domingo - 04/08/2024 - 05:50h

Meu gato preto da sorte

Liev em momento de relaxamento Foto do autor)

Liev em momento de relaxamento (Foto do autor)

Por Bruno Ernesto

Dizem que há um dualismo no mundo dos animais de estimação. Seria, a bem da verdade, quase um maniqueísmo, uma verdadeira luta entre o bem e o mal.

Para ser bem direto, desde já, caro leitor, devemos considerar o fato de que o maniqueísmo é uma forma simplista de ver o mundo, como se pudesse haver apenas duas categorias antagônicas. Ou é do bem ou é do mal.

Em verdade, não passa de uma forma deficiente de pensar o mundo e daí nasce toda sorte de intolerância, pois nada mais é que, senão, a total aversão à compreensão do que é complexo, do pensamento elaborado, em especial o filosófico e científico.

Diante disso, infelizmente, muitas pessoas caem na vala comum da ignorância; uns por preguiça, outros por aversão, e alguns, por pura conveniência.

Sempre gostei de animais de estimação. Entretanto, quem me conhece sabe da minha paixão por felinos. E desde que me entendo por gente, crio gatos.

Atualmente tenho seis persas: Wladek, Szpilman, Halina, Natalya, Lola e Liev. Cada um com suas peculiaridades. A começar pelos nomes.

Wladek e Szpilman, os gêmeos amarelinhos inseparáveis, vieram do livro “O Pianista”, de autoria do polonês Władysław Szpilman.

Halina, era irmã de Władysław Szpilman. Ela foi morta pelos nazistas no campo de concentração de Treblinka, localizado na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial; infeliz destino de toda a sua família, e de milhões de judeus durante o Holocausto.

Lola, é o diminutivo de Lolita, a famosa personagem do romance de Vladimir Nabokov. Ela é a provocadora.

Natalya, ou Natasha Rostova, é a personagem principal do livro “Guerra e Paz”, de Liev Tosltoi.

Liev, ficou fácil deduzir.

Assim como qualquer gato, cada um tem um comportamento diferente. Não, nenhum é esnobe ou indiferente comigo.

Todos os dias quando saio do quarto de manhã cedo, sou recepcionado por todos. Cada um deles tem o seu ritual de bom dia. Apenas me sento para ficar mais próximos deles.

Wladek gosta de sentar no meu colo, amassar pãozinho ronronando e depois tira um cochilo, enquanto Szpilman fica num vai-e-vem nas minhas pernas pedindo carinho.

Halina fica tocando no meu braço pedindo cafuné e adora me lamber com a sua língua áspera. E embora algumas vezes dê agonia, não a reprimo, pois é um sinal de muita confiança e carinho do gato. Além do mais, ultimamente ela fica me olhando com a ponta da língua pra fora de um jeito engraçado.

Lola, a caçula, ainda é um tanto arredia. Sempre desconfiada e fujona. O segredo para ela relaxar, é sempre escová-la.

Ela elegeu o sofá como o campo neutro para os carinhos. Quando quer carinho, sobre no sofá e mia.

Natalya, a minha persa exótica de pelo curto, é a mais carente. Sua meta diária é andar atrás de mim exigindo carinho. De outra sorte, retribui com vigorosos amassados de pãozinho. É minha massagista particular.

Por fim, Liev, é o meu gato preto da sorte. É o macho alfa da gataria.

De personalidade marcante, revelou-se o mais carinhoso de todos. Já beirou os sete quilogramas.

Tem um murmúrio peculiar e engraçado. Quando quer brincar, de longe escuto e, logo em seguida, vejo aquele vulto preto correndo sem controle. Se descuidar, ele atropela quem estiver pela frente e pula no seu beliche.

Adora um ar condicionado e é o único que tem permissão para, vez ou outra, entrar no quarto enquanto me apronto para sair. Os demais sequer cruzam a porta do quarto, ainda que deixe a porta aberta por alguns instantes. Já se acostumaram.

Embora cuidar deles exija uma rotina diária de limpar os olhos, pentear, escovar, alimentar e dar atenção, não considero trabalho. É uma terapia.

Apesar da injusta fama sobre o comportamento dos gatos, acredite, é bem melhor conviver com eles que com certas pessoas.

Quanto à dualidade e o maniqueísmo que mencionei acima, em se tratando dos animais de estimação mais usuais – cães e gatos – tudo deveria se resumir à predileção, uma vez que a injusta má fama de interesseiros e indiferentes dos gatos, não passa de um mito e crença popular, tal qual com a má fama e mau agouro do gato preto que, infelizmente, ainda existe.

Para mim, todo gato dá sorte, especialmente Liev, meu gato preto da sorte.

Se você tem azar, não terceirize a culpa para os gatos pretos, afinal, ninguém tem culpa de suas escolhas.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
terça-feira - 02/10/2018 - 22:34h
Segundo turno

Disputa de rejeitados

Por François Silvestre

O segundo turno será a disputa dos rejeitados. O Lula, que é tudo e todos no PT, cujo partido e individualidades não existem, só o divino Lula e seu acólito Zé Dirceu, o Mourão de Lula, contra os anti-petistas, que votariam em qualquer um contra essa divindade lulista.

Bolsonaro não é ninguém. É apenas o fantoche de uma rejeição monstruosa parida nesse maniqueísmo. Uma catarse que a ignorância oferece a um momento de culpa social. Uma penitência a purgar a sociedade pelos erros de escolha.

Muito triste.

Miserável tempo, que oferece saudade dos tempos de chumbo.

Eu nunca imaginei que teria essa saudade.

No meio da desgraça daquele tempo, o miasma do sangue coagulado nas vestes do torturado exalava um “estranho cheiro de súplica”.

Hoje, não há cheiro nenhum, só o fedor do suor de sovacos dos farsantes carregados por multidões de idiotas.

O preço por isso será cobrado antes e muito antes do que se espera.

Os vivos verão.

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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sábado - 21/04/2018 - 22:56h

Maniqueísmo? Tô fora!

Por François Silvestre

Não me alinho nem me filio automaticamente a qualquer dos dois lados dessa estupidez nacional.

Prefiro usar o cérebro em vez do fígado. E deixar o fígado em paz, para que possa cuidar da cerveja. E com o cérebro ver, sem paixão, o que há de errado ou certo em qualquer dos lados.

Claro que tendo a limitação da minha própria visão, que poderá também, e certamente, errar tanto quanto os erros que vejo nos dois lados.

O que não aceito é compromisso automático com essa ou aquela orientação. Prefiro que cada lado pense que sou do outro lado, a ter que prestar vassalagem ou dar satisfações a quem quer que seja.

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Categoria(s): Opinião
quinta-feira - 26/11/2015 - 08:02h
Maniqueísmo político

Cara de um, focinho do outro; odor igual

Patético: agora, o senador trancafiado Delcídio do Amaral, líder do Governo Dilma Rousseff (PT) no Senado, é visto como ‘tucano enrustido”.

Petista, não.

Líder influente, escolhido pela presidente para esse papel, com livre trânsito entre as bancadas etc., etc., não.

Quanta miopia seletiva ou estupidez doentia.

Maniqueísmo atribui corrupção endêmica ao PT.

Esse, a enxerga apenas na plumagem tucana.

Os dois não conseguem se ver nesse espelho de lama.

Cara de um, focinho do outro.

E mesmo odor forte.

Recorro ao juiz federal Marcos Mairton, que escreveu comentário em nosso Twitter sobre o assunto levantado por nós:

– Corrupção não tem partido, nem bandeira, nem ideologia. Melhor seria se cada partido afastasse seus próprios corruptos.

Pah!

Isso, doutor.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
  • Repet
sábado - 07/11/2015 - 19:49h
Ambev

A conta que o povo paga na infindável guerra eleitoral

Parece sem fim a eleição estadual do ano passado no Rio Grande do Norte.

Depois de dois turnos eleitorais, acompanhamos neste 2015 outro duelo – que tem as redes sociais como principal ambiente entre os duelistas.

Uma corrente promove permanente linchamento do governador Robinson Faria (PSD) e do seu Governo.

Outra, o defende com o mesmo vigor míope. As exceções existem no debate. Exceções.

Nenhum tema sobrevive ao maniqueísmo.

O caso mais recente é quanto ao iminente fechamento da fábrica da cervejaria Ambev (Companhia de Bebidas das Américas).

Um lado, garante que a culpa é do governador e seu Governo.

Os que o escudam, não.

Quase nenhum argumento técnico é apresentado ou caminho à reversão do quadro.

De verdade, a Ambev usa do seu poder de pressão para obter mais vantagens fiscais.

Desde a gestão Rosalba Ciarlini que essa estratégia já vinha sendo usada. Estourou agora.

A Ambev tem unidades industriais em Pernambuco e na Paraíba. No RN, há tempos que trabalha com capacidade reduzidíssima.

O Governo é inocente e foi surpreendido pela decisão?

Não.

Poderia ter se antecipado, buscado um caminho para segurá-la e seus cerca de 300 empregos.

“Não existe almoço grátis” no mundo empresarial. Nem na política.

Nessa guerra infindável, a “conta” vai continuar saindo do bolso do povo do RN.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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