quinta-feira - 14/09/2017 - 08:46h
Lúcio Funaro

Temer dividiu propina com Geddel Vieira, afirma delator

Do UOL

O corretor Lúcio Funaro disse em sua delação premiada que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), dividiu com Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-homem forte de seu governo, propina da Odebrecht.

Nos anexos de sua colaboração, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou ter buscado R$ 1 milhão em espécie, supostamente pagos pela empreiteira, no escritório do advogado e ex-deputado José Yunes, amigo de Temer. Relatou também ter mandado a quantia para Geddel, na Bahia.

As declarações de Funaro coadunam com a versão apresentada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho em sua delação.

Ele relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), doações de caixa dois para campanhas em 2014, no total de R$ 10 milhões.

Parte desse valor teria sido distribuída por meio de Yunes, apontado como um dos “operadores” do presidente. À Procuradoria-Geral da República (PGR), Yunes já disse ter sido usado como “mula” de Padilha para a entrega de um pacote.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 14/09/2017 - 07:22h
Ontem, hoje...amanhã

O Palocci de Michel Temer

O ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) pode ser o Antônio Palocci de Michel Temer (PMDB).

Palocci obriga Lula (PT) a um contorcionismo verbal patético e constrangedor.

Eram unha e carne. Hoje, não.

Saberemos adiante se os pareceiros Geddel e Temer vão continuar esse enlace.

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terça-feira - 12/09/2017 - 18:54h
Reflexão

Facínora frase

Por François Silvestre

Disse Temer:

“No brasil, são facínoras que roubam e é cada um querendo derrubar o outro”.

No caso de Temer há uma diferença: Foi cada um querendo derrubar a outra.

Facínora é comum de dois gêneros, basta o artigo definido, mesmo entre os indefinidos.

Só definem-se ao serem flagrados. Aí delatam, choram, esperneiam-se e se acomodam.

O dinheiro roubado some.

O que volta é apenas gorjeta ao povo garçom.

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Categoria(s): Opinião
quinta-feira - 24/08/2017 - 21:28h
Economia

Exportação de melão à China estará na pauta presidencial

Beto esteve em importante reunião (Foto: cedida)

A exportação do melão produzido no Rio Grande do Norte entrará na pauta de negociações da visita do presidente da República, Michel Temer (PMDB), e sua comitiva à China, no mês de setembro.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25) pelo deputado federal Beto Rosado (PP).

O parlamentar se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Elmar Novack, e o secretario de assuntos internacionais, Odilson Luiz, com a  presença do senador Benedito Lira (PTB), para debater o assunto.

“Discutimos a inclusão do melão na pauta de discussão que aumentará a demanda dessa que é uma das principais atividades da nossa região. É pela geração de novas oportunidades e empregos que estamos na luta”, destacou Beto Rosado.

Com informações da Assessoria de Beto Rosado.

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Categoria(s): Economia / Política
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sexta-feira - 18/08/2017 - 10:40h
Acuados

Efetivo policial é insuficiente para enfrentar a violência

Do UOL e Blog Carlos Santos

Os efetivos das PMs (Polícias Militares) pelo Brasil não alcançam o previsto pelas respectivas leis estaduais. Um levantamento feito pelo UOL revela que 25 das 27 PMs têm menos militares que o previsto em lei estadual que fixa o número ideal de cada batalhão.

Vinte e dois estados tem menos de 80% do que é fixado em lei.

Apenas quatro tem tropas de mais de 80% do que é fixado em lei: São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Espírito Santo.

O Rio Grande do Norte apresenta um déficit de 5.166 homens – 61,6% – e não faz concurso público há cerca de 12 anos. A tropa é de algo em torno de 8.300 homens, quando deveria possuir pelo menos 13.466.

Claro que o quantitativo da tropa não é garantia de segurança pública eficiente, satisfação plena para o cidadão e competência da tropa.

Outros fatores pesam no sistema de segurança.

A mais recente “novidade”, é um estudo que o Governo Michel Temer (PMDB) prometeu à bancada federal do estado, para diagnosticar quadro de insegurança no RN (veja AQUI).

Robinson não é único culpado

O Governo Federal tem estudos, trabalha com um Plano Nacional de Segurança há tempos. Nitidamente joga para a torcida, promove marola, para parecer que está agindo.

Provavelmente, a população não levou essa audiência a sério. Os políticos, talvez.

A atual gestão Robinson Faria (PSD) não pode ser culpada isoladamente pelo o que ocorre agora. Ano após ano essa bomba-relógio veio sendo armada e explodiu em seu colo. O agravante à sua imagem de gestor, é que em campanha ele tinha prometido resolver tudo, pois estudara cerca de 20 anos o problema.

Pura balela.

Tudo ficou muito pior. Por esperteza ou má-fé, o candidato que se apresentou como “Governador da Segurança” tem sido engolido vorazmente por suas própria palavras.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
domingo - 06/08/2017 - 10:46h

Temer – o legal e o legítimo

Por Paulo Linhares

A modernidade impôs ao mundo jurídico um dilema que não tem solução no âmbito do direito positivo, mas, tão somente naquele campo da filosofia política que abriga a valoração como medida das coisas. Em linguagem mais fácil de decifrar, é o eterno confronto entre o legal e o legítimo. Assim, enquanto para alguns basta que exista a lei enquanto regra de conduta emanada da “autoridade competente”, para outros é indispensável que essa mesma  regra tenha origem no consenso majoritário da sociedade, isto é, a partir de um mecanismo que se baseia simplesmente na prevalência da opção comum à maioria dos membros da comunidade política.

Sem banalizações ou sacralizações desnecessárias, não é suficiente a lei formalmente considerada, mas, que a sua origem seja baseada nos valores que representam escolhas valiosas para a maioria dos componentes da sociedade, para colimar esse consenso majoritário que atende pela denominação de “democracia”. Assim, é inevitável lembrar que nem tudo o que é legal pode ser legítimo e muito do que se afigura como legítimo pode não estar nos trilhos da legalidade.

Exemplifica-se: com vencimentos que podem ser tido como condignos, numa média de R$ 30 mil por mês, os membros de algumas carreiras jurídicas do Estado (magistrados, membros do Ministério Público, procuradores estaduais etc.) ainda recebem uma verba mensal como auxilio-moradia, de R$ 4.377,73/mês, conforme previsão legal, porém, algo ilegítimo se se imaginar que a maioria dos assalariados deste país, aqueles que têm o ‘privilégio’ de ao menos ter um emprego, aufere apenas R$ 937,00 ao mês e nada recebem como auxílio-moradia.

A legitimação política transcende os aspectos formais do que expressam as decisões tomadas no contexto da democracia representativa. Em razão última, as decisões e atos do Poder Executivo e, sobretudo, do Legislativo, devem expressar aquilo que majoritariamente seja o consenso social.

Em primeiro lugar, ressalte-se as dificuldades de aferição desse consenso que, de rigor, necessitaria de um complexo sistema eleitoral. Entretanto, na impossibilidade de utilização mais imediata desses mecanismos, cuja atuação exigem previsão legal e têm alto custo financeiro, valem  as aferições aproximativas do que se conhece como “opinião pública”, mormente aquelas expressadas pelo levantamento estatístico com amostra específica da opinião pública.

Isto é lembrado para ressaltar que, na atual conjuntura política brasileira, a despeito do presidente Temer conseguir na Câmara dos Deputados os votos necessários para impedir a apuração da prática de crime pelo STF, há claras demonstrações de que não seria essa a expressão da vontade da sociedade brasileira,  a tirar pela rejeição do governo Temer de quase oitenta por cento dos entrevistados pelo Ibope recentemente. Claro, nenhuma dessas amostragens estatísticas podem ser absolutizadas como verdades, mas, não deixam de refletir um cenário do que expressa a enigmática e não menos polêmica opinião pública.

Certo é que, por tudo de vexatório que politicamente vem apresentando a permanência de Temer na presidência da República, em especial os aspectos revelados da prática de crimes comuns a ele atribuídas, o natural seria um elegante e republicano gesto de renúncia. Nada mais dramático ou até trágico de um solitário tiro no peito à Getúlio Vargas. Não, apenas uma solução negociada de transição política até se retormar o caminho da escolha democrática  nas eleições presidenciais de 2018.

Claro, não se pode esquecer que a despeito da defenestração da ex-presidente Dilma Rousseff da presidência da República ter sido motivada por típico golpe branco de Estado, a sua substituição por Temer se fez no âmbito da legalidade constitucional, todavia, por isto mesmo com um  inequívoco déficit de legitimidade, o que se tornou mais evidente quando configurada a sua conduta criminosa no episódio traduzido na denúncia apresentada pelo procurador geral da República no Supremo Tribunal Federal.

Certo é que Temer, embora com alguns acertos na condução da política econômica, alargou além do que seria razoável o seu direito de conduzir a presidência da República até que fosse eleito um novo supremo mandatário da nação nas próximas eleições presidenciais de 2018,  pois, cada vez mais se acentua a ilegitimidade de sua permanência como inquilino do Palácio do Planalto, a despeito mesmo dos previsíveis votos que possa obter em “tenebrosas transações” na Câmara dos Deputados, para atingir o legal, mas, acentuar insuportavelmente a sua ilegitimidade, com a continuidade de uma crise política e moral, com temeroso e imprevisível desfecho.

Triste Brasil.

Paulo Linhares é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 04/08/2017 - 10:55h
Cenário Político (TCM)

Blog analisa política nacional e reflexos na campanha 2018-RN

Atendemos convite da produção do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM), Canal 10, à noite dessa quinta-feira (3).

Outra oportunidade de ótimo bate-papo com seus telespectadores e apresentadores – jornalistas Vonúvio Praxedes e Carol Ribeiro.

Falamos sobre a crise política nacional, o freio ao julgamento do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara Federal e reflexos disso na pré-campanha e campanha eleitoral 2018 no RN.

O conteúdo em vídeo da nossa conversa está no ar.

Nesta postagem reproduzimos os três blocos do programa com nossa participação.

Nota do Blog – Outra vez, muito obrigado pelo convite e fidalguia da TCM conosco.

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Categoria(s): Comunicação / Política
quinta-feira - 03/08/2017 - 10:22h
Política e povo

A política não é diferente do que somos aqui embaixo

Anote: 90% dos gritos de revolta contra a classe política não devem ser levados a sério. Nem eco faz.

No próximo ano, o líder político chama a maioria, diz em quem é para votar, e a maioria assim o fará.

Boa parte dessa revolta que se espalha pelas redes sociais, mas que não chega à esquina de casa, vai se dissipar até as urnas em 2018.

Os políticos sabem disso.

Quem supostamente votou e vota contra as aspirações do povo, não precisa se angustiar. Se tiver dinheiro e souber usar, dificilmente deverá deixar de se reeleger.

Claro que teremos as exceções.

Mas são exceções mesmo. Vale a regra.

Temos o Congresso Nacional que é nossa cara, resultado de nossa incultura política, de nossos próprios vícios e principalmente nosso alheamento em relação aos mais elevados temas que deveriam nos interessar.

– “Eu detesto política” – brada sicrano, reforça fulana e aplaude dona beltrana, sem saberem que é exatamente essa distância e antipatia que concorrem tanto para que sejamos essa coisa: um país com dificuldade de ser nação, povo incapaz de se fazer sociedade.

Gente que sataniza o farisaísmo e populismo de Lula, que se ruboriza com as artimanhas escroques de Temer, acha a coisa mais natural do mundo esse comportamento abjeto no prefeito (a) de sua urbe e vice-versa.

Portanto, reitero, não leve esse alarido virtual muito a sério.

O Brasil é o que é.

A política não é diferente do que somos aqui embaixo.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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domingo - 30/07/2017 - 08:28h

Carta a um desconhecido ignorante

Por François Silvestre

Um aviso: Se você não é ignorante nem desconhecido, não leia esta carta. Caso a receba, não abra o envelope. Não é de boa educação ler correspondência alheia.

Difícil é a educação superar a curiosidade. Se não é destinada a você, contenha-se. Mesmo que você diga a si mesmo: “quem disse que eu quero ler essa bosta”?

Cumpra sua pose de destinatário equivocado e rasgue o envelope sem retirar a carta. Consegue? Duvido.

Esta carta não é para você. Ao lê-la, revela má educação. Não conhece nem cumpre as regras da civilidade na cultura das correspondências. Não se lê correspondência alheia. O que danado você tá fazendo? Tá lendo isso? É um maleducado!

Essa carta não é sua. É pra um desconhecido ignorante. Se chegou ao seu endereço, foi equívoco dos Correios. Ou resultado da greve dos carteiros. Portanto, não leia.

A menos que você não saiba ler. Aí pergunte ao carteiro furador da greve, do que se trata. E se ele souber ler, vai dizer que não pode fazê-lo, pois não é um ignorante desconhecido.

Essa carta, missiva dos tempos outros, destina-se apenas e tão somente aos ignorantes. E ainda por cima se estiverem por baixo.

Você é ignorante? Se sim, continue lendo. Você já esteve por cima? Se sim, continue lendo. Você agora está por baixo? Se sim, continue lendo.

Você não é ignorante? Se não, vá ler outra coisa. Você nunca esteve por cima? Se não, vá ler outra coisa. Você sempre esteve por baixo? Se sim, tá perdendo seu tempo.

Você acredita em jornal? Se sim, continue lendo. Você acredita em político? Se sim, continue lendo. Você acredita em justiça? Se sim, continue lendo. Você acredita em mula sem cabeça? Se sim, leia e releia.

Você não perde tempo com besteira? Se não, por que tá lendo isso?  Você perde tempo com besteira? Se sim, pode abrir o envelope, talvez a carta seja pra seu vizinho. Todo vizinho é meio estúpido, né não? Então jogue essa carta no seu (dele) quintal.

Pus o “dele” entre parênteses porque talvez seja você o vizinho estúpido do outro vizinho menos bocó. Basta perguntar se ele leu isso. Se ele tiver lido, vocês se merecem. Se não, o bocó é você.

Pois bem. Gastei tanto tempo tentando localizar um destinatário que se nivele ao remetente, que quase não sobrou espaço para o assunto da carta.

Se você quer saber o assunto é sinal de que abriu o envelope e tá lendo. Ou não? Tantantantaaamm!

O assunto é uma graninha por fora. Não se assuste. Nada de telefone. Nem de e-mail. Nem encontro à noite. Mesmo que você seja chegado num encontro noturno.

Vamos conversar pessoalmente.

Diga ao Temer, pessoalmente, que não receba mais seus amigos bandidos no Jaburu. Venham pra cá. Aqui temos triturador de voz, fala todo mundo ao mesmo tempo; não há gravador ou perito que consiga separar as falas.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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Categoria(s): Crônica
domingo - 23/07/2017 - 04:42h

De cerco e circo

Por Paulo Linhares

Quem foi o idiota que disse que “a alegria do palhaço é o circo pegar fogo”? Mesmo Nero, que não era nenhum palhaço, mas, apenas um péssimo cantor, se assustou quando percebeu a trágica dimensão do incêndio que impôs à eterna Roma. É bem certo que numa visão pragmática o fogo tem função purificadora, redimente, todavia, o faz radicalmente e com destruição até da coisa confrontada, para o bem ou para o mal.

Assim, palhaço que se preza mesmo não deseja que o circo pegue fogo, pois, afinal, o espetáculo deve continuar e fazer rir é o seu objetivo de vida, além de ganha-pão, claro. A referência serve àqueles que têm vida de palhaço sem serem necessariamente palhaços na vida.

Cai como uma luva essa assertiva se o foco for direcionado ao momento político atual. Ora, poucas vezes na história desta República um presidente sofreu um cerco tão grande quanto o Temer, num país em que a luta contra notórios e notáveis corruptos se transformou em pretexto para ações de conquista e fortalecimento do poder político.

O mais intrigante: as famílias brasileiras, homens e mulheres, participam entusiasticamente dessa caça aos corruptos, como se isso nada tivesse a ver com eles, como se os políticos e outros biltres envolvidos em falcatruas com dinheiros públicos não tivessem sido eleitos com seu votos.

Queiram ou não, os políticos de todos os matizes e exercestes de cargos eletivos têm a mesma cara do povo brasileiro. Afinal, “levar vantagem em tudo”, ser mais ‘esperto’ , furar as filas da vida ou ser fascinado por privilégios faz parte do nosso ethos, “complexo de vira-lata” à parte.

O surpreendente é a recorrência da corrupção: a despeito das técnicas sofisticadas de investigação e das cada vez mais frequentes, estonteantes e arrasadoras ‘colaborações premiadas’, as ‘delações’ para usar a linguagem mais crua e usual, políticos importantes continuam a agir desabridamente com a promoção de negociatas e ações criminosas de corrupção, além daquelas que fazem para esconder os malfeitos e obstruir a atuação da Justiça.

Foi o que ocorreu recentemente com pessoas com trânsito no Palácio do Planalto e, pasmem, com protagonismo direto do presidente da República, Michel Temer, o que deu à crise política contornos insuportáveis. Como explicar o envolvimento direto de pessoas do círculo íntimo do presidente Temer em casos comprovados de corrupção: a cena filmada e exibida do deputado Rocha Loures a receber uma mala de dinheiro sujo chega a ser patética, sobretudo, a corrida que fez pelas ruas de São Paulo capaz de quebrar até os recordes do velocista Usain Bolt.

Mais ridículo ainda foi o diálogo do próprio presidente da República  com o empresário corruptor – o indefectível Joesley Batista, o ‘Safadão’, do grupo J & F, no subterrâneo do Palácio Jaburu, residência de Temer, quando foram tratadas questões que envolvem graves crimes e que, levados a conhecimento do Supremo Tribunal Federal através de denúncia formalizada pela Procuradoria Geral da República, se transformaram na primeira apuração criminal na história da República que envolve a figura do primeiro mandatário da nação por crime comum.

O presidente Temer, todavia, somente será definitivamente processado no STF se mais de um terço dos membros da Câmara Federal aceitar a denúncia. Temer já ganhou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. No plenário, dificilmente sairá uma decisão que determine o prosseguimento da denúncia: goste ou não dele, fato é que Temer conhece muito bem esse jogo e sabe jogar, jogando na mesa os triunfos que tem no momento certo.

Contrariamente do que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, Temer dá mostras de enorme capacidade de articulação política para conseguir votos suficientes para sepultar o processo que poderia afastá-lo da presidência e, de modo definitivo, defenestrá-lo da presidência da República. Sem dúvida, ele vem suportando olimpicamente um dos maiores cercos políticos sofridos por um presidente da República da história brasileira.

Uma coisa é certa: embora fragilizado politicamente, sobretudo, com as prisões de seu auxiliares diretos – Eduardo Cunha, Henrique Alves, Rocha Loures e Geddel Vieira, Temer demonstra uma enorme capacidade de dar respostas rápidas e eficazes para os tantos problemas que atravancam o seu governo, inclusive, os baixíssimos  índices de popularidade. Claro, difícil é prever como serão as consequências da sua (anunciada) vitória na Câmara dos Deputados.

Político experiente e profundo conhecedor dos meandros da política, ele sabe que dificilmente será impedido de transmitir a faixa presidencial ao ungido pela urnas na eleição presidencial de 2018, o que, aliás, pode ser até uma razoável solução política neste momento, à míngua de alternativa para sua substituição imediata. Por suposto, imagine-se um afastamento de Temer em face de uma derrota (que não ocorrerá!) no plenário da Câmara Federal: o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), conhecido pelo codinome ‘Botafogo’ – que nada tem a ver com o meu glorioso time da Estrela Solitária! –  nas investigações de corrupção da Operação Lava Jato, que convocaria uma eleição presidencial indireta pelo Congresso Nacional. Muita confusão que só agravaria mais e mais as crises da economia e da política.

No mais seria trocar seis por meia dúzia, o que não parece nada razoável. Melhor é esperar um pouco mais, pelas eleições de 2018. Afinal, de sã consciência, ninguém quer ver o circo Brasil pegar fogo.

Paulo Linhares é advogado e professor

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segunda-feira - 17/07/2017 - 23:54h
Em Mossoró

“Só Deus sabe” se Temer termina governo, afirma Garibaldi

Na ótica do senador governista Garibaldi Filho (PMDB), “se não houver um fato novo”, a denúncia em pauta na Câmara Federal contra o presidente Michel Temer (PMDB) não deverá prosperar.

Garibaldi: Deus (Foto: Web)

Ouvido pelo jornalista Saulo Vale (Rádio Rural) em sua curta estada nesta segunda-feira (17) em Mossoró, o senador afirmou que “o presidente Temer terá os 170 votos necessários” para se livrar de vez dessa demanda provocada pelo procurador geral da República Rodrigo Janot.

Mas é prudente quanto à própria trajetória desse mandato-tampão do presidente peemedebista.

– O senhor acha que ele consegue terminar essa gestão?

– Só Deus sabe – declarou.

Mas justificou de imediato que se houver permanência dessa conjuntura, “eu acredito!”

Fácil não é.

Leia também: Reunião do setor salineiro tem dificuldade de juntar apoios AQUI.

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segunda-feira - 10/07/2017 - 17:30h
Hoje

Denúncia contra Temer deve prosseguir, recomenda relator

Do G1

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Câmara da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, recomendou nesta segunda-feira (10) o prosseguimento do processo. A leitura do parecer agora à tarde durou uma hora.

“Aqui na CCJ não condenamos ou absolvemos o denunciado, apenas admitimos ou não a acusação”, observou.

“Indícios são sérios”, apontou.

Independentemente do resultado na comissão, o parecer será submetido a votação no plenário da Câmara. Para a denúncia seguir ao Supremo Tribunal Federal, precisa do apoio de, pelo menos, 342 deputados.

Saiba mais detalhes (com vários vídeos) clicando AQUI.

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sexta-feira - 07/07/2017 - 11:38h
Hoje

Política em pauta com o Blog Carlos Santos no “Jornal da 95”

Estarei hoje (sexta-feira, 7) às 18h30 em bate-papo sobre política na FM 95.7 de Mossoró.

Vai ser no “Jornal da 95”.

Oportunidade para conversar com os âncoras Tárcio Araújo e Elisângela Moura.

Vamos falar sobre a sinuosa gestão Michel Temer (PMDB), recente passagem do governador Robinson Faria (PSD) por Mossoró, os desafios da administração Rosalba Ciarlini (PP) e outros assunto.

Se der tempo, claro.

Acompanhe ao vivo clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
sábado - 01/07/2017 - 09:12h
Brasil já!

Fora todos eles!!!

Foi sofrível o movimento “Fora, Temer” e “Diretas Já” em Mossoró, Natal e no Brasil.

Previsível.

Bem aquém até do anteriormente realizado, que tinha contado com manifestantes de diversos segmentos não-partidários.

Há uma explicação simples para essa esqualidez, não obstante o gravíssimo momento nacional: seus organizadores não representam o novo, não são diferenciais qualitativos e já estiveram no poder até bem recentemente, inclusive com o suporte do hoje presidente  Michel Temer, PMDB, PP etc.

O grosso da população continuará longe, à margem e de fora desses protestos, por não se sentir representado, mesmo com tantos desmandos que testemunha e sofre.

É imprescindível que esses partidários e outros tantos brasileiros se unam para o combate à corrupção, o respeito às leis, em defesa do Estado Democrático de Direito e em nome da república.

O protecionismo de qualquer natureza, que objetiva salvaguardar a pele de “bandidos de estimação” que infestam o Brasil, continuará desnutrindo qualquer revolta da massa.

Fora todos eles!!! Que se instaure uma nova era do Brasil para os brasileiros e não para poucos espertalhões.

Ou então, que nos locupletemos todos nesse resto de butim!

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terça-feira - 27/06/2017 - 22:42h
Tensão

Garibaldi pode assumir liderança do PMDB em lugar de Renan

Do G1 (Por Andréia Sadi)

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), procurou o presidente Michel Temer na noite desta terça-feira (27) após discutir no plenário com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL). Os dois divergiram, principalmente, sobre a reforma trabalhista, em análise no Senado – Jucá é o relator.

Com o aval do presidente, Jucá já articula para esta quarta (28) a troca na liderança do PMDB.

Ex-ministro de Temer, Jucá colheu assinaturas na bancada, formada por 22 senadores, para destituir Renan do posto. Ele quer Garibaldi Alves (RN) na liderança do PMDB.

Renan irritou o governo ao ameaçar fazer trocas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que votará nesta quarta a reforma trabalhista.

Ex-presidente do Senado, Renan tem sido um dos principais oposicionistas do governo Temer desde que o presidente assumiu.

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terça-feira - 27/06/2017 - 21:48h
Hoje

Temer se defende atacando Janot; procurador geral reage

Do portal G1

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta terça-feira (27) que não há provas concretas na denúncia por corrupção passiva contra ele apresentada nesta segunda (26) ao STF pela Procuradoria Geral da República. Segundo ele, a peça acusatória é uma “ficção” (veja e leia a íntegra do pronunciamento).

Foi a primeira fala de Temer desde que a denúncia foi apresentada, na noite desta segunda. Ele fez o pronunciamento no Salão Leste do Palácio do Planalto. O presidente chegou ao local acompanhado de diversos ministros e parlamentares da base aliada, que se postaram de pé ao lado do presidente em sinal de apoio.

Veja os principais argumentos utilizados pelo presidente no pronunciamento:

  • Disse que é vítima de infâmia.
  • Cobrou provas concretas.
  • Afirmou que a denúncia é “frágil” e peça de “ficção”.
  • Atacou a PGR e disse que ex-procurador se tornou advogado da JBS.
  • Disse que os acusadores reinventaram o Código Penal e criaram “denúncia por ilação”.
  • Afirmou que o “senhor grampeador” Joesley Batista é criminoso.
  • Disse que gravação de conversa com Joesley é “prova ilícita”.
  • Criticou o fatiamento da denúncia e disse que a PGR quer “paralisar o país”.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Reação

A Procuradoria Geral da República divulgou nota no final da tarde desta terça-feira (27) para contestar as afirmações do presidente Michel Temer em pronunciamento horas antes no Palácio do Planalto.

No pronunciamento, Temer afirmou que a denúncia é “ficção” e que não há “provas concretas” contra ele.

Segundo a PGR, há “fartos elementos de prova” que fundamentam a denúncia de corrupção apresentada nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja matéria completa clicando AQUI.

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sexta-feira - 09/06/2017 - 23:21h
Gilmar e Michel

“Faça o que eu escrevo, mas não faça o que eu faço”,

Autores respeitados de livros de Direito Constitucional, Gilmar Mendes e Michel Temer deveriam justificar em sala de aula o que reescreveram, após o término de seus mandatos no Executivo e Judiciário.

Tenho dó de professores que precisam convencer seus alunos, na faculdade de direito, de que a vida nos tribunais se passa conforme o que lhes é ensinado na academia.

“Faça o que eu escrevo, mas não faça o que eu faço”, diriam sussurradamente Mendes e Temer.

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quarta-feira - 07/06/2017 - 11:22h
Michel Temer

Teimosia de bicho

“Vovô” (Cosme Dantas da Rocha), célebre funcionário de “O Mossoroense”, falecido há dias, diria que a teimosia de Michel Temer (PMDB) ao se agarrar ao poder, é coisa de bicho.

Cururu tei-tei.

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terça-feira - 06/06/2017 - 08:56h
JBS

As 82 perguntas que Temer terá de responder à Polícia Federal

Do Congresso em Foco

O presidente Michel Temer (PMDB) terá 24 horas para responder às 82 perguntas feitas pela Polícia Federal relacionadas ao inquérito em que ele é investigado por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa, com base na delação premiada da JBS.

Os policiais federais querem saber, entre outras coisas, o que Temer quis dizer com a frase “tem que manter isso, viu?”, dita por ele na conversa gravada pelo empresário Joesley Batista no momento em que o empresário falava de sua relação com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba.

Também questionam o presidente se ele tem o hábito de receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial.

Veja as perguntas na íntegra clicando AQUI.

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terça-feira - 06/06/2017 - 07:50h
Hoje

Henrique é o terceiro e influente amigo de Temer a ser preso

O presidente Michel Temer (PMDB) tem três dos seus principais aliados e, amigos, presos. Henrique Alves (PMDB), ex-deputado federal, hoje (veja AQUI).

Antes dele, o também ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) e o ex-deputado federal Rocha Loures (PMDB-PR).

Temer com prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Henrique Alves, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), secretários municipais de Mossoró Aldo Fernandes e Kátia Pinto; deputado federal Beto Rosado (PP) no dia 30 de março último (Foto: divulgação)

Falta mais quem?

No caso de Henrique Alves, mesmo fora do governo, sem mandato, continua sendo um nome bastante influente na república, a ponto de ter encontros no Palácio do Planalto e no Palácio do Jaburu, sem precisar agendar previamente.

Cicerone

Nos últimos meses, Henrique deu mostras dessa vitalidade política, não obstante profundo desgaste em sua imagem pessoal, numa série de acusações e denúncias por corrupção que não param de vir à tona.

Vinha pavimentando nova marcha à Câmara Federal, via eleições 2018. Ciceroneava prefeitos nos labirintos do poder, para contatos com o próprio Michel Temer e ministros, dirigentes de autarquias, agências reguladoras, empresas estatais etc.

Hábil articulista político, ex-ministro dos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer, Henrique Alves é herdeiro político do pai e líder já falecido Aluízio Alves, tendo ocupado espaço na Câmara Federal por 11 mandatos. Tentou ser p refeito de Natal em duas disputas (1988 e 1992), sem sucesso. Em 2014, nova frustração majoritária, na corrida ao governo estadual.

Leia também: Alves tem acesso livre a Temer (AQUI).

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 04/06/2017 - 16:30h

Os “mano” agradecem à força do “Governador da Segurança”

Por Carlos Duarte

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), viveu os momentos de terrores que criminosos impõem aos cidadãos de bem – veja AQUI, em Mossoró. Felizmente, os bandidos preservaram a sua vida e de seus familiares. Os danos foram, apenas, materiais e emocionais.

No dia seguinte, o funcionário da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Hiroito Gonçalves Falcão – veja AQUI, não teve a mesma sorte e foi assassinado dentro de sua residência, vítima de latrocínio.

Os dois casos lamentáveis, que tiveram grandes repercussões, são o recorte da realidade do avanço impiedoso da criminalidade, em Mossoró e em todo o RN.

O cidadão de bem, que já estava apavorado, ao sair de casa, agora se ver acuado em seu próprio lar. Isso é o resultado de longos anos de descasos de gestores para com a segurança pública. E o que está ruim irá ficar ainda pior, com a atual falta de políticas públicas e estratégias eficazes para a segurança do RN.

Por outro lado, o “Governador da segurança” Robinson Faria (PSD), que não tem o que mostrar em seu governo, inaugurou com festa pomposa, poucos dias atrás, a reforma de um pavilhão destruído na rebelião do presídio de Alcaçuz, enquanto quase uma centena de presos ultimavam os preparativos para fuga em massa no presídio de Parnamirim.

Pura insensatez, motivada pelo desejo de fabricar exposição com “agenda positiva”, em que não faltaram até “colunistas sociais” se esbaldando de risos em selfies, num lugar onde teriam morrido oficialmente 26 presos trucidados por colegas. Mas até hoje, há suspeita de que esse total possa ter chegado a uma centena.

Seria mais sensato e humano que o governador do RN reconhecesse a mediocridade de seu governo, decretasse estado de calamidade e buscasse a intervenção federal para a segurança pública do Estado. Mas, falta-lhe humildade para uma atitude grandiosa como esta.

O menino nascido em “berço de ouro”, que anda em carro blindado e com escolta diuturna, à custa do contribuinte norte rio-grandense, não tem parâmetro de avaliação comparativa à realidade do cidadão comum.

Os marginais, agora divididos em facções, percebem a inapetência e falta de combatividade efetiva do governo e prosperam com ações de maiores truculências, neste momento oportuno.

A gestão desastrosa do governo Robinson Faria acaba, involuntariamente, sendo a maior parceira e aliada de bandidos e criminosos que ora aterrorizam o RN.

Os “mano” agradecem. A população, entregue à própria sorte, se desespera.

SECOS & MOLHADOS

Pesquisa – Uma pesquisa do Datafolha aponta que 61% dos parlamentares não têm um favorito óbvio para uma eleição indireta, caso Michel Temer saia do governo. Isso revela que Temer  só tem resistido à crise porque ainda não existe um consenso sobre quem o substituirá.

Regalias – O projeto da Nova Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), dentre outras aberrações, prevê: auxílio-educação para filhos de juízes desembargadores e ministros do Judiciário, com até 24 anos, em escolas e universidades privadas; auxílio-moradia equivalente a 20% do salário; transporte, quando não houver veículo oficial; reembolso por despesas médicas e odontológicas não cobertas por planos de saúde; e licenças para estudar no exterior, com remuneração extra.

Desclassificada – A empresa D K Monteiro Coelho Produções e Eventos-Eireli, uma das ganhadoras da licitação do Mossoró Cidade Junina 2017, foi desclassificada de uma licitação do gênero, no município de Euzébio (CE), após diligências que comprovaram que a empresa não tinha condições pra executar o objeto da licitação.

D.K. Monteiro Coelho tem uma "sede" que diz tudo (Foto: cedida)

Produção – A alta de 0,6% na produção industrial, no último mês de abril, apesar de ser um dado positivo, não significa a consolidação da recuperação produtiva da indústria brasileira e não garante taxas positivas em trajetórias futuras. No acumulado dos últimos doze meses, a produção industrial ainda acumula uma queda de 3,6%. Os efeitos da crise política também não estão bem claros na economia.

Impostos – Mais de 40% do rendimento médio do brasileiro é utilizado para pagamento de impostos e tributos. Na prática, isso corresponde a 153 dias de trabalhos (até a última quinta-feira, 01 de junho). Em 2017, o brasileiro já pagou R$ 917 bilhões em impostos. Absurdo.

Recessão – Temer comemora: “Acabou a recessão!”. Ainda é muito cedo para comemorações. O resultado é incerto e deve ser visto com cautela. O resultado se deve integralmente à safra recorde do setor agropecuário e exportações (consequência da referida safra recorde). É preciso observar a economia como um todo, principalmente a demanda.

Crise – A prisão (veja AQUI) do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) deverá implicar o presidente Michel Temer e agravar a crise política, no decorrer desta semana. Os desdobramentos da crise podem resultar na antecipação da denúncia e/ou abertura de mais um inquérito (sobre o decreto dos Portos). Deverá também impactar politicamente no julgamento do TSE, que analisa a cassação da chapa Dilma-Temer. A expectativa de Temer é que Loures assuma sozinho a responsabilidade pela mala de dinheiro.

Ilegalidade – Enquanto ruas e terrenos baldios de Mossoró são invadidos por lixo, em meio a uma coleta precária, a maioria dos grandes geradores – que deveriam pagar pela destinação de seus resíduos – são contemplados, graciosamente, pela Prefeitura de Mossoró, com a coleta feita em seus empreendimentos. Se a lei pertinente fosse cumprida, rigorosamente, haveria uma economia de gastos da municipalidade na ordem de 30-40%, o que poderia se reverter em melhorias da coleta domiciliar. Silentes, como sempre: Câmara Municipal e MPE, entre outros que deveriam investigar e fiscalizar o caso.

Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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sábado - 03/06/2017 - 08:31h
Rodrigo Rocha Loures

Federal prende amigo de Temer que recebeu R$ 500 mil

O Estado de São Paulo

A Policia Federal informou que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado do presidente Michel Temer (PMDB) foi preso neste sábado, 3, por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão ocorreu hoje pela manhã em Brasília. O ex-deputado se encontra na Superintendência Regional da PF na capital.

Rodrigo Rocha Loures perdeu foro privilegiado e hoje terminou sendo preso; em foto ao lado de Temer (Foto: Web)

Segundo a PF, não há previsão, neste momento, de transferência.

Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em negociação de pagamento de propina. Depois, ambos foram alvos de ações controladas pela Procuradoria-Geral da República. Em um dos vídeos gravados pela Policia Federal, Rocha Loures aparece “correndo” após supostamente ter recebido uma mala com R$ 500 mil.

A prisão de Rocha Loures havia sido pedida pelo prcurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato. A captura de Rocha Loures foi negada por Fachin.

Sem foro privilegiado

O ministro do STF havia alegado a imunidade parlamentar de Rocha Loures para não autorizar a prisão. O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser deposto da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumir o seu mandato.

Após Rocha Loures perder a prerrogativa do foro privilegiado, já que Osmar Serraglio havia voltado à Câmara, Janot, então, pediu a reconsideração da prisão do aliado de Temer.

Na semana passada, Janot já havia pedido para Fachin reconsiderar a decisão tanto relativa a Rocha Loures quanto ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

Para o procurador-geral da República, a prisão dos dois é “imprescindível” para garantia da ordem pública e instrução criminal, diante de fatos gravíssimos que teriam sido cometidos pelos parlamentares.

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