quarta-feira - 02/03/2022 - 14:34h
Redução de IPI

Decreto do Governo Federal afeta erário municipal, diz CNM

Redução chega a 25% (Foto ilustrativa)

Redução chega a 25% (Foto ilustrativa)

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) emite nota de “profundo descontentamento” com a decisão do governo federal de reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca em 25% (veja AQUI). Tomada às vésperas do feriado de Carnaval, a medida pegou os Municípios de surpresa, com perdas estimadas em quase R$ 5 bilhões.

“Infelizmente, se repete o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio. O IPI compõe a cesta de impostos que são compartilhados com os Municípios e é parte importante do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso significa que qualquer medida de renúncia fiscal do IPI adotada pelo governo federal tem impacto direto nos repasses aos Municípios, o que pode implicar em desequilíbrio orçamentário”, diz a nota.

Para a entidade, “essa forma de reduzir impostos que são compartilhados é usualmente utilizada por todos os governos e sempre causam grandes prejuízos aos Municípios. Trata-se de uma política que fere gravemente o pacto federativo”.

Perdas bilionárias

Segundo o Decreto publicado pelo Ministério da Economia, estima-se uma redução na arrecadação desse imposto no total de R$ 19,5 bilhões em 2022. Como os Municípios detêm 24,75% desse recurso, a perda no FPM será de R$ 4,826 bilhões.

O montante representa cerca de 40% de um mês de FPM repassado a todos os 5.568 Municípios, “recursos que farão falta aos Entes locais em ações de custeio e investimentos nas áreas sociais”.

Diante desse contexto, “a CNM ressalta que reforçará atuação no Congresso Nacional no sentido de aprovar matérias que impõem ao governo federal medidas de compensação dos efeitos dessas reduções”.

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sábado - 23/10/2021 - 10:38h
Economia

Rogério Marinho é citado como opção em lugar de Paulo Guedes

Bolsonaro e Marinho: alinhamento (Foto: Web)

Bolsonaro e Marinho: alinhamento (Foto: Web)

O ex-deputado federal potiguar Rogério Marinho (sem partido), ministro do Desenvolvimento Regional, topa substituir Paulo Guedes no Ministério da Economia.

A informação é do jornalista Ricardo Noblat, em sua página no Metrópoles.

Para isso, um dos reflexos dessa mudança, seria sacrificar a própria luta que empreende há alguns meses para se viabilizar como candidato bolsonarista ao Senado, no RN.

Assim, o campo ficaria aberto para o seu concorrente interno nesse corrente política, o ministro das Comunicações e deputado federal licenciado, Fábio Faria (PSD).

Fragilização

É pouco provável, contudo, que Guedes saia do governo Jair Bolsonaro (sem partido), apesar da fragilização de seu discurso e esvaziamento de metas.

Nessa quinta-feira (21), saíram da pasta do ministro o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Também pediram o boné a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araújo.

Todos, segundo a Grande Imprensa, insatisfeitos com mudança brusca nos rumos da economia, para atendimento à política eleitoral em vez de primados liberais.

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quinta-feira - 02/09/2021 - 06:38h
Comércio exterior

Exportação de frutas ainda tem Brasil em posição modesta

Fruticultura tem presença significativa no mercado interno e cresce no externo, mas com grande possibilidade de ampliação (Foto: Agropecuária Vitamais)

Fruticultura tem presença significativa no mercado interno e cresce no externo, mas com grande possibilidade de ampliação (Foto: Agropecuária Vitamais)

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, porém, quando o assunto é exportação, o país desponta apenas em 24º lugar. São dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério da Economia.

Recentemente, a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou, que o “barômetro de comércio de bens” atingiu o nível recorde com índice 110,4, confirmando que o setor continua se recuperando de forma robusta dos choques da pandemia de Covid-19.

O índice é divulgado desde julho de 2016 e está mais de 20 pontos acima do nível de um ano atrás.

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quinta-feira - 01/07/2021 - 17:18h
Recuperação

RN já acumula saldo de quase 8 mil empregos formais em 2021

Atividades produtivas revelam reação em momento delicado (Foto: Elisa Elsie)

Atividades produtivas revelam reação em momento delicado (Foto: Elisa Elsie)

O Rio Grande do Norte registrou mais um mês de alta na geração de empregos no ano. Após três meses seguidos de alta, entre janeiro e março, e uma pequena redução em abril, o mês de maio volta a registrar salto positivo com mais 2.097 empregos formais gerados no Estado potiguar. O acúmulo no ano é de 7.798 novos postos de trabalho.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia, divulgados nesta quinta-feira (01).

O setor de serviços mais uma vez puxou a alta com 1.045 novos postos, seguido do comércio (645), indústria (503) e agropecuária (123), que até então vinha em quedas sucessivas. O setor da construção civil, que no acumulado do ano tem 1.590 novas carteiras assinadas, foi o segmento que, neste mês de maio, registrou perdas de empregos, com 219 demissões.

No balanço dos cinco primeiros meses do ano, todos os setores possuem salto positivo na geração de empregos, a exceção da agropecuária.

Recuperação continuada

Com as altas de janeiro (+2.250), fevereiro (1.799) e março (2.116), a queda de empregos em abril, e os 2.097 novos postos de trabalho em maio deste ano, o RN já recuperou praticamente a metade das 15.720 demissões entre março e maio de 2020, no auge da pandemia.

Ainda em 2020, o Estado potiguar registrou saldo positivo de 1.769 novas vagas, fruto da reabertura econômica do segundo semestre. Novembro de 2020, por exemplo, registrou a maior alta dos últimos 24 anos, com 4.796 novas empregos.

Desde o mês de agosto, após o período mais nefasto da pandemia na economia, o RN registra seguidas altas na geração de empregos. Para efeito de comparação, entre 2015 e 2018, período da última gestão, foram perdidos mais de 18 mil postos formais de trabalho.

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quarta-feira - 28/04/2021 - 20:46h
Economia

RN registra maior alta de empregos em março da última década

Pandemia no ano passado causou abalos e 2021 sinaliza com possibilidade de fôlego (Foto: Daniel Herrera)

Pandemia no ano passado causou abalos e 2021 sinaliza com possibilidade de fôlego (Foto: Daniel Herrera)

O Rio Grande do Norte registrou o terceiro mês seguido de alta na geração de empregos no ano. Após acúmulo de 4.093 novos postos de trabalho nos meses de janeiro e fevereiro, o mês de março fechou com alta de mais 2.116 novas carteiras assinadas – o melhor índice dos últimos 10 anos para este período.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (28).

O setor de serviços mais uma vez puxou a alta com 1.834 novos postos, seguido da construção civil (774) e comércio (765). A indústria, que no último mês havia fechado com perda de 230 empregos, voltou a subir com geração de 313 empregos.

O segmento agropecuário mais uma vez puxou a maior queda, com 1.570 demissões.

Pandemia

Em 2020, o Estado potiguar, já afetado pela pandemia, registrou perda de 2.816 empregos no mês de março. No trimestre acumulava queda de 5.924 postos de trabalho.

Com os números de março deste ano, o Rio Grande do Norte figura na terceira colocação entre os nove Estados do Nordeste na geração de empregos no período. Com as altas de janeiro (+2.250), fevereiro (1.799) e março (2.116), já são 6.165 novas admissões em 2021.

Em 2020, com o recrudescimento da pandemia e a perda brutal de 15.720 empregos formais, apenas entre março e maio, o Estado potiguar ainda registrou saldo positivo de 1.769 novas vagas, fruto da reabertura econômica do segundo semestre. Novembro de 2020, por exemplo, registrou a maior alta dos últimos 24 anos, com 4.796 novas empregos.

Desde o mês de agosto, após o período mais nefasto da pandemia na economia, o RN registra seguidas altas na geração de empregos.

Para efeito de comparação, entre 2015 e 2018, período da última gestão, foram perdidos mais de 18 mil postos formais de trabalho.

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terça-feira - 11/08/2020 - 18:34h
Economia

Julho tem mais de 163 mil empresas abertas no Brasil

Em relatório apresentado pelo Ministério da Economia, o RN aparece em segundo lugar em abertura

O mês de julho registrou saldo positivo de 168.492 empresas abertas no Brasil, segundo a ferramenta online Mapa de Empresas, disponibilizada pelo Ministério da Economia. Os dados apontam que, no mês passado, foram abertas 250.308 empresas no país. No mesmo período, foram fechados 81.816 negócios. O total de empresas ativas no Brasil em julho alcançou a marca de 18.990.039.

Os estados que registraram maiores crescimentos na abertura de novos negócios no país em julho, na comparação com o mês anterior, foram: Alagoas (+19,82%), Rio Grande do Norte (+12,51%) e Pernambuco (+11,72%).

Entre as principais atividades econômicas abertas no mês de julho, na comparação com o mês anterior, destacam-se: “preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo” (+7,52%); e “comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios” (+1,61%).

O Amapá registrou o maior aumento no número de empresas fechadas na comparação com o mês de junho: + 34,07%.

Entre as principais atividades econômicas fechadas no Brasil, registraram aumento no número de negócios encerrados (comparação com junho/2020): “comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e armazéns” (+11,81%); e lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (+7,08%).

Tempo de abertura

O empreendedor leva, em média, 3 dias para abrir uma empresa no país, segundo dados de julho do Mapa de Empresas. O número representa uma queda de 5,56% na comparação com o mês anterior, quando o tempo registrado foi de 3 dias e 4 horas.

O Distrito Federal continua sendo a unidade da Federação que possui o menor tempo para abertura de empresas. Na capital federal, leva-se 23 horas para o empresário iniciar seu negócio, segundo o Mapa de Empresas.

Apesar de ter seu tempo médio de abertura reduzido em 31,98% em julho, a Bahia ainda é o estado em que se leva mais tempo para abrir uma empresa no país: 8 dias e 20 horas.

Mapa de Empresas

O Mapa de Empresas é uma ferramenta disponibilizada pelo governo federal para os interessados em obter informações mensais sobre o procedimento de registro de empresas, como o tempo médio para abertura e o número de empreendimentos abertos e fechados, inclusive com detalhes sobre a localização e as atividades desenvolvidas.

Os painéis são atualizados mensalmente desde janeiro deste ano. A cada quadrimestre, o Ministério da Economia lança o Boletim do Mapa de Empresas, uma publicação detalhada com dados e informações relevantes sobre o ambiente de negócios e a descrição de ações voltadas a impactar positivamente o cenário econômico.

O próximo boletim quadrimestral será divulgado em setembro, referente aos meses de maio, junho, julho e agosto.

Com informações do Ministério da Economia.

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  • Repet
sexta-feira - 22/11/2019 - 14:18h
Outubro

RN tem segundo maior índice de emprego no país

O último mês de outubro registrou aumento acentuado no índice de geração de empregos no Rio Grande do Norte. Foi o mais alto dos últimos 15 anos e a segunda maior taxa de crescimento do Brasil. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia, divulgados nesta quinta-feira (21).

Freire: diversidade (Foto: assessoria)

“Este é o quinto mês consecutivo de alta nas taxas de emprego no Rio Grande do Norte. Alcançamos a segunda maior taxa de criação de empregos em todo o Brasil, com 0,7%, atrás apenas de Sergipe, com 0,95%. Mas o ponto mais positivo é a diversidade de setores econômicos aquecidos em nosso Estado”, analisou o secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire.

De acordo com o Caged, os melhores resultados do mês de outubro, no RN, foram nos setores da Indústria de Transformação, com 689 empregos gerados; na Construção Civil, com 635; no Comércio, com 596 empregos; no setor de Serviços, com 575; e no Agronegócio, com 455 empregos com carteira assinada.

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terça-feira - 30/07/2019 - 17:34h
Portaria Federal

Indústria do Sal vê queda de antidumping como “saudável”

O Sindicato das Indústrias de Extração do Sal do Estado do RN (SIESAL/RN), em contato com o Blog Carlos Santos, posiciona-se quanto à polêmica da suspensão da medida antidumping relativa à importação do sal chileno.

A Portaria nº 485, de 10/7/2019, publicada no Diário Oficial da União (DOU), pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECINT), do Ministério da Economia, acaba restrições ao produto do Chile. A princípio, o Siesal entende que “haverá um ambiente saudável de competição no mercado de sal”, desde que “a empresa importadora não venha a adotar, uma vez mais, as práticas do passado”.

Veja abaixo, nota enviada ao BCS pela Siesal:

A medida antidumping, na forma de compromisso de preços, foi aplicada por intermédio da publicação no D.O.U. de 8/9/2011 da Resolução CAMEX nº 61, de 6/9/2011 e permaneceu em vigor por 5 anos.

Em 1/9/2017  foi encerrada a revisão, com a prorrogação da medida antidumping, na forma de compromisso de preços, para a K+S Chile, por intermédio da Resolução CAMEX nº 74, de 31 de agosto de 2017.

Por intermédio da Resolução CAMEX nº 47, de 12/7/2018, publicada no D.O.U. de 13/7/2018, a medida antidumping foi suspensa pelo prazo de um ano, por interesse público.

indústria salineira do Rio Grande do Norte dá posição técnica e institucional (Foto: divulgação)

A Portaria nº 485, de 10/7/2019, publicada no D.O.U. da mesma data, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECINT), do Ministério da Economia, prorrogou, por mais um ano, a suspensão da medida antidumping, por razões de interesse público.

Essa decisão não altera as conclusões anteriormente alcançadas pela autoridade investigadora brasileira (antigo Departamento de Defesa Comercial, atual Subsecretaria de Defesa Comercial e Interesse Público, do Ministério da Economia), relativa à prática de dumping, de que trata a Resolução CAMEX nº 74/2017.

A decisão de suspensão da medida antidumping considerou o instituto do interesse público e resolveu deixar de lado os elementos levantados no estudo técnico desenvolvido pelo antigo Departamento de Defesa Comercial, atual Subsecretaria de Defesa Comercial e Interesse Público, do Ministério da Economia.

Na verdade, a medida atual prorroga o que já havia sido feito ainda no Governo anterior, sendo certo que não impede que o tema seja revisitado no futuro e que a medida antidumping volte a vigorar, cabendo ao Governo manter a fiscalização das importações.

Logo, desde que a empresa importadora não venha a adotar, uma vez mais, as práticas do passado, haverá um ambiente saudável de competição no mercado de sal, lembrando que a discussão travada no âmbito do processo antidumping se deu exclusivamente na venda de sal por via marítima para indústrias químicas, não tendo qualquer relação com outros mercados.

Leia também: Beto Rosado defende medida do governo federal sobre sal chileno.

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Categoria(s): Economia / Política
  • Repet
domingo - 07/04/2019 - 07:48h

O deserto de ideias e a necessidade de negociação

Por Josivan Barbosa

O Consórcio Bolsonarismo precisa ter um programa de governo para ser compartilhado. Bolsonaro foi extremamente bem-sucedido na estratégia eleitoral, mas e agora? É “Um deserto de ideias” como disse Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Com exceção da Reforma da Previdência, do projeto de Moro (Alexandre de Morais – cópia segundo Rodrigo Maia e a agenda de concessões (herdada de Temer), as demais áreas ainda não disseram a que vieram.

Apesar do novo Congresso possuir identidade ideológica com o governo, mas o presidente não sabe aproveitar essa imensa oportunidade.
Paulo Guedes na articulação política da Reforma da Previdência com o Congresso repete o Joaquim Levi o que é altamente arriscado. Guedes tem um superministério para administrar e agenda liberal muito robusta. Colocar alguém para negociar com a missão de dizer “não” será abrir mão da pouca credibilidade que ainda resta no governo.

Economia

O Primeiro trimestre mostrou-se desanimador. A atividade segue capenga, sem engrenar, e o desemprego continua elevadíssimo: 13,1 milhões de desempregados ou 12,4% da população. ATaxa de subutilização está em 24,6% (28 milhões) da força de trabalho (desempregados, as pessoas que trabalham menos tempo do que gostariam, os que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego). O crescimento econômico tende a ser abaixo de 2% em 2019. A grande Incerteza é até quando a Selic vai continuar em 6,5% ao ano. O Índice de confiança do consumidor recuou e a confiança da indústria também caiu.

Política
Do ponto de vista político o consórcio bolsonarismo demonstra desarticulação e amadorismo. A tendência é uma Reforma da Previdência modesta e mais demorada. A Fraqueza da economia pode contaminar o ambiente político, corroendo a popularidade do governo, lembrando que a Regra do reajuste do salário minimo, a política salarial dos servidores públicos e as mudanças no sistema tributário são pautas que trarão mais desgaste político.

Inoperância

Se Bolsonaro envelhece mais rapidamente do que gostaria é mais pelo que deixa de fazer do que pelo que cumpriu até aqui. Das 35 metas, apenas sete foram integralmente cumpridas, dez estão em curso, uma foi parcialmente atingida e 17 estão pendentes.

O levantamento mostra que o ministro da Educação não é um ponto fora da curva. O padrão “lista de desejos”, que desmoralizou Ricardo Vélez na comissão da Câmara contaminou o governo e dificulta o cumprimento das metas. Entre as 35, anunciou-se, por exemplo, a “intensificação do processo de inserção econômica internacional”. Não se listaram medidas fiscais ou de desburocratização nesse sentido. No limite, a viagem aos EUA o governo brasileiro colaborou com a inserção internacional dos exportadores americanos de trigo e de carne suína.

Na linha “lista de desejos” das metas do governo Bolsonaro está, por exemplo, uma medida do Banco Central completamente inexequível para 100 dias, a independência do Banco Central. A mudança, que tem sido debatida há décadas no Congresso, teria que ser proposta por emenda constitucional. O presidente do BC já se manifestou favoravelmente à medida, mas se desconhece qualquer minuta de proposta.

Caravana do PT

A lembrança da data da prisão de Lula foi o mote para o PT retomar mobilizações pelo país. A caravana começou em Porto Alegre e em Florianópolis e termina no domingo em uma vigília em Curitiba, onde o ex-presidente está preso. Coordenador da caravana, o dirigente Marcio Macedo prevê um número menor de apoiadores nas ruas. A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), reconhece a dificuldade para mobilizar militantes no Sul, onde o partido enfrenta resistência nas urnas.

Não precisa de pressa

Os números do Ministério da Economia demonstram que não precisa de tanta pressa para a Reforma da Previdência. O Ministro Paulo Guedes calcula apurar cerca de R$ 280 bilhões entre este e o próximo ano, sem contar com a cessão onerosa. Desses, R$ 80 bilhões viriam das privatizações, e R$ 126 bilhões, da devolução antecipada de recursos do BNDES para o Tesouro Nacional. O Tesouro tem um estoque de R$ 80 bilhões em instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) emitidos em favor de bancos federais, que também devem ser devolvidos à União.

MEC incapaz

Um exemplo claro da deficiência da atual equipe do MEC, incluindo o ministro é a falta de proposta para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), principal mecanismo de redistribuição de recursos da União para Estados e municípios. O Fundeb expira em 2020 e precisa ser discutido neste ano no Congresso Nacional, sob o risco de colapsar a educação básica.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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