domingo - 30/12/2012 - 08:11h

Recordo ainda

Por Mario Quintana

Recordo ainda… e nada mais me importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
… Algum brinquedo novo à minha porta…

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…

Estrada afora após segui… Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino… acreditai!…
Que envelheceu, um dia, de repente!…

Mario Quintana (1906-1994) – Jornalista, poeta e cronista gaúcho

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Categoria(s): Poesia
domingo - 04/11/2012 - 11:16h
Bate-papo

Confraria marcante

Drummond, Vinícius, Manuel Bandeira, Mario Quintana e Paulo Mendes Campos no Rio de Janeiro em 1966

Queria testemunhar este papo.

Da esquerda para a direita, Carlos Drummond, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira, Mario Quintana e Paulo Mendes Campos na casa do cronista Rubem Braga. Seria o ano de 1966 e a foto foi publicada na revista Manchete – em agosto daquele ano.

Claro que Rubem Braga não está na foto. Os amigos contam que ele sempre era avesso a fotos, meio antissocial. Figuraça. Como os demais dessa “chapa”.

Queria estar aí, só para ouvir o bate-papo, repito.

A foto revela também a personalidade de cada um, na forma de se vestir. Carlos, formal sem afetação. Vinícius, despojado. Manuel, formalíssimo.

Meu querido Mario Quintana, impecável. E Paulo Mendes com aquele jeito largadão, tomando uma ao lado de Vinícius. Copo à mão e na luta.

Figuraças, repito.

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domingo - 28/10/2012 - 08:13h

Poeminha sentimental

Por Mario Quintana

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas…
De vez em quando chega uma
E canta (Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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Categoria(s): Poesia
sábado - 21/07/2012 - 23:41h

Pensando bem…

“A felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber a sua simplicidade.”

Mario Quintana

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  • Repet
quinta-feira - 05/07/2012 - 23:56h

Pensando bem…

“Sorri com tranquilidade/ Quando alguém te calunia./ Quem sabe o que não seria/ Se ele dissesse a verdade. ”

Mario Quintana

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domingo - 24/06/2012 - 11:23h

Obsessão do mar oceano

Por Mario Quintana

Vou andando feliz pelas ruas sem nome…
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano…
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas… e moças nas janelas
Com brincos e pulseiras de coral…
Búzios calçando portas… caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos…
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su’alma perdida e vaga na neblina…
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos…
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas…
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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domingo - 24/06/2012 - 10:54h

A aula de amor

Por Francisco Edilson Leite Pinto Junior

À tarde do dia 15/06/2012 ficará marcada para sempre na minha memória. Interessante é que o meu corpo, cansado do plantão noturno, no dia anterior, na Liga contra o Câncer, dizia: “não vá!”. Mas, algo muito maior, ficava sussurrando no meu ouvido e me empurrava literalmente para aquele encontro: “Vá! Saiba que esta será uma oportunidade única. Imperdível!”.

Não sei se foi com Malba Tahan que li que há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada; a palavra dita; o tempo que passou e a ocasião perdida. Então, não poderia perder esta ocasião de estar na companhia de meus três professores de pediatria: Dr. Heriberto Bezerra, Dra. Zélia Fernandes e Dr. Nei Fonseca.

Os dois últimos, juntamente comigo e o jornalista Leonardo, da oficina da notícia, faríamos uma entrevista – que na verdade virou uma verdadeira aula de amor -, com o Prof. Heriberto Bezerra que passara, recentemente, a condição de membro EMÉRITO da Academia de Medicina do RN.

Logo na primeira pergunta que fiz, disse-lhe que iria contar uma história, de pronto o Prof. Heriberto respondeu: “Vamos ver se o peso da idade me permitirá lembrar!”. É: 87 anos, não são 87 dias… Aí surgiu, no canto esquerdo da varanda, uma voz: “Pode deixar que eu estou aqui para lhe ajudar a lembrar de tudo!”. Era a voz, doce e meiga, de D. Maria, esposa do professor Heriberto.

Deu para perceber, então, que entrevistar o Professor Heriberto era também entrevistar a sua companheira de mais de 65 anos, pois ali, havia duas almas num só corpo. Ali, a frase de Nietzsche – “terei o prazer de conversar com ela quando for velho…”- fazia todo o sentido.

Meu Deus! Agradeci por este momento inesquecível! As perguntas iam sendo feitas, mas o meu interesse, era saber quando todo aquele amor tinha começado: “Sempre fui radical”, dizia o professor Heriberto, “ai, participei de uma greve, quando estudante na faculdade de medicina, em Recife, em 1942, contra o professor de patologia que tinha uma didática péssima. Então, após a greve só tive duas escolhas: sair da faculdade ou ir transferido para Salvador”.

Bendita greve! Bendito Professor de patologia e a sua péssima didática, pois foi, na cidade de todos os santos, que o amor brotou. E continua até hoje. Dava para perceber, a alegria estampada nos olhos dos dois a cada revelação, a cada caso contado, a cada história. Era uma verdadeira cumplicidade que o tempo não fora capaz de destruir; é isso mesmo: “O Amor tudo crer, tudo espera, tudo suporta…!”.

E meninos, eu vi! Vi o amor do Dr. Heriberto pela sua profissão (que contagiou os eternos alunos: Dr. Nei Fonseca e a Dra Zélia Fernandes a escolherem a pediatria como especialidade); vi o seu amor pela docência; vi o seu amor pelo seu time de coração, o America; vi o seu amor pela academia de medicina (“Patrimônio das minhas vaidades”, como ele bem disse), mas vi, principalmente, o seu amor pela sua companheira de anos, D. Maria.

É lógico que não poderia sair dali sem saber qual o segredo de tanta paixão e tanto amor, sentimentos tão raros entre os casais hoje em dia. “O segredo?! Acho que foi deixar que ela sempre mandasse em tudo!”, afirmou o velho mestre.  Todos nós rimos: mestre, alunos e a sua amada. E por fim, a grande revelação: “Sou um homem feliz!”. Também pudera: amando e sendo amado, até hoje, não poderia ser diferente.

Chegando ao carro, agradeci a Deus por essa transfusão de energia que tinha recebido. Eu, que depois de duas semanas vivenciando momentos tão difíceis, onde a ingratidão, a incompreensão e a decepção estavam rondando a minha alma, recebia como um bálsamo dos deuses, esta senhora aula sobre a vida, sobre o amor.

É claro que fiz logo um pedido a Deus: “Oxalá, Meu Pai! Permita-me viver com a minha adorada esposa o mesmo tempo! Permita-me que as projeções do estimado professor Carlos Dutra, de que viverei 92 anos estejam certas, mas que só farão sentido se for ao lado da minha amada Viviane!”.

Para quem ainda não sabe, minha Viviane também surgiu de uma forma interessante na minha vida.

Estava iniciando a minha segunda residência, a de oncologia no INCA (Instituto Nacional de Câncer), quando ficou determinado que teríamos também que estagiar nas outras unidades, fora do INCA. Como sempre sou do contra… logo me revoltei, ensaiei até uma greve, mas o bom senso – do meu colega de turma Luciano Luís -, prevaleceu: “Homem, deixe de besteira! Quem sabe lá não vamos aprender mais do que aqui?…”.

E lá vou eu para o Hospital de Oncologia, próximo à rodoviária do Rio de Janeiro. E num domingo ensolarado, tive o primeiro contato com a minha adorada. Ela apareceu no refeitório e eu nunca mais a deixei. Nem poderia! Afinal, Viviane é a minha outra metade que veio me completar. Tem razão Mario Quintana ao dizer: “O amor é quando a gente mora um no outro”.

Viviane é uma verdadeira garrafa de náufrago jogada ao mar, e ao encontrá-la, salvei a mim mesmo. Ela é aquele “anjo lindo que apareceu com olhos de cristal; me enfeitiçou… e meu coração quando está ao seu lado, fica louco de satisfação: solidão nunca mais!”.

Dia 02 de julho de 2012, fará vinte anos do nosso primeiro beijo. E que me perdoem os meus estimados enólogos Prof. Elmano Marques, José de Medeiros Jr., Gilvan Passos e Ivan Brasil, pois não há Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, (nenhum Barolo, nenhum Brunello), nada que suplante o aroma e o sabor daquele beijo…

Pois é, meu estimado professor Heriberto Bezerra: muito obrigado por mais uma aula; e a você minha adorada Viviane, muito obrigado: por me fazer conhecer a felicidade! Por me dar o maior tesouro, Lucas! Pelo seu amor, pois é através dele que consigo respirar…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor.

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Categoria(s): Crônica
terça-feira - 12/06/2012 - 08:27h
Hoje

Diz aí, Mario Quintana! Fale sobre o amor

No “Dia dos Namorados”, este 12 de junho, uma louvação aos que amam, aos que esperam ser amados, aos que acham que estão preparados para o amor, aos que se sentem amados, mas principalmente para quem ainda não despertou para o amor. E nada melhor do que recorrer ao meu poeta favorito, Mario Quintana, numa crônica que fala tudo e muito mais sobre o bom sentimento. Diz aí, meu bom Quintana. É com você:

Borboletas

Por Mario Quintana

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta, cronista, tradutor e jornalista gaúcho

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domingo - 01/04/2012 - 14:50h

Canção do dia de sempre

Por Mario Quintana

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta gaúcho

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Categoria(s): Poesia
domingo - 29/01/2012 - 13:17h

Esperança

Por Mario Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Mario Quintana – (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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domingo - 01/01/2012 - 09:55h

Canção do dia de sempre

Por Mario Quintana

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

Mario Quintana – Poeta gaúcho (1906-1994)

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domingo - 04/12/2011 - 12:19h

Canção do amor imprevisto

Por Mario Quintana

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha Poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita…

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana – Poeta gaúcho, já falecido

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sábado - 12/11/2011 - 23:54h

Pensando bem…

“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é …um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.”

Mario Quintana

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quarta-feira - 07/09/2011 - 09:33h
7 de Setembro

Trabalho e ócio no feriado de cada um de nós

Para quem curte o feriado, ótimo. Meu caso é de aproveitamento misto: trabalho e lazer episódico. Estudar também é preciso. Mesmo que tantinho assim, ó.

No Twitter – www.twitter.com/bcarlossantos – ou no Blog – www.blogdocarlossantos.com.br – nada de folga.

 

Sol do meu sertão dá contorno à vida; brilha para todos. Astro-rei

Ritmo lento, sim. Quase parando? Não. Passo a passo, para seguir com o compromisso prazeroso de fazer o que gosto.

Por isso que lembro sempre o sábio Confúcio. Como escolhi fazer tudo movido à paixão, na atividade laboral, não trabalho há mais de 26 anos.

É um entretenimento que se renova todos os dias, a cada manhã, estando ou não o solzão lá em cima.

Se o céu está embaciado, sem problema. Cá embaixo, modestamente, lanço luz à espera do astro-rei. “Eu, passarinho”, repito Quintana. Um pintassilgo resfriado, diria rindo da própria cara.

E se chover? Chove não, creio, espiando o céu lá no alto. Rastreio nuvens com pescoço escangotado e cubro a “vista” com a mão empalmada, como se fosse um toldo.

Sou inverno faz tempo; nunca chuva de verão.

Bom-dia. Ao trabalho.

Depois, quem sabe, esbarro aqui novamente em outra “edição extraordinária” ou quando bater saudade.

Aguarde.

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segunda-feira - 29/08/2011 - 23:53h

Pensando bem…

” Deixa-me ser o que sou, O que sempre fui, um rio que vai fluindo… ”

Mario Quintana

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domingo - 28/08/2011 - 23:58h

Pensando bem…

“O silêncio é um espião”.

Mário Quintana

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domingo - 19/06/2011 - 16:31h

Bem-aventurados

Bem-aventurados os pintores escorrendo luz
Que se expressam em verde
Azul
Ocre
Cinza
Zarcão!
Bem-aventurados os músicos…
E os bailarinos
E os mímicos
E os matemáticos…
Cada qual na sua expressão!

Só o poeta é que tem de lidar com a ingrata linguagem alheia…

A impura linguagem dos homens!

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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