sexta-feira - 12/01/2018 - 16:30h
Sandro Pimentel

Vereador apresenta pedido de impeachment de Robinson

Do Blog do BG

O vereador natalense Sandro Pimentel (PSOL) protocolou nesta manhã de sexta-feira (12), na Assembleia Legislativa, o pedido de impeachment do governador Robinson Faria (PSD).

Sandro: papel que outros não cumprem (Foto: não informada)

O texto está embasado na reprovação por unanimidade das contas do governo no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), que enumerou vinte e uma irregularidades cometidas na última prestação de contas.

Nota do Blog – Não há motivo para estranheza quanto à origem da iniciativa. Há legitimidade.

Estranho é o silêncio de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Movimento Articulado de Combate à Corrupção no RN (MARCCO).

Em 2014, por exemplo, o Marcco apresentou pedido de impeachment da então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), por razões até menores. Estranho seu seu silêncio.

Em novembro do ano passado (veja link abaixo), o Blog Carlos Santos tratou isoladamente sobre essa hipótese, quando ninguém tratava do tema.

Leia tambémO impeachment do governador Robinson Faria.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 03/01/2018 - 10:27h
Situação extrema

O que falta para uma intervenção federal no estado do RN?

O que falta mais para o governador Robinson Faria (PSD) ser ejetado do poder?

Por que Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Movimento Articulado de Combate à Corrupção no RN (MARCCO) ou Assembleia Legislativa do RN não agem?

Por que não uma intervenção federal?

A intervenção federal é uma medida de caráter excepcional de supressão temporária da autonomia de um ente federativo. Tem por objetivo preservar a soberania do Estado e as autonomias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

É um instrumento condicionado a hipóteses previstas na Constituição Federal de 1988, como manter a integridade nacional, repelir invasão estrangeira, garantir a independência dos poderes, garantir a ordem pública, reordenar as finanças de um ente, prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial, entre outras.

O decreto de intervenção não implica necessariamente que o governo nomeie um interventor, mas essa é uma possibilidade. Caso isso venha acontecer, o governador do Estado é afastado provisoriamente – até que o problema seja solucionado -, e cabe à União especificar “a amplitude, o prazo e as condições de execução” (§ 1º. art. 36º) das funções do interventor.

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terça-feira - 28/11/2017 - 08:20h
Estranho

“Feito” de Robinson com duodécimo tem tratamento diferente

As decisões em sequência do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), em favor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público do RN (MPRN) e dia passado em atendimento à Assembleia Legislativa, determinando repasses de três meses em atraso do duodécimo, já era esperado (veja postagem abaixo ou AQUI).

Estranho é que tenham demorado tanto às petições. Seria ainda mais estranho, se o TJRN agisse com despacho diferente, ao arrepio da lei.

O próprio TJRN também enfrenta problema igual. São três meses sem o duodécimo.

A Defensoria Pública, idem.

“Feito” inédito

É algo inédito  na história administrativa do Rio Grande do Norte.

O “maior” feito do gênero tinha sido alcançado pela ex-governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), que atrasara parte de duodécimos e terminou sendo objeto de pedido de impeachment que terminou ‘esquecido’ na AL.

Por bem menos, que se diga, ela sofreu esse processo, num comparativo com o que acontece agora na gestão Robinson Faria (PSD). Quem deveria agir, não age. Omissão por compadrio?

O que é o duodécimo?

No artigo 168 da Constituição Federal está estabelecido que os recursos proporcionais às dotações orçamentárias, que devem ser atribuídos aos órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, devem ser entregues até o dia 20 de cada mês, divididos em duodécimos.

Agora, TCE, MPRN, AL, TJRN e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, calam-se diante dessa situação. A quase totalidade da imprensa também não mexe no assunto.

Até o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN), autor do pedido de impeachment de Rosalba Ciarlini, anda mergulhado.

Ou seja, o que vale para a ex-governadora não deve ser usado para Robinson Faria, atual governador. Mudou a lei? Não. Mudou o comportamento em relação à lei.

O Marcco/RN é integrado pelas mais diversas entidades e instituições públicas, privadas, e por membros convidados, como Associação de Magistrados do RN; Associação do Ministério Público do RN; Associação dos Juízes Federais do RN; Universidade Federal do RN (UFRN).

Leia também: O impeachment do governador Robinson Faria AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quinta-feira - 23/11/2017 - 13:50h
Enredo repetido

O impeachment do governador Robinson Faria

Crimes de responsabilidade dão base para que processo seja aberto e governante acabe afastado

No dia 29 de abril de 2014, último ano de gestão da então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), ela esteve na iminência de ser deposta por um impeachment. Àquela data foi lida proposta nesse sentido na Assembleia Legislativa, por iniciativa do Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN), que queria seu imediato afastamento antes mesmo do processo.

O deputado Hermano Morais (PMDB) foi o relator do processo que possuía 30 volumes, com cerca de 2.500 páginas.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa votou pela admissibilidade formal de tramitação do pedido de impeachment – Denúncia por Crimes de Responsabilidade – contra a governadora.

Robinson e Rosalba, presente e passado de estragos, mas com impunidade garantida pela força do poder e mãos amigas

No dia 30 de maio de 2014, o deputado José Dias (PSD) chegou a ressaltar em plenário: “Nada é mais importante para nosso Estado do que debatermos essa questão”.

Passados mais de três anos desse episódio, seu sucessor Robinson Faria (PSD) está enroscado em atribulações ainda maiores e deslizes mais graves, sem que o próprio Marcco volte a se manifestar, ou outra voz em defesa da lei. O impeachment de Robinson Faria já pode ser pedido formalmente, com base nas constituições federal (CF) e estadual (CE), por “crimes de responsabilidade”.

Ninguém sabe, ninguém viu.

O compadrio, interesses politiqueiros e insondáveis motivações deixam-no a salvo até aqui. Com Rosalba, acordos de bastidores que envolviam a própria disputa eleitoral de 2014, terminaram levando o pedido de impeachment para a lata do lixo. Até hoje, ninguém sabe, ninguém viu.

Ela, outra vez, safou-se de problemas político-legais.

TCE esperar receber quase R$ 20 milhões atrasados (Foto: arquivo)

Mesmo com desgaste corrosivo de sua imagem pessoal, política e do governo, tudo parece ignorado. Os próprios poderes Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aguentam atrasos de duodécimos por cerca de três meses, apenas se sustentando em suas “gorduras”. O Ministério Público do RN (MPRN) faz o mesmo e parece achar tudo “normal”.

Ontem é que o TJRN deu uma ‘força’ ao TCE (veja AQUI), determinando pagamento de quase R$ 20 milhões a esse órgão técnico. Se não cumprir, Robinson estará na agulha para sofrer impeachment. Isso, se resolverem fazê-lo, claro.

Como foi em 2014

O pedido de impeachment entregue à AL por representantes do Marcco denunciava a governadora, hoje prefeita de Mossoró, pelos seguintes crimes de responsabilidade: Uso de bens e serviços públicos do Estado para promover a campanha política nas Eleições Municipais em Mossoró/RN no ano de 2012, promovendo o impedimento ao livre exercício do voto pelos cidadãos mossoroenses; Atos de improbidade administrativa imputados pelo Ministério Público Estadual; e Transporte de verbas do orçamento sem autorização legal.

Ela teria feito suplementação acima do limite legal permitido pela LOA 2012 e da transferência de recursos constitucionalmente vinculados à educação para pagamento de pessoal inativo.

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Os representantes do Marcco ainda denunciaram a chefe do Poder Executivo por afronta às regras de competências constitucionais que asseguram a independência entre os Poderes e órgãos com autonomia financeira (LOA 2013 e LOA 2014), através da decisão política de não repassar integralmente os valores dos orçamentos dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Ou seja, “não repassar integralmente”, ao contrário da situação ainda mais grave de Robinson, que não tem transferido nada.

O Marcco ainda a acusou de manipular dados financeiros para uma readequação orçamentária decorrente de frustração de receita inexistente – corte orçamentário arbitrário por ato governamental ilegal em 2013 e ausência de qualquer ato em 2014; e descumprimento generalizado das decisões do Poder Judiciário em todas as áreas de Governo.

Pelo menos 26 ações foram descumpridas, detalhou o Marcco. E ficou por isso mesmo.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 06/11/2017 - 10:43h
Sem jeito

Combate à corrupção sofreu retrocesso, afirma o Marcco

Do Tribuna do Norte

Para o coordenador geral do Movimento Articulado de Combate à Corrupção no RN (MARCCO), Carlos José Cavalcanti Lima, “o Supremo Tribunal Federal (STF) virou as costas para a questão do combate à corrupção”.

Em sua análise, esse poder “se eximiu de sua responsabilidade, transferindo responsabilidades” que são suas.

Cita, particularmente, as prerrogativas para que parlamentares decidam sobre afastamento ou não de seus pares. O compadrio e o corporativismo falam mais alto.

Nota do Blog – O STF é sócio de toda essa patifaria e não um poder zeloso com a Constituição, as instituições e o cidadão.

Caso perdido.

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