sexta-feira - 30/11/2018 - 21:30h
Nós

Auxílio sem cascata

Que bagulho bom esse tal de “auxílio-moradia”.

A Associação dos Magistrados quer ressuscitar a parada.

A turma do Ministério Público vocifera contra o ministro Luiz Fux, que mercadejou o fim do penduricalho num escambo com Michel Temer (MDB).

Eu também quero um troço desse.

Sem cascata.

ligado?

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Só Pra Contrariar
segunda-feira - 26/11/2018 - 23:02h
Como previsto

Temer assina reajuste para STF; Fux acaba auxílio-moradia

Do G1

O presidente Michel Temer sancionou nesta segunda-feira (26) o reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux revogou o auxílio-moradia para juízes, integrantes do Ministério Público, Defensorias Públicas e tribunais de contas.

O reajuste para ministros do STF, de R$ 33 mil para R$ 39 mil, foi aprovado no Senado no dia 7 de novembro.

Temer tinha até esta semana para sancionar ou vetar.

Valores

Segundo Fux, o fim do pagamento do auxílio só ocorrerá quando o reajuste salarial previsto para os ministros do STF chegar efetivamente à folha salarial.

Estimativa feita por consultorias da Câmara e do Senado Federal aponta que o reajuste para ministros do Supremo terá um impacto de R$ 1,375 bilhão nas contas da União no ano que vem (R$ 4 bilhões incluindo estados e municípios).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 25/11/2018 - 08:10h

País de isenções bilionárias pede passagem

Por Josivan Barbosa

O governo Michel Temer deve propor à equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), regras mais rígidas e revisão da concessão de isenção de tributos para pessoas com doenças graves ou que sofreram acidente, assim como para aquisição de veículos por quem tem algum tipo de deficiência.

Para isso o atual Governo poderia editar um projeto de lei ou medida provisória para que as funções dos peritos do INSS incluam também a revisão desses benefícios.

Juntas essas isenções envolvem cerca de R$ 15 bilhões por ano, sendo que R$ 12 bilhões se referem à isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que tiveram doenças graves, e outros R$ 3,6 bilhões, à redução tributária concedida na compra de carros por pessoas com deficiência.

Legislação

Atualmente, a legislação assegura a isenção de IR dos proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional (aposentadorias decorrentes de acidente de trabalho) e, ainda, aos portadores das seguintes doenças: tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, Mal de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da Doença de Paget, contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida e fibrose cística.

Pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda ou autistas têm direito de comprar um veículo com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF).

Echoenergia no RN

A Echoenergia, braço de geração renovável da gestora britânica Actis, conseguiu mais um contrato de longo prazo destinado ao mercado livre, desta vez para viabilizar um complexo eólico de 151 megawatts (MW) no Rio Grande do Norte (RN).

A energia será objeto de um contrato de 15 anos de duração, com um grande consumidor cujo nome não foi informado. Esse é o segundo projeto de geração eólica contratado no longo prazo pela Echoenergia no mercado livre. Recentemente, a companhia vendeu 101 MW em um outro projeto de energia eólica, também no Rio Grande do Norte, na região da Serra do Mel.

A expectativa da companhia é assinar o financiamento com o BNB, que oferece crédito subsidiado para projetos no Nordeste.

Os projetos fazem parte de um portfólio de 500 MW adquirido pela Echoenergia da francesa Voltalia. O cluster da Serra do Mel tem 1 GW de potencial a ser desenvolvido.

Contas públicas dos Estados

No Senado, um dos projetos que é prioridade para as contas públicas entrou em pauta com alta chance de aprovação.  A permissão para que a Petrobras venda o direito de exploração das áreas da cessão onerosa do pré-sal na bacia de Santos. O megaleilão, que deve resultar num bônus de assinatura estimado em R$ 100 bilhões, ajudaria as contas públicas do governo federal, Estados e municípios.

Já na Câmara entrou em pauta em regime de urgência projeto com impacto bilionário, que dá um desconto de 75% no Imposto de Renda para as empresas que investirem nas regiões das superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene), além de expandir o benefício para as do Centro-Oeste (Sudeco). O texto, já aprovado pelos senadores, tem alta probabilidade de ser encaminhado à sanção presidencial.

Nordeste x Bolsonaro

Os governadores no cargo e eleitos do Nordeste divulgaram durante a semana uma carta, endereçada a Jair Bolsonaro, pedindo audiência ao futuro presidente para tratar de assuntos prioritários.

O primeiro item da carta solicita a retomada urgente de obras federais no Nordeste, “visando ao crescimento econômico e à geração de empregos, com especial destaque para obras rodoviárias, de segurança hídrica e habitacional”.

Os governadores pedem ainda a celebração de um Pacto Nacional pela Segurança Pública, em que o governo federal assuma a coordenação e a execução de ações concretas no combate à criminalidade interestadual, como assaltos a bancos, tráfico de armas e explosivos, atuação de facções criminosas.

Segundo a governadora eleita pelo PT no Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o problema da criminalidade é uma das principais demandas da sociedade e o governo federal precisa fortalecer a sua atuação. “O governo federal tem que assumir o seu verdadeiro papel. O Sistema Único de Segurança Pública, que foi aprovado recentemente precisa funcionar e não pode ser um marco regulatório para ‘inglês ver'”, afirmou.

Consignado

As taxas do consignado do setor privado devem cair mais na medida em que a nova linha com garantia de até 10% do saldo do FGTS e a totalidade da multa rescisória comece a ser disponibilizada pelos bancos. Os últimos entraves operacionais foram resolvidos pela Caixa Econômica Federal, que opera o fundo, no fim de outubro. Tanto que a instituição estatal oficializou o oferecimento da linha de crédito desde esse mesmo período.

Os demais quatro maiores bancos do país manifestaram interesse em oferecer a modalidade a partir de 2019. As instituições, no entanto, apontam questões relacionadas a custos como entraves para oferecer a linha.

DEM

Com a indicação do deputado Luiz Mandetta (MS) para assumir o Ministério da Saúde na terça-feira, somam-se três os escolhidos do DEM para a equipe de Bolsonaro. Os outros são o ministro extraordinário do gabinete de transição, Onyx Lorenzoni (RS) – que aliou-se a Bolsonaro ainda na pré-campanha -, e a deputada Tereza Cristina (MS), que comandará a pasta da Agricultura.

O presidente do DEM e prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, disse que, embora três quadros da sigla integrem o primeiro escalão do futuro governo, o partido não faz parte da base aliada ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 18/11/2018 - 04:22h

Aumento para Judiciário ainda causa polêmica

Por Josivan Barbosa

Não está assegurado o reajuste salarial de 16,38% para o Poder Judiciário. O Ministério do Planejamento vai ter que descascar esse abacaxi, sugerindo o veto ou a sanção presidencial ao projeto de lei que concedeu reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à toda magistratura.

Se a decisão de Michel Temer (MDB) for pela sanção, os subsídios mensais dos ministros do Supremo passam a ser de R$ 39.293,32. Este salário terá efeito cascata sobre os vencimentos do Judiciário nos Estados.

Reajuste do judiciário II

Duas questões legais preocupam o Ministério do Planejamento: se o projeto cumpriu os termos do artigo 169 da Constituição; e se atendeu ao artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O artigo 169 determina que o aumento da remuneração do servidor, assim como a concessão de qualquer vantagem, só pode ser feito se houver a prévia dotação  orçamentária suficiente para atender as projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrente; e se houver autorização específica da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O fato é que há dúvidas sobre a interpretação da lei, e vários pareceres sustentam que o projeto de lei que reajusta os salários do Judiciário é inconstitucional. Alguns desses pareceres chegaram aos grupos da transição de governo. Mas a posição do presidente eleito é de que esse é um assunto de Michel Temer, embora a conta tenha de ser paga por Jair Bolsonaro (PSL).

Reajuste do judiciário III

Temer negociou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, e com o ministro Luiz Fux o reajuste salarial em troca do fim do auxílio-moradia. Houve um acordo entre a Presidência da República e o STF nesses termos. Quando cedeu ao reajuste de salários, os dois ministros se comprometeram a derrubar o auxílio-moradia, que é pago à toda a magistratura, embora o auxílio custe cerca de metade do que será gasto com o reajuste. O aumento dos vencimentos foi aprovado pelo Senado e nada mais se falou sobre o outro benefício.

Mais Médicos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que 1.575 municípios atendidos pelo Mais Médicos (dos pouco mais de 4 mil do programa) tenham as vagas preenchidas somente por profissionais cubanos. Segundo a confederação, 80% dessas cidades têm menos de 20 mil habitantes (como no Norte do país e no semiárido nordestino), e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima que 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

A presença dos cubanos nas regiões mais distantes é explicada em parte pela distribuição dos médicos no país. Segundo o Conselho Federal de Medicina, havia no Brasil 2,18 médicos por mil habitantes em 2017, proporção não muito distante da dos EUA (2,57 em 2014). O problema é que em Estados do Norte, principalmente, e do Nordeste esta relação cai pela metade.

Mais Médicos II

Criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o Programa Mais Médicos conseguiu reduzir o número de internações hospitalares, uma melhoria que pode diminuir as despesas públicas de saúde. Também houve aumento no número de consultas, encaminhamentos, visitas domiciliares e na oferta de médicos nos municípios. Por outro lado, o programa não parece ter impacto sobre indicadores de mortalidade e de saúde infantil.

Saúde da Família

Desde que foi criado pelo governo federal em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF), precisa de médicos dispostos a trabalhar em cidades menores ou em áreas pobres das capitais. Mas a realidade de muitas cidades ao longo dos anos tem sido a escassez de mão de obra.

Para atrair médicos, muitas prefeituras do interior chegaram a pagar R$ 13 mil, R$ 14 mil e aceitar que os médicos trabalhassem quatro ou apenas três dias por semana.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa)

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet
quarta-feira - 31/10/2018 - 23:48h
Governo

Presidente eleito pode ter total de ministérios da era militar

Figueiredo: 16 ministérios (Foto: IHGB)

Bem antes de tomar posse na Presidência da República, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anuncia que pretende enxugar a máquina pública. Talvez, o seu governo venha a ter no máximo 16 ministérios.

No primeiro governo federal instalado em Brasília no início dos anos 60, na gestão Juscelino Kubitschek, eram 11 ministérios e cinco órgãos da Presidência, com status de ministério. Dezesseis, portanto.

No último governo do regime militar, do general João Batista Figueiredo, eram 16 ministérios e dez órgãos da presidência.

Após essa fase, a administração mais parcimoniosa em número de ministérios foi o de Fernando Collor, eleito em 1989, com apenas 15 ministérios, além de 13 órgãos da Presidência — total de 28 pastas.

O governo Dilma Rousseff (PT) chegou a ter 24 ministérios e 15 órgãos da presidência, mantidos na era Michel Temer (MDB).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
quinta-feira - 11/10/2018 - 21:44h
Eleições 2018

Feliz é Michel Temer

Quem anda numa felicidade incontida é o presidente Michel Temer (MDB).

Com razão, que se diga.

Há tempos ninguém brada:

– “Fora, Temer!”

Apareceu alguém para substitui-lo à altura.

Ô!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Só Pra Contrariar
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
terça-feira - 25/09/2018 - 09:02h
Eleições 2018

Cabos eleitorais

Por François Silvestre

Sérgio Moro, Temer e o STF foram os melhores cabos eleitorais do PT.

Lula e o PT foram os melhores cabos eleitorais de Bolsonaro.

Essa é a nossa dialética tupiniquim, na terra dos tupinambás, vizinhos dos nuaruaques e com a educação dos nhambiquaras.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Opinião
domingo - 16/09/2018 - 17:20h

Triste Brasil

Por Honório de Medeiros

Bem dizia Oswaldo Aranha em 1933: “O Brasil é um deserto de homens e ideias”.

Mais de homens que de ideias, acrescento eu.

Que tempos, estes!

Qual futuro pode ter um país cujo STF é presidido por um Toffoli, o Senado por um Eunício Oliveira, a Câmara por um Rodrigo Maia, e a Presidência por um Michel Temer?

Como um professor de Direito pode estimular seus melhores alunos a estudar quando um nulo, sem qualquer mérito, como Toffoli, chega à Presidência do STF?

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Governo do RN

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 29/08/2018 - 23:52h
Fechado

Ministros do STF garantem aumento de sua remuneração

Do Poder 360

O Planalto confirmou nesta 4ª feira (29.ago.2018) que reajustará o salário de servidores do Judiciário. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a questão está “resolvida”.

Segundo a proposta, o auxílio-moradia será incorporado ao salário dos servidores. Em contrapartida, haverá um aumento da remuneração em 16,38%. A mudança valerá para servidores do Judiciário federal, incluindo os ministros do STF. Não vale para as esferas estaduais.

Atualmente, o auxílio-moradia, em média de R$ 4,7 mil, é 1 benefício indenizatório e não é considerado parte do salário. Isso permite que seja adicionado à remuneração mesmo que extrapole o teto do funcionalismo, atualmente em R$ 33,7 mil.

Congresso

O presidente Michel Temer fala que as medidas envolvendo os ministros não causariam alteração no Orçamento. A proposta de Orçamento precisa ser enviada ao Congresso até 31 de agosto. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República.

Atualmente, o salário dos ministros da Corte é de R$ 33,7 mil e é tido como base para o teto do funcionalismo. A previsão é que o impacto do aumento dos salários de outros servidores seria de R$ 250 milhões por ano.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
terça-feira - 21/08/2018 - 21:20h
Brasil

Democracia de gaveta

Por François Silvestre

Há contratos de gaveta, coisa antiga, entre mutuários vendedores de imóveis que deixam pendentes a quitação. Coisa dos costumes na legislação civil.

O Brasil inova com a democracia de gaveta. O que é isso?

É o contrato eleitoral que desconhece a importância da opinião do eleitor e dá prevalência às decisões da justiça. Questionáveis ou não. Aí estão os fatos. Derrubaram Dilma, legalmente. Dentro da Lei. Prenderam Lula, legalmente, dentro da Lei.

Temer assumiu a Presidência, legalmente, dentro da Lei. O que diz o povo sobre isso? Que é tudo uma mentira democrática. Uma farsa eleitoral.

Temer é rejeitado por noventa por cento da população. E população é sinônimo de eleitor. Lula é aprovado por trinta e sete por cento da população, mesmo preso legalmente.

Depois dele, vem Bolsonaro, que não pertence a nenhum dos grandes partidos que derrubaram Dilma. E Dilma está disparada na disputa para o senado, em Minas Gerais, o Estado cujo candidato ao governo foi o relator do impeachment dela.

Eu não votaria em Lula nem em Dilma, mas não reconheço legitimidade nessa nossa democracia de gaveta. Nessa eleição de miçanga.

Fórum não é foro legítimo para verificar vontade do povo. Vontade do povo, certa ou errada, é coisa de eleição. E eleição não é legítima com ausência de candidato líder nas pesquisas, de qualquer pesquisador. Ou então a justiça eleitoral, jaboticaba, declare a inveracidade das pesquisas e as proíba.

País grandioso sob o tacão de anões, exibidos numa vaidade que envergonha os anjos da Rua Conde Lage, virados para a parede pelas meretrizes do Bairro da Glória.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 03/06/2018 - 12:20h

Além do razoável: “…ou dá ou desce”

Por Paulo Linhares

O movimento das empresas de transportes rodoviários de cargas e dos caminhoneiros autônomos, que jamais pode ser denominado como “greve” – que é típico instrumento de autodefesa de trabalhadores assalariados -, foi deflagrado a partir de justos motivos, sobretudo, o olímpico desdém que vinha patenteando as relações dessa categoria econômica com o Estado brasileiro, em especial com o Governo Federal, até a questão mais recente do abrupto aumento do preço dos combustíveis, a cargo da Petrobras, que  implicou oneração de custos operacionais difíceis de suportar.

Em pouco tempo, um movimento bem articulado em escala nacional impôs a paralisação do Brasil e o colapso de todos os setores e atividades da sociedade brasileira, algo sem precedente na história recente deste país. O governo, por pura incompetência, perdeu completamente o controle desse processo e, à beira do caos, resolveu negociar com as entidades representantes da categoria dos caminhoneiros (compostas de empresas de transporte e caminhoneiros autônomos, repita-se).

Como resumo da ópera, para evitar um colapso total e completo das atividades econômicas, com desastrosos reflexos sociais e políticos, o governo Temer findou cedendo e atendeu satisfatoriamente todas as reivindicações do movimento. Claro que não deixou de ser  alvo de enormes críticas por ter literalmente “aberto as pernas” para os caminhoneiros.  Não havia alternativa razoável, no estágio que as coisas ficaram.

Levantamentos bem conservadores chegam à conclusão de que esse movimento, nos últimos oito dias, já impôs perdas econômicas que atingem a astronômica cifra de 75 bilhões de reais, além de outros reflexos na economia, em especial, no incremento da inflação. Para se ter uma ideia disto, somente as economias de São Paulo e Rio de Janeiro, juntas,  perdem cerca de 2,5 bilhões/dia, o que representa momento cerca de vinte bilhões de reais nos mesmo período.

Engraçado é que essa enorme demonstração de força do segmento de transportes rodoviários de cargas trouxe à mente um dos maiores e intencionais erros dos governos militares, logo quando se iniciou o ciclo que duraria 21 ano (1964-1985), que foi destroçar dois importantes modais de transportes: a navegação de cabotagem e a drástica redução da malha ferroviária do Brasil. Tudo para atender a interesses da grande indústria norte-americana de caminhões pesados. Reflexamente, os militares tiveram a intenção política de desarticular dois dos mais importantes, tradicionais e combativos segmentos do movimento sindical brasileiro de então: marítimos e ferroviários.

Nas décadas seguintes, a navegação de cabotagem se tornou incipiente e os trens praticamente desapareceram das paisagens brasileiras, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste. Para um país de dimensões continentais, como é o Brasil, uma forte presença destes modais seria imprescindível ao desenvolvimento nacional.

O transporte rodoviário de cargas tem, do ponto de vista logístico, apenas uma função intermodal: a de cobrir pequenas e médias distâncias e ligando o modal marítimo ao ferroviário e vice-versa. Sai caríssimo, em qualquer lugar do mundo, transportar mercadorias em ‘lombo’ de caminhão por longas distâncias. Mais grave, ainda, é quando não há alternativa ao transporte rodoviário de carga, como ocorre aqui neste país. Por isto, o governo e a sociedade brasileira ficaram à mercê dos caminhoneiros nesse movimento que ainda está em curso.

A consequência lógica desse ‘monopólio’ foi o empoderamento do setor que congrega empresas transportadoras de cargas e caminhoneiros autônomos. Agora, literalmente estão umas e outros a “botar boneco”, em especial para colocar uma navalha no pescoço do governo e ter a sociedade brasileira toda como assustada refém. No mais, tudo parece com aquela velha e muito conhecida piada da caminhoneiro em que a estrela é um enxerido papagaio que assedia sexualmente indefesas galinhas, na base do “ou dá, ou desce…”

A despeito dessa ‘capitulação’ do governo Temer, para o qual restaram poucas ou nenhuma saída honrosa para essa crise, os caminhoneiros resolveram manter os piquetes em muitas das importantes rodovias do país, ao argumento de que não se sentem representados pelas entidades que negociaram com o Palácio do Planalto o fim do movimento.

O pior é que apareceram novas ‘reivindicações’ no movimento, em especial uma que entorta de vez o pouco de razoável que resta nessa balbúrdia e faz aflorar graves conotações políticas: os caminhoneiros agora querem o fim do governo Temer a partir de uma intervenção militar, ou seja, pregam abertamente uma subversão da ordem, com gravíssimas agressões à Constituição e às leis que preservam a incolumidade das instituições democráticas e republicanas.

Aliás, uma denúncia neste sentido foi feita por um dos representantes da categoria, em cadeia nacional, o que seria suficiente para acionar os mecanismos de defesa do Estado e das instituições democráticas, da ordem pública e da população brasileira, no elenco que está disposto no artigo 136 e seguintes, da Constituição, e que mais se adeque a este momento de sobressaltos  vivenciado pela comunidade nacional.

O governo Temer inequivocamente padece de um enorme déficit de legitimidade, mas, se conforma nos marcos da legalidade posta. Michel Temer pode até ter sido um dos artífices do golpe branco que apeou a ex-presidente Dilma Rousseff da presidência, todavia, assumiu o governo na condição de vice-presidente constitucionalmente investido. A sua retirada, neste momento, somente seria possível nos termos da Constituição da República. Fora disso é mais uma inaceitável aberração.

E a atitude de quem agride, por ações concretas, intimidatórias e violentas, pondo em risco a segurança do Estado brasileiro, das instituições democráticas e ameaça à paz social, é típica do crime de terrorismo e como tal deve ser punido. Outro não deve ser o destino dos que se infiltraram no movimento dos caminhoneiros visando objetivo eminentemente político e contrário à ordem constitucional vigente, que é a derrubada do governo. Lugar de terrorista é na cadeia. Simples assim.

Paulo Linhares é professor e advogado

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 03/06/2018 - 07:12h

A conta de cada um de nós

Por Odemirton Filho

A mobilização dos caminhoneiros parou, literalmente, o país. Deixou às escâncaras a dificuldade do nosso sistema de transporte, bem como a fragilidade do Governo Michel Temer (MDB).

É forçoso reconhecer que precisamos repensar o nosso sistema viário. A   dependência, quase total, de um único meio de transporte de mercadorias, revelou o que todos já sabiam, ou seja, a imperiosa necessidade de se ter, por outros meios, o escoamento e circulação de nossas riquezas.

Uma realidade que tem que ser estudada e planejada pelas autoridades e expertos no assunto.

Por outro lado, o Governo Temer revelou a sua fragilidade e falta de rumo e prumo. Demorou a negociar. Depois negociou, em um primeiro momento, com as pessoas erradas, que não representavam a maioria daqueles que estavam à frente da paralisação.

Os caminhoneiros apresentaram uma pauta que contemplou, entre outras reivindicações, o frete mínimo e a redução do preço do diesel. Conseguiram boa parte do que pediram. O Governo, sentindo-se acuado, atendeu.

Os prejuízos foram muitos, sem dúvida, a falta de combustível e de outros produtos dificultaram, ainda mais, a vida da sociedade brasileira.

E não é somente isso. Tem mais. Já houve aumento de impostos em vários setores da economia e, consequentemente, será repassado aos consumidores.

Além disso, houve diminuição de recursos para as áreas de saúde e educação, que já se encontram em frangalhos.

A política de preços adotada pela Petrobras, atrelando o preço do combustível ao barril de petróleo, embora esteja saneando a empresa, está pesando, sobremaneira, no bolso do brasileiro.

Culpa, segundo os gestores da empresa, da política de preços adotada pelos Governos anteriores.

Mas existiu interesse somente dos caminhoneiros autônomos?

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estavam inscritos, em 2017, 1.664 milhões de veículos para transporte de cargas, sendo 1.088 milhões de propriedade de empresas e 553 mil vinculados a motoristas classificados como autônomos. (blogdosakamoto, /2018/05/31/).

Vê-se, portanto, que a maioria dos veículos de transporte de cargas pertence às empresas. A minoria trabalha de forma autônoma e, mesmo assim, contrata fretes com empresas estando, indiretamente, subordinados a estas.

Constatou-se o chamado locaute, isto é, quando empresas paralisam a produção ou a prestação de um determinado serviço.

Nesse sentido, o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), prolatou decisão multando várias empresas transportadoras que participaram do movimento.

Devemos destacar, ainda, dois pontos negativos nessa mobilização. O primeiro, a violência que, nos últimos dias, ocorreu em alguns pontos do movimento, inclusive com um crime de homicídio, impedindo que alguns caminhoneiros trabalhassem.

O segundo foi o pedido de uma intervenção militar. Um movimento popular ou de uma categoria, em um Estado Democrático de Direito, não deve pleitear a volta de um estado de exceção.

Apesar de suas falhas, devemos preservar e aperfeiçoar a nossa incipiente democracia.

Faço minhas as palavras dos professores Conrado Hübner Mendes e Rafael Mafei Rabelo Queiroz: “Não existe intervenção militar constitucional”.

Do exposto, não se discute o poder de mobilização dos caminhoneiros e a legitimidade dos seus pleitos.

O que estamos a discutir é que, como sempre, a sociedade brasileira irá pagar a conta.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 01/06/2018 - 11:46h
Decisão

Pedro Parente pede exoneração da Petrobras

Pedro: saída (Foto: José Cruz)

Do G1

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão na manhã desta sexta-feira (1º) em caráter “irrevogável e irretratável”.

Parente ficou exatamente dois anos no comando da Petrobras, já que tomou posse no dia 1º de junho de 2016.

De acordo com comunicado da estatal, enviado ao mercado, a nomeação de um CEO interino será examinada ao longo do dia pelo Conselho de Administração.

Ainda de acordo com o comunicado, a diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 28/05/2018 - 08:10h
Brasil e RN

Caminhoneiros seguem movimento mesmo com “acordo”

Protesto continua em 14 estados e Distrito Federal; no RN o apoio popular é visto de Natal ao interior

O presidente Michel Temer (MDB) anunciou série de medidas (veja AQUI) após reunião com representantes de entidades de caminhoneiros, nesse domingo (27), mas protestos seguem em 14 estados e no Distrito Federal nesta segunda-feira (28).

Na BR-304, saída para Fortaleza-CE, caminhoneiros tiveram apoio popular maciço (Foto: redes sociais)

No Rio Grande do Norte existem pelo menos três pontos de bloqueios parciais nesta segunda-feira: na BR-101 à altura do Parque Aristófanes Fernandes em Parnamirim, além de dois na BR-304: em Assu e em Mossoró (saída para Fortaleza-CE).

No final de semana, ocorreram várias manifestações de apoio aos caminhoneiros no Rio Grande do Norte, da capital ao interior. Mossoró, Baraúna, Apodi (veja vídeo abaixo) e outros municípios tiveram registros de mobilizações populares.

Em Mossoró, até um grupo musical (Forró dos 30) fez um pequeno show para os caminhoneiros. Agentes municipais de trânsito fizeram doação de mantimentos e água.

Taxistas, populares e mototaxistas também realizaram mobilização de reforço ao movimento no sábado na BR-304.

Houve ainda hostilidade contra repórteres da InterTV Cabugi no sábado (26) e domingo(27).

Em Natal, o serviço de transporte coletivo urbana funciona com 70% de sua frota (veja AQUI).

Saiba mais clicando AQUI.

Acompanhe o  Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 25/05/2018 - 17:20h
Redes sociais

General cobra “bom senso” a movimento dos caminhoneiros

O general do Exército Paulo Chagas, que este ano ganhou projeção nas redes sociais por fazer discursos ásperos contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF), a elite política do país e defender a ordem pública, voltou a se pronunciar em seu Twitter nesta sexta-feira (25).

Sua postagem é denominada de “Chamada ao BOM SENSO” (com letras maiúsculas).

Elogia o movimento dos caminhoneiros, tratando-o como “uma belíssima e oportuna demonstração do PODER POPULAR”, mas pondera que é preciso “medir com cuidado a dose do REMÉDIO para que não se transforme em VENENO.”

E emenda: “Para tudo há um LIMITE”.

Manifestou-se num momento em que o presidente Michel Temer (MDB) determinou o uso até mesmo das Forças Armadas, para desobstruir estradas por todo o país. Estão bloqueadas por caminhoneiros que não aceitam acordo entre líderes da categoria e governo, firmado à noite passada em Brasília.

Durante o julgamento do pedido de habeas corpus em favor do presidente Lula da Silva (PT) no STF,  em abril último (veja AQUI), o general ironizou a suposta cultura jurídica do ministro Marco Aurélio Mello e tratou o ministro Ricardo Lewandowski, por “advogado de porta de cadeia”.

Leia também: Caminhoneiros mantêm paralisação com muitos transtornos.

Acompanhe o  Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 25/05/2018 - 16:06h
RN e Brasil

Caminhoneiros mantêm paralisação com muitos transtornos

Do G1RN

Nesta sexta-feira (25), segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), vários pontos de bloqueios foram montados nas BRs que cruzam o estado. Abaixo, confira onde foram registradas interdições e qual a situação atual.

Na BR-101, bloqueio ocorre em frente ao Parque de Exposições Aristófanes Fernandes (Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi)

BR-101

  • Parnamirim (kms 105 e 111) – com bloqueio parcial.
  • São José de Mipibu (km 125) – com bloqueio parcial.
  • Touros (Km 06) – com bloqueio parcial.

BR-226

  • Santa Cruz (Km 109) – com bloqueio parcial.

BR-304

  • Mossoró (Km 33) – com bloqueio parcial.
  • Assu (Km 106) – rodovia liberada às 14h50.

BR-405

  • Apodi (Km 72) – com bloqueio parcial.

BR-406

  • João Câmara (Km 103) – com bloqueio parcial.

BR-427

  • Caicó (Km 104) – com bloqueio parcial.

A Polícia Militar também registrou protestos com interdições parciais em rodovias estaduais. São elas:

  • RN-118, em Ipanguaçu.
  • RN-015, em Baraúna
  • RN-160, em Macaíba.
  • RN-221, em São Miguel do Gostoso.
  • RN-086, em Parelhas.
  • RN-269, em Nova Cruz.

Saiba mais detalhes sobre o movimento no RN clicando AQUI;

Leia também: Temer aciona forças federais para desbloquear estradas.

Acompanhe o  Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Repet
domingo - 13/05/2018 - 04:44h

Sua majestade o presidente do Brasil

Por Paulo Linhares

Em tempos idos, lida com a avidez da juventude, a instigante obra de Ernest Hambloch, diplomata inglês, jornalista e brasilianista das décadas de vinte e trinta do século XX, Sua Majestade o Presidente do Brasil – Um estudo do Brasil constitucional (1889-1934), publicada originalmente em inglês em 1934 e que mereceu bem cuidada tradução de Lêda Boechat para o português, enriquecida por estudo rigoroso e enriquecedor de José Honório Rodrigues, à guisa de posfácio, que veio a lume em edição da Editora do Senado Federal, no ano 2000, por sua enorme atualidade tem sido revisitada noutros momentos, sobretudo, agora quando este país se dispõe em realizar mais uma eleição presidencial neste ano de 2018.

A vigorosa abordagem de Hambloch, mais de oito décadas depois, se mostra de uma desconcertante atualidade e, em especial, quando projeta alguns aspectos inerentes à instituição do presidencialismo à brasileira, também presente noutras repúblicas sul-americanas, marcada pelo desprezo à democracia e feroz apego ao caudilhismo e às fórmulas autocráticas e burocráticas típicas das oligarquias brasileiras, de ontem e de hoje, no exercício da magistratura suprema da nação, ou seja, da chefia do Estado brasileiro.

Segundo acentua Roberto Gomes (disponível: //bit.ly/2KaSgXw, acesso: 10 mai 2018), em abordagem recente,  “Hambloch foi membro do Foreign Office e cônsul inglês no Brasil, onde morou cerca de vinte anos, trabalhando na Câmara Britânica do Comércio, no Rio. Saiu expulso, ameaçado por uma campanha que o acusava de ‘denegrir a imagem do país’. Os nacionalistas de plantão, bobos e oportunistas, viam nele uma víbora a ser pisoteada”.

SEM DÚVIDA, a atualíssima análise de Hambloch tem como eixo a compreensão de que “as origens dos males do Brasil devem ser buscadas nos defeitos de seu regime político”, de modo que as explicações a partir de certas abordagens econômicas e sociais caem no vazio, porquanto, lastimavelmente, hoje como nos albores da República instituída em 1889, “a política no Brasil nada tem a ver com questões políticas”, o que fica por demais evidente quando se constata que o Brasil vive, neste momento, uma profunda crise institucional caracterizada pelo descompasso entre os Poderes da República que teve início com o episódio do impedimento da presidente Dilma Rousseff e a pauta política do país foi deslocada para o Poder Judiciário, aliado ao Ministério Público e à Polícia Federal. E por falar em Poder Judiciário, é bom lembrar que entre os tantos poderes do presidente da República está o de escolher, por ato de sua exclusiva vontade, todos os onze ministros do Supremo Tribunal Federal.

Esse arranjo superestrutural, todavia, é precário e tende a ser revertido quando emergir das urnas de 2018 mais um ‘predestinado’, um homem forte, que governará este país pelos próximos quatros anos. É estarrecedor imaginar que, nestes “tristes  trópicos”, para usar as palavras do franco-belga Claude Lévi-Strauss, ainda prevalece a noção captada pelo arguto Hambloch de que “os princípios e sistemas democráticos não dependem, como ainda pensa a maioria dos idealistas latino-americanos, de cartas constitucionais, mas de convicções. A fé vale mais do que o fato”.

Coincidência é que Lévi-Strauss e Hambloch colheram suas impressões sobre o Brasil numa mesma época, os anos de 1930.

Tanto isto é verdade que  no Brasil as instituições partidárias, de confusas marcações politico-filosóficas, não enfeixam projetos políticos, ideias ou visões a serem postos à disposição da sociedade quando esta é chamada a decidir sobre a renovação periódica das estruturas de poder estatal, nos três níveis federativos.

Com efeito,  no momento atual, os partidos políticos nada mais representam que biombos por onde transitam interesses individuais e de grupos que buscam capturar e manter as instituições de governo, numa ocupação burocrática e parasitária do poder, quase sempre sem definições de propostas que atendam às demandas sociais, econômicas, políticas e culturais da sociedade brasileira.

Ressalte-se, aliás, que a história constitucional republicana registra um crescimento continuo, integral e consolidado dos poderes atribuídos ao presidente da República, seja nos períodos em que vicejaram as autocracias (a era Vargas, de 1930 a 1945; a Ditadura Militar, de 1964 a 1985) ou aqueles em que se praticou, em variados graus e formas, a democracia.

Embora possa ser paradoxal, não há exagero na afirmação de que a democrática Constituição de 1988 atribui ao presidente da República bem mais competências e prerrogativas que suas antecessoras, salvo a protofascista Constituição de 1937, apelidada de “Polaca”.

A propósito da Carta de 1988, chamada de “Constituição Cidadã”, vale lembrar que no seu processo constituinte tudo indicava que dela resultaria um sistema de governo do tipo parlamentar, pois era o parlamentarismo um credo comum aos vários grupamentos políticos e lideranças – grande parte daquelas que se ombrearam nos palanques do movimento Diretas Já – que se opunham ao ciclo de governos militares e lutaram pela superação do regime autocrático que estes representaram.

Ao fim e ao cabo, falou mais alto a tradição autocrática das elites tupiniquins, de praticamente todos os matizes políticos e ideológicos, da esquerda à direita: venceu, mais uma vez, a ideia de uma presidência da República guarnecida de amplos e imperiais poderes. Isso foi confirmado cinco anos depois com a realização do plebiscito, em 21 de abril de 1993 (originalmente previsto para 7 de setembro de 1993, modificada pela Emenda Constitucional nº 2/1992), em que o povo eleitor foi chamado a decidir sobre o sistema (parlamentarista ou presidencialista) e a forma (república ou monarquia) de governo, conforme determinava a Constituição de 1988.

A despeito do alto índice de abstenção, foram vencedores o presidencialismo e a firma de governo republicano, mantida, assim, a letra da Constituição. Os parlamentaristas de passado recente sumiram e restou inalterada a assertiva de Hambloch: “Os brasileiros admiram os métodos parlamentares ingleses tão sinceramente quanto a teoria da relatividade de Einstein, sendo o grau de compreensão o mesmo em cada um dos casos.” Pano rápido.

Sem razoável dúvida, o processo constituinte que deu origem à Carta de 1988 foi mais uma (excelente) oportunidade perdida de acabar com essa presidência da República majestática que não se coaduna com os verdadeiros postulados que imantam as instituições republicanas.

E para “fechar o firo”, cabe recordar a frase mais incisiva dessa estudioso inglês – e não menos profética, se tivermos em mente atuais episódios da vida institucional brasileira! -, quando, há mais de 80 anos, repita-se, tratou do presidencialismo de forte tradição autoritária e majestática dos países sul-americanos, sobretudo, do Brasil: “Os primeiros frutos da autocracia são corruptos e geram a corrupção.”

Ernest Hambloch precisa urgentemente ser relido, esse seu olhar sobre o Brasil de ontem e que muito diz do País que fatalmente emergirá das urnas em 2018.

Paulo Linhares é professor e advogado

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 15/04/2018 - 06:56h

A omissão de Temer

Por Paulo Linhares

O julgamento de habeas corpus impetrado em favor do ex-presidente Lula, denegado  pelo placar mínimo de um voto, propiciou a prisão do líder petista precedida de uma tensa permanência deste, por dois dias, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista onde, aliás, o começo desse que tem sido um dos mais relevantes fenômenos políticos da história republicana, que foi a criação do Partido dos Trabalhadores e a ascensão política de um torneiro mecânico que terminou eleito presidente da República e, neste momento, ocupa uma pequena cela de 15 metros quadrados em cumprimento de pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Esse episódio que vai da decisão do STF e consequente prisão de Lula produziu, no Brasil e alhures, uma montanha de artigos e reportagens com os mais díspares e variados enfoques, numa explosão de paixões e ressentimentos. Enfim, para o bem ou para o mal  tudo foi dito e escrito, de reles desaforos e xingamentos vulgares a belas peças literárias.

No entanto, em toda essa torrente de opiniões que tem passado através dos diversos espaços midiáticos, sejam veículos da imprensa tradicional ou nas redes sociais, algo estranhamente não mereceu maior atenção: o efetivo papel de presidente Michel Temer na decisão do STF que selou, ao menos por enquanto, a sorte do presidente Lula, negando a habeas corpus preventivo que evitaria a prisão deste, cuja condenação penal fora mantida por órgão judicial de segundo grau.

Ora, a lógica mais elementar mandaria  que Temer lançasse mão de sua influência – talvez restrita a apenas um dos ministros da Corte, Alexandre de Morais, ex-auxiliar por ele nomeado, porém, que seria suficiente para concessão da ordem – não propriamente em favor de Lula, mas, para consolidar, na Corte Suprema, a jurisprudência que reconhece o aprisionamento de pessoa após condenação penal mantida na segunda instância como franca agressão ao princípio da presunção da inocência expressamente previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, pelo qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória“.

Ressalte-se que, se não existisse tal princípio chantado na Constituição da República, ainda assim o Brasil deveria observar a regra de que a prisão de uma pessoa somente deve ocorrer com o chamado trânsito em julgado das sentenças penais condenatórias, ou seja,  quando esgotadas todas as possibilidade de defesa, inclusive, aquelas veiculadas via recursal. E por quê?

Porque é signatário de dois importantes pactos multilaterais, cujas disposições por isso, fazem parte da ordem constitucional, por força dos parágrafos 2° e 3° do artigo 5° da Constituição Federal: A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, artigo XI,1 (“Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”); e a Convenção Americana Sobre os Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, artigo 8º, 2, (“Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa”). Simples assim.

O dr. Temer fez de conta que nada tinha a ver com a decisão do STF no caso Lula. Ora, todos os seus amigos mais próximos ou estão presos (preventivamente) ou respondem a processos por corrupção e outros crimes conexos, ademais de constituírem aquilo que a crônica política e policial chama de “quadrilhão do Temer”. Ele próprio figura em vários inquéritos que, por força do seu cargo de presidente, estão paralisados à míngua de autorização da Câmara dos Deputados, porém, terão prosseguimento a partir de janeiro de 2018 quando, atida evidência, deixará de ser inquilino do Palácio do Planalto.

Assim, a despeito de ser um experiente e atilado animal político, Michel Temer parece não perceber que inelutavelmente é vítima do tal “efeito Orloff”: ele poderá ser Lula a partir de janeiro de 2018. Isto será a realização daquele vaticínio popular que se traduz “na volta do ‘cipó’ de aroeira no lombo de quem mandou bater”, ou deixou que batessem.

Isto sem levar em conta de que grande parte da bandalheira que grassou nos governos petistas de Lula e Dilma pode ser colocada na conta de Temer e seus correligionários peemedebistas, estes que sempre ficaram com boa parte da pilhagem dos dinheiros públicos empreendida, nas últimas décadas, por políticos, empresários e altos executivos de empresas estatais, e que resultou nessa ‘lavagem a jato’ a qual, sob o pretexto de combater a corrupção, empurra o Brasil ladeira abaixo no rumo do retrocesso político-institucional em que direitos e garantias fundamentais do cidadão, de berço constitucional, passam a ser olimpicamente desrespeitados.

No mínimo, deveria desejar melhor sorte ao líder petista, por um gesto de solidariedade daqueles que até bandidos e mafiosos são capazes de expressar. De lembrar que, aos omissos, o poeta Dante reservou os lugares mais quentes do Inferno.

Também, não deve ser olvidada, quanto aos que se omitem, aos que vestem a capa da indiferença, aquela severa advertência contida numa das célebres passagens do Apocalipse de São João: “Eu conheço as tuas ações e as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera que foras um ou outro, frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és frio nem quente, te vomitarei da Minha boca!… sê pois zeloso e arrepende-te!” (Apocalipse 3:15,16,19).

Indiferente, omisso, nem frio nem quente, o morno Temer logo será vomitado da boca do poder e o cutelo do ímpio Barroso irá ao seu encontro, mas, essa será outra história.

Paulo Linhares é professor e advogado

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet
sexta-feira - 13/04/2018 - 13:00h
No RN

Lula é ‘homenageado’ como “Bandido do Povo”

O ex-candidato a deputado federal caicoense Cicero do Vale da Silva, o “Cição Bandido”, resolveu embarcar na onda de homenagens e solidariedade ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Viação: homenagem (Foto: Web)

Também adotou o sobrenome Lula.

Agora passa a se chamar “Cição Lula Bandido do Povo”.

Quem passa a informação é o Blog do Luciano Vale.

Ano passado, Cição Bandido tentou ”presentear” o presidente Michel Temer (MDB) com uma cabeça de vaca. Mas Correios barraram a encomenda.

Nota do Blog – Suspeito que o ex-presidente preso em Curitiba-PR não vai gostar da generosidade de Cição.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 16/02/2018 - 09:20h
Rio de Janeiro

Presidente decreta intervenção na Segurança Pública

Do G1

O presidente Michel Temer decidiu decretar intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. O decreto deve ser assinado no início da tarde desta sexta-feira (16). Irá até 31 de dezembro.Com essa medida, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das Polícias Civil e Militar no estado do Rio. A decisão ainda terá que passar pelo Congresso Nacional.

Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada, o que pode afetar o andamento a reforma da Previdência, que é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e tem votação marcada para a semana que vem.

O secretário da Segurança Pública, Roberto Sá, será afastado das funções, mas não será exonerado. A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio Laranjeiras, que acabou por volta de 9h30 desta sexta-feira (16).

Ainda não há informação se coronéis da PM também serão afastados.

O General Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste, assume as funções de chefia. Ele é carioca de origem.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
quinta-feira - 01/02/2018 - 15:02h
Cármen Lúcia

“É inadmissível e inaceitável desacatar a Justiça”, diz ministra

Do Congresso em Foco

Ao abrir os trabalhos do ano judiciário, em sessão plenária na manhã desta quinta-feira (1º), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ressaltou ser ”inadmissível e inaceitável desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la”. A solenidade reuniu os três poderes, incluindo o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Nenhum dos três discursou.

“Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial pela qual se aplica o direito. Pode-se buscar reformar a decisão judicial, pelos meios legais, pelos juízos competentes. É inadmissível e inaceitável desacatar a justiça, agravá-la ou agredi-la”, disse.

“Justiça individual fora do Direito não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal”, defendeu a presidente da corte.

A declaração pode ser interpretada como um recado ao PT, que tem atacado o Judiciário desde a condenação do ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de dinheiro.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quarta-feira - 31/01/2018 - 08:54h
Datafolha

Pesquisa mostra que Lula segura vantagem após condenação

Do jornal O Globo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), manteve vantagem sobre os demais pré-candidatos à Presidência da República.

Segundo o levantamento, que foi realizado na segunda e na terça-feira, o petista tem até 37% das intenções de voto.

No entanto, a briga por uma vaga no segundo turno fica acirrada caso Lula seja impedido de disputar a eleição — a condenação na segunda instância do Judiciário o enquadra na Lei da Ficha Limpa.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha em todos os cenários (Foto: Edilson Dantas - Agência O Globo)

Lula lidera o primeiro turno em todos os cenários em que seu nome é colocado, com percentuais que variam de 34% a 37%. Já o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não apresentou crescimento, mesmo nos cenários sem Lula. Bolsonaro oscila entre 15% e 20% e lidera todos as simulações sem a presença do petista.

Por outro lado, o Datafolha mostra que a condenação de Lula no TRF-4 pode impulsionar a candidatura de Marina Silva (Rede), que sobe de 8% para 13%, e Ciro Gomes (PDT), que vai de 6% a 10%. Nos quatro cenários sem Lula, Ciro e Marina se revezam no segundo lugar. A ex-ministra do Meio Ambiente chega a ter 16% em cenário sem Lula e Alckmin.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), varia entre 6%, nos cenários com Lula, a 11%, sem o petista. Os percentuais são semelhantes ao registrado na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em dezembro.

Bolsonaro não cresce sem Lula (Foto: Marcos Alves/O Globo)

O apresentador Luciano Huck tem 8% em um cenário sem Lula. No entanto, Huck disse que não pretende disputar o Palácio do Planalto.

Após ter anunciado a intenção de participar novamente da disputa pela Presidência, o senador Fernando Collor (PTC-AL) foi incluído no levantamento do Datafolha. Ele aparece entre 1% e 3% nos diferentes cenários.

Segundo turno

No segundo turno, Lula venceria o tucano Geraldo Alckmin por 49% a 30%; a ex-senadora Marina Silva (Rede) por 47% a 32%; e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) por 49% a 32%.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro também seria derrotado por Marina Silva (42% a 32%) e estaria em situação de empate técnico com Alckmin (35% a 33%). Esta segunda hipótese estaria dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A simulação envolvendo Alckmin e Ciro Gomes aponta, também, um empate técnico — nesse cenário, Alckmin teria 34%, e Ciro, 32%.

Rejeição

A condenação do TRF-4 não alterou significativamente a rejeição do ex-presidente LUla, que subiu de 39% na pesquisa anterior para 40%. A mudança mais sensível foi na rejeição do presidente Michel Temer, que caiu de 71% para 60% em cerca de um mês.

Fernando Collor aparece com a segunda maior rejeição, com 44%, atrás de Temer. Bolsonaro tem 29%, Alckmin, 26% e Huck, 25%.

O Datafolha registrou ainda que a saída de Lula da corrida presidencial poderá afetar a participação nas eleições — 31% dos eleitores do petista declararam voto branco ou nulo nos cenários sem o ex-presidente.

Transferência de voto

O Datafolha também mostra que Lula perdeu pontecial de transferência de voto. Em novembro, o percentual de eleitores que não votariam no político apoiado por Lula era de 48%. A pesquisa desta quarta-feira registra 53% de rejeição a qualquer nome indicado pelo ex-presidente.

Apesar da queda, a influência de Lula não pode ser desconsiderada como cabo eleitoral. Isso porque 27% dos entrevistados ressaltam que o ex-presidente “com certeza” influenciaria suas escolhas, e 17% afirmam que “talvez” seguissem a indicação do petista.

O Datafolha também levantou como seria a performance do juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação de Lula na primeira instância, no ano passado. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados não votariam no candidato apoiado pelo magistrado, enquanto 25% confirmaram que seguiriam a indicação dele.

Outros 22% admitiam a possibilidade de ouvi-lo e votar com ele.

FHC, Temer

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, garante o voto de 11% dos eleitores aos seus apadrinhados. Outros 22% estudariam votar no nome apoiado pelo tucano. Mas 64% dos entrevistados rejeitam a indicação do líder do país entre 1995 e 2002.

Michel Temer é o cabo eleitoral mais impopular das opções estudadas pelo instituto: 87% dos eleitores rejeitam o candidato do presidente, apenas 4% acolheriam a indicação e 8% avaliaram a possibilidade.

O Datafolha fez 2.826 entrevistas em 174 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR 05351/20018. O levantamento foi divulgado pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.