domingo - 14/12/2025 - 16:48h
Genealogia

Livro “Os Souza Martins” mostra nomes e caminhos de Portugal ao RN

Reprodução da capa do livro a ser lançado

Reprodução da capa do livro a ser lançado

O historiador, pesquisador e genealogista Misherlany Gouthier, em parceria com o professor e pesquisador Unilton de Souza do Nascimento, lança mais um trabalho de cunho histórico e de genealogia. Trata-se do livro “Os Souza Martins: De Portugal ao Rio Grande do Norte”, em que resgata a origem dessa família desde o começo de 1700 até os dias atuais.

Gouthier fará tarde de autógrafos na Biblioteca Família Souto, ao lado dos Correios, centro de Mossoró, no dia 19 de dezembro de 2025, das 15h às 17, com participação de representante de várias entidades de Mossoró e região do oeste potiguar.

Autor de mais de 20 livros sobre história e genealogia do Oeste Potiguar, Misherlany Gouthier tem se dedicado ao resgate das antigas família da região, somando à sua vasta bibliografia trabalhos como “Breviário Genealógico do Oeste Potiguar”, História Concisa de Almino Afonso, e Os Alves Affonso, dos Chaves e Mello.

Os Souza Martins oriundos de Portugal chegaram ao Brasil por volta de 1700 instalando-se no Piauí (PI), passando por Souza (PB), e fixando mais tarde na Serra do Martins (RN), se integrando à sociedade, contribuindo com o desenvolvimento e a história do lugar.

“O próprio autor Misherlany Gouthier, por inúmeras vezes, já escreveu sobre a intrincada ramificação dessas famílias da região que, desde sua origem, têm laços além da região, ou mesmo do próprio estado do Rio Grande do Norte, como se deu, por exemplo, com a chegada da família Souza Martins, ao se instalarem incialmente na cidade de Oieiras, no estado do Piauí, vinda do Reino de Portugal no longínquo início do século XVIII, capilarizando-se para os estados do Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte”, escreveu o advogado Bruno Ernesto Clemente.

A obra que tem o patrocínio da Prefeitura Municipal de Almino Afonso, e registra grandes nomes da política, da literatura e da magistratura do Rio Grande do Norte, a exemplo do desembargador aposentado Manoel Onofre Júnior, Deputado estadual José Dias de Souza Martins, e o ex-senador Zezito Martins.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Cultura / Gerais
quarta-feira - 07/04/2021 - 17:02h
Livro

O desafio das palavras…

Manoel Onofre Júnior produz "uma delícia gastronômica, com receita de letras e não de comida" (Foto: Substantivo Plural)

Manoel Onofre Jr. produz “uma delícia gastronômica, com receita de letras e não de comida” (Foto: Substantivo Plural)

Por François Silvestre

…de Manoel Onofre Júnior.

Uma delícia, no sentido mesmo gastronômico, de leitura. Para começar assim, valho-me da própria abertura do livro. Começa com a citação de Álvaro Moreyra, onde o mesmo afirmara que “come-se muito mal nos livros de Machado de Assis”. Deve ser uma reportagem à pobreza culinária das referências de Machado a “iguarias” de costumeira sobriedade.

E continua Onofre: “Mas come-se muito bem nos livros de Eça de Queiroz”. E faz um passeio pelas iguarias nobres e nada sóbrias do grande romancista português. Donde posso afirmar que, pela doçura marcante dessas iguarias, o diabético deve fugir. Ou pelo menos ficar só na leitura.

Nariz de cera para dizer do livro. Ou melhor, do autor. Manoel Onofre está para a literatura potiguar como Câmara Cascudo está para a cultura popular. Genial e universal, Cascudo não se moveu pelo secular. Não. Dito por ele próprio, seu interesse movedor era o cotidiano.

Da mesma forma, Manoel Onofre é leitor vertical da literatura universal, da literatura latino-americana e da literatura brasileira. Mas, seu interesse de pesquisa e divulgação é a literatura produzida por aqui. As letras da capitania abandonada de João de Barros. Não se encanta de apego pelo ouro ou prata de longe, fixa-se no garimpo da nossa scheelita.

O livro é uma comprovação do afirmado. Uma delícia gastronômica, com receita de letras e não de comida. Tem de tudo um pouco, ou um muito. Poesia, contos, ficção, ensaios. Onofre é um crítico de resenha, cujo alvo é a informação ao leitor. Não se arvora senhor das artes ou artimanhas de escrever. Opina, mas o faz com a serenidade de quem transmite o senso do próprio caráter. Não agride para exibir-se nem bajula para angariar agrado. Informa. E nessa seara ele é ímpar.

“O desafio das palavras” nasce indispensável para quem quiser conhecer fatos e pessoas das letras no estuário potiguar; de sertões, mares, serras e estepes. Repito, Uma delícia!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Cultura
  • Repet
domingo - 02/02/2020 - 10:14h

Um dos melhores romances potiguares em oportuna reedição

Por Tácito Costa

Não poderia haver momento mais oportuno do que o atual para a reedição de “A pátria não é ninguém”, do escritor François Silvestre. Não apenas porque o livro está esgotado e tenha intrínseca qualidade, mas, sobretudo, devido a tenebrosa conjuntura política brasileira, que faz com que tudo ganhe assustadora urgência.

A primeira edição veio a lume em 2002, pela saudosa Editora A.S Livros, e foi muito bem recebida por críticos e leitores. A leitura causou-me forte impressão à época. É livro obrigatório em qualquer antologia ficcional que se faça no Rio Grande do Norte. Eu, que conheço relativamente bem a literatura potiguar, o coloco sem medo entre os dez melhores.

Com projeto gráfico primoroso (a capa, linda, é de Raíssa Tâmisa), a nova edição sai pela editora Sarau das Letras. Tem apresentação do escritor, crítico e integrante da ANL (Academia Norte-rio-grandense de Letras), Manoel Onofre Júnior, e prefácio do escritor e editor Clauder Arcanjo.

“Esta obra, no meu modesto entender, afigura-se importante pelo seu caráter de documento – painel das trevas – mas também pelos aspectos formais, reveladores de um artesão da palavra, no pleno domínio do seu ofício”, afirma Manoel Onofre Jr.

Em seguida, ele comenta a estrutura da obra: “A ação romanesca desenvolve-se em três planos distintos, sem preocupações de ordenamento cronológico: 1- os horrores da era Médici; 2 – a distensão ‘lenta, gradual e segura’, vale dizer, a ditadura agonizante; 3 – a infância sertaneja do narrador, no sertão pernambucano.”

“Neste livro de François Silvestre, os capítulos narram acontecimentos entre 1977 e 1982. Entrelaçados com intersecções, nem sempre em ordem cronológica, num intrincado tecido de memória, relato-reportagem e ficção”, escreve Clauder Arcanjo.

Ainda no prefácio, Clauder alerta o leitor que não irá encontrar somente “a reportagem de um período em que o medo imperava, e a tortura mostrava suas garras e sua fúria covarde nos locais eleitos pelos militares golpistas e seus áulicos-babões pra debutar maldades em cada vez mais desumanas maquinarias e procedimentos. Haverá de encontrar isso, mas verás, também que François não foge à luta de narrar tudo como uma crônica de época, madura e inventiva”.

Por decisão do autor não haverá lançamento desta nova edição de “A pátria não é ninguém”. O livro está à venda na Livraria Independência, em Mossoró, e na Cooperativa Cultural, no Centro de Convivência, da UFRN.

Senti uma vontade enorme de relê-lo, o que farei depois de acabar “Os irmãos Tanner”, romance de outro craque, o suíço Robert Walser.

Tácito Costa é jornalista e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
sábado - 27/07/2019 - 07:46h
ANL

Nem academia nem acadêmico

Edital da ANL (Reprodução)

Por François Silvestre

Sérgio Vilar publicou no Papo Cultura uma hipotética academia de letras, em cuja relação consta meu nome. É uma brincadeira e encaro com tal.

Mas foi assim que respondi a ele:

Meu irmão, vi uma lista que você publicou incluindo-me numa hipotética academia paralela de letras. Desculpe, mas em matéria de academia eu não sou acadêmico nem alternativo. Já fui convidado para disputar vaga na de Diógenes, mais de uma vez, e sempre declinei.

Na última vez, estava no Rio, quando recebi um telefonema de Manoel Onofre Jr. dizendo-me que fora encarregado por vários acadêmicos para que eu aceitasse incluir meu nome na disputa de vaga que surgira.

Declinei do convite mais uma vez.

Disse-lhe, na ocasião, que respeitava a academia e seus membros, mas não combina comigo essa coisa de academia ou clubes literários. Até porque eu não iria participar dos eventos da Casa. E só pela pose do título não seria honesto.

Ele tá vivo e você pode consultá-lo sobre o que acabo de contar. Com meu abraço fraterno, agradeço-lhe, mas declino.

P.S: Fui procurado outras vezes, inclusive pelo vice-presidente da Academia, Paulo Macedo,também dizendo ser portador do convite por outros acadêmicos. Mais de uma vez. E sempre repito que mesmo reconhecendo a honra do convite, respeitosamente declino.

Agora mesmo vejo no meu WhatsApp uma postagem de Alex Medeiros informando a abertura de vaga na Academia pelo lamentável falecimento do amigo Lenine Pinto. Não, Alex; essa informação nada me diz.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
sexta-feira - 07/07/2017 - 22:55h
Mossoró

Confraria Literária terá Manoel Onofre Júnior nesse sábado

Onofre: Confraria Literária (Foto: Web)

O escritor Manoel Onofre Júnior fará palestra nesse sábado (8) em Mossoró. Será às 9h30.

Ele participará do projeto “Confraria Literária – Café e Poesia”, no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), à Rua Alfredo Fernandes, Centro.

Manoel Onofre Júnior falará sobre “Literatura Potiguar: grandes livros do século XX.”

Após a palestra, será lançada em Mossoró a edição n. 51 da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Blog
domingo - 12/02/2017 - 08:33h

Memória e esquecimento – a luta

Por Marcos Pinto

A retentiva do tempo me induz e conduz   para uma antológica reflexão do parente e amigo   e consagrado escritor potiguar Manoel Onofre Júnior, que consiste na incisiva e   peremptória afirmativa de que   “a vida é uma grande reflexão   sobre essa luta entre o tempo e a memória.  A memória tentando recuperar o tempo e o tempo apagando coisas”.

Diante toda essa atual violência predominante, há como que uma compulsão em fugir para o passados em desabalada carreira.   É nesse instigante pretérito de natureza íntima que encontro refúgio para a gula da alma em transes   transcendentais. Não tenho   dúvidas de que é no meridiano das minudências espirituais   onde todas as verdades se   insultam e se insinuam.

É também, aí, onde adentra o desiderato do poeta   notívago, recomendando de forma sôfrega   e ansiosa, que é   chegado o momento de escondermos os estilingues   e virarmos   beija-flores, sem deixarmos lacunas para inoportunas e indesejáveis e repulsantes pilantragens.

Nessa azáfama toda, há necessidade   premente   de definição das minudências, após tanto tempo distante do ego, alertando para o considerável desafio do vácuo das realizações. Os bastidores do espírito entram em transe   desgastante.

Vivemos a modernidade sob a predominância pungente   de comportamentos erráticos em sincronia com uma insana desconexão com a verdade –  o que é um perigo à harmonia com as coisas da alma.   Somos, hoje, mais zumbis que gente.   Somos uma legião de fantasmas mais assustados que assustadores.

Há mais de 80 anos o grande poeta e escritor potiguar Eloy de Souza, irmão da poetisa Alta de Souza, afirmou que “pior do que caminhar   40 anos no deserto é chegar à terra da promissão e sentir saudades do   deserto”.

É exatamente nos segmentos sociais mais humildes, onde a pobreza franciscana faz   morada, que nos deparamos com a incontestável   certeza de que um dos únicos bens que a miséria   não extingue é a solidariedade.   E não me venham os materialistas dialéticos dizerem que isso é um   diapasão   sentimental por demais    piegas.

Nada mais enleante do que o conhecimento das histórias daqueles que, sob o signo da humildade material galgam os mais elevados patamares da pirâmide social. Vemos nos olhos desses heróis anônimos o desfilar de   palavras que denotam que os mesmos    conhecem o gosto da glória sob a batuta e a   ingente sinfonia do sacrifício.

Foi inserido nesse contexto de verdades e magníficas e emblemáticas realizações pessoais, que o famoso poeta pernambucano Antônio Marinho cunhou uma definidora frase, observando que “a morte é devoradora e a todos nós amedronta.  A vida é quem bate o prego e a morte é   quem vira a   ponta”.

Compunge-nos a certeza de que todos mecanismos e dispositivos de relacionamentos sociais como Facebook, WhatsApp, Instagram   e   outros congêneres tem sopitado os nobres sentimentos da alma.

Cada um na sua e ninguém na de ninguém.  A doentia e insana diferença chega ao cúmulo de nos levar   a presenciar cenas deprimentes de pessoas sucumbindo à fome, morrendo à míngua, sem que   ninguém estique a mão para dar um pão para saciá-los.  É quando o coração se torna um túmulo sem epitáfio, escondendo um morto anônimo e possibilidades   fraternais   enterradas.

Que   me denominem de piegas de marca maior, mas só gosto de   falar de coisas que “só batem nos que conjugam a metáfora do peso dos anos”.

Tento esquecer a certeza de que a atual vida pública nacional é uma mistura de hipocrisia, conchavos e acobertamentos estratégicos   protagonizados pelos que compõem  o Congresso nacional, sob o olhar cúmplice da Suprema Corte Federal.  Pior ainda é essa gestão federal que nos governa e asfixia   com medidas penalizantes aos direitos sociais conquistados nos últimos 13 anos.

Quando a solidão se me faz companheira   irredutível, sou cobrado por amigos que reclamam minha prolongada ausência dos eventos sociais. Nesse momento me socorro e me valho da lição de vida esposada na frase do saudoso e memorável amigo historiador Raimundo Nonato da Silva, que sentencia:

“É   preciso ter acompanhado a trajetória do tempo para compreender as distâncias –  geográfica e social –  que separam os grupos e isolam as pessoas em certas latitudes da   vida”.

Inté!

Marcos Pinto é advogado e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 15/12/2012 - 08:50h
Livro

Passeio emocional de um cronista chega à capital

A Editora Sarau das Letras convida-me para o lançamento do livro “Becos, Ruas e Esquinas de Francisco Rodrigues da Costa, meu querido amigo a quem trato por “Chico de Neco Carteiro”.

O lançamento será no dia 19 de dezembro de 2012 (quarta-feira), às 18 horas, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), na Rua Mipibu, 443, Natal [RN].

A orelha é do escritor Manoel Onofre Júnior, o prefácio é do poeta e escritor Clauder Arcanjo, o posfácio do escritor Claudio Guerra, editor do baú de Macau – memória e história.

O livro é um passeio emocional, com profundo esmero lírico, pelas memórias mais remotas do autor, desde seu endereço afetivo – Areia Branca.

A publicação foi lançada recentemente no Memorial Luiz Fausto de Medeiros, em Areia Branca.

Compartilhe:
Categoria(s): Cultura
terça-feira - 20/03/2012 - 20:04h
Lógica sem sentido

O direito dos ‘mano’ sobre o direito dos humanos

O pessoal do Direitos Humanos já fez visita ao doutor Manoel Onofre Júnior, que reagiu a assalto e matou um bandido na capital do estado? Ele está abalado psicologicamente, gente. Fechou-se em seu apartamento.

O pessoal do Direitos Humanos sabe o endereço da mulher que ficou paraplégica em assalto ocorrido em Natal, há poucos meses, devido um tiro que levou nas costas? Heim?

Precisamos rever alguns conceitos. Direitos humanos transformaram-se no direito dos ‘mano‘, que podem matar, estuprar, abalar física e psicologicamente suas vítimas por puro sadismo e ainda recebem proteção diferenciada e cuidados especiais.

Vaza, meu!

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.