quarta-feira - 20/02/2019 - 12:28h
Recife-PE

Tribunal vai julgar condenação de prisão de Sandra Rosado

Outras quatro pessoas estão no processo que relata desvio de recursos públicos destinados à Saúde

A vereadora mossoroense Sandra Rosado (PSDB) e mais quatro pessoas vão ser julgadas no Tribunal Regional Federal (TRF) da Quinta Região, com sede em Recife-PE, na próxima terça-feira (26). A sessão na Quarta Turma do TRF5 – no pavimento norte dessa corte – começará às 13h30.

Ex-deputada federal Sandra Rosado se pronunciou sobre caso na Câmara Municipal em 16 de maio de 2017 (Foto: Edilberto Braga)

Será apreciada apelação dos réus à sentença de primeira instância em que foram considerados culpados.

O processo sob o número 0000877-53.2015.4.05.8401 foi julgado em primeiro grau na 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, no dia 10 de maio de 2017, pelo juiz Orlan Donato Rocha – veja AQUI. Ela e os demais condenados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF).

A parlamentar mossoroense foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Outros réus são Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado; Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado; Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto; e Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos em regime aberto.

Conluio

Segundo o  magistrado discorreu em sua sentença, teria ocorrido “um conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80. À época dos acontecimentos narrados, Sandra era deputada federal.

A Quarta Turma da TRF5 é formada por três titulares: desembargador-presidente Rubens Canuto, desembargador Edilson Nobre Pereira Júnior  (de origem potiguar) e o desembargador Lázaro Guimarães (decano da corte e relator do processo. Conheça-o AQUI).

Leia também: Sandra Rosado garante ser inocente;

Leia também: Sandra Rosado garante em plenário que provará inocência.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 15/05/2017 - 22:54h
Justiça Federal

Ação Penal coloca Sandra, Laíre e Larissa em novo julgamento

Costura política nas eleições municipais 2016 ajuda grupo a empurrar sentença para Tribunal Federal

Do Mossoró Hoje e Blog Carlos Santos

O núcleo político comandado pela ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSB) tem mais e mais problemas em fila na Justiça Federal. Eles alcançam também seu marido e ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), bem como a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha de ambos.

A Ação Penal sob número 0000862-84.2015.4.05.8401, protocolada em novembro de 2015 pelo Ministério Público Federal (MPF/RN), com assinatura do procurador Emanuel de Melo Ferreira, trata de suposto desvio de R$ 3.429.779,00 no período 2004/2005. Seriam recursos federais destinados à Saúde, através da Fundação Vingt Rosado, comandada pela família de Sandra, Laíre e Larissa.

Laíre, Sandra Rosado e Larissa Rosado são denunciados duramente pelo MPF em ação penal (Foto: arquivo)

Nesse rol, ainda aparecem 12 outros envolvidos (veja lista em boxe dentro desta postagem).

A demanda judicial desembarca no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife (PE), devido à presença da deputada “Larissa Daniela da Escóssia Rosado” como ré. Ela tem foro privilegiado, por ser deputada estadual.

O processo, que já estava concluso para sentença, seria julgado na 8ª Vara da Justiça Federal de Mossoró. Não ocorreu devido a essa situação política-jurídica excepcional obtida por Larissa em janeiro deste ano, como resultado de minuciosa articulação política desencadeada pelo ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) no ano passado. A costura envolveu também o grupo rosalbista (veja AQUI), e ligou as eleições municipais de Natal com as de Mossoró em 2016.

Henrique – que quer retornar à Câmara Federal  em 2018 – aboletou o então deputado estadual Álvaro Dias  (PMDB) como vice-prefeito do Natal, Carlos Eduardo (PDT), para que a suplente Larissa Rosado virasse titular. Assim, o mandato dela teria também tem essa serventia, como chicana no labirinto judicial.

Todo esse anteparo político não é suficiente, assim mesmo, para aplacar o cerco do MPF/RN ao grupo Rosado. O que a ação penal em foco descreve, no labirinto dos recursos federais milionários que teriam evaporado a caminho de Mossoró, é desconsertante.

Gestores e dirigentes corruptos

“Como uma instituição que sempre recebeu milhões e milhões de reais para investimento nos vários serviços de saúde para cuja prestação foi criada, quase fechou as suas portas por incontestável inoperância? Simples. As mulheres e recém-nascidos de Mossoró/RN tiveram o azar de depender de uma entidade de saúde constituída por gestores e dirigentes corruptos que não tiveram o menor pudor em retirar os recursos do cuidado com a saúde dos seus pacientes para aplicá-los em finalidades completamente escusas”, vocifera o procurador da República Emanuel de Melo Pereira, de Mossoró, no texto que denuncia pai, mãe, filha e mais 12 envolvidos.

O procurador da República Emanuel de Melo Ferreira destaca que para a “eficiência desta espécie de desvio de dinheiro público eram necessárias as atividades de quatro tipos de agentes, devidamente delineados.

Henrique: costura (Foto: Marcelo Camargo)

“Deputado autor da emenda; entidade pública e respectivo gestor destinatário dos recursos provenientes das emendas parlamentares; empresas privadas e sócios pré-definidos, indicados mediante o auxílio dos agentes intermediadores, que executariam o objeto do convênio, com pagamento de propina ao parlamentar; integrantes de comissão de licitação que fabricariam os certames públicos para ofertar ares de legalidade à trama improba,” descreveu Emanuel de Melo Ferreira.

No caso em questão, a então deputada federal Sandra Rosado, no ano 2004, destinou recursos (quase R$ 3 milhões em emendas) para a Fundação Vingt Rosado, que na época era administrada por Francisco de Andrade Silva Filho.

Ele era marido de sua filha Larissa Daniela da Escóssia Rosado, então deputada estadual.

Os réus na Ação Penal 0000862-84.2015.4.05.8401

Laíre Rosado Filho;
Sandra Maria da Escóssia Rosado;
Larissa Daniela da Escóssia Rosado;
Francisco de Andrade Silva Filho;
Damião Cavalcante Maia;
Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque;
Francisco Wilton Cavalcante Monteiro;
Francisco Wallacy Monteiro Cavalcante;
Maria Alves de Sousa Cavalcante;
Maria Goreti Melo Freitas Martins;
Maria Melo Forte Cavalcante;
Manuel Alves do Nascimento Filho;
Suane Costa Brusamerello;
Anderson Luis Brusamarello;
José do Patrocínio Bezerra

Como a Fundação Vingt Rosado não é hospital, simulava-se compra de material e equipamentos para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), controlada pelo então marido de Sandra Rosado, o ex-deputado federal e médico Laíre Rosado Filho. Segundo relata o MPF na denúncia acatada pela Justiça Federal, cada centavo enviado pelo Governo Federal para a saúde de Mossoró era desviado.

“A fraude cometida pelos investigados não se propunha a frustrar o caráter competitivo das licitações, que, repita-se, sequer chegaram a ocorrer. A manipulação da documentação foi posterior ao repasse dos recursos entre os integrantes da associação criminosa e teve o objetivo de burlar a prestação de contas, dificultando a identificação das operações ilícitas”, explicou o MFP em sua denúncia.

O procurador federal Emanuel de Melo Ferreira foi enfático, claro e direto em afirmar que a família Rosado está praticando este tipo crime gravíssimo contra a população de Mossoró há muitos anos usando a Apamim, que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

“Neste ponto, cumpre destacar que a utilização da Apamim por Laíre Rosado Filho, Sandra Rosado e Larissa Rosado como fachada para a prática de atos ilícitos vem de um longo contexto histórico, em que ele, agindo na condição de superior mandatário da Apamim, capitaneou reiterados desvios de recursos públicos destinados à prestação de serviços de saúde nesta cidade, os quais são notadamente de origem federal (oriundos do Ministério da Saúde, a exemplo dos vários convênios que firmou com o Fundo Nacional de Saúde – FNS)” – apontou o procurador federal.

Veja matéria completa no Mossoró Hoje clicando AQUI;

Veja a denúncia na ÍNTEGRA clicando AQUI.

Veja também: Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e dois meses de prisão (AQUI);

Veja também: Vereadora Sandra garante ser inocente (AQUI).

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 12/05/2017 - 23:36h
Desvio de recursos

Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e 2 meses de prisão

Do Mossoró Hoje

A vereadora Sandra Rosado (PSB) foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão por apropriação indevida de recursos repassados pela União à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A sentença, do juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, foi assinada na última quarta-feira, 10, e será publicada neste fim de semana no Diário de Justiça Eletrônico.

Sandra tem condenação (Foto: arquivo)

Na sentença, o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos junto ao Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

Confira a situação de cada réu no processo:

RÉU – Sandra Maria da Escóssia Rosado – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão;

RÉU – Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão;

RÉU – Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos de prisão;

RÉU – Maria Melo Forte Cavalcante – Absolvido;

RÉU – Suane Costa Brusamarello – Absolvido;

RÉU – Anderson Luis Brusamarello – Absolvido;

RÉU – José do Patrocinio Bezerra ¬ Absolvido;

RÉU – Samuelson Pinto Dantas Diniz – Absolvido.

“No que diz respeito às condutas de cada investigado, percebe-se que a peça do MPF as descreve minuciosamente, enfatizando que SANDRA MARIA ESCÓSSIA ROSADO, enquanto Deputada Federal, com seu prestígio e poder, realizou emendas ao Orçamento da União com o intuito de direcionar recursos à APAMIM (associação dirigida à época por seu esposo e genro, Laíre Rosado e Francisco Andrade, respectivamente), culminando com o Convênio nº 1782/2003 – FNS e o repasse de R$ 719.779,00 (setecentos e dezenove mil, setecentos e setenta e nove reais)”, assinala a narrativa da sentença.

“Aduz, o parquet (Ministério Público), que o direcionamento para posterior desvio torna-se ainda mais nítido com a participação direta do assessor de Sandra, Sr. MANUEL ALVES DO NASCIMENTO, bem como por parte dos recursos ter parado na conta de SUANE C. BRUSAMARELLO ME (empresa pertencente à esposa de outro assessor de SANDRA ROSADO – ANDERSON LUIS BRUSAMARELLO)”, salienta.

A denúncia do Ministério Público Federal, nesse processo, foi recebida pela Justiça Federal no dia 17 de dezembro de 2015. A partir desse momento, todos os réus apresentaram suas defesas, arrolaram testemunhas e também anexaram provas em suas defesas. Vários advogados atuaram fortemente junte à Justiça Federal em Mossoró, na defesa dos réus, inclusive Sandra e Laire Rosado.

No dia 16 de novembro de 2016, a Justiça Federal de Mossoró procedeu a oitiva de várias testemunhas tanto de defesa como de acusação, como Maria de Fátima Freitas Cruz e José Pereira de Lima, arroladas no processo pelos promotores de justiça.

Já como testemunha de defesa foram arroladas pelos advogados Flávio Humberto Noronha Freitas, Adauto Pereira da Rocha Neto, Kátia Maria de Oliveira França, Paulo Henrique Perna Godeiro, Rubem Antônio Machado Martins, Katiana Maria de Azevedo, Lahyre Rosado Filho (declarante), Evaristo Moreira Freire, Tazia Maria da Costa Alencar Freire, e Raimundo Benjamim Junior. Os seus depoimentos foram gravados em vídeo.

No dia seguinte, foi ouvida a testemunha de defesa Christianne Patrícia Bezerra de Oliveira, além dos réus. Cada um apresentou sua defesa e tiveram todos os direitos respeitados no processo de defesa. Ao final da instrução processual, o Ministério Público Federal atestou:

Apesar dos esforços dos advogados, ficou devidamente comprovado que Sandra Rosado atuou fortemente em Brasília para conseguir a liberação dos recursos que seriam para beneficiar os serviços de saúde prestados pela então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que atualmente é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), gerido pela APAMIM.

Àquela época, quem administrava a APAMIM era o marido de Sandra Rosado, o ex-deputado Laíre Rosado. Segundo O Ministério Público Federal, o processo de licitação foi fraudado.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, apesar do pedido do Ministério Público Federal, por força de Lei teve que extinguir a pena prevista em lei aos réus Maria Gorete Melo Freitas Martins, Maria Melo Forte Cavalcante e Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque, pelos crimes de fraude em licitação.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixa claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Após desviar os recursos, numa tentativa de escapar das barras da justiça, a acusada Sandra Rosado usou as contas bancárias pessoais dos assessores parlamentares, bem como seus parentes, para movimentar os recursos desviados dos recursos públicos. Envolveu, inclusive os assessores da filha Larissa Rosado, que posteriormente eram retirados e usados para pagar as despezas do casal Rosado.

À sentença cabe recurso em segunda instância. Uma vez que concluído o julgamento deste processo em segunda instância, conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os réus terão que começar a tirar cadeia, especial Sandra Rosado, Manoel Alves e Maria Gorete.

Dezenas de processos

Também na Justiça Federal, existem dezenas de processos também por desvios de recursos federais através da APAMIM por Laire, familiares e amigos. Com relação ao processo que envolve o nome da deputada estadual Larissa Rosado, este foi enviado para ser julgamento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por ela ter foro privilegiado.

A Apamim está sob intervenção federal desde outubro de 2014, quando chegou a fechar a então Casa de Saúde Dix Sept Rosado. Através de uma junta de Intervenção, a Justiça Federal reabriu o hospital e determinou o retorno do nome antigo: Hospital Maternidade Almeida Castro.

HMAC vive hoje uma outra realidade sob intervenção da Justiça Federal (Foto: Blog Carlos Carlos Santos)

Os interventores, com a fiscalização dos promotores de Justiça Federal, Estadual e do Trabalho, assim como de várias entidades, especialmente o Conselho Estadual de Medicina, estão conseguindo reerguer a estrutura, que atualmente já se encontra com quase 200 leitos.

Com os cuidados da Junta de Intervenção e com os olhares atentos da Justiça, o Hospital Maternidade Almeida Castro se tornou referência em toda região Oeste do Rio Grande do Norte em partos de alto risco, não se negando a receber também mulheres para ter seus bebes da Paraíba e do Ceará.

Outra realidade

Ao todo, são 20 leitos de UTI neonatal, 18 de canguru, 12 de berçário, 8 leitos de UTI adulto, além de uma equipe de profissionais dedicado 24 horas por dia para atender toda a região, fazendo, atualmente, uma média de 550 partos por mês.

Os interventores Ivanise Feitosa, Benedito Viana e Larizza Queiroz (coordenadora da intervenção) estão trabalhando a maior obra da intervenção, que é a reforma e ampliação (dentro das normas do Ministério da Saúde) do Centro Obstétrico da Maternidade Almeida Castro.

Essa obra está prevista à conclusão em setembro deste ano. Os trabalhos de manutenção da estrutura estão sendo custeados com recursos do SUS, com contra-partida da Prefeitura Municipal de Mossoró e também do Governo do Estado, seguindo precisamente determinação judicial.

Do processo de intervenção resultam vários outros processos, inclusive criminais, contra Laíre Rosado, familiares e amigos, por desvios de recursos e outros crimes igualmente graves. Em alguns casos, constam investigações correndo em segredo de Justiça, procedidos pela Polícia Federal.

Veja a seguir: Sandra Rosado se pronuncia.

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