segunda-feira - 29/08/2022 - 08:42h
Disputa presidencial

Num debate sem maiores destaques, ponto para Simone Tebet

Gostei no geral do debate organizado pelo pool de mídia – Band, UOL, TV Cultural e Folha de São Paulo, e levado ao ar à noite desse domingo (28). O formato permitiu que os candidatos à Presidência da República apresentassem seus raciocínios, argumentos, ideias. Porém, pouco de ideias, que se diga.

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

O nós contra eles, o Fla-Flu político, segue e continuará até o fim. Lamento. Entre os protagonistas, quem imaginou que fosse galvanizar a atenção dos indecisos, por exemplo, talvez tenha saído frustrado. 

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), senadora Simone Tebet (MDB), Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) estiveram de frente às câmeras e lado a lado. Em vários momentos a temperatura  subiu, com entreveros verbais entre alguns debatedores, mas nada que precisasse de intervenção severa da moderação do programa.

Começando o segundo bloco do debate, nos bastidores quase saia pancadaria, luta física mesmo. O ex-ministro Ricardo Salles e o deputado federal André Janones (Avante/MG), aliado de Lula, trocaram insultos e quase esfregaram os narizes em provocações de lado a lado. Tumulto foi aquietado, mas não resolvido. Deu bem a ideia do que na prática é a campanha de 2022, polarizada por sentimentos hostis.

A agradável surpresa foi a senadora Simone Tebet. Sem ser alvo preferencial, como franca-atiradora, soube aproveitar bem o espaço do debate. Se vai carrear intenções de voto em próximas pesquisas, é outra questão. Porém, esteve acima dos principais debatedores pelo equilíbrio, sem perder a firmeza em certos momentos. Se crescer e bem pode empurrar a disputa presidencial ao segundo turno.

O candidato Lula foi muito bombardeado, esquivou-se de tema como corrupção e subaproveitou o debate. Nas considerações finais resgatou o ‘golpe’ contra “a Dilma” (ex-presidente Dilma Roussef-PT), assunto que o próprio marketing petista esconde há meses, até pelas companhias que junta no palanque: a patota do golpe.

O presidente Jair Bolsonaro ia se saindo bem, sem aqueles naturais arroubos, mas surtou contra a jornalista Vera Magalhães, por exemplo. Poderia ter-se capitalizado mais. Acabou dividindo com Lula e trocando com o adversário, o grosso do tiroteio verbal, o que já era esperado.

O candidato Ciro Gomes foi de novo articulado, com boa retórica, conteúdo, atirou em Bolsonaro e Lula, mas levou invertida desse, quando falou em defesa das mulheres para tentar emparedar o presidente. Seu passado o condena, mesmo que seja passado. O episódio Patrícia Pillar não sai nunca do seu prontuário. Em 2002, numa entrevista, falou que o papel de sua então mulher era dormir com ele.

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil) Felipe D’Ávila (Novo) tiveram participações distintas, mas nada a projetar um ou outro como destaque. Cumpriram seu papel, cada um em seu campo de visão de Brasil.

Esperar outros debates. Sobretudo se regras levarem os candidatos à obrigatoriedade de abordagem de temas relevantes, com propostas. Nesse primeiro round, o mais do mesmo. E como não temos nenhum candidato caricato em cena, como em campanhas passadas, fica a esperança de que vejamos conteúdos sérios. O Brasil não está para graças. Precisamos tratar sobre o futuro.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 19/09/2017 - 20:34h
Mais uma

Juiz aceita denúncia e ex-presidente Lula é réu pela sétima vez

Do G1

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou denúncia nesta terça-feira (19) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva na Operação Zelotes. Com a decisão, o petista se tornou réu pela sétima vez em ações penais.

A denúncia, do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF), afirma que Lula editou uma medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de recebimento de propina.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que o ex-presidente jamais praticou qualquer ato ilícito e que é alvo de perseguição política (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Benefícios a montadoras

A MP 471, assinada em novembro de 2009 por Lula, prorrogou os benefícios fiscais concedidos às montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A compra de medidas provisórias é investigada na Operação Zelotes, que também investiga irregularidades em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga processos das empresas envolvendo questões tributárias.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 14/09/2017 - 07:22h
Ontem, hoje...amanhã

O Palocci de Michel Temer

O ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) pode ser o Antônio Palocci de Michel Temer (PMDB).

Palocci obriga Lula (PT) a um contorcionismo verbal patético e constrangedor.

Eram unha e carne. Hoje, não.

Saberemos adiante se os pareceiros Geddel e Temer vão continuar esse enlace.

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
sexta-feira - 18/08/2017 - 08:30h
Pátria Amada Brasil

Um dia essa terra ainda vai cumprir seu ideal

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o prefeito paulistano João Dória Júnior (PSDB) e o ex-presidente Lula (PT) fazem périplo pelo país.

Mexem-se à maior visibilidade e de olho na campanha eleitoral de 2018.

Todos os três sofrem hostilidades de segmentos radicais organizados.

Pequena mostra do que nos aguarda para o próximo ano.

Estamos num país rachado. Seguimos fracionados, extremados no ranço. Não aparece ninguém capaz de liderar o Brasil em cima de uma agenda realista, desenvolvimentista e humanizadora.

Vociferam! Rosnam! Populismo, oportunismo e marketing de ocasião prevalecem.

Os próprios protagonistas políticos ajudam na construção desse cenário de intolerância: os três, sem exceção, usam discursos divisionistas e promovem pregações que nos jogam num fosso ainda mais profundo.

Mas eles não estão isolados.

Essa gente consegue o apoio de uma manada de estúpidos nessa tarefa continuada de nos impossibilitar de ser uma nação de verdade, com todo nosso sincretismo político, religioso, étnico, cultural etc.

Pátria amada Brasil!

Até quando continuaremos sendo isso, dependendo dessa gente e de outros personagens incapazes de enxergarem o país com suas diferenças, mas acima de tudo com a exigência de ser uno?

Um dia essa terra ainda vai cumprir seu ideal.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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