quarta-feira - 08/12/2021 - 19:48h
Em Natal

Governo recebe pleitos do setor salineiro do RN

O Governo do Estado recebeu nesta quarta-feira (08), produtores e representantes sindicais da indústria salineira do Rio Grande do Norte. Em pauta, necessidade de substituição tributária incidente sobre as operações de transporte de sal marinho e do aperfeiçoamento do sistema.

Reunião abriu diálogo com importante segmento industrial do RN (Foto: Pedro Lúcio Carvalho)

Reunião abriu diálogo com importante segmento industrial do RN (Foto: Pedro Lúcio Carvalho)

A reunião, intermediada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Amaro Sales, foi conduzida pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves Júnior, além do secretário adjunto da Tributação, Álvaro Luiz Bezerra. A governadora Fátima Bezerra (PT) cumpria agenda em Ceará-Mirim no mesmo horário.

O setor gera 15 mil empregos diretos e cerca de 50 mil indiretos, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias de Extração do Sal (Siesal/RN). A produção é de 6 milhões de toneladas/ano. É o produto mais antigo de nossa pauta de exportações.

Pelo governo, também participaram da reunião, o coordenador de fiscalização da Secretaria de Tributação, Rodrigo Otávio e o assessor técnico, Neil Armstrong. Pelo setor salineiro, Airton Torres, presidente do Sindicato das Indústrias de Extração do Sal (SIESAL/RN), Maria da Conceição Praxedes, presidente do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal (SIMORSAL), e os empresários Alana Carvalho (REFIMOSAL), Antônio Veras (CIMSAL), Renata Seixas (Salina Diamante Branco) e o chefe de gabinete da Fiern, Hélder Maranhão.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
sábado - 02/02/2019 - 11:20h
MPF/RN

Sindicatos se surpreendem com ações contra indústria salineira

O Sindicato das Indústrias de Extração do Sal (SIESAL) e o Sindicado da Indústria de Moagem e Refino de Sal (SIMORSAL) do Estado do Rio Grande do Norte – RN emitem nota, conjunta, dando sua posição sobre 18 ações desencadeadas pelo Ministério Público Federal (MPF/RN) – veja AQUI, que tentam impor limites à produção de sal no estado, alegando necessidade de respeito ao meio ambiente.

Veja abaixo o seu teor na íntegra:

O Sindicato das Indústrias de Extração do Sal (SIESAL) e o Sindicado da Indústria de Moagem e Refino de Sal (SIMORSAL) do Estado do Rio Grande do Norte – RN, vem se manifestar com relação às ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra 18 empresas salineiras, por suposta ocupação irregular em áreas de preservação permanente (APPs).

Os Sindicatos tomaram conhecimento, ainda não oficialmente, de que as ações ajuizadas são fruto da Operação Ouro Branco, desencadeada pelo IBAMA em 2013 para fiscalizar as áreas ocupadas pelas salinas no Estado do Rio Grande do Norte.

A atitude do Ministério Público Federal é absolutamente surpreendente, tendo em vista que as empresas do setor salineiro participaram de todas as audiências promovidas pelo MPF, inclusive com os órgãos ambientais, sempre dispostas ao diálogo, tendo algumas delas apresentado, inclusive, propostas ao MPF que jamais foram respondidas.

O setor salineiro desempenha suas atividades no RN há mais de 100 anos, representando mais de 95% de toda produção de sal do Brasil e gerando mais de 75 mil empregos diretos e indiretos, no semiárido, sempre adotando as melhores práticas para manter a harmonia de suas atividades e proteção do meio ambiente.

A produção do sal marinho (processo por evaporação solar) depende dos recursos naturais para se desenvolver, garantindo e fomentando a biodiversidade da região. Desse modo, não poderia, de forma alguma, em seu próprio prejuízo, causar qualquer risco de degradação ambiental a justificar as ações ajuizadas.

RN responde por mais de 95% da produção nacional de sal marinho (Foto: Anderson Barbosa)

Aliás, diversos estudos técnicos foram contratados, elaborados por profissionais conceituados, para demonstrar a falta de prejuízo e desmistificar os argumentos apresentados, sendo que todos esses estudos foram devidamente explicados e apresentados para o Ministério Público Federal que não os considerou e preferiu pela proposição das ações civis públicas, em prejuízo de todos os envolvidos, inclusive do próprio meio ambiente e da sociedade.

A alegação do MPF de que o objetivo das ações é para que “apenas 10% da área total (das salinas) deixe de ser utilizada” significa inviabilizar toda a atividade de produção de sal. Como é de conhecimento amplo, uma salina é composta por evaporadores e cristalizadores, em uma relação típica de 10 hectares de evaporador para cada 1 hectare de cristalizador, sendo certo que a colheita do sal está toda baseada na área de cristalização, aonde também ficam instalados os escritórios e estruturas de apoio.

Embora o SIESAL e o SIMORSAL entendam que a composição amigável é sempre a melhor alternativa, conforme, inclusive, vinham instruindo seus associados a proceder nos contatos juntos ao Ministério Público Federal, não podem concordar com a alegação generalizada de que mantêm as suas atividades de forma ilegal.

É imprescindível que seja feita uma análise ponderada e correta, levando em consideração as características de cada uma das salinas, sob pena de cometer injustiças e causar efeitos irreversíveis ao setor, com sérias consequências para o Estado do Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Sindicato da Industria da Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL)

Francisco Ferreira Souto Filho – Presidente

Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIMORSAL)

Maria da Conceição Praxedes – Presidente

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Categoria(s): Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
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