terça-feira - 14/02/2017 - 22:54h
Entendi...

STF mantém Moreira Franco como ministro de Temer

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello decidiu nesta terça-feira (14) manter no cargo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência do governo Temer, Moreira Franco (PMDB-RJ), ao negar pedido de liminar dos partidos Rede e PSOL para que a nomeação fosse suspensa.

Em sua decisão, Celso de Mello afirma que a indicação para o cargo de ministro não leva à obstrução ou paralisação de eventuais investigações.

No início da noite, o porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola, declarou que Michel Temer “recebeu com tranquilidade a decisão de Celso de Mello”.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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sexta-feira - 03/02/2017 - 07:22h
Brasil

Imbecis de lado a lado

Não sei quem é mais imbecil: aquele que atribui a Moro/Temer etc. a morte de dona Marisa Letícia ou os que comemoram o seu fim.

Tenho pena de ambos.

Essas pessoas precisam de tratamento por tantas estupidezes.

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segunda-feira - 16/01/2017 - 15:18h
Presidência

Robinson vai pedir socorro a Brasília para crise prisional

O  governador Robinson Faria (PSD) voa com destino a Brasília amanhã (terça-feira, 17).

“Amanhã estarei em Brasília para uma reunião com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes”, informa ele.

“Vamos solicitar que o Governo Federal reforce o efetivo da Força Nacional para o enfrentamento à crise instalada no sistema penitenciário”, acrescenta.

“Também solicitei uma audiência com o presidente Michel Temer para tratar sobre a situação”, diz ainda.

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domingo - 25/12/2016 - 11:40h

Um ano para (não) esquecer – 2016

Por Odemirton Firmino de Oliveira Filho

Daqui a alguns anos, quando o brasileiro lembrar de 2016, não será com saudade. Variados acontecimentos no decorrer deste ano marcaram nossas vidas. Do cenário político ao econômico, enfrentamos revezes, dignos de uma luta hercúlea.

No âmbito político tivemos o Impeachment da presidente Dilma Rousseff que   destituiu do Poder o Partido dos Trabalhadores que há 13 anos comandava o destino do país. O “golpe”, segundo alguns, foi devidamente orquestrado pelo vice-presidente e o PSDB, partido derrotado em 2014.

A instabilidade política que se seguiu afetou, sobremaneira, a situação do país que já vinha combalido há algum tempo. Casos de corrupção que foram desnudados com a Operação Lava Jato mostraram grandes figuras da política nacional envolvidas no recebimento de propinas.

As delações premiadas dos executivos das empresas envolvidas no esquema fragilizaram o novo Presidente, Michel Temer, que assumiu sem legitimidade popular, isto é, consagrado nas urnas. Além de seu nome ter citado nas delações, os nomes de grandes caciques de seu partido político também o foram, o que ocasionou perda de credibilidade para governar.

O ex-presidente Lula, denunciado em algumas ações, de igual modo não saiu do noticiário. Nas redes sociais trava-se uma luta renhida entre os defensores e acusadores de Lula, tornando o mundo virtual em uma arena.

O cenário econômico, com decréscimo do PIB(produto interno bruto), desemprego na casa de doze milhões de pessoas, juros altos e famílias endividadas frustrou a esperança que se tinha  na mais alta conta em 2010. A sociedade não compra e faz com que a roda da economia não volte a girar de maneira a impulsionar o crescimento.

A aprovação da PEC dos gastos públicos e a iminência da aprovação da reforma da Previdência Social causa um profundo debate, uma vez que equilibrar as contas públicas, garantindo-se as conquistas sociais não é tarefa das mais fáceis.

No tocante ao aspecto jurídico as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) não tem agradado. O recente episódio da recusa de um Chefe de Poder não atender ao cumprimento de uma ordem de um ministro causa incerteza e, para alguns, desrespeito às ordens emanadas da Corte Maior.

A Constituição Federal e as leis têm sido, o mais das vezes, objeto de ampla interpretação dos magistrados o que, sem dúvida, gera insegurança jurídica. A sociedade precisa que as normas sejam respeitadas. Não por acaso o ministro aposentado Eros Grau assim se manifestou:

Passamos a viver não mais sob um Estado de direito, porém submissos a um Estado de juízes. A absurda apropriação, pelo Judiciário, do poder de fazer leis e alterá-las é estarrecedora. Ninguém nega que os juízes devem ser independentes, mas — em uma democracia — hão de ser submissos às leis, garantindo sua aplicação”.

A realidade vivenciada nos Estados e Municípios também não foi das melhores.

Falta de investimentos básicos no tripé que delineia a sociedade – saúde, educação, segurança, ficou muito deixa a desejar. Atraso salarial dos servidores, greves, estrutura sucateada e a velha política se fizeram presentes.

Portanto, em linhas gerais, essas considerações retrataram um pouco do que estamos a enfrentar.

Resta-nos torcer e fazer nossa parte, pois, sem dúvida, o Estado somos nós.

Oxalá 2017.

Odemirton Firmino de Oliveira Filho é oficial de Justiça e professor da UnP

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sexta-feira - 09/12/2016 - 23:46h
IstoÉ Exclusivo

Delação envolve Temer, Agripino, Renan e vários ex-ministros

Ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho cita vários nomes, mostra documentos e detalha propina

A revista IstoÉ teve acesso na noite desta sexta-feira 9 à integra das 82 páginas de um relato minucioso sobre a corrupção na política nacional. Trata-se do bombástico depoimento do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Em sua delação, Melo faz graves acusações contra integrantes da cúpula do PMDB, ministros do primeiro escalão do governo federal e envolve até o presidente Michel Temer.

Ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho: explosivo (Foto: Web)

Entre os nomes citados está o do senador José Agripino (DEM), identificado por codinomes como “Pino” e “Gripado”. Teria recebido R$ 1 milhão para repasse ao DEM, na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República em 2014.

O depoimento de Cláudio implica ainda o andar de cima do Congresso Nacional: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e se dedica a discorrer sobre o relacionamento da empreiteira com integrantes também do PSDB e outras legendas.

Nomes e codinomes

Consta ainda da documentação a lista  dos que receberam propina da empreiteira e seus respectivos codinomes. Segundo o relato, os pagamentos eram feitos por meio de doações legais e caixa dois para que os parlamentares defendessem os interesses da empresa no Congresso Nacional.

Cláudio Melo Filho lista uma série de medidas provisórias e projetos no Congresso que obtiveram alterações favoráveis à Odebrecht graças ao bom relacionamento e, claro, à contrapartida financeira aos deputados federais e senadores.

Temer e Agripino: propinodutos (Fotomontagem)

IstoÉ publica com exclusividade também os documentos da delação.

Veja AQUI documento na íntegra sobre depoimento de Cláudio Melo Filho, envolvendo o presidente Michel Temer, ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ex-ministro Geddel Vieira, Renan Calheiros (Presidente do Senado), Rodrigo Maia (Presidente da Câmara Federal), Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara Federal), senador José Agripino, Jacques Wagner  (ex-ministro de Dilma Rousseff), senador e ex-ministro Romero Jucá etc.

Ele também detalha como é o sistema de poder e corrupção no PMDB, que se divide em núcleos na Câmara Federal e Senado da República, com prepostos dos principais líderes atuando nas arrecadações das propinas.

Também não faltam os apelidos (codinomes) para os políticos, forma de identificação deles nas planilhas da corrupção.

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sexta-feira - 09/12/2016 - 19:48h
Brasil

Renan e seus súditos

Renan Calheiros (PMDB-RJ) transformou seu vice Jorge Viana-PT num cachorrinho amestrado.

O Senado, em sua Casa Grande.

O STF é sua senzala.

Michel Temer, seu dependente.

O povo é mero detalhe.

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segunda-feira - 05/12/2016 - 09:58h
Brasília

Depois do transe, eles que se cuidem

Depois do transe coletivo com tragédia da Colômbia, esta semana promete para Rodrigo Serelepe Maia e Renan Canalheiro.

E Temer que se cuide.

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domingo - 04/12/2016 - 12:20h

A lama do fundo do poço

Por Carlos Duarte

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o diretor do Samu de Mossoró, Gilliano Carlos, denuncia que o Governo do Estado não repassa para Mossoró os recursos necessários para a manutenção do serviço. Segundo Gilliano, os repasses de verbas federais não são suficientes para cobrirem as despesas operacionais do Samu.

Tudo isso sobrecarrega a Prefeitura de Mossoró – que completa o déficit com recursos que poderiam estar beneficiando a população mossoroense em outras áreas. Ou seja, a PMM cobre um santo para descobrir outro.

Essa prática se repete em outros segmentos da administração pública local, como, por exemplo, na Segurança Pública.

Então, por que o prefeito Francisco José Júnior (PSD), que era aliado de primeira hora do governador Robinson Faria, não usou de sua influencia para minimizar esse e outros problemas igualmente importantes para a população?

Por que ele nunca veio a público, com contundência, denunciar e cobrar o seu governador aliado? Quando sua relação política com o governador ficou esgarçada, começou a resmungar e a lamentar comedidamente a situação.

Mas, seja por qual motivo dessa conivência e conveniência, o que fica claro é que, na política, o que importa são os interesses particulares de cada governante ou parlamentar, em detrimento do bem-estar da sociedade.

O objetivo principal é a própria sobrevivência de cada um deles e seus projetos de permanência no poder.

Isso nos remete às breves associações comparativas.

Com eleições a cada dois anos, não sobra tempo para que se dediquem à administração pública ou para projetos sustentáveis que visem o desenvolvimento. Na prática, promovem o escambo de cargos e favorecimentos mútuos, que corroem as contas públicas de modo progressivo.

Prevalecem a egolatria e as ostentações pessoais. O modus operandi é o mesmo de sempre, em todos os níveis de poderes.

A Câmara Municipal, que deveria fiscalizar, defender bravamente a população e denunciar tais fatos, a outras instâncias competentes, também envolvida com os mesmos interesses pessoais, prefere ficar silente, conivente e subserviente. Quando muito, a minoria aproveita o espaço midiático para esbravejar sobre alguns pontos que lhes são convenientes.

Ministério Público e Justiça esperam, em seus confortáveis gabinetes, as provocações e, às vezes, com a letargia peculiar de sempre, apresentam alguns espasmos de providências. Aqui e ali, parecem estar vivos e atentos.

A sociedade, por sua vez, desorganizada e despolitizada, acha que alguém precisa agir para defendê-la e a seus verdadeiros interesses. Não sabe a força que tem. Por isso, não é estranho testemunharmos sob nossos pés a lama do fundo do poço.

SECOS E MOLHADOS

Reforma – O presidente Michel Temer (PMDB) quer mandar para o Congresso, até terça-feira (06), a reforma da Previdência Social. A ideia é que a discussão tome conta dos noticiários e consiga abafar alguns efeitos negativos da bombástica delação premiada dos executivos da Odebrecht. Quer aprovar até junho de 2017. O conteúdo da proposta é o que menos importa, neste momento.

Pelo mundoA cada dois dias, um deputado federal decola para o exterior com todas as despesas pagas pelo contribuinte brasileiro. É o que diz um levantamento feito pela Folha de São Paulo, a partir de dados oficiais da própria Câmara de Deputados. As justificativas para as “missões oficiais” aos 69 países visitados são as mais variadas possíveis. A rota preferida por “Vossas Excelências” são: Suíça, França e Estados Unidos. Será que a PEC 241/55 vai também conter esses gastos?

Autofagia – São graves as acusações que o procurador da Câmara Municipal de Mossoró, Kennedy Salvador (veja AQUI), faz aos vereadores. Trata-os, de modo generalizado, como “corja, urubus do dinheiro publico, incompetentes, caras-de-pau, corruptos, gentalhas, sem formação profissional ou moral…”, entre outros despautérios. O confronto está lançado de ambas as partes e a autofagia parece inevitável. Cabem às autoridades competentes apurarem as verdades dos fatos e darem esclarecimentos aos cidadãos mossoroenses. De modo rápido e sem a letargia da Operação Sal Grosso.

Adiamento – O Dnit adiou, mais uma vez, o término da obra de 26 km de duplicação da BR 304, no trecho da reta Tabajara. Agora, talvez, seja ao final de 2018. Ainda não é garantido que o governador Robinson Faria (PSD) sequer consiga inaugurá-la. A perspectiva de vermos a duplicação do trecho Mossoró-Natal supera os vinte anos. É o RN entregue à própria sorte.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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segunda-feira - 28/11/2016 - 16:10h
Ministério

Cemitério de reputações

A culpa de termos nos últimos tempos na República, a figura do ministro “gravador”, não é de quem executa essa prática de submundo, mas de quem o nomeou para o cargo.

Simples assim!

Foi-se o tempo em que ser ministro era motivo de orgulho e digno de nota biográfica.

Ministério não é lugar de homem eminente.

Virou cemitério de reputações.

Cova coletiva de muitos e muitos hipotéticos brasileiros exemplares e diferenciados.

Pobre Brasil!

Veja: Ex-ministro da Cultura gravou conversa com Temer (AQUI);

Veja: Temer reage (AQUI).

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quinta-feira - 01/09/2016 - 08:46h
Política

Saiba mais sobre impeachment e acordão que aliviou Dilma

Às 13h34 desta quarta-feira (31), Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment e encerrou seu mandato frente à Presidência da República. Em discurso após a votação no Senado, Dilma disse que sofreu um segundo golpe e prometeu uma oposição “firme e incansável”.

Às 16h49, Michel Temer (PMDB) deixou a vice-presidência oficialmente e foi empossado presidente.

Mais tarde, na primeira reunião ministerial, respondeu aos opositores, prometendo não levar “desaforo para casa”: “golpista é você”.

Após 73 horas, o julgamento do impeachment no Senado terminou com o veredicto de condenação de Dilma por crime de responsabilidade, pelas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e por ter editado decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.

Foram 61 a favor e 20 contrários ao impeachment, sem abstenções.Saiba como votou cada senador. Em uma segunda votação, os senadores decidiram manter a possibilidade de Dilma disputar novas eleições e assumir cargos na administração pública.

Governistas surpresos com a segunda votação prometeram recorrer.

Segundo o colunista Gerson Camarotti, a divisão foi costurada entre PT e PMDB para aliviar Dilma. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) decidiu entregar o cargo, mas Temer não aceitou.

O senador Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992, criticou: “dois pesos, duas medidas”.

Saiba mais sobre esses acontecimentos clicando AQUI.

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segunda-feira - 29/08/2016 - 23:54h
Avisa Garibaldi Filho

Saída de Dilma obrigará Temer a conduzir reformas

Se o Senado confirmar as previsões e votar pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) assumirá de vez o cargo e poderá tirar o Brasil da crise trabalhando junto com o Congresso Nacional pela aprovação das reformas tributária, previdenciária e política. A avaliação foi feita pelo senador Garibaldi Filho (PMDB), que, em entrevista ao programa Jornal das Seis, da 96 FM do Natal, disse acreditar que 61 senadores votarão pela cassação da presidente acusada.

Garibaldi vê configuração de "pedalada" (Foto: Senado)

“Tanto o governo Lula quanto o governo Dilma tiveram 13 anos para propor as reformas e não chegaram a termo. O que vejo é que o presidente Temer está decidido a fazê-las. Teremos consequência a diminuição do desemprego, que hoje atinge índices alarmantes, cerca de 12 milhões de brasileiros. Vejo o Brasil do dia seguinte ao impeachment com uma perspectiva muito melhor”, comentou o senador Garibaldi Filho.

Outro assunto abordado durante a entrevista foi o caráter jurídico-político do processo de impeachment. O senador avaliou que não se pode pretender que os senadores da República deixem de observar, durante o seu voto, razões de ordem política, além da justificativa jurídica.

Configurados

No entendimento de Garibaldi Filho, os crimes de responsabilidade cometidos por Dilma Rousseff estão “bem configurados” no relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Do relatório de Anastasia, o senador Garibaldi Filho citou o trecho que trata da abertura dos decretos de crédito orçamentários entre julho e agosto de 2015 e que somente poderiam ter sido editados sem autorização do Congresso Nacional se estivessem compatíveis com a meta de superávit primário estabelecida para aquele ano. Ele rechaçou a narrativa utilizada pelos defensores de Dilma em classificar o impeachment como golpe.

Respondendo a questionamento da bancada do Jornal das Seis, Garibaldi Filho lamentou que, durante sua fala inicial, Dilma Rousseff tenha elegido vários culpados para os problemas do seu governo, esquecendo de assumir suas próprias responsabilidades. A falta de diálogo, segundo o senador, foi um dos motivos que contribuíram para que o governo Dilma perdesse a sustentação parlamentar.

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domingo - 07/08/2016 - 07:18h
Diz Veja

Odebrecht passou R$ 10 milhões a pedido de Michel Temer

Do Congresso em Foco (Revista Veja)

O presidente interino Michel Temer foi citado nas negociações de delação premiada de Marcelo Odebrecht e executivos da empresa – considerada uma das explosivas na história da Operação Lava Jato. Documentos obtidos pela revista Vejarevelam detalhes sobre um jantar realizado em maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

Na ocasião, Temer recebeu o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente da maior empreiteira do país, para quem pediu “apoio financeiro”.

Michel Temer teria se reunido com Marcelho Odebrecht no Jaburu (Foto: Editora Abril)

De acordo com a reportagem, Marcelo Odebrecht aceitou colaborar, tendo em vista a dimensão do partido presidido à época por Temer, além do próprio cargo ocupado pelo peemedebista. Assim, o empresário fez repasses entre agosto e setembro de 2014 que somaram R$ 10 milhões, em dinheiro vivo.

Deste total, R$ 6 milhões foram para Padilha e os R$ 4 milhões restantes tiveram como destinatário o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf – então candidato ao governo de São Paulo e apontado como o responsável pela articulação do jantar no Jaburu.

O anexo da delação obtido pela revista informa que a doação foi registrada na contabilidade do setor de operações estruturadas da Odebrecht – conhecido como o “departamento de propina” da empresa.

Repasses

Questionado sobre o assunto, Temer confirmou a realização do jantar em 2014, mas disse que conversou com o empresário “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”.

O TSE registrou três repasses no período que somaram R$ 11,3 milhões em doação da empresa para o PMDB nas eleições de 2014. No entanto, na delação consta que o recursos repassados a pedido de Temer foram contabilizados no “caixa paralelo” da construtora.

O presidente interino não disse se o pedido de “apoio financeiro” partiu dele ou se foi oferecido por Marcelo Odebrecht. A assessoria do ministro Eliseu Padilha enviou uma nota de esclarecimento para a revista, e diz que o peemedebista não recebido recursos da empresa.

“Como Eliseu Padilha não foi candidato, não pediu nem recebeu ajuda financeira de quem quer que seja para sua eleição”, informou a assessoria. Porém, o ministro confirmou o encontro com Temer e Odebrecht. “Lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer”, disse Padilha.

Skaf também negou ter recebido doações da construtora, e disse que sua campanha contabilizou apenas a doação de R$ 200 mil da Braskem, petroquímica controlada pela Odebrecht.

Os executivos da construtora ainda não tiveram a delação premiada homologada. Nesta etapa eles estão sendo ouvidos pelos investigadores da força-tarefa e, ao término desta fase, a Justiça ainda precisa aprovar os depoimentos.

Leia também: Presidente do TSE pede investigação que pode cassar registro do PT (veja AQUI).

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segunda-feira - 01/08/2016 - 06:52h
Violência

Governo Federal promete Exército contra crime no RN

O governador Robinson Faria (PSD) recebeu a confirmação do apoio de mil homens do Exército e 200 fuzileiros Navais no reforço às forças policiais do RN. A informação do número de militares foi dada pelo ministro da Defesa Raul Jungmann, por volta das 22h deste domingo. As tropas federais devem chegar ao Estado ainda esta semana.

O reforço já havia sido confirmado na tarde de hoje pelo presidente da República em exercício Michel Temer, sem o detalhamento preciso do quantitativo.

Coletiva do Governo no dia passado mostrou ações que estão sendo tocadas (Foto: Assecom do Estado)

Durante a coletiva realizada mais cedo, além do reforço militar, Robinson tratou também da prisão de João Maria dos Santos de Oliveira, efetuada apenas dois dias após a primeira ocorrência. Ele é suspeito de ser um dos chefes do Sindicato do Crime do RN, grupo criminoso apontado como articulador dos ataques. A rápida resposta foi possível graças à união, empenho e dedicação das forças policiais do Rio Grande do Norte.

Sem recuo

“A situação está controlada, o número de ataques está diminuindo e as tropas federais vêm para colaborar nas ações de combate ao crime e atos de vandalismo no Estado. Vamos dividir áreas estratégicas para a atuação de cada grupo, trazendo novamente a tranquilidade para a população”, garantiu o chefe do Executivo.

O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Lundgren, explicou que o trabalho do Gabinete de Gestão Integrada (GGI-E) é permanente, e continuará na busca de todos os responsáveis pelos ataques. “Não vamos descansar até solucionar esta série de ataques contra a segurança dos potiguares”, assinalou.

Além de reforçar que o Estado não irá recuar, o secretário de Justiça de Cidadania, Wallber Virgolino, assegurou a instalação dos bloqueadores de celulares em todos os presídios potiguares. “Identificaremos e puniremos dentro da lei todos aqueles que divulgaram os áudios e espalharam os boatos na internet a partir das unidades prisionais”, afiançou.

Na coletiva, estiveram presentes o Comandante Geral da Polícia Militar, Dancleiton Leite; o Delegado Geral da Polícia Civil, Cleiton Pinho; o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Otto Ricardo; o Superintendente regional da PRF no RN, Inspetor Marcelo Montenegro; os secretários estaduais de Planejamento, Gustavo Nogueira; e Assistência Social, Juliane Faria; o deputado Federal, Fábio Faria (PSD); o sub-comandante da PM, Coronel Sairo; a secretária chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha e a Delegada Sheila Freitas.

Números atualizados

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) por meio das Polícias Militar e Civil detiveram, na madrugada desta segunda-feira (1), em Currais Novos, Parnamirim e Natal mais seis suspeitos em envolvimento em atos de vandalismo relacionados a transportes e prédios públicos na Região Metropolitana de Natal e no interior.

Com essas ações, sobe para 60 o número de suspeitos presos e apreendidos.

Ação policial tem feito diversas p risões e procurado coibir violência (Foto: redes sociais)

Ao todo foram verificadas 65 ocorrências, das quais 35 incêndios, 17 tentativas de incêndios, seis disparos contra prédios públicos e proximidades, três envolvendo artefatos explosivos e três depredações.

Os veículos incendiados (ônibus e microônibus) são 26.

As ocorrências foram registradas em 21 cidades: Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Caicó, Currais Novos, Caiçara do Norte, Santa Cruz, Mossoró, João Câmara, Jardim de Piranhas, Assu, Tangará, São Gonçalo do Amarante, Touros, Maxaranguape, São Paulo do Potengi, Goianinha, Florânia, São José de Campestre e Canguaretama.

O boletim produzido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), registra o total de ocorrências de atos criminosos em reação às medidas de retomada do controle do sistema prisional pelo poder público.

Outros suspeitos, conduzidos para averiguação, foram detidos em Monte Alegre, Macaíba, Parnamirim, Parelhas, Santa Cruz e Natal. Com eles a PM apreendeu motos roubadas, arma e dezenas recipientes de combustíveis.

Todos os detidos estão sendo apresentados à Polícia Civil que está realizando os procedimentos necessários para elucidar cada caso.

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domingo - 03/07/2016 - 08:58h

O autoengano de Dilma Rousseff

Por Elio Gaspari (O Globo)

Dilma Rousseff disse que “o erro mais óbvio que cometi foi a aliança que fiz para levar a Presidência neste segundo mandato com uma pessoa que explicitamente, diante do país inteiro, tomou atitudes de traição e usurpação”. A doutora não gosta de reconhecer seus erros, e é possível que essa frase seja mais um pretexto para falar mal de Michel Temer do que uma reflexão sobre sua ruína.

Como está cada vez mais próximo o dia em que Dilma Rousseff passará para a História, restará uma pergunta: como foi que ela chegou a essa situação?

A aliança com o PMDB não foi um erro, foi o acerto que permitiu sua reeleição. Sem Temer na Vice-Presidência, ela não ficaria de pé. Não foi Temer quem fritou Dilma, foram ela e o comissariado petista que tentaram fritar o PMDB.

Logo depois da eleição de 2014, sob os auspícios da presidente, o PT começou a dificultar a vida do PMDB. Fizeram isso de forma pueril. Sabiam que Eduardo Cunha era candidato à presidência da Câmara dos Deputados e acreditaram que poderiam derrotá-lo lançando o petista Arlindo Chinaglia. Eleger um petista em plena Lava-Jato era excesso de autoconfiança. Acreditar que isso seria possível com a ajuda do PSDB foi rematada ingenuidade.

Quando o barco da prepotência petista começou a adernar, Dilma decidiu pedir socorro ao PMDB e convidou Temer para a coordenação política do governo. Ele não precisava aceitar, pois era vice-presidente da República. Em poucas semanas, recompôs a base governista, mas coisas estranhas começaram a acontecer.

Temer fazia acordos, os parlamentares cumpriam, e o Planalto renegava as combinações. Em português claro: Temer fez compras usando seu cartão de crédito, e Dilma não pagava as faturas. Ele foi-se embora e, aos poucos, juntou-se às multidões que pediam “Fora, PT” nas ruas. (Elas gritavam “Fora, PT”, mas não pediam “Temer presidente”, esse é o problema que está hoje na cabeça de muita gente.)

O comissariado do PT achou que hegemonia política é coisa que se obtém a partir de um programa de governo. Gastaram os tubos e produziram ruína econômica e isolamento político.

Talvez o maior erro de Dilma tenha sido outro, fingir que não via a manobra silenciosa de Lula tentando substituí-la na chapa da eleição de 2014. E o maior erro de Lula foi não ter sentado diante de Dilma dizendo-lhe com todas as letras que queria a cadeira de volta.

Elio Gaspari é jornalista e escritor

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terça-feira - 21/06/2016 - 03:48h
Devagar!

Não se iluda com as próximas eleições

Leio e ouço manifestações preconizando uma panaceia com as eleições de outubro deste ano, no Brasil.

Exagero, gente.

Precipitado se imaginar que as urnas vão parir grande mudança. Não se iluda. Algo será alterado na medida do que o povo é e o sistema permite.

Só!

Sem reforma política, o expurgo de parte do que há de pior vem pela via da judicialização mesmo. Mas serão substituídos por outros, piores ou menos ruins um pouco.

Anote.

Se a economia estivesse bem, pleno emprego, povo não estaria nem aí para Dilma Rousseff (PT), Lula (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Cunha (PMDB), Michel Temer (PMDB) etc. Corrupção não incomoda tanto.

Se não melhorarmos como indivíduos e civilização, não teremos uma política melhor. Uma é consequência de outra. Isso leva tempo. Séculos até.

Vivemos numa sociedade em que muitos se sentem “invadidos” com simples “bom dia”, mas acham normal tomar vaga de dois carros num estacionamento.

Num lance do seu time de futebol, de clara irregularidade de gol, há apoio. Se é para beneficiar o adversário, é “roubo”.

Somos o que somos.

Se constatarem que foram desviados R$ 300 bilhões da Petrobras, mas não tivermos desemprego, trocarmos de carro e viajarmos às “oropas”, tudo bem…

Anote: teremos mudanças possíveis, não necessárias, nas próximas eleições.

Muitos nomes novos, velhos hábitos, ambiente de sempre: corrupto.

Reforço: tem gente que se incomoda com um “bom dia”, “com licença”, “obrigado”, mas acha normal faltar remédio e UTI digna aos outros.

Com o que temos aí, lá em cima e cá embaixo, tudo pode mudar para continuar do mesmo jeito. Uma reengenharia compreensível e previsível.

Só.

Grande diferencial no próximo pleito é que a grana estará curta. Muitos “líderes” de araque vão ter que provar sua liderança com pouco ‘tutu’.

Vou indo: dizer ‘bom dia, obrigado, com licença’, tentar estacionar apenas numa vaga no estacionamento e ser visto como otário por tudo isso.

Fui!!

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sábado - 18/06/2016 - 15:00h
Política nacional

O velho toma-lá-dá-cá de ontem, hoje e sempre

Como os quadrilheiros da política brasileira se parecem.

Cara de um, focinho do outro.

Dilma Rousseff (PT) tentou se salvar do processo do impeachment escalando o “cumpanheiro” Lula para negociar cargos e liberação de emendas com parlamentares.

Agora, Michel Temer (PMDB) faz o mesmo, para garantir estabilidade à sua gestão no Congresso Nacional.

O velho toma-lá-dá-cá.

Mas nas ruas e redes sociais, militantes de lado a lado só veem impureza no umbigo alheio.

Tutti buona gente!

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quinta-feira - 16/06/2016 - 20:02h
Estava escrito

Temer atraiu problemas para si com nomeação de amigos

Michel Temer (PMDB) poderia ter evitado tanto desgaste.

Bastava não ter nomeado Romero Jucá (PMDB) e Henrique Alves (PMDB), por exemplo.

Erro de origem.

Valeu o compadrio, em vez do uso da experiência política.

Mais do que juízo de valor pessoal sobre ambos, faltou o bom senso.

Mais do que a necessidade de se cercar de amigos, a sensatez de não repetir Dilma Rousseff (PT).

Repetiu.

As consequências não poderiam ser outras.

E pode piorar mais.

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quinta-feira - 16/06/2016 - 16:58h
Denúncias

Citado em delação, Henrique Alves resolve sair de Governo

Do portal G1

Após ser citado no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo na tarde desta quinta-feira (16), informou a assessoria do Palácio do Planalto.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou a Henrique Alves R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.

Henrique Alves pediu demissão do comando do Ministério do Turismo (Foto Marcelo Camargo - Agência Brasil - Arquivo)

Em pouco mais de um mês de governo Michel Temer, esta é a terceira demissão de ministros em razão de envolvimento no esquema de corrupção que agia na Petrobras investigado pela Lava Jato. Antes de Alves, havia sido demitidos os ministros Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência).

Galvão Engenharia

De acordo com Sérgio Machado, a propina foi paga ao ministro do Turismo da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008.

Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galvão. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galvão Engenharia, de acordo com a delação.

Os recursos eram entregues por meio de doações oficiais, mas eram provenientes, conforme o delator, de propina dos contratos da subsidiária da Petrobras. Sérgio Machado detalhou que Henrique Alves costumava procurá-lo com frequência em busca de recursos para campanha. Procurada nesta quarta-feira (15), a Galvão Engenharia diz que não vai se pronunciar sobre as suspeitas.

Reunião

Segundo o G1 apurou, Temer se reuniu na noite desta quarta-feira (15) com o ministro do Turismo, dia em que foi tornado público o conteúdo da delação de Machado.

Na tarde desta quinta, relataram assessores palacianos, Henrique Alves telefonou para o presidente em exercício para comunicar sua decisão de deixar o comando do Ministério do Turismo.

Na conversa, contaram interlocutores de Temer, o ministro informou que enviaria ao longo do dia uma carta oficializando seu pedido de demissão. Até a última atualização desta reportagem, o documento ainda não havia sido entregue ao Planalto.

Veja matéria mais ampla AQUI.

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terça-feira - 31/05/2016 - 23:14h
Queda de ministros

Façam suas apostas

Zunzunzum que ecoa desde Brasília assinala que mais ministros do Governo Michel Temer (PMDB) devem cair.

Por enquanto foram dois.

Façam suas apostas.

Que teremos, teremos.

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segunda-feira - 23/05/2016 - 09:32h
Como sempre

Gravação mostra ministro de Temer tramando contra Lava Jato

Do G1

Gravações obtidas pelo jornal “Folha de S.Paulo” indicam o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para tentar deter a Operação Lava Jato. As conversas ocorreram em março deste ano.

Romero Jucá confirmou à TV Globo a conversa com o ex-presidente da Transpetro. Segundo o ministro, Sérgio Machado o procurou em casa. Jucá é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal que investigam suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Já Sérgio Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS).

Jucá, um ministro imerso em situação comprometedora, no novo governo (Foto: Boa Vista Hoje)

De acordo com a reportagem, o titular do Planejamento sugeriu nas gravações com Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato.

Em uma das conversas, segundo o jornal, Machado diz ao ministro, que à época era senador, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB.

“O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês”, ressalta Sérgio Machado.
Ainda conforme o jornal, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.

Em outro trecho, de acordo com a “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado voltou a dizer: “Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Moro

O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Na gravação, ainda segundo o jornal, Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional com o Supremo Tribunal Federal.

E Machado disse que “aí parava tudo”. E Jucá repondeu que, a respeito das investigações, “delimitava onde está”.

Jucá disse que havia mantido conversas com ministros do Supremo, aos quais não nominou.

O ministro do Planejamento ressaltou ao ex-dirigente da Transpetro que são “poucos” os magistrados da Suprema Corte aos quais ele não tem acesso.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seria um desses ministros, destacou o peemedebista, que acrescentou que Teori é “um cara fechado.

Veja matéria completa AQUI.

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segunda-feira - 16/05/2016 - 23:44h
Roda Viva

Delcídio conta que Petrobras foi vítima de corrupção sistêmica

Impactante e inquietante a entrevista concluída há poucos minutos, no programa Roda Viva da TV Cultura, com o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-líder do Governo Dilma Rousseff no Senado). Mostrou que a corrupção na Petrobras vem de longas datas, mas teve caráter científico e “sistêmico” a partir do Governo Lula (PT) em 2003.

“Petrobras sempre foi do Presidente da República. Qualquer papo diferente é nos fazer de tolos”, apontou.

Ele também previu que políticos ligados ao PMDB e o próprio presidente interino Michel Temer, não devem se sentir confortáveis com as investigações e novos fatos que virão à tona.

Delcídio mostrou como políticos de vários matizes e, até adversários, se juntam na corrupção (Foto: reprodução)

Ele ainda falou de Furnas, Aécio Neves (PSDB), Renan Calheiros e outros personagens, como o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro, voltando a afirmar que ele foi nomeado para essa corte para cumprir missão em favor de envolvidos na Operação Lava Jato.

O ex-senador, cassado recentemente pelo Senado, num processo que ganhou rito célere pelas mãos do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu que está compilando farto material ainda a ser encaminhado às autoridades. Disse que é uma pessoa “muito organizada” e que tem muitas gravações que fez documentando a CPI dos Correios na gestão de Lula, mas também fala sobre Furnas, e a própria Lava Jato.

“Compromissos”

Segundo Delcídio do Amaral, a presidente Dilma Rousseff autorizara que ele falasse pessoalmente com Marcelo Navarro sobre os interesses do Governo Federal em relação à Operação Lava Jato. Precisaria cumprir “compromissos” em decisões que colaborassem com a soltura de alguns implicados.

O ex-senador relatou no programa que Navarro afirmara que ‘sabia’ exatamente o que fazer.

O senador cassado também foi questionado sobre denúncias de corrupção em Furnas Centrais Elétricas, de que o senador Aécio Neves (PSDB) é acusado de ser beneficiado de desvios, entre outros políticos. Delcídio não confirmou supostos benefícios a Aécio, mas disse que Furnas é a “joia da coroa”, uma empresa que está com o “filé-mignon do setor elétrico”.

Mas, lembrando de sua posição de presidente da CPI dos Correios, que analisou as denúncias do mensalão no governo Lula, disse que “a gênese do mensalão surgiu em Minas Gerais”.

Lula, PT e Dilma

Em vários momentos da entrevista, ele criticou Renan Calheiros, a quem definiu como “cangaceiro” e com biografia inaceitável para ocupar a presidência do Senado.

Antecipou que a Operação Lava Jato pelo conjunto de informações que ele passou e outras já coletadas, deverá gerar ter sérios problemas adiante para o ex-presidente Lula. Virão “outros desdobramentos”, disse. “Situação dele é crítica”.

Sobre Dilma, enxerga que sua trilha chegou ao fim. Não retornará ao Governo e provavelmente ficará alijada da política.

PMDB envolvido

Já o PT, é possível se reinventar, mas não com Rui Falcão o presidindo, sujeito ‘bizarro’, disse.

“Primeiros passos de Michel Temer preocupam muito”, afirmou o ex-senador. “Terá que ter coragem para tomar medidas duríssimas”, disse. Também deixou nas entrelinhas, que pode ser alcançado por investigações da Lava Jato. Não bota a mão no fogo por ele.

Em relação ao PMDB, Delcídio contou que “vai aparecer nitidamente” (veja mais AQUI) em breve, sem rodeios, elementos claros de envolvimento de muita gente que tem se esquivado de acusações. Escândalo de corrupção vai se aprofundar com sigla, deixou claro.

Nota do Blog – Eu acredito piamente em Delcídio do Amaral. Sua entrevista foi clarividente e deve provocar disenteria em alguns figurões do RN à Brasília.

Engraçada a seletividade de alguns em relação ao que Delcídio afirma. Acredita ou discorda, conforme seus interesses e crenças. Ah, tá!

É mais ou menos assim: O que afeta meu partido, é mentira. O que embaraça o adversário, é claro que é verdade!

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sexta-feira - 13/05/2016 - 10:55h
Tutti buonna gente

Ministros suspeitos que saem, ministros suspeitos que chegam

Muda governo, não muda o nível.

O que temos reiterado nesta página e intervenções no Jornal das Cinco da FM 105,1 em Mossoró, ou participando de programas jornalísticos em rádio e TV, a cada dia se confirma.

Dilma e Temer na posse: afinados na formação de suas equipes. Parecidíssimos! (Foto: Web)

Brasília vive uma guerra entre quadrilheiros, apesar de exceções honrosas. Pouca gente com bons propósitos. A prioridade é o poder a qualquer preço.

Mal o presidente interino Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República, tudo se repete. Sujos e mal lavados a tiracolo. Uns que saem, outros que chegam, alguns até que retornam.

Gente que já foi dos governos Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT).

O que seria pelo menos prudente ao novo presidente, ou seja, não convocar gente investigada na Operação Lava Jato, por exemplo, não é levado em conta. Há um lote de peemedebistas com foro privilegiado agora, na condição de ministro.

Coerência

Além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Câmara pelo Supremo, são investigados na Lava Jato os ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,além do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o ex-ministro Moreira Franco.

Com a saída de Dilma Rousseff, não ocorreu apenas a exoneração de vários auxiliares, mas a fragilização de todos na defesa de problemas parecidos.

Com a exoneração divulgada pelo “Diário Oficial”na quinta-feira (12), perderam o foro no Supremo Tribunal Federal (STF) os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Jaques Wagner (Gabinete Presidencial), José Eduardo Cardozo (Advocacia Geral da União) e Ricardo Berzoini (Governo).

Outro alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nomeação, mas não chegou a assumir a pasta do Gabinete.

Nota do Blog – Era mais sensato à Dilma, que tivesse exonerado seus ministros sob investigação até o esclarecimento de tudo. Seria coerente a Temer, nem chamar esse lote de auxiliares, sob investigação.

Incoerência, é a seletividade da crítica e na cobrança de correção com a coisa pública.

Nenhum dos envolvidos do governo que se foi e, do que chega, tem demanda judicial transitado em julgado, com condenação.

São investigados, que se diga.

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