sexta-feira - 30/11/2018 - 16:14h
Saúde

Saída de cubanos e evasão de médicos causam preocupação

Prefeitos que integram a Federação dos Municípios do RN (FEMURN) estão preocupados com os rumos do Programa Mais Médicos, com a saída em massa de cubanos, em retorno ao seu país de origem. Segundo a entidade, há necessidade de rápido preenchimento das vagas, mas ao mesmo tempo apontam outro problema.

“Não bastasse a desagradável falta destes profissionais, diversos municípios do nosso Estado e de vários estados do País, também estão se deparando com outra realidade inesperada e indesejável: os Médicos que já estavam contratados diretamente pelos municípios, estão migrando para o Programa “Mais Médicos”, dadas as condições diferenciadas que o Ministério da Saúde oferece para os Profissionais atendam ao chamamento e o cumprimento das metas de contratação do Programa”, relata a Nota – Programa “Mais Médicos e atendimentos nos municípios do RN, que a entidade divulga nesta sexta-feira (30).

Segundo a entidade, “a situação tem causado inúmeros transtornos e angústia, tanto para a nossa população, que está sem o necessário e merecido atendimento básico de saúde, bem como para os Gestores Municipais, que aguardam, impotentes, o Governo Federal solucionar esses problemas”.

“Os Gestores Municipais do RN torcem para que o quanto antes os atendimentos aos nossos Munícipes sejam retomados, com o respeito e a cidadania de sempre”, completa a Femurn.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 02/12/2013 - 21:10h
Xavier Júnior

Médico cobra respeito funcional a profissionais de carreira

Carlos Santos, boa noite.

Isso não passa de uma coisa intrigante! (Leia: Rosalba e Garibaldi recebem médicos cubanos em Natal).

Dão valor aos médicos de fora mas esquecem os do estado. Pagam um neurologista com 26 anos de carreira e 40 horas semanais uma quantia  de três mil reais por mês, por não estar incluso num plano de carreira, por pura insensiblidade administrativa dessa desorientada Sesap (Secretaria Estadual da Saúde), de uma burocracia anti-funcionários jamais vista…

São mais de 300 servidores esperando uma inclusão nesse plano por mais de 3 anos e nada  foi resolvido em favor de algum servidor.

Espero que aos colegas cubanos seja dada alguma real atenção, não arrumem uma salinha com Dipirona dentro e que eles não se tornem  apenas mais um para encaminhar pacientes para os hospitais de urgência, onde a precariedade já é reinante, onde para se realizar uma punção lombar – pra diagnosticar uma meningite, ocupamos um corredor lotado por falta de uma sala para tal, onde pessoas morrem todo dia por falta de UTI e outras necessidades básicas.

Não usem uma peneira, assumam a catástrofe que está instalada e olhem pelos que por muitos anos já vêm sustentando essa estrutura falida da Saúde nas costas. Achem saídas adminstrativas urgentes.

O Hospital Sírio-Libanês está longe de  Mossoró.

Boa noite.

Xavier Júnior – Médico

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Categoria(s): Saúde
  • Repet
quarta-feira - 28/08/2013 - 07:49h
Lamentável!

Jornalista do RN ridiculariza médicas cubanas na Net

Do Portal G1

A declaração de uma jornalista do Rio Grande do Norte sobre a aparência das médicas cubanas que chegaram ao Brasil para trabalhar no Programa Mais Médicos gerou polêmica nas redes sociais nesta terça-feira (27). A jornalista Micheline Borges publicou que as médicas têm cara de “empregada doméstica” e questiona se as mulheres são mesmo profissionais da saúde. “Será que são médicas mesmo?”, contesta. Ela excluiu a conta na rede social após a repercussão da mensagem, que gerou mais de cinco mil compartilhamentos até as 16h desta terça.

“Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência…Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)”, diz a mensagem postada durante a manhã.

Ao G1, a jornalista pediu desculpas aos que se sentiram ofendidos e afirmou ter sido mal interpretada. “Foi um comentário infeliz, só gostaria de pedir desculpas, fiquei muito angustiada. Ganhou uma proporção muito grande nas redes sociais, onde as pessoas interpretam do jeito que querem. Não tenho preconceito com ninguém, não quis atingir ninguém, nem ferir a imagem nem a profissão de ninguém”, declarou.

Justiça

O diretor do Sindicato das Empregadas Domésticas do Rio Grande do Norte, Israel Fernandes, informou que vai analisar a possibilidade de entrar na Justiça contra a jornalista.

“Isso é um absurdo. Em pleno século 21 uma pessoa ainda ter esse tipo de pensamento. Não acredito que essa moça seja jornalista mesmo. É racismo, discriminação, é crime. Vou me reunir com os demais membros do sindicato para analisar a possibilidade de entrar na Justiça. Ela vai responder por esses crimes”.

Nota do Blog – Lamentável! Não a conheço e não consigo dimensionar o porquê de tamanho desatino dessa moça, com tamanha carga preconceituosa e de desdém.

Que essa situação possa fazê-la refletir sobre a vida, sua bela profissão e o real valor do ser humano.

 

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Categoria(s): Comunicação / Saúde
domingo - 25/08/2013 - 07:16h

Os médicos cubanos e os grotões

Por Honório de Medeiros

Consta que estão vindo por aí os tais médicos cubanos para trabalhar nos grotões. Segundo alguns, um bom número, aliás, viriam para fazer proselitismo político para o PT, nos mesmos moldes acontecido na Venezuela enquanto parte da estratégia de Chávez para se perpetuar no Poder.

O PT e o Governo negam, claro.

Só o tempo dirá quem tem razão.

Se o projeto do PT é, realmente, utilizar os médicos cubanos para fazer proselitismo político nos grotões, sejam esses rurais ou urbanos, sejam nas grandes ou pequenas cidades, eu, particularmente, não acredito que seja bem sucedido. Esses grotões, eu os conheço bem. Meus pais são de lá. Meu pai nascido em São João do Sabugi, minha mãe em Pau dos Ferros.

Alguns anos atrás coordenei uma campanha para Governador no Alto Oeste, a de Geraldo Melo, e duas para Prefeito de Pau dos Ferros. E perdi as contas das campanhas das quais participei em Natal, indo aos seus grotões, lidando com seus eleitores e líderes.

Pois bem, há dois obstáculos, e grandes, a serem destruídos ou contornados, para que esse projeto de proselitismo, se é que ele existe, possa ser bem sucedido. O primeiro é quanto à infraestrutura para o atendimento do povo que será consultado pelos cubanos.

Hoje não existem remédios, exames laboratoriais, seringas, gazes, algodão, fio cirúrgico, luvas, e fico por aqui que é até onde sei, nos grandes hospitais, quanto mais nos postos de saúde, pequenos hospitais, casas de saúde, maternidades, espalhados por esse Brasil afora e adentro. O cubano vai examinar, depois receitar ou encaminhar, ou os dois, e então? O que se segue?

Das duas uma: o paciente procura a liderança a quem é vinculado, seja vereador, seja líder comunitário, seja Prefeito, seja qual liderança seja, e há de se repetir o mesmo processo que acontece no Brasil desde os tempos coloniais, qual seja a liderança condicionar a liberação do pedido à votação em seus candidatos, ou o paciente busca resolver seu problema gastando do próprio bolso.

Nesta hipótese do paciente bancar suas despesas do próprio bolso duvido muito que ele vincule seu voto a qualquer liderança da qual não depende.

E o segundo obstáculo diz respeito a como a “política” é concretamente realizada no Brasil, hoje, em seus grotões. Em uma ponta está o eleitor fragilizado economicamente; na outra, aquele do qual depende para a solução dos seus problemas de saúde, que é a liderança local, base de uma estrutura que se estende até o topo, e que detém, em suas mãos, a possibilidade de lhe conseguir ambulância, caixão-de-defunto, remédio, internação, exames, cirurgias, e assim por diante.

Esse eleitor vota em quem sua liderança pedir, digamos assim, eufemisticamente. E essa liderança segue, visceralmente, o Prefeito, nas pequenas cidades, ou o Vereador/Deputado, nas grandes.

E os Prefeitos e Vereadores/Deputados não necessariamente acompanham o PT. Nem permitirão, em qualquer momento, que haja proselitismo político, em suas bases, contrário aos seus interesses político-partidários.

E lá vem a consequência: os tais cubanos serão monitorados dia-a-dia, hora-a-hora pelas lideranças que são a base do “edifício” político-partidário brasileiro nos grotões. Se não se adequarem, adeus!

Tudo vai dar errado para eles, literalmente tudo… É uma questão de sobrevivência.

Sei como acontece. Vi acontecer. Portanto…

No mais é somente dizer o que até as pedras sabem: o SUS é uma farsa. E onde é seu elo mais frágil? Nos grotões.

Se o SUS funcionasse como planejado, não haveria esse encurralamento do eleitor mais frágil. Ele não dependeria do seu “coronel”. É por essa razão que os municípios dos grotões não acabam, nunca, com a “ambulancioterapia”. É simples assim.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 07/07/2013 - 12:11h

A história que não te contaram

Por Samila Marissa

Uma carta a você que, como eu, é cidadão brasileiro.

Afinal, o que diabos era aquele monte de gente de jaleco branco gritando hoje no meio da rua? E aqueles meninos de cara pintada entoando o hino nacional? E o que você tem a ver com tudo isso?

Bom, meus amigos, o movimento de hoje tinha a intenção de esclarecer a população sobre a vinda de “médicos estrangeiros sem revalidação de diploma”. E o que é isso, afinal de contas?

Nossa presidente anunciou, em pronunciamento na TV, que a proposta para resolver os problemas da saúde brasileira é trazer de outros países milhares de médicos. Mas… isso é bom ou ruim? Ora, se eu chegar pra qualquer cristão e perguntar “você queria mais médicos para atender a população?”, uma boa maioria responderá “sim, claro”, como demonstrou pesquisa do Datafolha (ver referência 1), em que 47% dos brasileiros foram a favor.

Mas… e os 48% da população que foram contra? Será que são todos parentes de médicos e opinaram contra só pro pai/mãe/tio não ter concorrência no mercado? Ou será que eles ouviram o outro lado da história?

Permita-me, meu caro, falar sobre a história que não te contaram…

Há muitos, muitos, muitos anos, na época da Guerra Fria, numa ilha distante, chamada Cuba, a União Soviética investiu dinheiro na saúde. Formaram-se muitos médicos, e Cuba ganhou fama de ter Medicina de ponta. Todavia, o tempo foi passando… Cuba passou de suposto socialismo para ditadura, sofreu deterioração de sua infraestrutura e de seus serviços, mas persistiu a fama da boa medicina.

Fidelzinho, que não é besta nem nada, percebeu que exportar seus médicos seria um negócio e tanto. E é, de fato: rende mais de 5 bilhões de dólares ao ano para o regime cubano, segundo a BBC Brasil (ver referência 2). Isso se faz não é de hoje, e não é só para o Brasil. Há MILHARES de médicos cubanos nos países subdesenvolvidos mundo afora.

Mas afinal, como a ditadura cubana ganha este dinheiro?

Primeiro, explorando os médicos cubanos, uma vez que porcentagem maciça do salário destes volta pro governo cubano; depois, através de favores intergovernamentais, como doação de barris de petróleo e barrinhas de ouro.

Tais médicos cubanos (os “criados para exportação”) são treinados para trabalhar em situações de guerra e em locais precários. São treinados para atender em países miseráveis e recebem treinamento militar, ou seja, estão acostumados à desgraça.

E muitas vezes são obrigados a ver seus pacientes morrerem, já que, como é de se supor, campos de guerra têm situações precárias de atendimento.

E se isso tudo é verdade… por que os médicos cubanos ainda se submetem a tal situação? Primeiro, porque quem vive em uma ditadura tem poucas escolhas; depois, porque, por pior que seja o país para onde eles serão mandados, ainda será melhor do que a exploração à qual são submetidos em Cuba.

Mas já que a situação no Brasil está tão grave… será que os médicos cubanos não melhorariam “alguma coisa”? Bom, temos uma experiência semelhante no Brasil, no Estado do Tocantins. Foi uma das maiores histórias de erro médico deste país. Por quê?

Ora, minha gente… imagine você ser jogado num país estranho, do dia para a noite, para consultar pacientes em condições de trabalho precárias, sem entender o que o paciente fala, com nomes de medicamentos e doenças diferentes, com diretrizes, protocolos e realidade sanitárias COMPLETAMENTE DIFERENTES! Resultado: caos. Tanto que a justiça federal proibiu os profissionais estrangeiros de atuarem no Tocantins naquela época (ver referência 3).

Agora o senhor me diz… “Mesmo assim, ainda faltam médicos no interior deste país!”. E aí eu respondo pro senhor… “faltam, sim”. E sabe por quê?

Porque os gestores de muitas (não todas) das nossas prefeituras obrigam os médicos a trabalharem do jeito que eles querem, fazendo “falcatruas”, beneficiando familiares, atendendo 50 pacientes numa manhã, sem nem deixar o paciente sentar, só para garantir mais votos ao prefeito. E nos pagam um ou dois meses, e depois nos dão um legítimo “pé-na-bunda”… sem falar nos que passam a mão em boa parte do salário do médico.

Trazer os “meninos de Fidel” é a oportunidade perfeita pros políticos brasileiros escravizarem os médicos cubanos, e, na cabeça deles, também os brasileiros.

Eu sei que você precisa de um SUS de qualidade. Eu também preciso. Eu sei que você é um trabalhador. Eu e meus colegas também somos. Estudamos 6 anos na graduação, manhã, tarde e noite; e mais 3 a 6 anos numa residência médica (especialização) que paga 2 mil reais por uma carga horária mínima de 60 horas semanais. E ainda levamos nome de “mercenários” de algumas criaturas.

Nós merecemos, sim, bons salários. Mas não é por fortunas que lutamos. É apenas por uma carreira de estado que nos pague dignamente. E o senhor, merece, sim, ser bem atendido. Era por isso que os meninos de cara pintada gritavam hoje na rua: por uma saúde de qualidade, por uma carreira de estado para os médicos, por uma formação de qualidade e por UMA PROVA DE REVALIDAÇÃO.

Submeter os estrangeiros a uma prova é garantir que só atuará no Brasil aqueles que conseguirem falar português com desenvoltura, aqueles que dominem bem a medicina, e não simplesmente os treinados nos “criadouros de Fidel”.

No mais, saúde não se faz só de médico. É preciso investir na atenção básica, nos hospitais e nas outras profissões da saúde. E lembrem-se: médico ruim e bom tem em todo lugar: no Brasil, em Cuba, na Espanha, em Portugal (há boatos de que os espanhóis e portugueses não pretendem vir – referência 4). Não generalize. E não nos diminua só porque um médico brasileiro um dia o atendeu mal. Venha de onde vier, todo profissional tem que mostrar ser apto para exercer a profissão que escolheu.

Nós não temos a solução para todos os problemas. Mas nós temos vozes que clamam por melhorias. E sabemos que um problema não se resolve criando outro muito maior. Então, meu amigo, lembre-se: nós todos merecemos muito mais do que migalhas. Nós merecemos o banquete completo.

Um abraço.

Samila Marissa é integrante do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da Uern

Se você duvidou de alguma coisa neste texto, leia as referências:

1. //noticias.terra.com.br/educacao/datafolha-pais-se-divide-sobre-vinda-de-medicos-estrangeiros,1107c79eba99f310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html
2. //www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130608_cuba_medicos_pai.shtml
3. //www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24791&catid=3%3Aportal
4. //www.hc.ufpr.br/?q=content%2Fnão-virão-médicos-portugueses-e-espanhóis-virão-cubanos-diz-presidente-do-cfm
5. OPINIÃO DA OMS: //www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130517_oms_brasilmedicos_fl.shtml

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domingo - 26/05/2013 - 05:35h

Balança comercial

Por Francisco Edilson Leite Pinto Junior

“Nós somos os homens ocos, nós somos os homens empalh ados apoiados uns aos outros, a cabeça cheia de palha. Ai de nós!” (T. S. Eliot)

Era uma vez um homem que morava de frente para um rio. Vivia uma vida pacata e sem estresse. Até que um dia, ao acordar, e abrir a porta da sua casa, se depara com um corpo boiando. Ele entrou rapidamente no rio e salvou o homem que estava se afogando.

No outro dia, ao abrir a porta da sua casa, ele se deparou com três corpos boiando: conseguiu salvar um, mas dois morreram… e assim, pelo resto de sua vida, ele passava o dia salvando e enterrando corpos.

Nunca passou pela sua cabeça de ir rio acima, e pegar quem estava afogando os corpos. Esse homem por não entender nada de balança comercial (ele só pensava em importar os corpos do rio para a margem, sem se preocupar com quem exportava os mesmos para o rio), estava fazendo um trabalho sem utilidade alguma…

Confesso: não entendo muito sobre balança comercial, mas o pouco que sei é que, quando as importações são maiores do que as exportações, isso leva a um déficit na economia. Pelo visto, não só sou eu que não entendo muito desse tema…

O Governo Federal – assim como o homem que morava a beira do rio-, também entende muito pouco ou nada sobre balança comercial. Por isso que não me espanto com a inflação galopando a passos largos, e os passos de formiguinha dos nossos índices econômicos, onde o pífio PIB (Produto Interno Bruto: um Pibinho na verdade) é cada vez mais acanhado, a cada ano.

Longe, mais muito longe de mim, ser contra a vinda de médicos cubanos para o nosso país, desde que seja dentro do que se determina e com um REVALIDA: sério e justo… Até porque se vierem médicos como Zaíra e Raul (excelentes profissionais tanto na ética e na técnica, quanto no humanismo, e que Fidel Castro e a sua revolução “democrática” não os quiseram em Cuba), que sejam muito bem vindos!

O que se questiona aqui é que tentar resolver o problema da saúde pública desse país, apenas importando médicos estrangeiros, é de uma mediocridade que beira a estupidez.

Todo mundo está careca de saber que o médico brasileiro não fica no interior, porque lá não há a menor condição de exercer nenhum tipo de medicina. E não adianta pagar “excelentes” salários (que só são pagos nos primeiros meses de um contrato informal… cadê a carreira médica?!), pois como diz os Titãs: “A gente não quer só comida; a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só dinheiro; a gente quer inteiro e não pela metade!”.

E engana-se quem pensa que a medicina preventiva só é feita com conversas e chás: isso é de uma injustiça que só as mentalidades tacanhas, medíocres e estúpidas podem acreditar!

Mesmo Cristo – que é o caminho, a verdade e vida, pois ninguém vai ao Pai senão por ele-, quando realizou as suas curas, está lá na Bíblia, em duas (quando curou o aleijado: utilizou uma piscina; quando curou a mulher que sangrava: estava vestido), ele precisou ter um mínimo de condições, além da sua fé e amor!

Se o Governo Federal quer mesmo resolver o problema da saúde deste país, que pare de “brincar” de balança comercial. Que vá ao cerne da questão: EDUQUE A POPULAÇÃO! Pois só uma população educada e livre é capaz de saber o que é melhor para si… Uma população educada e livre saberia que jogar lixo nas ruas é igual a aumentar os índices de dengue…

E o interessante é que o próprio Ministério da Saúde, quando faz a sua apresentação sobre Rede de Atenção às Urgências, está lá no centro do slide: “SE BEBER, NÃO DIRIJA!”, ou seja, não adianta só construir UPA’s, Hospitais, Unidades Básicas de Saúde, etc. etc. se isso não estiver atrelado à educação da nossa população. Aliás, acho até que o Ministro da Educação, se não acumulasse as duas funções, que pelo menos eles trabalhassem na mesma sala, pois saúde e educação são irmãos siameses!

Uma população educada e livre (sem muletas de bolsas disso e de vales daquilo) saberia que antes de importar médicos estrangeiros, primeiro faríamos as exportações… EXPORTAÇÃO de ladrões que a cada dia, nas tenebrosas transações, diminuem não só o patrimônio de toda uma nação, mas destroem os nossos sonhos, matam as nossas esperanças e acabam com o nosso futuro; EXPORTAÇÃO de prefeitos, que bastam se sentirem “ameaçados” pelos médicos, os expulsam do seu município, deixando a população sem nenhuma assistência; EXPORTAÇÃO de cegos, que condenam pobres e absolvem ricos de colarinho branco (porém, encardido de rapinagem); EXPORTAÇÃO de empresários corruptos, que entram no jogo do superfaturamento de obras, por terem que dar “mesadas e me nsalões” aos parasitas e vermes da nação; e EXPORTAÇÃO de eleitores, que por um chinelo, por uma dentadura, por uma feirinha, vendem a sua consciência (nem sei se eles têm consciência) e mantêm todo esse processo de podridão, ano após ano…

O Brasil tem jeito! Mas, enquanto a sua balança comercial não estiver equilibrada (menos importação e mais exportação), e isso não for levado a sério, não haverá superávit, e qualquer tentativa de melhorar alguma coisa nesse país, inclusive a saúde, será igual ao homem que morava em frente ao rio… inútil, inútil!

Tão inútil, como retirar o sofá da sala, para não ser traído…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior é professor, médico e escritor.

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terça-feira - 21/05/2013 - 15:47h
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Kelps critica contratação de médicos cubanos

O deputado Kelps Lima (PR) considerou hoje como um “crime contra a saúde pública brasileira” a contração de seis mil médicos cubanos, conforme pretende o governo federal, para atuação no interior do País.

“Esse não é o procedimento correto. Trazer médicos sem qualificação para o exercício da medicina. Era preciso a revalidação dos diplomas. Da forma como está sendo anunciada, a contratação é por interesses políticos. Esses médicos precisavam ter o mínimo de qualificação para atenderem os brasileiros”, disse.

Kelps afirmou que o que o governo tem que fazer é tornar a atividade médica uma carreira de Estado. A média de médicos no interior é razoável. “Acontece que os profissionais não são bem remunerados e por isso preferem ficar nos grandes centros”, afirmou.

Com informações da Assembleia Legislativa.

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Categoria(s): Saúde
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