terça-feira - 05/07/2022 - 23:28h
Economia

Mossoró Oil & Gas começa com perspectiva bilionária de investimento

Na abertura do Mossoró Oil & Gas (MOGE) 2022, na tarde desta terça-feira (5), no Expocenter, o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Guilherme Eduardo Zerbinatti, destacou a perspectiva do investimento no RN. Destacou que os números chegariam a R$ 9 bilhões em ativos de Petróleo e Gás nos próximos anos, segundo associação de produtores independentes.

Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)

Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)

“Com as medidas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de estímulo ao desenvolvimento e produção de campos e acumulações de petróleo e gás natural, que apresentam economicidade marginal, a expectativa é de investimentos maiores, para a consolidação de um ambiente de negócios favorável aos investimentos no Brasil”, disse.

O presidente da Associação Redepetro RN, Gutemberg Dias, frisou que o onshore brasileiro vive um momento histórico. “A retomada do setor, tendo o Rio Grande do Norte como protagonista, é uma realidade. Passou de perspectiva a algo concreto nos últimos anos, e o Mossoró Oil & Gas acompanhou essa evolução do setor de exploração e produção em terra”, observou.

Em seis anos, segundo ele, o evento evoluiu de 10 estandes e pouco mais de 50 pessoas para 90 estandes e expectativa de cerca de 3.000 participantes. “A atual edição ganhou caráter internacional, com parceria firmada com o consulado do Canadá no Brasil, com alguns empresários canadenses, com quem pretendemos estreitar laços”, anunciou.

Nova fase

A governadora Fátima Bezerra (PT) destacou o novo ciclo de investimento no onshore potiguar, através da chegada de novos operadores, e a importância de Mossoró para o setor de petróleo e gás. Lembrou o município ser reconhecido como Capital do Onshore, de acordo com lei estadual por ela sancionada em novembro de 2021.

A chefe do Executivo também ressaltou no novo marco regulatório do gás natural do Estado, através da Lei Estadual nº 11.190, que ela sancionou ontem. “O Rio Grande do Norte agora dispõe de legislação mais moderna e atrativa sobre uso do gás. Queremos tornar nosso estado ainda mais competitivo e atrair novos investimentos do setor”, frisou a governadora.

Ao final do pronunciamento, Fátima Bezerra assinou protocolo de intenções com a empresa 3R Petroleum. “É o Governo do Estado junto do setor produtivo, de mãos dadas com iniciativa privada, para promover desenvolvimento de acordo com as novas exigências do mercado, de forma convergente”, acrescentou.

Inclusão

O diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio Cavalcante, defendeu o compromisso do Sebrae de incluir pequenos negócios no novo momento do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o início dessa nova fase representa oportunidade valiosa para inserção de microempreendedores e surgimento de novos negócios. O Sebrae é parceiro da Redepetro na organização do Moge.

Representante da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Sabóia (ANP) informou que o Rio Grande do Norte reponde hoje por 40% da produção nacional de petróleo, com cerca de 30 mil barris/dia. “Porém, essa produção já foi de mais 80 mil/dia, final anos 90, o que mostra a importância histórica do Estado para o onshore”, destacou

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, frisou a parceria da entidade com o Governo do Estado para fortalecer a cadeia de petróleo e gás, e o deputado estadual Hermano Morais (PV), representante da Assembleia Legislativa, destacou a sanção da nova lei do gás, aprovada na Casa.

Também participaram da abertura do Mossoró Oil & Gas 2022 o vice-governador Antenor Roberto; secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato Fernandes; presidente da Potigás, Marina Melo Alves Siqueira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira; representantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) e de outras organizações.

O Mossoró Oil & Gas segue até quinta-feira (7), com programação técnica e científica, mostra de produtos e serviços e outras atrações. Programação completa aqui: //mossorooilgas.com.br/#programacao

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sábado - 29/01/2022 - 20:00h
Economia

Redepetro prevê aumento de 30% na produção onshore potiguar

Compra de 22 concessões na Bacia Potiguar pela 3R Potiguar S/A eleva expectativas no setor

A conclusão da venda de ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte, com a compra de 22 concessões na Bacia Potiguar pela 3R Potiguar S/A, eleva as expectativas de reaquecimento do onshore (produção em terra) no Estado. Segundo a Redepetro RN, entidade que congrega empresas fornecedoras de bens e serviços do setor, a operação pode significar acréscimo de até 30% na produção de petróleo no estado, a médio e longo prazos. Atualmente, são produzidos cerca de 23 mil barris/dia.

Clara Camarão faz parte do negócio bilionário no setor petrolífero (Foto: Petrobras)

Clara Camarão faz parte do negócio bilionário no setor petrolífero (Foto: Petrobras)

A expectativa, segundo o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, tem como base a reativação dos poços paralisados e a manutenção dos demais. Ele lembra ainda que também devem ser levadas em consideração experiências exitosas em outros campos já repassados à iniciativa privada pela Petrobras, como Riacho da Forquilha (Região Oeste), onde, em apenas dois anos de operação, a Potiguar E&P elevou em 70% a produção.

“Pela experiência dos campos vendidos, é possível ampliar a produção, sim. Particularmente, acredito que, só reativando os poços paralisados e feita manutenção nos demais, a produção tende a aumentar em 30%. Claro que isso não ocorrerá da noite para o dia. Só vamos conseguir ter uma real noção da negociação seis meses depois de os novos operadores assumirem. Mas estamos otimistas. Há anos, a Petrobras vinha desinvestindo no RN, e a negociação é muito positiva para a cadeia produtiva”, analisa.

Negócio bilionário

A área vendida pela Petrobras a 3R Potiguar, subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S/A, denominada de Polo Potiguar, comporta os campos de Canto do Amaro, Estreito, Alto do Rodrigues, além da Refinaria Clara Camarão, Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré, Termoaçu e todas as linhas de dutos dentro desses ativos. O valor da negociação, concluída nesta sexta-feira, 28, é de US$ 1,38 bilhão de dólares.

A produção de petróleo em campos maduros por operadores independentes, no Rio Grande do Norte, registra tendência de crescimento, especialmente a partir de 2019.

Em dois anos, a produção de petróleo no segmento aumentou 300%, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Os chamados produtores independentes, que hoje operam campos maduros comprados da Petrobras, já respondem por mais de 40% da produção do Estado.

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terça-feira - 29/10/2019 - 08:42h
Petróleo e Gás

Mossoró Oil&Gas Expo fechará ciclo de eventos do Reate 2020

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu, nesta sexta-feira (25), em Vitória (ES), a última fase de construção do Plano de Ação do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE 2020).

Com a reunião desta sexta-feira em Vitória, o próximo passo será apresentação do Plano de Ações do Reate 2020, no Mossoró Oil&Gas Expo, dias 26 e 27 de novembro, em Mossoró. O evento será realizado pela Redepetro e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com apoio de organismos públicos e privados.

O Plano de Ação reúne os encaminhamentos dos encontros nacionais do Reate 2020 em Brasília (DF), Salvador (BA) e Vitória.

Redepetro/RN

O Mossoró Oil&Gas Expo, aliás, foi apresentado no Encontro do Reate 2020 no Espírito Santo pelo presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias.

Mobilizará aproximadamente 150 reuniões de negócios, 80 estandes de empresas, mil visitantes, com programação científica e conferências, no Expocenter Mossoró (Av. Jorge Coelho de Andrade, bairro Costa e Silva). Mais informações clique AQUI.

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quinta-feira - 22/08/2019 - 21:32h
Reate 2020

Programa para revitalizar petróleo em terra é lançado

Lançado nesta quinta-feira (22) em Brasília (DF), pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) 2020 é recebido positivamente pela cadeia produtiva no Rio Grande do Norte. A meta do governo federal é quase duplicar a produção em terra (onshore).

Cerimônia de lançamento foi em Brasília e vai ter ponto alto em Mossoró (Foto: divulgação)

O plano é saltar dos atuais 270 mil barris de óleo por dia para 500 mil barris até 2030. O RN já foi líder nacional na produção de petróleo em terra.

Presente ao lançamento do Reate 2020, a Associação Redepetro RN compartilha do otimismo. “Essa meta pode ser atingida, e acredita-se que até em menos tempo. O Reate 2020 desponta como a virada do onshore no Brasil”, avalia o presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, que participou do lançamento com o vice-presidente da associação, Criste Jones.

Protagonismo

Mossoró sediará apresentação do Plano de Ações do Reate 2020, dias 26 e 27 de novembro, no Mossoró Oil & Gas Expo, conforme anunciou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na cerimônia desta quinta-feira.

O município é um dos berços dessa revitalização, com a futura exploração de 34 campos maduros pela Potiguar E&P. Além disso, o Rio Grande do Norte está entre os 14 estados, onde a Agência Nacional do Petróleo (ANP) selecionou 726 áreas terrestres, 712 blocos exploratórios onshore, para colocar em oferta permanente.

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domingo - 24/03/2019 - 08:00h

Petróleo no sertão, uma oportunidade

Por José Nilo

“Lembro-me, quando criança, da reação dos garotos ricos ao receberem brinquedos. Os seus olhos brilhavam e, imediatamente, passavam a desfrutar merecidamente da conquista, mais comumente, envoltos por individualidade e relativo período de felicidade. Em contraponto a essa realidade, recordo-me também dos amigos que tinham, apenas na vontade, algum tipo de passatempo. Ao imaginário desse último grupo, cabia a pretensão de concretizar o desejo de construir, a partir de um conceito, de uma ideia, um brinquedo palpável às suas ainda pequenas mãos. Para tanto, assumiam o papel de desenvolvedores, reaproveitando materiais já utilizados e descartados. Indiscutivelmente, o aprendizado, nesse caso, ficava mais consolidado e a conquista mais vibrante.”

Convido-os a espelhar essa experiência no cenário econômico atual do Rio Grande do Norte.

A exploração do petróleo em Mossoró no início dos anos 80 foi, de maneira análoga, o presente de rico para uma região economicamente carente que, com o passar do tempo, desembrulhou-o e deleitou-se dos resultados.Por 35 anos, gerou-se progresso e distribuiu-se renda por meio dos royalties. A pujança parecia interminável, até que, por aparente ironia, o presente de rico mudou de endereço e agora está sendo apreciado bem longe das terras costeiras e competentemente explorado por players capitaneados pela Petrobras, detentora inconteste de tecnologia e mão de obra especializada à altura dos desafios da exploração do pré-sal. Fantástico, vibrante, mas com alegria contida.

Alegria contida porque as regiões produtoras terrestres, que tanto contribuíram com o aprimoramento da curva de aprendizado por meio de inúmeros testes de equipamentos, materiais e capacitação de mão de obra, hoje, assistem de forma desolada a uma vertiginosa queda de produção motivada pelo descompasso entre o programa de desinvestimento da Estatal e a entrada das novas operadoras. Descompasso inesperado, tendo em vista o empenho, a dedicação dos potiguares e os bons resultados econômicos e sociais advindos dessa exploração.

Segundo a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme matéria publicada pelo Valor em 07 de março de 2019, a produção terrestre recuou 36% entre 2012 e 2018, para 115 mil barris diários. As perfurações em terra recuaram 73% entre 2015 e 2017, para 85 poços, bem na contramão do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), do Ministério de Minas e Energia (MME), que previa a possibilidade real de mais que triplicar a produção de petróleo e gás natural onshore, revertendo o declínio da curva dos últimos anos.

É notório o clima de desânimo e de desalento na capital brasileira do onshore, Mossoró/RN, clima de que tudo ficou para trás, para o passado, como se agora não fosse o momento de se reconhecer a avidez dos produtores independentes, de união em torno de um novo conceito, de um ideal, de um propósito na preparação de um negócio renovado, capaz de impactar positivamente a geração de empregos em regiões castigadas pelas condições climáticas e baseado primordialmente naquele modelo de sonho de brinquedo de criança pobre citado inicialmente, no qual ela mesma busca construí-lo, vencendo as dificuldades e partilhando os resultados.

Alguns empresários locais afirmam: “é hora de pararmos de lamentar a decisão da Petrobras de repassar polos produtores sob sua concessão. É hora, sim, de lamentarmos a demora na concretização desse repasse, é hora de agradecermos a relevante contribuição dispensada pela maior operadora do Brasil à região, de nos prepararmos para receber as novas operadoras e esperarmos que elas recoloquem em operação em prazo urgente os mais de 2000 poços que se encontram parados, desestagnando a combalida economia local, restaurando empregos e, quiçá, fazendo-nos compreender que o petróleo também é nosso”.

José Nilo é empresário

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segunda-feira - 25/09/2017 - 14:51h
Mossoró

Retomada da cadeia produtiva do petróleo reunirá prefeitos

Gutemberg articula reunião estratégica (Foto: cedida)

Presidente da Associação Redepetro/RN, que reúne o setor produtivo de petróleo e gás no estado, Gutemberg Dias articula reunião com todos os prefeitos dos municípios beneficiados com royalties de petróleo no Rio Grande do Norte e também Ceará.

Pretende promover esse encontro de trabalho no dia 4 próximo, às 10 horas, em Mossoró. “Já estamos encaminhando os convites”, antecipa ele.

O Governo do Estado também foi convidado.

REATE

Será feita uma apresentação sobre o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE), pelo Ministério das Minas e Energia (MME) e outras entidades.

“Queremos envolver os prefeitos na discussão da revitalização da produção de petróleo terrestre. É inadiável a retomada de investimentos para aumento da produção. Temos muito petróleo ainda no subsolo e a hora de extrair é agora, num momento em que a Petrobras segue num processo de desinvestimento irreversível e podemos retomar o fôlego da produção com milhares de empregos”, justifica.

Leia também: Segundo Fórum Onshore Potiguar será em outubro AQUI.

A reunião com os prefeitos deverá acontecer paralelamente ao II Fórum Onshore Potiguar, nos dias dias 04 e 05 de outubro, em Mossoró, promoção da Redepetro/RN e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN).

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sábado - 23/09/2017 - 14:18h
Petróleo e Gás

Segundo Fórum Onshore Potiguar será em outubro

Criado através da parceria entre a Associação Redepetro-RN e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN), o II Fórum Onshore Potiguar acontecerá nos dias 04 e 05 de outubro. Terá o apoio de entidades do âmbito nacional, Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Prefeitura Municipal de Mossoró.

A programação do evento, que acontecerá no Garbos Recepções & Eventos, em Mossoró, será iniciada a partir das 14h, com a mostra de empresas e conferência, e o debate sobre os desafios da revitalização da atividade de exploração Onshore no primeiro painel expositivo.

Em sua segunda edição, o evento, de grande relevância para o setor de Petróleo e Gás, discutirá a extração em terra e águas rasas, bem como a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de bens e serviços do segmento. Além disso, atenderá à solicitação do Ministério de Minas e Energia (MME) para discutir o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE), lançado dia 27 de janeiro deste ano pelo governo federal em Salvador-BA.

“O fórum é de grande importância para discutir a retomada dos investimentos na cadeia de petróleo e gás. Haja vista que há uma necessidade de aquecer o mercado com foco na geração de emprego e renda”, afirma Gutemberg Dias, presidente da Redepetro-RN.

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domingo - 26/02/2017 - 04:18h

O futuro econômico de Mossoró ainda passa pelo petróleo

Por Gutemberg Dias

Mossoró, com o processo de desinvestimento da Petrobras, a maior operadora brasileira de campos petrolíferos, vem amargando sucessivas perdas de empregos ligados ao setor e, também, uma retração do mercado, principalmente, o setor do varejo e imobiliário.

Há alguns anos era difícil encontrar placas indicando imóveis para alugar. Hoje basta dar uma pequena volta em qualquer bairro de nossa urbe que nos deparamos com as placas apresentando imóveis para locação. Virou parte do mobiliário urbano.

Feito esse preambulo, para dizer que a economia de Mossoró não anda bem, faço a seguinte indagação: como reaquecer o mercado local a curto e médio prazo? Talvez muitos achem que seja uma pergunta de difícil resposta, mas não é. Existe muitos caminhos a serem seguidos, basta ter planejamento e perseverança para fazer acontecer.

Um dos caminhos e, certamente, o mais fácil é a revitalização da cadeia de petróleo e gás. Digo isso com base na capacidade produtiva/serviços embarcadas em Mossoró e, também, em perspectivas de atração de novos empreendimentos a partir de um possível revitalização do setor.

O Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia (MME) no final de janeiro/2017, lançou o programa REATE. Esse programa trata da Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo Terrestre e pretende triplicar a produção terrestre brasileira de aproximadamente 150 mil para 500 mil barris/dia nos próximos anos.

Dentro desse contexto, a cidade de Mossoró, a partir da sua posição geográfica e de sua capacidade de prover bens e serviços para a cadeia do petróleo, pode ser trabalhada para se tornar um grande “hub” de serviços para atender a indústria petrolífera desde a Bahia até o Maranhão, quiçá a região amazônica.

Obviamente, para que isso aconteça, será preciso que o poder público municipal e estadual sejam grandes parceiros nessa empreitada. Principalmente, no tocante a mostrar que a cidade tem vocação e capacidade para absorver a demanda que virá com o novo cenário que está sendo desenhado para o setor e, sobretudo, serem os catalizadores da atração de grandes empresas que queiram investir localmente com foco no atendimento da cadeia de petróleo e gás.

Vale destacar que trabalhar, hoje, a revitalização da cadeia de petróleo e gás em Mossoró é o caminho mais fácil para se retomar o aquecimento da economia local e regional, haja vista que o incremento de recursos nessa área é volumoso e, naturalmente, é gerador de empregos diretos e indiretos.

É bom deixar claro que outros setores são importantes e que precisam entrar no radar, como as energias renováveis (eólica e solar),  turismo e o ordenamento do polo universitário. Esse último de extrema importância para o suporte tecnológico para atender o setor petrolífero e os demais segmentos.

Com base no exposto fica claro que temos um caminho a seguir e ele precisa ter a parceria do poder público e privado. É preciso que todos os atores estejam juntos nesse objetivo, pois, só assim, seremos capazes de reescrever uma nova página quanto ao reaquecimento econômico a partir, incialmente, da revitalização da cadeia de petróleo e gás.

O mundo já reconhece o Brasil como uma grande referencia no desenvolvimento de tecnologias para o seguimento petrolífero. Nesse mesmo diapasão, para mim e tantos outros colegas, Mossoró tem tudo para se transformar na maior referencia nacional em soluções para o setor de petróleo e gás. Garantindo, dessa forma, uma retomada histórica de seu potencial produtivo e, sobretudo, retomando sua pujança econômica, de outrora, num curto e médio prazo.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN

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