quarta-feira - 26/10/2016 - 08:46h
Limpeza Urbana

Prefeitura faz esclarecimento sobre licitação suspensa por TCE

A Prefeitura de Mossoró emitiu Nota de Esclarecimento sobre o processo de licitação para Limpeza Urbana. Quem assina a nota é Francidaule Leite de Amorim, titular da Secretário Municipal de Infraestrutura, Urbanismo, Meio Ambiente e Serviços Urbanos.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) pronunciou-se sobre o caso (veja AQUI), com decisão monocrática por sua suspensão, assinada pelo conselheiro Renato Costa Dias, atendendo solicitação do Ministério Público de Contas.

Veja abaixo o pronunciamento da municipalidade:

A Prefeitura Municipal de Mossoró vem a público trazer esclarecimentos sobre o processo licitatório para contratação de empresa especializada em execução de serviços de limpeza urbana no município de Mossoró, suspenso nesta terça-feira, 25, tendo em vista a alegação de sobrepreço, baseada, ressalte-se, em um comparativo superficial com o contrato de limpeza pública executado no município de Natal.

A Prefeitura esclarece que o processo licitatório foi alicerçado no Plano de Gerenciamento e Projeto Básico para Contratação de Serviços de Limpeza Urbana do Município de Mossoró, o qual foi devidamente apresentado em audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, em dezembro de 2015, e disponibilizado para os vereadores, Ministério Público e população em geral.

Entendemos que os cálculos proporcionais e comparativos de valores custeadores de serviços são sempre bem vindos, desde que acompanhados do devido bom senso e de outras noções não menos importantes, como as diferenças e particularidades operacionais das atividades de campo de cada local.

Em Mossoró, a empresa contratada deve ser responsável pela execução do serviço de coleta, varrição de vias e serviços congêneres, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos, bem como toda e qualquer atividade relacionada com a limpeza e manejo dos resíduos sólidos urbanos, incluindo o gerenciamento do Aterro Sanitário; limpeza e dragagem de canais e lagoas; limpeza de praças e canteiros; limpeza de cemitérios e mercados; apreensão de animais; coleta seletiva, e instalação de ecopontos. Já em Natal, o serviço é realizado por uma autarquia, responsável por mais de 50% do serviço de limpeza, além de uma empresa contratada como uma forma de complemento do serviço de limpeza.

Por fim, o valor de R$ 14,26 hab/mês, proposto no Plano de Gerenciamento representa tão somente a necessidade máxima para boa gestão do sistema de limpeza e manejo de resíduos sólidos para o município de Mossoró – e mesmo ainda abaixo do valor verdadeiro investido na cidade de Natal, R$16,23 hab/mês, ficando a cargo da contratante, através das Ordens de Serviços, que deverão ser expedidas em tempo oportuno, o valor máximo admitido pelo setor financeiro e que será contratado da Prefeitura Municipal de Mossoró, à época em que ocorrer.

Mossoró, 25 de outubro de 2016.

Francidaule Leite de Amorim – Secretário Municipal de Infraestrutura, Urbanismo, Meio Ambiente e Serviços Urbanos

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terça-feira - 25/10/2016 - 07:24h
Mossoró

TCE freia licitação suspeita e milionária para limpeza urbana

Do Blog do Magnos Alves

A licitação para contratação do serviço de limpeza urbana de Mossoró prevista para a manhã desta terça-feira (25) está suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão foi do conselheiro Renato Costa Dias, atendendo solicitação do Ministério Público de Contas.

Em sua decisão, o conselheiro levou em conta principalmente a prática de possível sobrepreço em relação aos demais municípios.

Vale Norte "apareceu" na gestão Francisco José Júnior já eivada de suspeitas contratuais (Foto: arquivo)

O pedido de suspensão da licitação feito pelo Ministério Público de Contas levou em conta matérias publicadas pelo Blog do Magnos Alves e Jornal de Fato, inclusive utilizando dados de reportagens, como o levantamento feito pelo Blog do Magnos Alves que apontou que a Sanepav recebeu mais de R$ 135.000.000,00 da Prefeitura de Mossoró de 2009 a 2015, além de informações sobre o contrato emergencial com a Vale Norte e o aditivo deste contrato que totalizam o valor de R$ 11.978.149,20.

De acordo com dados revelados pelo Ministério Público de Contas (MPC), o serviço de limpeza pública de Mossoró custaria R$ 50 milhões por ano a partir da realização da licitação que estava prevista para esta terça-feira (25), mas foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Sobrepreço

De acordo com os dados, o contrato que seria licitado hoje teria duração de 36 meses com valor limite estipulado de quase R$ 150 milhões (R$ 149.943.311,28).

A prática de sobrepreço no certame previsto para hoje ficou bastante evidente, no entendimento do MPC, considerando comparação com o contrato emergencial assinado com a Vale Norte e com o contrato de limpeza urbana assinado pela Prefeitura de Natal.

No contrato emergencial assinado por seis meses com a Vale Norte o valor per capita referente ao serviço de limpeza urbana é de de R$ 5,47/habitante/mês, enquanto que na licitação que estava prevista para hoje o valor per capita sobe para R$ 14,27/habitante, quase o triplo.

O valor per capita que seria cobrado em Mossoró é mais do que o dobro do que é cobrado em Natal: R$ 6,73/habitante/mês. “O valor do orçamento estimativo aponta para um sobrepreço de 112,03%”, observa o MPC em seu pedido de suspensão da licitação.

Auditoria

Além de pedir a suspensão da licitação do serviço de limpeza urbana de Mossoró que estava prevista para hoje, o Ministério Público de Contas pede ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que sejam auditados os contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró com a Sanepav e a Vale Norte.

Sanepav teve contrato desde o governo Fafá Rosado (Foto: De Fato)

A Sanepav foi contratada pelo Município por meio de uma licitação realizada em 2005, há 11 anos, e, desde então, vinha executando o serviço de limpeza urbana de Mossoró através da renovação automática do vínculo.

Até que a Vale Norte foi contratada sem licitação em abril deste ano de 2016 por um período de seis meses e, posteriormente, recebeu aditivo para passar mais uns dias na cidade.

Nota do Blog Carlos Santos – O que mais impressiona no caso não é a decisão do TCE em si, mas levarmos tantos anos para testemunharmos uma decisão dessa natureza.

Qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sabe que tem caroço nesse lixo há tempos. Qualquer levantamento superficial apontaria discrepância no preço da tonelagem desde o período de gestões anteriores, na relação Prefeitura-Sanepav.

Lamentável ainda o papel continuado de omissão de seguidas legislaturas da Câmara Municipal, com bancadas governistas impedindo uma minoria de fiscalizar as contas públicas.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
  • Repet
segunda-feira - 15/12/2014 - 12:08h
Estado

MP de Contas quer informações sobre folha

Do Portal No Ar

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Luciano Silva Costa Ramos, instaurou Procedimento Preparatório, em vista das noticias de atraso no pagamento da folha do funcionalismo público estadual no mês de dezembro de 2014.

Tem como objetivo, ter informações sobre os motivos da ausência de possibilidade fática de realização do pagamento tempestivo dos vencimentos dos servidores públicos estaduais e se as medidas determinadas, de forma geral e abstrata, por meio do Decreto nº 23.627, de 2 de agosto de 2013.

Estabelece medidas de contenção de despesas públicas no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta Estadual – foram devidamente implementadas concretamente, entre outras questões.

Foi estabelecido um prazo de cinco dias para o encaminhamento das referidas razões e documentos ao gabinete do Procurador-Geral, acentuando que, desde já, fica consignado que o resultado dessa iniciativa poderá subsidiar manifestação deste parquet em procedimento fiscalizatório a ser deflagrado perante o Egrégio Tribunal de Contas do Estado, no resguardo da ordem jurídica e do fiel cumprimento dos preceitos nela estabelecidos.

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Categoria(s): Política
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