primeiro para o segundo turno, acabou existindo queda no “não voto”, num patamar expressivo. Mesmo assim, o índice de abstenção cresceu 0,83% de um pleito para o outro àquele ano. O cenário pode ser ainda pior num eleitorado de 2.373.092 votantes. Este ano, com o desalento ainda maior em relação a políticos, partidos e à política, faça suas apostas.

Tião não definiu qualquer apoio à Câmara Federal – Textos oficiais do Partido da República (PR) divulgaram no final de semana, que o empresário e ex-candidato a vice-prefeito de Mossoró Tião Couto (PR) apoiaria a pré-candidatura do ex-deputado federal João Maia (PR) à Câmara Federal. “Menas” verdade. Tião anunciou desistência própria (veja AQUI) de postulação a deputado federal, mas sem declarar se apoiará João ou outro nome.

Styvenson ameaça primeiramente Zenaide Maia – Em sua instantânea ascensão como nome ao Senado, o capitão Styvenson Valentim (sem partido), ameaça primeiramente a deputada federal Zenaide Maia (PHS). Ela é o nome mais próximo à subida de Styvenson e não o primeiro colocado até aqui nas pesquisas, senador Garibaldi Filho (MDB). Se formos falar de riscos, com duas vagas em jogo, quem está sob maior ameaça é ela e não “Gari”. As próximas pesquisas dirão com maior realismo o que pode estar por vir na disputa ao Senado. Se Styvenson se confirmar como outsider (nome estranho ao sistema) da campanha, eles dois que se virem à cata da outra vaga.

O marketing político-eleitoral contido no alvará de soltura de Lula – É-me profundamente estúpido debater e discutir, sob o viés do Direito, a celeuma em torno da decisão monocrática do desembargador federal Rogério Favreto, que ontem assinou três despachos consecutivos para ensejar a liberdade do ex-presidente Lula da Silva (PT). Sou analfabeto jurídico. Não sei fazer uma petição, imagine tratar dessa polêmica tecnicamente. Mas sob o ângulo político e do marketing eleitoral, atrevo-me a opinar e falar. Sou do ramo. Uma tese palatável é de que o PT apostava realmente na soltura do seu principal ícone, mesmo que por algumas horas ou dias, para criar um fato político grandiloquente, capaz de produzir círculos concêntricos que amplificassem a imagem de Lula. Organizou previamente sua militância para um domingão legal em todo o país. Assim, daria outra injeção de ânimo nela, potencializando a influência populista do ex-presidente em favor de um candidato próprio à presidência da República e outras postulações nos estados. A estratégia foi bastante engenhosa, contando com o destemor de um antigo militante no Tribunal Regional Federal da 4ª Região para despachar a decisão judicial. Contudo outro judicante com perfil parcial, Sérgio Moro, estava no meio do caminho. Melou.

PCdoB endossa escolha de Antenor Roberto a vice e união com PT e PHS – Em sua sede no bairro Tirol em Natal, nesse domingo (8), o PCdoB realizou reunião ordinária do Comitê Estadual e referendou escolha do seu presidente, Antenor Roberto, como vice da senadora Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao governo estadual. Mas houve críticas pela forma de divulgação do nome pelo PT, no fim de semana (veja AQUI). Sigla foca agora sua luta, também, nas chapas proporcionais.

Robinson Faria não segue a lição que passou a “Francisco” – No dia 9 de outubro de 2016, uma semana após as eleições municipais daquele ano, o governador Robinson Faria (PSD) disse ao programa “Diógenes Dantas Entrevista”, da TV Tropical (veja AQUI), o porquê de não ter apoiado o projeto de reeleição à Prefeitura Municipal de Mossoró, do então prefeito e aliado Francisco José Júnior (PSD, hoje sem partido). ”Eu disse a ele, aqui, que o nome dele não tinha nenhuma viabilidade para reeleição”, destacou o governador, relembrando reunião no primeiro semestre de 2016, com Francisco. “Falei que ele pensasse, tivesse humildade, que as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição. E depois ele desapareceu, lançou-se candidato, sem conversar comigo (…), botou o bloco nas ruas – relatou Robinson. Dois anos depois, são as pesquisas em patamares parecidos com os atingidos por “Francisco”, que dizem para Robinson não tentar a reeleição. A mais recente sondagem apontou que 74,35% dos eleitores desaprovam seu governo. Mas ele será candidato. Francisco foi e desistiu no meio da campanha. Com Robinson há um diferencial, que não permite sua desistência: precisa ter um palanque para reeleição do filho e deputado federal Fábio Faria (PSD), além de firmar uma bancada mínima na Assembleia Legislativa.

Agaciel defende que PR não dê apoio a qualquer chapa majoritária – Nome sempre ouvido pelo irmão e ex-deputado federal João Maia (PR), o deputado distrital (Brasília) Agaciel Maia defende que a legenda no RN não dê apoio a qualquer chapa majoritária no primeiro turno. Internamente, o PR admite que possa marchar em faixa própria, apenas formalizando coligações proporcionais.

EM PAUTA

Carnapau – Foi um sucesso retumbante no último final de semana, a versão 2018 do Carnapau. O carnaval fora de época de Pau dos Ferros atraiu grande público da região e estados vizinhos (Paraíba e Ceará).

Luís Gomes – População de Luís Gomes (a 195 quilômetros de Mossoró e 442 de Natal) ainda não está sendo abastecida com água potável do sistema da Caern, como esperava. Apesar do inverno razoável que restabeleceu boa parte da capacidade do seu reservatório, o Açude Dona Lulu Pinto, os moradores (10.211 habitantes do município) seguem usando carros-pipa e outras alternativas. Governo precisa se pronunciar.

Voo livre – A rampa do voo livre (Parapente) que fica na Serra de Patu está consolidada como uma referência no país e no mundo para o esporte. Pilotos dos Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Áustria, França e Suécia já decolaram de sua rampa, além de brasileiros de várias partes do país. Algo que precisa ser melhor potencializado pela indústria do turismo do RN. Recordes brasileiros e internacionais já foram batidos lá.

Sangue – Fim de semana sangrento em Mossoró. Município alcançou total de 138 homicídios este ano, caminhando para novo recorde. Pelo menos oito pessoas foram mortas entre sexta-feira e domingo, além de outras que saíram feridas à bala em tentativas de homicídio.

Paula Fernandes – A cantora e compositora Paula Fernandes estará no Teatro Riachuelo no dia 8 de setembro. Há tempos a artista não se apresenta na capital.

Gostoso – Vem aí a 5ª Mostra de Cinema de Gostoso, em São Miguel do Gostoso, de 23 a 28 de novembro deste ano. Serão seis sessões por dia, em telão na Praia do Maceió, nesse endereço litorâneo potiguar conhecido em todo o mundo. Alguns lançamentos nacionais serão apresentados.

SÓ PRA CONTRARIAR

Pesquisa para consumo interno já circula de mão em mão, por aí, apontando que teremos fortes emoções adiante na luta ao Senado. Anote, por favor.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Receita Federal liberou nesta segunda-feira (9) as consultas ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2018. Consulte AQUI.

Obrigado à leitura do Nosso BlogRose Oliveira (Natal), Gilson Cardoso (Mossoró) e Nilton Figueiredo (Pau dos Ferros).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (02/07) clicando AQUI.

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domingo - 08/07/2018 - 20:26h
Polêmica

Presidente do TRF-4 mantém ex-presidente Lula preso

Advogados cobram prisão de juiz Sérgio Moro; desembargador e deputados querem sua investigação

Do G1

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, determinou na noite deste domingo (8) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continue preso e que o processo retorne ao relator dos casos da Lava Jato na Corte, desembargador federal João Pedro Gebran Neto.

Thompson: é com ele (Foto: TRF-4)

“Nessa equação, considerando que a matéria ventilada no habeas corpus não desafia análise em regime de plantão judiciário e presente o direito do Des. Federal Relator em valer-se do instituto da avocação para preservar competência que lhe é própria (Regimento Interno/TRF4R, art. 202), determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida no evento 17”, destacou Thompson Flores no despacho.

Investigação e prisão de Moro

Uma entidade de advogados pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região  a prisão do juiz federal Sérgio Moro e do diretor-executivo da PF no Paraná, Roberval Ré Vicalvi. Eles alegam que ambos teriam descumprido alvará de soltura emitido pelo desembargador plantonista Rogério Favreto em face do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os deputados petistas Paulo Teixeira, Paulo Pimenta e Wadih Damous pretendem entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra Sergio Moro, registra o Estadão.

Rogério Favreto, o desembargador plantonista, também pediu ao órgão que investigue “eventual falta funcional” de Moro.

Leia também: Desembargador do TRF-4 manda soltar Lula;

Leia tambémMoro diz que desembargador não é competente para soltar Lula;

Leia tambémLula seguirá preso, diz desembargador da Lava Jato no TRF-4;

Leia tambémJuízes federais dizem que é ilegal decisão sobre soltura de Lula.

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domingo - 08/07/2018 - 17:08h
Nota de Repúdio

Juízes federais dizem que é ilegal decisão de soltura de Lula

A União Nacional dos Juízes Federais (UNAJUF) emitiu Nota de Repúdio à Soltura de Lula, proferida em três decisões consecutivas só neste domingo (8), pelo desembargador federal da 4ª Região, Rogério Favreto (veja AQUI e AQUI).

Favreto já emitiu três decisões hoje determinando soltura de Lula, decisões ilegais, segundo entidade (Foto: Web)

No entendimento da entidade, é absolutamente descabido o alvará de soltura despachado pelo magistrado. Trata-o como algo de “caráter ilegal e manifestadamente contrário aos princípios que refem decisões tomadas em sede de plantão judiciário”.

A Unajuf aponta no comportamento de Rogério Favreto, uma “Politização ilegal do Judiciário”.

Veja abaixo a nota na íntegra da Unajuf:

A UNAJUF – UNIÃO NACIONAL DOS JUÍZES FEDERAIS – manifesta seu mais profundo repúdio diante da decisão proferida em plantão judiciário no âmbito do Tribunal Regional Federal da 4ª região que determinou a soltura do Sr. Lula esclarecendo ao povo brasileiro que a referida decisão não é juridicamente válida e tampouco merece qualquer crédito pelo seu caráter ilegal e manifestamente contrário aos princípios que regem decisões tomadas em sede de plantão judiciário, violando a sistemática de funcionamento prevista pelo Conselho Nacional de Justiça.

A decisão proferida pelo Desembargador, oriundo do chamado quinto constitucional, apenas demonstra que é necessária uma profunda reformulação do Poder Judiciário em razão do aparelhamento político que este órgão sofreu nos últimos 15 anos, colocando a nu situações esdrúxulas de indicações políticas.

Por fim deixamos nossos mais veemente repúdio pela afronta aos ditames da legalidade e sobretudo de honestidade que se espera de decisões judiciais.

Brasília, 8 de Julho de 2018.

Veja AQUI a Nota de Repúdio na própria página na Web da Unajuf.

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domingo - 08/07/2018 - 14:40h
João Pedro Gebran Neto

Lula seguirá preso, decide relator da Lava Jato no TRF-4

Gebran agiu contra alvará de soltura (Foto: Web)

Do G1

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre-RS), determinou neste domingo (8) que não seja cumprida a decisão do plantonista Rogério Favreto, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Determino que a autoridade coatora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada da 8ª Turma”, diz o texto assinado por Gebran.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

P.S (14h36) – Na sequência, Favreto emitiu outro despacho, reiterando a decisão de mandar soltar o ex-presidente. Há informação no blog O Antagonista, de que ele chegou a ligar para diretor executivo da Polícia Federal no Paraná e, aos berros, exigiu cumprimento de sua decisão (veja AQUI).

O desembargador plantonista Rogério Favreto já foi filiado ao PT. Ele se desfiliou ao assumir o cargo no tribunal.

P.S (16h40) – O desembargador Rogério Favreto emitiu o terceiro despacho consecutivo hoje. O mais recente, às 16h04, impõe que Lula seja libertado em no máximo uma hora (veja AQUI).

Leia também: Desembargador do TRF-4 manda soltar Lula;

Leia também: Moro diz que desembargador não é competente para soltar Lula.

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domingo - 27/05/2018 - 06:38h

Incompreensíveis resignações

Por Paulo Linhares

A liturgia pós-Vaticano Segundo, para quem viu missas recitadas em latim, traz um momento perturbador, quando o celebrante, no ponto alto da celebração diz aquela perturbadora frase “ e abraçando livremente a paixão”, quando parte a consagrada hóstia – sincrética representação do pão – e,  a exemplo do Cristo, a oferece  aos comungantes. O mesmo faz com o vinho, simbólica expressão de sacrifício do sangue, para remir pecados. Aceitação do  sacrifício muitas vezes cruel que as circunstâncias impõem.

Mesmo sem se aventurar em profanas comparações, tem sido essa a recorrente imagem que emerge da passividade de algumas expressivas lideranças políticas diante de severíssimos julgamentos de juízes federais, no bojo da Operação  Lava Jato, que impõem duras e longas condenações, independentemente de provas cabais, a políticos de esquerda, como ocorreu com o ex-presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu de Oliveira e outras lideranças do Partido dos Trabalhadores.

Estes, resignadamente se limitam em participar, sem nenhuma chance, de um jogo caracterizado pelas trapaças processuais de juízes que utilizam a “guerra jurídica” (do inglês, lawfare) para consecução de fim político espúrio: impedimento da candidatura presidencial de Lula, no particular, e a destruição da máquina partidária petista como objetivo mais geral.

A opinião corrente no mundo jurídico, endossada por renomados juristas brasileiros e estrangeiros, é de que a condenação do Lula, relativa ao apartamento do Guarujá, não tem fundamento nem no campo do direito nem no da lógica mais elementar. Ora, se tal imóvel jamais foi registrado em seu nome ou possuído direta ou indiretamente por ele, nenhum ganho ilícito lhe pode ser imputado. É bem certo que Lula e sua esposa tiveram intenção de adquirir esse imóvel, porém, essa operação não teve seguimento.

Parece inequívoco que, da parte de Lula, no mínimo, teria havido um típico “arrependimento eficaz” que impediu a consumação dos delitos apontados na denúncia do Ministério Público Federal (MPF), acolhida no juízo de primeiro grau. Fora do mundo da ficção – a exemplo do filme  Minority Report, lançado em 2002, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Steven Spielberg -, a simples intenção delitiva não pode ser punida; é imprescindível, para configuração de um crime, um encadeamento de fatos conhecido no Direito Penal como “iter criminis”, o caminho do crime, em linguagem mais direta.

É bem verdade que uma das fases desse ‘roteiro’ que leva à consumação do crime é a cogitação. Essa intenção de praticar o crime, porém, é algo que reside no mundo interior da mente e não subsiste sem os atos concretos de preparação e execução de ações que concretizam fatos definidos em lei como crimes. Por isso é que não pode haver punição de um pré-crime, como ocorre no filme de ficção científica de Spielberg.

Embora exista, não é parte do mundo dos fatos a cogitação que não  foi exteriorizada. Aliás, mesmo as pessoas ditas normais e socialmente ajustadas em vários momentos de suas vidas cogitam crimes, mas, não sequenciam o “iter” com atos preparatórios e de execução. Neste caso, crime não pode haver; ficou, por assim dizer, na mera intenção.

No caso do “Triplex do Guarujá”, embora possivelmente tenha havido uma intenção do casal Lula/ Marisa de adquiri-lo e mesmo de aceitar as melhorias a serem feitas pela Construtora OAS para agradá-los, o certo é que a operação de compra não teve seguimento e assim nenhuma consequência jurídica houve, sobretudo, qualquer benefício material.

Sem talvez precisar de gesto mais brusco, Lula deve ter percebido o estrago que poderia acarretar o ‘presente’ da OAS e resolveu não concretizar o negócio, o que lastimavelmente não evitou o conjunto de ilações e falácias do Ministério Público Federal na construção de uma peça acusatória que o coloca como ‘dono’ do imóvel-propina, increpação essa que restou totalmente acolhida pelo juiz Sérgio Moro e confirmada pelo Tribunal Regional da Quarta Região.

Sendo a condenação de Lula claramente motivada por questões políticas, posto que utilize como simulacro o apartamento-propina do Guarujá, a sentença condenatória é nula, mesmo que isso não seja reconhecido nas diversas instâncias judiciais brasileiras. Essa invalidade é jurídica e, sobretudo, de cunho ético-político.

Daí estranhar-se que Lula pouco tenha feito, fora dos recursos processuais inócuos, para se livrar de uma prisão injusta. Abraçou livremente o sacrifício. Resignou-se. E não se pode confundir aceitação com resignação. Aceitar significar reconhecer uma realidade e conviver com ela, aproveitando as situações para uma melhor compreensão do mundo e das possibilidades de mudá-lo.

A resignação, todavia, se caracteriza pelo reconhecimento de que diante de certas situações nada mais é possível fazer, nenhuma mudança ou mais buscas por opções viáveis.

A propósito, em recente entrevista à jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Dirceu surpreendeu pela aceitação de mais uma prisão que lhe foi imposta – mais de 30 anos de pena -, inclusive, não apenas por minimizar os efeitos negativos da vida no cárcere, bem como até alguns aspectos ‘favoráveis’ possíveis, como o tempo para leituras, estudos e para escrever. Como se vê, o velho Antonio Gramsci até nisto fez escola…

Certamente, em regime de asilo político sua voz poderosa seria ouvida e acatada em muitos auditórios da Europa e até dos Estados Unidos da América. Não é crível, pois, que aceitar os efeitos de uma decisão condenatória jurídica e eticamente inaceitável, isso seja uma tática política; mais parece, sim, com uma espécie de capitulação moral que tem como pano de fundo uma série de erros cometidos, sobretudo, as relações ilegítimas estabelecidas com políticos conservadores e corruptos de varias extrações, além de empresários viciados em práticas que enfatizam o estabelecimento de uma rede de privilégios ilícitos e imorais nas relações em face do Estado.

Aliás, foram esses empresários, comensais de Lula no poder, que se transformaram em delatores cujos depoimentos têm servido de prova para condenações nos processos da Lava Jato, inclusive no caso do ex-presidente, de José Dirceu e outros políticos que, previsivelmente, continuarão a receber outras duras sentenças. Até a destruição completa do capital político petista e, sobretudo, do seu líder maior, o Lula, nas eleições de 2018. E os juízes, na parte que lhes “cabe neste latifúndio”,  atearam fogo no castelo para exterminar uma barata…

Por tudo isso é que essa resignação de Lula e de outras lideranças petistas é surpreendente, a não ser que, a exemplo do pensador espírita Allan Kardec, entendam esses que “o fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem”. Ou, quem sabe, na assustadora perspectiva da solidão das horas de cárcere, não lhes venha à mente aquela bela reflexão atribuída a São Francisco, Il Poverello di Assisi: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado… /Resignação para aceitar o que não pode ser mudado… /E sabedoria para distinguir uma coisa da outra”.

Tudo muito bonito, porém, com um detalhe: nada tem a ver com política!

Paulo Linhares é professor e advogado

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 23/05/2018 - 09:54h
O.K.

Os dois homens mais honestos da política do Brasil

Em entrevista a vários blogueiros no Instituto Lula em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 2016, o ex-presidente Lula da Silva (PT) falou sobre a Operação Lava Jato e o combate à corrupção no país. Foi nessa ocasião que cunhou uma frase emblemática:

– Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país. (veja AQUI).

Lula, a "alma mais honesta", está preso; Alckmin, o "íntegro", segue solto até aqui e ambos se dizem inocentes (Foto: Web)

E completou: “Pode ter igual, mas eu duvido”.

Na segunda-feira (21) passada, foi a vez do ex-governador paulista e pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDDB) declarar:

Pode haver alguém mais íntegro do que eu, mas mais não tem! (veja AQUI).

Ele defendeu-se das acusações de suposto recebimento de caixa dois na campanha ao governo em 2010.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada no domingo (20), acabou apontando que a concessionária CCR assegurou que teria contribuído com R$ 5 milhões à campanha dele, dinheiro sem contabilização oficial perante a Justiça Eleitoral.

Lula está preso, o outro segue solto.

Nota do Blog – O que temos publicado há vários anos não para de se confirmar: como a elite política brasileira se parece.

O mais inocente gosta de olhar a mãe do outro tomando banho nua.

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terça-feira - 22/05/2018 - 21:08h
Brasil

PT fará lançamento de Lula à Presidência no domingo (27)

O Partido dos Trabalhadores (PT) começa mobilização de seus filiados e militantes para pregação nas ruas no próximo domingo (27). Trata-se de ato de lançamento da candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

Mensagem espalhada em redes sociais é esta:

Domingo, dia 27 de maio, é o dia de dizer ao povo do seu município que Lula é candidato à Presidência da República

Reúna a militância e vá até a feira ou à praça da sua cidade, vista a camisa, leve a bandeira, organize uma carreata ou chame todos e todas para o Diretório Municipal, onde reafirmaremos que Lula é o nosso candidato a Presidente da República.

Registre sua atividade, tire uma foto ou faça um vídeo e envie para contato@agenciapt.org.br

Lula está preso desde o dia 7 de abril na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena: 12 anos e um mês de prisão (veja AQUI).

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/05/2018 - 18:40h
RN

PT priorizará Lula, Fátima e Zenaide Maia em campanha

O diretório do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte se reuniu neste sábado (5), em Natal, para debater as Diretrizes do Plano de Governo para o RN no período de 2019 a 2022 e para definir as fases seguintes à elaboração da proposta.

Fátima: caminhos definidos (Foto: divulgação)

Ao final, o diretório aprovou, via resolução, a prioridade das candidaturas de Lula, presidente; Fátima Bezerra, governadora; e Zenaide Maia (PHS), senadora; e a construção de uma chapa proporcional competitiva que recupere a cadeira na Câmara Federal e amplie os assentos na Assembleia Legislativa.

Em junho, o partido realizará o encontro de táticas, ocasião em que definirá as alianças e candidaturas do PT/RN na eleição de 2018.

O coordenador do programa, o professor Getúlio Marques, enfatizou que este já é um desdobramento dos Seminários temáticos ‘O RN que queremos’, que o PT realizou no final do ano passado em todas as regiões do estado.

Sindifern e Asfarn

Dirigentes do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (SINDIFERN) e da Associação dos Auditores Fiscais do RN (ASFARN) receberam nessa sexta-feira (4), a senadora Fátima Bezerra e a deputada federal e pré-candidata ao Senado Zenaide Maia em Natal.

A oportunidade serviu para os dirigentes sindicais formalizarem o convite para o “Seminário da Reforma Tributária Solidária – Menos Desigualdade, Mais Brasil” cujo objetivo é apresentar ao país caminhos para enfrentar a iniquidade social e promover o desenvolvimento econômico, por meio da justiça fiscal.

O evento acontecerá no dia 18 de maio, uma sexta-feira, às 9h30, na sede do Sindifern em Natal.

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terça-feira - 01/05/2018 - 10:36h
José Dirceu

“Como vou deixar o país se o Lula está preso?”

À espera de novo ciclo de prisão, ex-ministro da Casa Civil petista diz que partido e "luta" são sua vida

Por Fábio Góis e Basília Rodrigues (Do Congresso em Foco)

“Como vou deixar o país se o Lula está preso? Não se abandona um companheiro assim. Há erros que você pode cometer. Outros, não.”

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, 72 anos, condenado a mais de 40 na Operação Lava Jato, fez a afirmação acima durante encontro, em Brasília, com a reportagem do Congresso em Foco. Respondia a uma questão que lhe tem sido apresentada com frequência: quais as chances de fugir do país para descumprir uma pena que ele e seus correligionários atribuem a um processo de “perseguição política” ao PT e à esquerda?

Dirceu diz que tem aproveitado tempo para trabalhar antes de voltar ao cárcere (Foto: Fábio Góis - Congresso em Foco)

Dirceu diz não ver sentido em tal ideia porque Lula, o Partido dos Trabalhadores e a “luta” se tornaram sua vida. Ele admite que deixar o Brasil é um conselho que tem recebido, pessoalmente ou por meio de mensagens, de várias pessoas, mas insiste: “A vida não é assim. Com Lula preso, não há chances de deixar o Brasil”.

No PT, somente o ex-presidente Lula teve mais poder do que ele. Réu na Ação Penal 470, que tratou das responsabilidades criminais pelo mensalão, ele foi condenado em outubro de 2012por formação de quadrilha. Até recebeu perdão de pena em outubro de 2016, mas continuou preso em razão da Lava Jato. Provocado a comentar a possibilidade de se refugiar em Cuba, onde o remanescente regime socialista da América Latina certamente lhe daria guarida, Dirceu solta um riso largo e ironiza:

“Tem muita gente querendo que eu vá para Cuba mesmo”, comenta, referindo-se à frase que se tornou recorrente entre os adversários do PT: “Vai pra Cuba!”.

Enquanto recebe o repórter, aliás, Dirceu ouve a lendária banda cubana Buena Vista Social Club, a mesma que contribuiu para a aceitação de ritmos como salsa e rumba pela alta intelectualidade do Ocidente. Lembra que já morou em Cuba, que, para ele, é uma mistura de Minas com Bahia.

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Antes de serem recebidos pelo ex-ministro, os repórteres veem Dirceu reunido, em uma sala à meia luz, com seu advogado. Era mais uma das incontáveis reuniões que têm marcado o cotidiano pós-condenação, no qual ele e seu defensor jurídico conversam sobre o curso do processo conduzido pelo juiz paranaense Sérgio Moro e sobre os seus possíveis desdobramentos.

No chão, no quadro encostado em uma das paredes do cômodo, Marlon Brando em O poderoso chefão, exalando o charme dos anos dourados de um cinema que não existe mais.

Lula e Dirceu, no tempo em que organizavam o PT (Foto: reprodução)

Em um primeiro momento, instantes depois da chegada da reportagem, a porta da sala se entreabriu para o entra e sai do advogado. Na antessala, sorvete de chocolate e água regam a expectativa sobre o que ele diria, ou mesmo se diria algo, depois da entrevista a Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo.

Desde então o petista foi aconselhado por sua defesa a não mais falar com a imprensa. O ex-ministro sai rapidamente, dirige algumas palavras de cumprimento, mas volta para a sala para mais meia hora de conversa privada com seu interlocutor.

À espera do cárcere

Sim, Dirceu aceitaria falar mais uma vez. Com uma camisa preta sem estampa, calça jeans e mocassim escuro, o petista – que, apesar das restrições impostas pela vida de condenado, conserva grande influência em seu partido – parece bem humorado, apesar da perspectiva de ter de ficar, segundo seus cálculos, “quatro ou cinco anos” preso.

Dirceu espera ser beneficiado não só pela progressão de pena por bom comportamento, mas também por trabalhos e estudos que podem levar à diminuição do tempo de detenção. Em tese, pode receber até anistia ou indulto, apesar do endurecimento imposto ao benefício pelo Supremo Tribunal Federal no final do ano passado.

Com fala grave e pausada marcada pelo acentuado sotaque mineiro, José Dirceu diz ter voltado a ver muitas séries de TV depois de um ano e nove meses preso no Complexo Médico Prisional de Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), onde cumpria pena antes de receber habeas corpus do STF em 2 de maio de 2017. E é justamente isso o que quer fazer na iminência de ser preso novamente: passar mais tempo com a família, de preferência vendo seriados. “Quero me divertir”, diz, sem esconder um tanto de resignação em saber que voltará ao cárcere a qualquer momento.

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Menciona algumas das obras que viu recentemente: a produção espanhola Casa de Papel, que narra um assalto à Casa da Moeda; a série Alienista, que relata a caçada a um serial killer que aterroriza Nova York; e, entre as que mais gostou, Marte, por se tratar de ficção científica. “Eu adoro assistir ficção científica”, completa.

Dirceu está solto desde setembro do ano passado, depois de passar um ano e nove meses preso. O STF ainda tem a última palavra antes de decidir se manda prendê-lo novamente. Mesmo a distância, ele diz ter acompanhado a prisão de Lula, sem ligações diretas, mas por meio de troca de informações com interlocutores em comum.

Em vez da tristeza, resignação

Diante do repórter, demonstra grande cuidado com as palavras. Não quer fazer declarações políticas. Ressalta que não é de falar, mas de fazer.

Na rua, conta que é muitas vezes reconhecido por motoristas de táxi e de Uber. Vários deles, acrescenta, pedem para tirar foto com ele. Receber amigos, determinados a visitá-lo e a serem fotografados com ele antes de o ex-ministro voltar à prisão, tem sido outro compromisso constante em sua agenda.

Leitor voraz, Dirceu planeja voltar a ter os livros como companhia em sua nova temporada na prisão (Foto: Fábio Góis do Congresso em Foco)

O olhar de Dirceu, assim como o estado de espírito de amigos que aguardam para encontrá-lo, não é de tristeza, mas de resignação. “Cada dia é um dia”, afirma o ex-ministro.

Ao lado da ampla sala em que estamos, está sendo organizada uma estante de livros que ocupa uma parede inteira. Entre os livros pinçados para ocupar o móvel, uma suntuosa estrutura em tons negros e aspecto aveludado, está O amor em tempos de desamor e o enigma: o Brasil tem jeito? (foto abaixo).

Trata-se de uma coletânea organizada pelo economista João Paulo dos Reis Velloso, que durante o regime militar foi ministro do Planejamento dos governos Médici e Geisel. O livro reúne textos de nomes como Maria Adelaide Amaral, Jaime Pinsky, Mary Del Priore, Sergio F. Quintella e Alberto da Costa e Silva.

“Soldada de esquerda”

Se evitou declarações políticas, Dirceu não se recusou a falar de futebol. Mostrou-se, porém, pouco atualizado sobre o assunto. Ao saber que um de seus times favoritos, o espanhol Barcelona, foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões, surpreendeu-se com a sua própria desinformação. Exclamou, em tom de brincadeira: “Estou preso mesmo”. O supertime perdeu no início deste mês, dentro de casa, por inacreditáveis três a zero, com Messi e tudo mais.

Dirceu é mineiro, mas aos 14 anos foi para São Paulo, onde até mudou de time para não ser escanteado pelos outros. “O que é mais perto do Flamengo? O Corinthians, pela paixão, intensidade”, diz. Hoje, corintiano, se considera paulistano, e resume que é uma pessoa fácil de se adaptar a diferentes lugares. Morou também no Paraná, antes da prisão, e na capital federal, quando era ministro e agora novamente.

Em Brasília, movimenta-se com discrição para não se tornar alvo daqueles que veem nele um dos mais perniciosos “petralhas”. Para a militância petista, sua trajetória de ex-líder estudantil e dirigente político e o fato de ter se mantido leal a Lula e ao partido preservou o seu prestígio. Petistas costumam chamá-lo de “guerreiro do povo brasileiro”.

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Duas advogadas eram esperadas pelo ex-ministro com apenas um propósito: tirar fotos junto com José Dirceu.

Uma delas diz ter sonhado a cena que pediu para reproduzir ali mesmo, onde Dirceu se reunia com advogados, amigos, familiares e apoiadores: o petista sentado, como um general ideológico, e a mulher posicionada à sua esquerda, como uma “espécie de soldado, para lhe proteger”.

“Até porque meu pai foi um preso político de esquerda”, arrematou a mulher.

Buena Vista ainda não havia começado a tocar.

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domingo - 22/04/2018 - 07:54h

Joaquim Barbosa é o outsider?

Por Odemirton Filho

Com a filiação do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), um novo nome surge no cenário político das eleições deste ano.

É certo que o ministro ainda não definiu a sua candidatura, nem se o partido que abriga seu nome vai colocar a legenda à disposição para que possa concorrer às eleições presidenciais deste ano.

Entretanto, se realmente for disputar a Presidência da República, é uma novidade que precisa ser considerada. Tanto é assim que em recentes pesquisas o seu nome já aparece na preferência do eleitor.

No cenário político atual, marcado pela polarização entre Lula e Bolsonaro, o nome do ministro é um alento à política brasileira. De origem humilde conseguiu galgar o posto maior do Judiciário brasileiro.

Não é fácil para uma pessoa que vem de uma classe social menos favorecida conseguir alçar posto de tamanha envergadura.

Segundo os analistas a sociedade brasileira quer um nome fora da política tradicional, que carregue a marca da honestidade, atributo tão carente no meio político.

Outsider significa, no tocante à política, alguém de “fora”, que não faz parte de determinado agrupamento social, que pensa diferente.

A meu ver é o que estamos precisando. Alguém que fuja do fisiologismo que marca há muito a política do Brasil. Longe dos compadrios e dos conchavos. Que tenha pautado sua vida com zelo e honestidade.

Em outras palavras que inspire respeito e credibilidade.

Pesa contra o ministro, é certo, o fato de não ter experiência no Executivo, ou de não ter exercido qualquer cargo eletivo.

Embora tenha conduzido o processo do “mensalão” alguns o consideram inapto para assumir o mais alto posto da República, sobretudo, nesses tempos de instabilidade e radicalismo.

Não se pode antever se a candidatura do ministro vingará, bem como se irá cair na graça do eleitor, porém, é mais uma opção que nós poderemos ter dentre os pré-candidatos até agora conhecidos.

Desta forma, seja o ministro Joaquim Barbosa ou outro nome que apareça no cenário das eleições deste ano, precisamos “pinçar” alguém de fora do tradicionalismo político brasileiro, pois, há muito, estamos padecendo pelas escolhas que fizemos ao longo do tempo.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

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domingo - 22/04/2018 - 05:50h

Fator Nobel

Por Paulo Linhares

Tudo a parecer  com a famosa “Batalha de Itararé”, aquela que jamais aconteceu embora tenha gerado enormes expectativas em 1930, episódio celebrizado por um dos pioneiros do humorismo brasileiro, Aparício Torelly que, mesmo já no Brasil republicano, passou a ostentar  título de “Barão de Itararé”.

Assim foi, também a expectativa que se gerou com a prisão do ex-presidente Lula: enquanto os antilulistas esperavam fosse ele conduzido numa daquelas carroças que, nas ruas de Paris, na época da Revolução Francesa, levavam os prisioneiros, sob apupos e impropérios da população, destinados à guilhotina, os seus partidários previam o juízo (quase) final do Brasil, com hordas descer dos morros e outras,  os “sem-terra” a bloquear estradas e saquear cidades.

Nada aconteceu. Depois de uma dramática ‘resistência’ no simbólico Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, onde o fenômeno Lula começou, este resolveu ir para a prisão no Califado de Curitiba, afinal, ordem judicial não se discute,  cumpre-se.

É bem certo que, na semana seguinte, não se falou noutra coisa, no Brasil e na grande imprensa mundial. A favor ou contra a prisão de Lula quase tudo foi dito.

Aliás, a suposta resistência armada pró-Lula, bravata que transpirou nas redes sociais,  gerou a mesma decepção da pomposa ação retórica do apoio ao ex-presidente João Goulart, em 1964, pelas tropas navais de Cândido Aragão, o “almirante do Povo”. Tiro n’água.

Certo ou errado, Lula está preso. O mundo não acabou. Sequer ocorreu o vaticínio do famoso samba de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro “O dia em que o morro descer e não for carnaval”. Nem as hordas de sem-terras comandadas por Pedro Stédile  deram o ar de sua ‘graça’, foices e machados em riste. Nada.

Alguns rojões esparsos e uns poucos pneus queimados apenas. Só muita conversa, a favor ou contra.

Frustrações mesmo foi para o ‘povo’ da Globo e congêneres que compõem o baronato da imprensa conservadora, que esperavam o sangue dar no “meio da canela” e uma fuga espetacular de Lula para um exílio imponderável que seria habilmente explorada como uma cabal e definitiva confissão de culpa.

‘Mala’ como é, o líder petista buscou tirar do episódio de sua prisão toda energia política possível. E conseguiu, na medida em que os olhos do mundo se voltaram para o edifício-sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e plasmou a atenção da imprensa mundial, sobretudo, pelas suspeitas que pairam de que Lula seria vítima de típico caso de “lawfare”, palavra inglesa que significa o uso de manobras e instrumentos judiciais para conseguir objetivos políticos-eleitorais, em especial, para evitar candidatura de adversário político.

Do ponto de vista eleitoral, já é visível que o cacife de Lula aumentou com sua prisão espetaculosa, embora as chances de uma candidatura sua à presidência da República sejam remotíssimas. Resta saber se esse prestígio terá ‘gás’ para chegar às eleições de outubro deste 2018. Aliás, essa é uma equação (política) de muitas incógnitas e, portanto, de solução difícil e demorada que, quase sempre pode apontar para novas e inesperadas possibilidades.

Embora uma libertação de Lula seja, no curto  e médio prazos, algo difícil de ocorrer, uma dessas incógnitas pode levar a questão a outro patamar: ele é forte concorrente ao Prêmio Nobel da Paz, concedido pelo Comité Nobel Norueguês (em norueguês: Den norske Nobelkomite) que é um órgão independente, composto por cinco pessoas, nomeadas pelo Parlamento da Noruega.

Agora, certamente para pressionar o Comitê, recentemente o Ministério Público Federal (MPF) está acusando danos ambientais graves a empresa Hydro Alunorte (do grupo Norsk Hydro), maior fábrica de alumínio do mundo, controlada pelo governo norueguês e instalado no Município de Barcarena, Estado do Pará.

A Noruega, que apresenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os países do mundo, certamente se constrange com a acusação de promover degradação ambiental justo na região amazônica, cuja proteção faz parte da agenda do Estado norueguês.

Claro que não é mera coincidência essa ação conjugada do MPF e órgãos federais de proteção ambiental, apesar de não se poder afirmar que seria mera invencionice esses problemas de danos ao meio ambiente amazônico. Por isto não será surpresa, também, se o Nobel de Lula descer por esse ralo.

Quem viu a recente série norueguesa da Netflix intitulada “Nobel”, que mostra os megas interesses econômicos e políticos que permeiam a concessão desse prêmio e o vinculam aos interesses estratégicos do Estado norueguês, sabe o que pode estar em jogo na versão do Nobel da Paz 2018. Vale a espera para ver no que resultará esse Fator Nobel.

Paulo Linhares é professor e advogado

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quarta-feira - 18/04/2018 - 08:30h
Curitiba-PR

Fátima visita Lula e assegura disputa ao governo do RN

A senadora Fátima Bezerra (PT) integrou grupo de 11 senadores que visitaram a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), dia passado. Foram ver em nome da Comissão de Direitos Humanos e Legislação do Senado, as instalações a que estão sendo submetidos os presos da Operação Lava-jato.

O foco, em verdade, foi se encontrar com o ex-presidente Lula da Silva (PT), preso há quase duas semanas no local, após condenação em segundo grau.

Comissão de senadores teve acesso à carceragem e conversou com o ex-presidente Lula (Foto: divulgação)

– Eu disse ao ex-presidente que vamos à luta no Rio Grande do Norte para, se Deus quiser, governar o Estado. Falei da importância de também buscar as vagas de senadores. E pedi que, em relação ao Rio Grande do Norte, ele ficasse despreocupado porque vamos defender o legado que ele construiu em nosso Estado – relatou o site Saiba Mais, em contato telefônico com Fátima Bezerra.

Em discurso durante uma “missa” em São Bernardo do Campo (SP) no dia 7 passado, antes de se entregar à PF, Lula já tinha apresentado Fátima como “a futura governadora do Rio Grande do Norte”.

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segunda-feira - 16/04/2018 - 10:20h
COLUNA DO HERZOG

Pastoril político repete coreografia da dança do atraso

Por Carlos Santos

De passagem por Mossoró no fim de semana, a senadora e governadorável Fátima Bezerra (PT) participou de evento político e cumpriu outros compromissos na cidade. Entre eles, concedeu entrevistas à imprensa.

Em conversa com o jornalista Bruno Barreto, por exemplo, tentou explicar o porquê de se manter equidistante de temas estaduais, priorizando politica nacional e questiúnculas partidárias (como luta pró-Lula). Não convenceu.

Fátima: na defesa (Foto: Web)

Também se esquivou de propostas e ideias para enfrentar os principais problemas do RN.

“O PT está debruçado junto a técnicos e especialistas de diversas áreas que realizam um levantamento minucioso da situação do Estado. Precisamos saber, por exemplo, os gargalos da arrecadação, o diagnóstico da folha de pessoal, capacidade de investimento, políticas públicas em andamento, em especial nas áreas de Segurança, Saúde, Educação, etc.”, disse a senadora.

“De posse dessas informações, vamos dialogar com os nossos aliados e os diversos segmentos da sociedade e, aí sim, formataremos uma proposta de Governo ao povo do Rio Grande do Norte”, emendou ela.

A senadora, como qualquer outro pré-candidato ao governo, não tem remédio para os males da gestão estadual. A retórica de estudar e ouvir, lembra o atual governante e antecessores. “Estudam”, prometem e fazem o contrário.

Ninguém deve estranhar que tenhamos chegado a isso.

O que mais assusta em relação ao futuro do estado é esse lugar-comum dos discursos e das ações (ou omissões). Há uma indigência de ideias, pobreza de atitudes e alheamento em relação à realidade.

Seguimos nesse Potiguar x Baraúnas, ABC x América, num tempo em que até ser bacurau ou bicudo, verde ou encarnado, ficou sem graça.

Nosso pastoril político repete a coreografia da dança do atraso, sem nada de novo e redentor.

E tudo pode piorar.

PRIMEIRA PÁGINA

O papel e a responsabilidade de Álvaro Dias – O prefeito recém-empossado do Natal, Álvaro Dias (MDB), tem importante papel na campanha ao governo do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). A forma como vai conduzir a municipalidade até o pleito vai refletir naturalmente na candidatura de Carlos. Paralelamente, ele assumiu para si outra missão: costurar apoios que fortaleçam o governadorável, abrindo diálogo com PSDB e outras forças políticas.

Zenaide Maia enfrenta tentativa de sabotagem de postulação – Segue a pleno vapor a tentativa de sabotagem da pré-candidatura ao Senado da deputada federal Zenaide Maia (PHS). A indústria de boatos e outras articulações de bastidores fabricam factoides até aqui inconsistentes. Mas é interessante que ela abra os olhos. Sua postulação segue em marcha batida para o topo da disputa por uma das duas vagas em jogo.

Lula está preso e não deverá concorrer; Bolsonaro precisa duelar para subir, nome de centro pode crescer (Foto: Web)

Pesquisa mostra Lula no topo – O jornal Folha de São Paulo/Datafolha apresentou nova pesquisa à Presidência da República no domingo (15) – veja AQUI. Lula (PT) segue na frente com 31%, tendo Jair Bolsonaro (PSL) com 15%, Joaquim Barbosa (PSB) com 8%, Geraldo Alckmin com 6% e Ciro Gomes (PDT) empalmando 5% das intenções de voto. Duas novidades nos números: a manutenção do petista que de fato não concorrerá ao pleito, em primeiro lugar; o ex-ministro Joaquim Barbosa com boa pontuação. Sigo com o mesmo pensamento postado no dia 28 de janeiro passado na postagem Lula e Bolsonaro, extremo que se completam na sucessão: “Os dois pré-candidatos conflitantes sabem que um candidato de centro pode surgir e galvanizar a atenção popular. Em especial daqueles eleitores que veem em ambos o próprio retrato de um país rachado, irritadiço e intolerante. O Brasil de hoje; talvez o mesmo de amanhã”.

Pré-candidatura de ex-vereador se transforma em apoio – O ex-vereador mossoroense Tomaz Neto (PDT) andou ensaiando uma candidatura de amplitude estadual este ano, mas refluiu da ideia. Já posou para foto em equipe para organização de campanha de Lawrence Amorim (Solidariedade) à Câmara Federal. Tomaz concorreu sem sucesso à Assembleia Legislativa no pleito de 2006.

Henrique Alves está preso sem qualquer condenação – O ex-presidente da Câmara Federal e ex-ministro Henrique Alves (MDB) está preso há mais de dez meses, em Natal, sem ter qualquer condenação em primeiro e segundo graus. Repetindo: sem qualquer condenação judicial.

Robinson Faria torce por apoio de Rosalba – “Eu gostaria muito. Só depende dela. Não estou dizendo que ela vai me apoiar. Tenho respeito e tenho simpatia por ela”. Declarações do governador Robinson Faria (PSD) hoje, em Mossoró, sobre possível candidatura sua à reeleição. Entrevista a Rádio Difusora de Mossoró.

Caminhada, banho de mar e leitura – O ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) tem dedicado os últimos dias pós-renúncia à caminhadas, banho de mar e leitura. Mas a política não está de lado. A costura da chapa majoritária e política de alianças são imprescindíveis ao projeto de chegar ao governo do estado.

Solidariedade testará nome de Kelps Lima até junho – O Partido Solidariedade monta estratégia para definir até final de junho, o destino da postulação de Kelps Lima, seu presidente e deputado estadual, ao governo do RN. Ele não sendo candidato, botará outro nome em seu lugar. Cá para nós e o povo da rua: Kelps concorrerá à reeleição.

EM PAUTA

Natal sangrenta – O jornal espanhol El País apresenta reportagem especial sob o título As execuções à luz do dia na Grande Natal, a quarta região mais violenta do mundo. “Populariza” mais ainda mundo afora essa violência sem controle no RN.

Washington Olivetto – “Direto de Washington” é o livro autobiográfico do publicitário Washington Olivetto, que promete ser um sucesso editorial nesta temporada. Muitas histórias que dizem muito da propaganda nacional.

Captação de órgãos – Quatro aeronaves pousaram e decolaram do Aeroporto Dix-sept Rosado (Mossoró) num mesmo dia à semana passada, para o transporte de órgãos de duas pessoas, beneficiando pacientes em quatro cidades distintas do país. O procedimento médico aconteceu no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Só este ano já ocorreram quatro vezes, 14 desde que foi reativado em 2017.

Turismo e Cultura – A exposição “Turismo e Cultura no Elefante” será aberta nessa terça-feira (17), a partir das 16h, no Midway Mall. É um elenco de fotografias que tem como temas a cultura e o turismo do Rio Grande do Norte. A mostra faz parte da programação do Cine Fest RN,  que ocorrerá no Cinemark do próprio shopping de 24 a 29 deste mês.

Vera: projeto pronto (Foto: Web)

Oitava Rosado Mall – A arquiteta Vera Cidley apresenta em suas redes sociais projeto de sua autoria, para o Oitava Rosado Mall, investimento do médico e empresário Elano Cantídio. O empreendimento ficará entre a Avenida João da Escóssia e Rua Amaro Duarte, no Nova Betânia. Supimpa.

Ciclismo – Está definida para o dia 22 de abril a “13ª edição da Copa Pauferrense de Ciclismo”. O certame é promovido pela municipalidade de Pau dos Ferros e acontecerá em área urbana da cidade. Inscrições e outras informações por esses números: (84)98855-5275/99973-0727.

Jogadores – No jogo Corínthians 2 x 1 Fluminense nesse domingo (15) no Itaquerão em São Paulo-SP, dois jogadores potiguares estiveram em campo, nomes em franca valorização no futebol nacional: Airton Lucas (lateral-esquerdo) do Fluminense e natural de Carnaúba dos Dantas e Rodriguinho, natural de Governador Dix-sept Rosado (que fez os dois gols do seu time).

Armando Ribeiro – Segundo informação do Blog de Samuel Júnior, do dia 12 até esta segunda-feira (16) a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu teve elevação de sua lâmina de água em 2,91 centímetros. Mesmo assim, para sangrar, ainda faltam 17,63 metros.

Flávio e Ednardo – Dois artistas nordestinos passaram por Mossoró no final de semana, coberto de aplausos: Ednardo e Flávio José. Esses merecem sempre muitos aplausos.

Teresa Cristina – Depois do sucesso de “Teresa canta Cartola”, Teresa Cristina lança seu novo trabalho, com direção musical de Caetano Veloso, homenageando um dos maiores e mais importantes artistas da música popular brasileira: Noel Rosa, com o show: Teresa Cristina canta Noel: “Batuque é um privilégio”.  Com realização da Opus Promoções e Uns Produções, a apresentação em Natal será no próximo sábado, dia 21 de abril, no Teatro Riachuelo, às 21h.

SÓ PRA CONTRARIAR

A política do RN não se moderniza nos discursos e menos ainda nos arranjos. Eis 2018 para testá-la novamente.

GERAIS… GERAIS… GERAIS

A Cachoeira do Roncador, localizada no Sítio Brejo em Felipe Guerra, a 355 km de Natal, está exuberante. Fica a cerca de 5 km da área urbana da cidade e nesse final de semana o seu barulho, com abundância de água, justifica o nome.

Obrigado à leitura do Nosso BlogGomes Sobrinho (Felipe Guerra), Pinto Júnior (Parnamirim) e Gérson Nóbrega (Mossoró).

Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (09/04) passado, clicando AQUI.

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domingo - 15/04/2018 - 08:43h

Prisão de Lula realiza sonho dos militares

Por Pedro Paulo Rezende

prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou o sonho da maioria dos militares, principalmente do Exército. Não há uma pesquisa científica, mas, em conversas privadas, são poucos os oficiais e subalternos que não compartilham o desejo de ver a cúpula do Partido dos Trabalhadores na cadeia. As ações do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba, coordenadas com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, são aprovadas e elogiadas.

O interessante é que essa indignação não se espalha em igual intensidade para os partidos conservadores, como o MDB e o PP. A rejeição é forte também em relação a essas legendas, mas ninguém chega ao ponto de defender sua extinção pura e simples.

Essa situação contrasta com o grau de atenção que as administrações do PT deram ao reequipamento das Forças Armadas. Lula encontrou o aparato militar brasileiro em situação de total penúria. Investiu em programas importantes. A Marinha ganhou novos submarinos convencionais, dos quais o primeiro será entregue neste ano, e reativou o projeto de fabricação de um submarino nuclear.

A Força Aérea contratou a aquisição de aviões de combate Gripen E/F com a Suécia e deu início ao desenvolvimento de um avião de transporte capaz de atender uma demanda mundial de 2 mil unidades. O Exército poderá substituir suas velhas viaturas de transporte blindadas Urutu por novos Guaranis, tecnologicamente mais avançados. Além disso, desenvolve o primeiro míssil de cruzeiro de fabricação nacional, que poderá entrar em operação em 2020.

Há inúmeros outros projetos em curso, inclusive um míssil ar-ar avançado, em cooperação com a África do Sul, e um fuzil de projeto inteiramente nacional. Apesar disso, a antipatia dos militares em relação ao PT é evidente. Isso é fácil de explicar.

O conflito com Celso Amorim

Em sua passagem pelo Ministério da Defesa, o ex-chanceler Celso Amorim verificou que o coronel Wilson Dias Machado ainda ministrava aulas de Organização Social e Política do Brasil no Colégio Militar de Brasília. No primeiro encontro com o então comandante do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri, em 2011, ele exigiu a exoneração do oficial, ligado à repressão e envolvido no atentado ao Riocentro em 30 de abril de 1981, quando uma bomba explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, que estava ao seu lado no carro, um esportivo Puma GTE.

Mesmo com esse passado, Machado construiu uma carreira no magistério militar. Amorim também defendeu uma reformulação do currículo das academias e escolas militares. Na época, foi acusado pelo Clube Militar de querer aparelhar as Forças Armadas com a ideologia petista.

O movimento de 31 de março de 1964, que instalou um regime autoritário que durou 21 anos, ainda é comemorado nas organizações militares. Não existe mais a pompa e circunstância dos velhos tempos, mas os comandantes ainda emitem uma ordem do dia que alerta para o risco do comunismo. Para eles, o golpe foi uma resposta aos anseios da sociedade brasileira contra as ideologias de esquerda. Esse ideário é ensinado nas escolas de sargentos e nas academias que formam os futuros oficiais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A proposta de Amorim era esvaziar esse conteúdo, que se transformou em dogma entre os militares.

O PT é visto como um partido de ideologia marxista, apesar de Lula ter feito um governo muito longe disso, que economicamente foi mais próximo de correntes do pensamento liberal. Mas incomodam, por exemplo, as relações entre o partido e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que os militares identificam como braços da esquerda radical.

No ideário, caberia às Forças Armadas evitar a transformação do Brasil em um regime similar ao da Venezuela, com todas as mazelas vividas pela nação vizinha, como focos de fome e desabastecimento generalizado de alimentos e remédios. Ninguém analisa a dependência extrema do governo venezuelano ao petróleo, quase que único produto de exportação do país.

Legalismo e contatos com o Judiciário

Apesar disso, a nova liderança militar é essencialmente legalista e respeita os limites impostos pela Constituição. Os laços de lealdade da tropa com os três comandantes militares também são fortes, o que reduz os riscos de uma aventura.

Na véspera do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula, o comandante do Exército, general-de-exército Eduardo Villas Bôas, soltou dois tuítes: no primeiro, que assinalava a posição oficial da força, destacou o respeito às instituições; no segundo, jogou para a torcida, o público interno, essencialmente antipetista, ao afirmar que a instituição não aceita a impunidade nem a corrupção.

O Alto Comando do Exército agrupa 16 generais-de-exército, o posto mais alto da carreira. Segundo oficiais da ativa, o general Villas Bôas instituiu uma rotina semanal: compartilhar e analisar os dados obtidos pela inteligência da força com a cúpula do Exército em Brasília e, por meio de teleconferência, com os comandantes de área. Nestas reuniões forjou-se um consenso de que uma ação só se justificaria em um quadro de completa falência das instituições nacionais.

Além disso, as Forças Armadas oferecem a garantia de independência do Judiciário por meio de contatos diretos com autoridades que atuam de maneira direta na Operação Lava Jato, incluindo o relator no STF, ministro Edson Fachin, e a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia. Oficiais generais também costumam visitar o juiz Sérgio Moro e os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Apesar dessa ligação, existe o respeito à legalidade e à ordem constitucional. Há um consenso de que os militares pagaram um preço alto pelo regime militar. São esses os limites que impedem uma pressão maior contra o Partido dos Trabalhadores e os movimentos sociais.

A verdade é que, enquanto não houver uma mudança radical na formação de oficiais e subalternos, continuará a desconfiança das Forças Armadas em relação aos partidos de esquerda. Ela também atinge um segmento importante da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) que, até hoje, prioriza a vigilância interna, a exemplo do que ocorria nos tempos do velho SNI criado pelo regime militar. São resquícios de 21 anos de governo autoritário que se recusam a morrer. Infelizmente.

Pedro Paulo Rezende é jornalista especializado na área de defesa. Em mais de 30 anos de atuação profissional, foi o correspondente brasileiro de uma das principais publicações do mundo nessa área, a James Defense Weekly, e trabalhou nos jornais O Globo e Correio Braziliense

* Texto originalmente publicado no Congresso em Foco

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Categoria(s): Artigo / Política
domingo - 15/04/2018 - 08:08h

Eleições 2018 – uma necessidade à retomada da paz social

Por Gutemberg Dias

A prisão do maior líder político que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixa um vazio numa grande parte da sociedade. Um vazio que vem com o sentimento de que a justiça não é cega o suficiente e que nossa Constituição Federal já não dá guarida ao bom direito. É bom lembrar que talvez não seja Ela o problema, mas alguns que se dizem seus guardiões que a rasgam sem pudor.

Desde muito pequeno aprendi que o poder judiciário era o poder da mediação e seus posicionamentos eram balizados pelas regras gerais da Carta Magna do país. Parece que nos últimos anos tudo isso mudou. A mídia, o sentimento do povo e até alguns generais, raivosos, diga-se de passagem, passaram a melindrar o poder que deveria ser o mediador da sociedade e deveria ser imune as interferências externas.

Hoje, temos um Brasil extremamente dividido e sem nenhuma perspectiva de reconciliação. Os caminhos trilhados pelo poder judiciário, em parte, tem um papel muito grande nessa dicotomia entre a esquerda e a direita nessa quadra política que vivemos. O judiciário não foi grande o suficiente para ser o fiel da balança. Basta ver o posicionamento do STF quando do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff e na questão da prisão em segunda instância.

Não há saída do Brasil que não seja por eleições diretas. É preciso que o poder executivo retome o seu protagonismo no cenário nacional e dê limites aos aparelhos do estado como o MPF e Polícia Federal sem retirar deles a autonomia e suas funções de estado outorgada pela Constituição Federal.

Hoje as corporações tomam contam do Estado brasileiro como se elas fossem o próprio Estado. Isso só ocorreu devido o executivo não ter tido o pulso forte de impor seu papel perante essas corporações, passando de controlador a controlado.

O reequilíbrio entre os poderes no Brasil de hoje passa, indubitavelmente,  pela eleição de um novo presidente que tenha o apoio do povo e a coragem de fazer o enfrentamento com essas corporações e, também, com a grande mídia capitaneada pelos oligopólios midiáticos. Só assim, com um executivo forte é que poderemos pensar numa retomada da estabilidade política e econômica do Brasil.

Me preocupa os caminhos que o atual presidente vem trilhando. Usa encontro com empresário para dizer que o modelo da centralização de poder foi salutar ao país e cita o período do Estado Novo e da ditatura militar. Abre espaço num governo civil para que os militares indiquem nomes para compor a staff administrativa e não se posiciona quando generais vão a público intimidar um dos poderes da República, num claro movimento de alinhamento de interesses mútuos.

Por isso, temos que ficar de olhos bem abertos quanto a possibilidade de termos eleições em 2018. Tenho minhas dúvidas se elas ocorreram. O presidente em conluio com parte do generalato poderá suspender as eleições alegando Estado de Defesa (Art. 136, CF) e quiçá evoluir para Estado de Sítio (Art. 137, CF), com base em alegações da ordem pública ou a paz social estarem ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional. Vale destacar que esse discurso da instabilidade institucional hora ou outra entra nos debates da grande mídia. Seria um prenúncio? O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que papel num cenário assim?

Sendo assim, temos que manter a serenidade e lutar pela manutenção da eleições de 2018. A chama democrática que ainda está viva nesse país é exatamente a eleição livre onde o povo terá a condição de impor sua vontade frente os arroubos das representações que ocupam as instituições brasileiras.

Até outubro teremos muitos desdobramentos jurídicos e políticos que irão mexer com a sociedade e, também, com os rumos que o Brasil seguirá. Como disse antes, é preciso muita serenidade do povo para poder discernir as manobras que estão sendo feitas para manutenção das forças que hoje controlam o país.

A luta não é só contra a corrupção, a luta é essencialmente contra o desmonte do Estado Democrático de Direito que tanto lutamos para que retornasse a nossa sociedade e hoje volta a ser atingido frontalmente.

Por isso, eleições livres em 2018!

Gutemberg Dias é professor da Uern, graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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domingo - 15/04/2018 - 06:56h

A omissão de Temer

Por Paulo Linhares

O julgamento de habeas corpus impetrado em favor do ex-presidente Lula, denegado  pelo placar mínimo de um voto, propiciou a prisão do líder petista precedida de uma tensa permanência deste, por dois dias, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista onde, aliás, o começo desse que tem sido um dos mais relevantes fenômenos políticos da história republicana, que foi a criação do Partido dos Trabalhadores e a ascensão política de um torneiro mecânico que terminou eleito presidente da República e, neste momento, ocupa uma pequena cela de 15 metros quadrados em cumprimento de pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Esse episódio que vai da decisão do STF e consequente prisão de Lula produziu, no Brasil e alhures, uma montanha de artigos e reportagens com os mais díspares e variados enfoques, numa explosão de paixões e ressentimentos. Enfim, para o bem ou para o mal  tudo foi dito e escrito, de reles desaforos e xingamentos vulgares a belas peças literárias.

No entanto, em toda essa torrente de opiniões que tem passado através dos diversos espaços midiáticos, sejam veículos da imprensa tradicional ou nas redes sociais, algo estranhamente não mereceu maior atenção: o efetivo papel de presidente Michel Temer na decisão do STF que selou, ao menos por enquanto, a sorte do presidente Lula, negando a habeas corpus preventivo que evitaria a prisão deste, cuja condenação penal fora mantida por órgão judicial de segundo grau.

Ora, a lógica mais elementar mandaria  que Temer lançasse mão de sua influência – talvez restrita a apenas um dos ministros da Corte, Alexandre de Morais, ex-auxiliar por ele nomeado, porém, que seria suficiente para concessão da ordem – não propriamente em favor de Lula, mas, para consolidar, na Corte Suprema, a jurisprudência que reconhece o aprisionamento de pessoa após condenação penal mantida na segunda instância como franca agressão ao princípio da presunção da inocência expressamente previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, pelo qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória“.

Ressalte-se que, se não existisse tal princípio chantado na Constituição da República, ainda assim o Brasil deveria observar a regra de que a prisão de uma pessoa somente deve ocorrer com o chamado trânsito em julgado das sentenças penais condenatórias, ou seja,  quando esgotadas todas as possibilidade de defesa, inclusive, aquelas veiculadas via recursal. E por quê?

Porque é signatário de dois importantes pactos multilaterais, cujas disposições por isso, fazem parte da ordem constitucional, por força dos parágrafos 2° e 3° do artigo 5° da Constituição Federal: A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, artigo XI,1 (“Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”); e a Convenção Americana Sobre os Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, artigo 8º, 2, (“Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa”). Simples assim.

O dr. Temer fez de conta que nada tinha a ver com a decisão do STF no caso Lula. Ora, todos os seus amigos mais próximos ou estão presos (preventivamente) ou respondem a processos por corrupção e outros crimes conexos, ademais de constituírem aquilo que a crônica política e policial chama de “quadrilhão do Temer”. Ele próprio figura em vários inquéritos que, por força do seu cargo de presidente, estão paralisados à míngua de autorização da Câmara dos Deputados, porém, terão prosseguimento a partir de janeiro de 2018 quando, atida evidência, deixará de ser inquilino do Palácio do Planalto.

Assim, a despeito de ser um experiente e atilado animal político, Michel Temer parece não perceber que inelutavelmente é vítima do tal “efeito Orloff”: ele poderá ser Lula a partir de janeiro de 2018. Isto será a realização daquele vaticínio popular que se traduz “na volta do ‘cipó’ de aroeira no lombo de quem mandou bater”, ou deixou que batessem.

Isto sem levar em conta de que grande parte da bandalheira que grassou nos governos petistas de Lula e Dilma pode ser colocada na conta de Temer e seus correligionários peemedebistas, estes que sempre ficaram com boa parte da pilhagem dos dinheiros públicos empreendida, nas últimas décadas, por políticos, empresários e altos executivos de empresas estatais, e que resultou nessa ‘lavagem a jato’ a qual, sob o pretexto de combater a corrupção, empurra o Brasil ladeira abaixo no rumo do retrocesso político-institucional em que direitos e garantias fundamentais do cidadão, de berço constitucional, passam a ser olimpicamente desrespeitados.

No mínimo, deveria desejar melhor sorte ao líder petista, por um gesto de solidariedade daqueles que até bandidos e mafiosos são capazes de expressar. De lembrar que, aos omissos, o poeta Dante reservou os lugares mais quentes do Inferno.

Também, não deve ser olvidada, quanto aos que se omitem, aos que vestem a capa da indiferença, aquela severa advertência contida numa das célebres passagens do Apocalipse de São João: “Eu conheço as tuas ações e as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera que foras um ou outro, frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és frio nem quente, te vomitarei da Minha boca!… sê pois zeloso e arrepende-te!” (Apocalipse 3:15,16,19).

Indiferente, omisso, nem frio nem quente, o morno Temer logo será vomitado da boca do poder e o cutelo do ímpio Barroso irá ao seu encontro, mas, essa será outra história.

Paulo Linhares é professor e advogado

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quinta-feira - 12/04/2018 - 11:46h
Política

Lula presente

Por decisão superior e, não, por iniciativa espontânea dos seus parlamentares federais, estaduais e municipais em todo o país, o Partido dos Trabalhadores (PT) determinou a adoção do “sobrenome” Lula por todos eles. Do Senado às câmaras municipais, todos são Lula.

O dia passado (quarta-feira, 11) sacramentou essa posição partidária.

A senadora Fátima Bezerra, por exemplo, agora tem o nome parlamentar de Fátima Lula Bezerra. Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Mineiro passou a se chamar Fernando Lula Mineiro.

Quem também foi rápida nessa conversão foi a vereadora Isolda Dantas, em Mossoró, que ontem pleiteou e obteve o registro oficial de Isolda Lula Dantas aquiescido pela Câmara Municipal de Mossoró.

É preciso entender, que a escolha é uma estratégia de marketing. Mais do que gesto de solidariedade ao ex-presidente Lula da Silva, preso desde sábado (7) na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), o PT produz uma ação/reação político-eleitoral que pode gerar efeitos colaterais.

É de caso pensado, calculado, a tentativa de se tatuar a efígie Lula no inconsciente popular.

Procura cristalizar e amplificar a marca Lula para que possa proporcionar uma transfusão de intenções de votos para o partido e seus militantes-candidatos, em ano eleitoral.

Tudo bem. Esse é o entendimento da cúpula partidária, aceito sem contraposição em todos os estamentos petistas, mas que também precisa ser visto por outro viés.

Aos olhos de boa parte da população que vive fora dessa bolha partidária, o que se enxerga nisso é uma mistura de bobagem esférica com fanatismo. Fomenta-se a sua ridicularização numa velocidade inversamente proporcional à rapidez com que foi produzida nacionalmente.

A ideia depreciativa de que a legenda é uma seita, em vez de partido político, serve melhor ao discurso de seus adversários. Aproxima-se do que a psicopatologia trata por “onirismo” (atividade mental doentia, fora da realidade).

É uma alucinação que desconecta o PT da realidade.

Em campanha, o petismo e o candidato presidencial que substituirá Lula precisarão alcançar outro contingente de eleitor fora do universo eminentemente de esquerda, para chegarem de novo à presidência. Foi o que Lula conseguiu mudando roupagem, ajustando discurso e atraindo o empresário José Alencar (PL, depois PRB) para ser o seu vice em 2002.

O campo dos indecisos e o centro ideológico do eleitorado são mais suscetíveis à interpretação desse estratagema como delírio (e intolerância), em vez de acatá-lo como um anteparo e homenagem ao ex-presidente.

Lula por si só está vivo e presente. Encarcerado, é ainda o maior nome da política nacional nas últimas décadas, culpado ou inocente. Ele não necessita dessa manifestação burlesca.

Fátima Lula no Senado, Fernando Lula na Assembleia Legislativa e Isolda Lula na Câmara Municipal de Mossoró não acrescentam nada. É dispensável a companhia desses novos “parentes”.

Os três e os demais Lulas podem voltar ser o que eram antes. Vamos lá: um, dois, três…Ativar!!

Leia também: Lulismo e dominação carismática no populismo encarcerado.

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quarta-feira - 11/04/2018 - 06:44h
Câmara Federal

Deputados do PT querem ser identificados como “Lula”

Deputados federais do PT formalizaram pedido à mesa diretora da Câmara Federal, para que possam mudar nome político nos registros da Casa.

Querem incluir o “Lula” como parte de seus sobrenomes.

O líder da sigla – Paulo Pimenta (PT-RS) – , por exemplo, quer ser identificado como deputado Paulo “Lula” Pimenta.

Todos os parlamentares encaminham pedido individual à mesa diretora, conforme decisão de bancada.

Saiba mais clicando AQUI.

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terça-feira - 10/04/2018 - 19:08h
Governo

Mineiro confirma Fátima Bezerra como pré-candidata

Mineiro: Lula e Fátima (Foto: AL)

O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Fernando Mineiro (PT) anunciou a decisão do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) pela manutenção do nome do ex-presidente Lula da Silva (PT) nas eleições para a presidência do Brasil. Foi em discurso hoje no plenário da Assembleia Legislativa.

Também confirmou, pela primeira vez, a postulação da senadora Fátima Bezerra (PT) ao governo estadual.

“No momento certo, a senadora apresentará seu nome à pré-candidata”, afirmou o deputado.

No sábado, em São Bernardo do Campo-SP, em discurso público de Lula, antes de ser levado preso para Curitiba (PR), apresentou Fátima como nome do partido para ser eleita governadora do RN.

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terça-feira - 10/04/2018 - 16:20h
Wilson Fernandes

Empresário se filia ao PT e pode estar em chapa majoritária

Do Blog Saulo Vale

Nome cotado para suplente de senador, o empresário mossoroense Wilson Fernandes já se encontra filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Wilson: filiado (Foto: Web)

O pontapé dele na sigla seria no evento de apresentação dos novos filiados que o partido promoveria na sexta-feira (6), em Mossoró, com a presença da governadorável Fátima Bezerra(PT), mas que foi adiado devido à prisão do ex-presidente Lula, líder maior do petismo.

Apesar dos rumores, o empresário nega que sua intenção de se filiar ao PT seja para concorrer a algum cargo eletivo.

Fernandes é um nome trabalhado pelos líderes estaduais do partido, para ser suplente de senador, podendo estar junto com a senadorável Zenaide Maia (PHS).

Nota do Blog – O Blog Carlos Santos captou de fontes credenciadas, ainda ano passado, que ele seria uma opção a vice da própria Fátima Bezerra. No último dia 11 de março publicamos essa possibilidade (veja AQUI).

Saulo traz informação mais atualizada.

Wilson é um nome de largo conceito social em Mossoró e região e nunca participou, como candidato, de qualquer disputa eletiva.

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segunda-feira - 09/04/2018 - 06:37h
COLUNA DO HERZOG

Populismo e dominação carismática no lulismo encarcerado

Por Carlos Santos

Preso no sábado (7) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR), onde passou a cumprir pena de de 12 anos e 1 mês de prisão pela condenação no caso do triplex em Guarujá (SP), o ex-presidente Lula da Silva (PT) é uma força política desmedida – solto ou encarcerado.

Ele encarna um papel sem cópia no lulismo, movimento político tipicamente brasileiro que mesmo assim não pode ser caracterizado como original e incomum, quando o tratamos sob a ótica da ciência política e da sociologia, por exemplo.

Mestre da retórica, ou seja, da arte da eloquência, Lula representa o que o filósofo alemão Max Weber trata por força da “dominação carismática”, um poder de “caráter autoritário e imperativo”, irradiado pelo fascínio que exerce sobre a massa-gente.

Como ele, não faltam outros personagens com características parecidas no Brasil e no mundo, através dos tempos. Germinam principalmente em períodos de instabilidades político-sociais e anemia institucional, com essência no populismo, culto à personalidade e messianismo.

Lula tem entre seus eleitores uma multidão de devotos, sequazes e fanáticos, massa comum a esse modelo de relação que caracterizou o “peronismo” na figura de Juan Perón na Argentina, entre 1946 e 1955 e de 1973 a 1974; Getúlio Vargas, e o “getulismo”; Benito Mussolini, na Itália fascista da primeira metade do século XX; Antônio Conselheiro e seu Arraial de Canudos no sertão baiano do século XIX etc.

Todos eles falavam, como Lula, para um universo que era catequizado para ter um guia e não um representante formal. O “povo”, nos discursos demagogos e manipuladores, sempre aparece como uma razão quase divina do líder, regente de sua história.

O “não-povo” é todo aquele que não crê e não o incensa. É todo aquele que se põe longe, fora ou em conflito com essa aura mítica. O Estado é personificado no que pensava o monarca Luís XIV na França imperial: “Sou eu”. Pode tudo em suas mãos.

O lulismo, ou o “lulupetismo” – como se define depreciativamente a era Lula-PT, não vai ser riscado do mapa com o xilindró do líder. Pode até recrudescer mais ainda essa paixão coletiva, alimentada pela vitimização fática ou laboratorial do ex-líder sindical.

Ninguém espere também um substituto para Lula nas urnas ou mais adiante. Ele é espécime raro.

Primeiro, porque nada nasce ou cresce em torno de gente com seu perfil, a ponto de eclipsá-lo. Segundo, porque essa troca não obedece a qualquer alteração formal e ritualística, como se faz numa convenção partidária.

Cada senhor de dominação carismática e populista tem seu tempo e lugar na história; seu legado será sempre discutido e discutível.

PRIMEIRA PÁGINA

Ex-deputado Laíre Rosado tem rotina de apoio a outros detentos – Preso (veja AQUI) desde o dia 22 de março último no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi, o ex-deputado federal, bacharel em direito e médico Laíre Rosado tem-se adaptado à rotina prisional e revelado enorme capacidade de convivência com os demais detentos. Revela-se até bastante útil à comunidade carcerária, no exercício de seus conhecimentos de medicina. Ao mesmo tempo, pleiteia sua liberdade através de instrumento de apelação judicial.

Filha de Zenaide Maia seguirá “renovação” da política do RN – Mada Calado Maia, que até bem poucos dias era titular da Secretaria Municipal de Assuntos Extraordinários da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, segue a receita uterina das “mudanças” e “renovação” na política do RN. Será candidata a deputado estadual pelo PT, enquanto sua mãe – deputada federal Zenaide Maia – concorrerá ao Senado pelo PHS. Além disso, seu tio João Maia (PR) tentará voltar à Câmara Federal. Outro tio, Agaciel Maia (PR), é deputado distrital em Brasília.

Mada: em família (Foto: Web)

Deputados podem não viabilizar registro de candidatura – Fiquemos atentos à marcha burocrática das candidaturas à reeleição dos deputados estaduais Ricardo Motta (PSB), Dison Lisboa (PSD) e José Adécio (DEM). Os três têm seriíssimos problemas judiciais que podem gerar comprometimento de registro de candidatura à reeleição. Anote.

Os argumentos e a botija do crescimento do  PSDB/RN – Com oito deputados estaduais, o PSDB do RN experimenta um crescimento exponencial e de difícil compreensão para leigos e até gente conhecedora da política. Tantos candidatos à reeleição estariam apostando em quê? Tem quem diga que o presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, possui muitos argumentos e uma “botija” para convencer políticos tão experientes de que não estão entrando numa furada.

Segundo turno à vista – Com a concorrência de pelo menos três ou quatro chapas ao Governo do RN, com boa capacidade de votos, é mais do que previsível a realização do pleito em dois turnos. Sob essa ótica, é que o governador Robinson Faria (PSD) trabalha, sob a crença de que um nome no segundo turno será o seu. Em 2014, ele perdeu o primeiro para Henrique Alves (MDB), mas levou de arrastão o segundo.

Galeno Torquato x Raimundo Fernandes – Os deputados estaduais Galeno Torquato (PSD) e Raimundo Fernandes (PSDB) fazem duelo à parte na campanha deste ano. Ambos tem São Miguel no Alto Oeste como berço político, mas espraiaram apoios por outras regiões. No pleito de 2014, Galeno estreou na disputa com 63.286 (3,82%) votos, sendo o segundo mais votado. Mas deve ter uma queda expressiva nesses números em 2018. Raimundo empalmou 35.333 (2,13%) votos e foi o 18º mais votados entre os eleitos. Parte para seu nono mandato.

Um vice para Carlos Eduardo Alves – A candidatura ao governo estadual de Carlos Eduardo Alves (PDT), que renunciou ao cargo de prefeito do Natal no final de semana, pode ter um nome indicado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) a vice. A ideia é fechar chapão com força nos dois maiores colégios eleitorais do estado.

Geraldo Melo é cogitado para lugar de Agripino – Nos bastidores da política, em Natal, já se conversa a possibilidade de deslocamento do senador José Agripino (DEM) para chapa à Câmara Federal. Em seu lugar, entraria o ex-senador Geraldo Melo (PSDB), tendo o empresário Haroldo Azevedo (PSDB) como primeiro suplente. Garibaldi Filho (MDB) seria mantido como candidato à reeleição ao Senado, tendo Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB, pai do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira Filho-PSDB) como primeiro suplente.

Rosados podem repetir disputa familiar de 2014 – Se em 2014 o clã Rosado se fracionou em três candidaturas à Câmara Federal, para 2018 a corrida eleitoral na família talvez aconteça num patamar mais abaixo: Assembleia Legislativa. Larissa Rosado (PSDB), Kadu Ciarlini (PP) e Fafá Rosado (PSB) podem concorrer a uma vaga no parlamento estadual. Em 2014, Fafá, Sandra Rosado (PSB, hoje no PSDB) e Beto Rosado (PP) disputaram espaço na Câmara Federal, mas só esse último se elegeu.

Três pré-candidatos ao governo e um destino – Os três primeiros pré-candidatos ao governo do RN que surgiram ano passado não prosperaram as intempéries da pré-campanha: desembargador Cláudio Santos (sem partido), empresário Tião Couto (PR) e vereadora grossense Clorisa Linhares (Solidariedade) figuram nessa lista.

EM PAUTA

Sérgio Oliveira – O jornalista Sérgio Oliveira mergulha de vez no universo forense. Está instalado com escritório no Oásis Center, Avenida Alberto Maranhão, Centro de Mossoró, Sala 79-B, no 1º andar. Bom demais, Serginho. Depois apareço por aí.

Sérgio: advocacia (Foto: Web)

Simpósio – O Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque da Universidade do Estado do RN (UERN), em Pau dos Ferros, vai sediar entre 17 e 19 de abril, o Simpósio Internacional de Ensino e Culturas Afro-brasileiras e Lusitanas (I SINAFRO).

Instituto Oral Clínica – Será nessa terça-feira (10), às 19h, a inauguração do Instituto de Ensino e Pesquisa Oral Clínica, com realização de workshop sobre Gestão e Mercado em Saúde, seguida de um coquetel. Ocorrerá na Rua Doutor João Marcelino, 450, Santo Antônio, Mossoró. O objetivo da instituição é a qualificação profissional de excelência para as diferentes áreas da saúde, sobretudo a nível de pós-graduação, iniciativa dos odontólogos Ney Robson e Kátia Maia.

Reeleição – A professora Marlúcia Barros Cabral foi reeleita para direção do Campus da Universidade do Estado do RN (UERN), em Assu, na sexta-feira (7).

Voos – A Azul Linhas Aéreas, após inspeção no Aeroporto de Mossoró à semana passada, conclui relatório sobre condições para uso comercial desse equipamento. Intenção é de promover pelo menos três voos semanais (segunda, quarta e sexta-feira), no horário vespertino. Isso poderá acontecer a partir de junho.

Casa Centelha – A tradicional empresa Casa Centelha de Mossoró abriu seu show-room recentemente no Santo Antônio, próximo ao Serviço Social do Comércio (SESC). Mas evitou qualquer evento de inauguração.

SÓ PRA CONTRARIAR

O verde-oliva voltou a ser uma cor presente em Brasília.

GERAIS… GERAIS… GERAIS

Anote aí o fone e email do “Palhaço Pitanga”, que nos garante: é atração perfeita para aniversários infantis em Mossoró: migo38a@hotmail.com e (84) 9.8638-3389. Recado dado.

Chuvas nos últimos dias tem fortalecido sobremodo a crença no inverno no estado. Regiões mais castigadas do RN como Oeste e Seridó estão com excelentes chuvas e as imagens se multiplicam na Internet, como a sangria do Açude Público de Riacho da Cruz.

Obrigado à leitura do Nosso BlogJoel Canela (Felipe Guerra), Wilana Dantas (Caicó) e Magnólia Maria da Rocha Melo (Mossoró).

Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (02/04) passado, clicando AQUI.

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