sexta-feira - 17/10/2025 - 09:48h
Assembleia Legislativa

Presidente do Ipern confirma déficit de quase R$ 54 bilhões

Sistema previdenciário estadual é discutido em audiência pública e sugestões são encaminhadas
Mensalmente, Ipern tem déficit de mais de R$ 150 milhões, foi informado em audiência pública (Foto: João Gilberto)

Mensalmente, Ipern tem déficit de mais de R$ 150 milhões, foi informado em audiência pública (Foto: João Gilberto)

O Legislativo Potiguar promoveu audiência pública, na tarde desta quinta-feira (16), para discutir a situação previdenciária do Estado, com foco na busca de investimentos técnicos e estruturais no Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN (IPERN). O debate foi proposto pelo mandato do deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) e contou com a participação de representantes do Governo do Estado, Ipern, Procuradoria-geral do Estado, entidades sindicais e dos próprios servidores ativos e inativos.

“A situação da previdência é muito importante para todos. É preciso investimento técnico e estrutural no Ipern. E aqui nesta audiência nós vamos dar voz a todos, para que façam uma explanação real do nosso sistema, e a gente possa encontrar uma solução justa e coletiva”, afirmou o propositor da audiência.

Em seguida, o presidente do instituto, Nereu Linhares, iniciou seu pronunciamento dizendo que a situação do Ipern é dramática, do ponto de vista financeiro, estrutural e atuarial.

“A situação do sistema previdenciário do RN é de conhecimento público e notório. O IPERN é um órgão que foi criado há mais de 60 anos e nunca teve uma função de previdência realmente. Por isso – e outras questões, hoje o seu déficit financeiro (que é o valor que precisa ser aportado para completar a folha de aposentadorias e pensões) é de mais de R$ 150 milhões por mês. Além disso, também há um déficit atuarial de aproximadamente R$ 54 bilhões”, divulgou.

História e papel do Ipern

Nereu Linhares fez um resgate histórico, desde a criação do Ipern, apontando os principais motivos que levaram a entidade à atual problemática, frisando que “o déficit não foi constituído no Governo Fátima Bezerra (PT)”.

“Desde a sua criação, em 1962, o Ipern foi criado como um instituto de previdência, que deveria cobrir aposentadoria e pensão. Mas a legislação, na verdade, não incluiu aportes para aposentadorias. A regulamentação previa apenas pensão, auxílio-natalidade, auxílio-funeral e auxílio-reclusão. E isso significa que, até 2005, quando houve a aprovação da Lei Complementar 308 incluindo finalmente as aposentadorias, nenhum servidor do Estado do RN – de nenhum órgão ou Poder – havia contribuído um centavo sequer para a nossa previdência. Mesmo assim, o Ipern paga hoje as aposentadorias de todos os poderes”, detalhou.

O presidente da autarquia relatou, na sequência, que a mesma lei criou ainda os chamados “benefícios assistenciais”, os quais, segundo Linhares, “são incompatíveis com o sistema previdenciário”.

“Previdência é, grosso modo, quando você guarda um dinheiro, coloca ele para render e no futuro pega ele de volta. Então, não tem como você juntar esse instituto com a assistência, já que esse último é um valor que vai, mas não volta”, explicou.

Após expor exemplos de retiradas dos recursos do Ipern para a área de assistência, ele afirmou, com convicção, que “o déficit atuarial do instituto começou a ser constituído no dia em que ele foi instaurado”.

Ainda de acordo com Linhares, após as primeiras demonstrações do déficit atuarial, em 1987, os benefícios assistenciais foram suspensos, restando somente o centro clínico, que foi extinto em 2002.

Golpe final

“E a última grande pancada sofrida pela Previdência do RN foi em 2014, com a LC 526. Anteriormente, em 2006, havia sido feita uma segregação – e se conseguiu juntar R$ 1 bilhão num fundo específico. Porém, em 2014 (gestão Rosalba Ciarlini, seguida do governo Robinson Faria), o governo da época consumiu tudo em 8 meses, após a aprovação da lei, mesmo diante de tentativas judiciais de se impedir o procedimento. E esse foi, portanto, o golpe final à nossa previdência”, opinou.

O presidente da entidade complementou, falando que “a partir dali houve a elevação dos déficits atuarial e financeiro. Em 2011, o déficit atuarial estava em 8 milhões; em 2014, já estava em 80 milhões. Então, não é difícil chegar ao furo de 54 bilhões que existe hoje”, acrescentou.

Ele lembrou ainda que a responsabilidade pela Previdência é solidária – e não somente entre servidor e empregador – mas também entre os próprios empregadores.

“Com isso, eu quero esclarecer que essa não é uma dívida apenas do Executivo, mas de todos os poderes. O cálculo atuarial é feito de forma separada. Lá consta o que cabe ao Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público etc”, disse.

A respeito das inúmeras modificações nos planos de cargos e carreiras de diversas categorias de servidores do Estado, ao longo dos anos, o presidente do IPERN afirmou que “nunca se deve fazer um planejamento de aumento para os servidores ativos sem considerar a questão previdenciária, inclusive o cálculo atuarial”.

“Parece-me que isso nunca foi observado. Os servidores mereciam valorização, sim, mas deveriam ter sido feitos estudos cuidadosos e responsáveis. E eu não tenho constrangimento algum em falar isso tudo aqui hoje, porque eu já venho dizendo essas coisas há, pelo menos, 20 anos – seja na imprensa, nas palestras que ministro ou em artigos que escrevo”, enfatizou.

Finalizando seu discurso, Nereu Linhares garantiu que, desde que assumiu a administração do órgão, em 2019, vem modernizando equipamentos e se esforçando com sua equipe para mitigar os efeitos dos erros de gestões passadas.

“Outro problema é a proporção entre ativos e inativos. Nos anos 80/90, nós tínhamos 5 ativos para 1 inativo. Hoje essa pirâmide já se inverteu. Existem mais inativos do que ativos. Então, a conta não vai fechar nunca. Portanto, todo o Estado do RN tem que se unir para não deixar a previdência morrer – e eu não falei ‘recuperar’; eu falei ‘não deixar morrer mesmo’. E esse trabalho tem que ser conjunto: Executivo, Legislativo, Judiciário, MP, Tribunal de Contas, todos”, concluiu, reforçando que a situação é dramática e precisa ser solucionada com o auxílio de especialistas no assunto.

Dando continuidade aos debates, o representante dos aposentados, Demetrius Fernandes, avaliou que um dos maiores problemas enfrentados pelo IPERN são os benefícios em que o tempo de recebimento ultrapassa o tempo de contribuição.

“E eles estão cobertos pela legislação, então não temos o que fazer. Ainda há os servidores que recebem uma porcentagem a mais sobre a contribuição que fizeram; e servidores que não eram efetivos, mas o IPERN paga o benefício, porque a lei garantiu. E tudo isso foi criando um problema difícil de resolver”, elencou.

O servidor inativo falou também sobre a importância da realização de um concurso público para o instituto. “Nós queremos muito que seja realizado esse certame, para que o órgão não morra. A situação é difícil, mas dá para reverter, se todos nos unirmos”, disse.

O membro da Secretaria de Administração e Recursos Humanos do RN, Carlos Cerveira, acredita que o foco agora deve ser a resolução do problema, esquecendo o que já passou.

“Historicamente, a maior parte dos nossos servidores amargou 10 a 12 anos sem qualquer tipo de recomposição remuneratória. E eu acho que agora não é mais o momento de falar sobre a ‘febre dos planos de cargos’. No momento, nós precisamos pensar em como solucionar o problema e não retroceder”, ressaltou.

Segundo o representante do Governo do Estado, “é preciso discutir o que será sustentável para toda a sociedade”.

“Hoje nós temos 60.542 servidores inativos e pensionistas, e o quadro de ativos está em torno de 54 mil. Se formos contar os efetivos, esse número cai, porque temos os comissionados, terceirizados, temporários etc. Então, a massa contributiva vem caindo no decorrer das décadas. Por isso, não há como a gente falar em promover uma política mais arrojada para recompensar os servidores. Seria justo, sim. Mas precisamos compreender que esse recurso tem que sair de algum lugar. E esse é o maior problema”, alertou.

Já o promotor de Justiça, João Vicente, representante da Procuradoria-geral do Estado, reconheceu que a estrutura interna do Ipern não está adequada aos desafios que a entidade enfrenta.

Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Ediran Teixeira, os servidores públicos não podem pagar uma conta que foi gerada por erro do Estado.

“Os servidores não podem pagar essa conta, só porque tiveram reajustes de salários no passado. Quem administra o Ipern é o Estado, não seus funcionários. O déficit se acumulou ao longo do tempo por causa dos inúmeros erros de gestão, seja por motivos políticos ou deficiências administrativas. E a conta está aí. Então, é responsabilidade do Poder Público recompor esse dinheiro que foi retirado dos servidores. Os órgãos precisam se unir e decidir de onde vão tirar recursos para repor aos cofres do Ipern”, finalizou.

Exposições e debates revelaram que rombo começou em 2014 (Foto: João Gilberto)

Exposições e debates revelaram que rombo começou em 2014 (Foto: João Gilberto)

Compromisso e encaminhamentos

Último membro da mesa a falar, o representante do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta (SINAI/RN), Valmir de Araújo, pediu compromisso de todos os Poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário, além do MP e do Tribunal de Contas), “para que se debrucem de forma séria sobre o tema da Previdência Social e solucionem a questão de uma vez por todas”.

Segundo ele, o SINAI é bastante combativo e atua em 14 órgãos. “Portanto, a gente espera que esta audiência pública tenha início e fim – com objetividade e clareza, para que a gente resolva a situação, porque ninguém está de brincadeira. Todos nós queremos sair daqui hoje com ações concretas e resolutivas”, concluiu.

Ao final do debate público, o deputado Nelter Queiroz citou como encaminhamentos: 1- Urgência na publicação do edital do concurso do IPERN; 2- Implantação de nova tabela de vencimentos básicos dos cargos públicos de proventos do Ipern, conforme estudo realizado pelo seu gabinete; 3- Urgência na resposta ao TCE/RN sobre o planejamento atuarial e a devolução de saques à previdência estadual; 4- Cumprimento do Decreto nº 26.421/2026, que regulamenta a estrutura do IPERN e determina que 50% dos cargos comissionados devem ser ocupados por servidores efetivos da própria instituição.

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quarta-feira - 09/07/2025 - 21:26h
Pauta não avança

Servidores do Ipern mantêm paralisação até o dia 15 de julho

Movimento dos servidores mantém pauta devido insatisfação no diálogo (Foto: SInai-RN)

Movimento dos servidores mantém pauta devido insatisfação no diálogo (Foto: SInai-RN)

Diante da falta de respostas do Governo do Estado, os servidores do Instituto de Previdência do RN (IPERN) decidiram manter a paralisação iniciada nos dias 7 e 8 de julho até o próximo dia 15. A decisão foi tomada após audiência realizada na terça-feira (08), que não apresentou qualquer proposta sobre a principal reivindicação da categoria: a reformulação da tabela salarial.

A paralisação de 48 horas foi aprovada em assembleia do dia 1º de julho, convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN). Durante os dois dias, houve piquetes e atos públicos em frente à sede do Instituto, em Natal, com o objetivo de pressionar o Governo a apresentar uma resposta à pauta que há mais de cinco anos aguarda encaminhamento.

Como resultado da mobilização, foi realizada uma audiência com a presença do subsecretário de Recursos Humanos, Carlos Cerveira, do presidente do Ipern, Nereu Linhares, além de dirigentes do Sinai-RN e servidores da base.

O subsecretário afirmou que o momento atual é financeiramente difícil e que as negociações deveriam ter ocorrido antes. Disse ainda que encaminharia a demanda ao secretário Pedro Lopes, da Administração, e retornaria com uma devolutiva por meio da presidência do Instituto.

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terça-feira - 18/06/2024 - 16:20h
STF decide

Servidores sem concurso podem ser aposentados pelo Ipern

Quadro de desequilíbrio entre ativos e inativos é preocupante (Foto ilustrativa)

Ipern tinha recebido grande volume de pedidos de aposentadoria (Foto ilustrativa)

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, reafirmou a jurisprudência de que servidores admitidos sem concurso público ou que tenham adquirido estabilidade a partir da Constituição Federal de 1988 possam se aposentar através do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A medida beneficia mais de 3 mil servidores do Governo do Rio Grande do Norte.

A decisão, proferida no dia 11 de junho, encerra a discussão que envolvia o entendimento apresentado ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que estabelecia a data-limite de 25 de abril deste ano para que servidores contratados sem concurso se aposentassem pelo Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (IPERN). Após a data, os trabalhadores teriam de se aposentar pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a decisão, cuja relatoria é do ministro Luís Barroso, “são vinculados ao regime próprio de previdência social(…) as aposentadorias e pensões já concedidas ou com requisitos já satisfeitos até a data da publicação da ata de julgamento destes embargos declaratórios”.

Segundo a governadora Fátima Bezerra (PT), a decisão do Supremo Tribunal Federal reconheceu a atuação do Governo do Estado no tema, que protocolou, ainda no início do ano, uma reclamação contra a decisão do TCE. “Através de uma ação que ingressamos, o STF reconheceu o direito dos servidores públicos não concursados a optarem pela aposentadoria no chamado regime próprio da Previdência”, disse ela.

Suspensão de processo

O presidente do Ipern, Nereu Linhares, explicou que, a partir de agora, qualquer servidor público que preenchia os requisitos permanece com o direito de se aposentar pelo regime próprio na data em que lhe prover. “Isso evidentemente até completar os 75 anos”, comentou.

O Ipern recebeu 2.031 pedidos de aposentadoria somente nos dois primeiros meses de 2024. O número representou aumento de cerca de 400% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Ainda segundo ele, os servidores que já ingressaram com pedido de aposentadoria podem solicitar a suspensão do processo. “Finalmente, estamos trazendo tranquilidade aos servidores que agora podem, inclusive, procurar o setor responsável para desistirem do agendamento e dos seus processos de aposentadoria. Vocês são imprescindíveis. Continuem prestando bom serviço para o Rio Grande do Norte”, concluiu.

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sábado - 01/02/2020 - 05:34h
Previdência

Reforma é exigência da União, mas também uma necessidade

A Reforma da Previdência do Estado do RN, segundo o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (IPERN), Nereu Linhares, atende a uma determinação da União, que com a emenda constitucional da reforma da previdência obrigou o Estado a fazer o mesmo processo para que possa receber recursos extraordinários de transferências não-obrigatórias.

Mas admitiu nessa sexta-feira (31), na apresentação de minuta do projeto de reforma previdenciária do RN (veja AQUI a primeira postagem sobre o tema), na Governadoria do Estado, que “periodicamente, em qualquer lugar do mundo, é necessário fazer mudança nos sistemas previdenciários, pois há alteração nas expectativas de vida, entre outras coisas”.

Nereu, primeiro à direita, explica que governo segue União, mas admite necessidade de mudança (Foto: Assecom/RN)

E acrescentou: “No caso do sistema de repartição que funciona hoje no Governo, ele foi desenhado quando se tinha cinco servidores ativos para um aposentado. Atualmente a balança mudou, pois temos 46 mil ativos e 54 mil aposentados, além da projeção de que mais 12 mil se aposentem dentro dos próximos anos”.

“A proposição do Governo vem para atender às requisições da Emenda Constitucional 103, que reformou a previdência nacional, mas com impactos menores junto ao servidor do que a legislação aprovada pelo Congresso em 2019”, afirmou Nereu, ao lado de outros auxiliares de governo.

Ponderou, que a regra da acumulação de pensão, por exemplo, não será modificada no RN, assim como não há previsão de contribuição extraordinária.

Outro exemplo é o cálculo feito para apontar o valor do benefício. A proposta de emenda à Constituição Estadual mantém os 70% da média aritmética do período contributivo, com o acréscimo de 2% para cada ano que exceder 20 anos de contribuição, o que limita aos 35 anos o período para alcançar a integralidade da média aritmética dos salários de contribuição.

Para calcular a média aritmética, que a reforma da previdência da União estipula atualmente um cálculo em cima de 100% do período contributivo, o Governo do Estado propõe uma incidência gradual, mantendo os 80% até 2021 e chegando aos 90% somente em 2025. “Isso quer dizer que os menores salários recebidos ao longo da vida não serão considerados no cálculo do valor do benefício”, explicou Raimundo Alves Júnior, secretário-chefe de Gabinete do Governo Fátima Bezerra (PT).

As mudanças na idade e o tempo de contribuição mínimos para a aposentadoria também são menores do que as realizadas a nível federal. Enquanto a reforma da União aumentou 7 anos na idade mínima da mulher, a proposta do Governo aumenta 5 anos.

Educação

Para os professores da rede estadual, a reforma aponta uma idade mínima de 55 anos para as mulheres e 60 anos para os homens. A medida ainda iguala o período de contribuição: 25 anos.As regras de transição tanto por acúmulo de pontos como por pedágio também foram suavizadas, em comparação com a reforma nacional.

O sistema de pontuação para aposentadoria voluntária fica com 86 para as mulheres (56 anos, 30 anos de contribuição, 20 de serviço público, cinco no último cargo efetivo) e 96 para homens (61 anos, 35 anos de contribuição, 20 de serviço público, cinco no último cargo efetivo).

A partir de 2021, as pontuações serão acrescidas de um ponto por ano, até chegar aos 100 para as mulheres e 105 no caso dos homens. E em janeiro de 2023, as idades mínimas sobem para 57 e 62 anos, respectivamente, para mulheres e homens.

Pedágio

O somatório de pontos para aposentadoria do magistério também passa por mudança, sendo 76 para as professoras e 86 para os professores, com a idade das mulheres sendo 51 e entre os homens 56 anos e o período de contribuição, respectivamente, 25 e 30 anos.

A partir de janeiro do próximo ano, o sistema ganha um ponto por ano até chegar em 82 e 95, com as idades sendo elevadas em 2023 para 57 e 62 anos.Já no caso do “pedágio” exigido para aposentadoria no serviço público estadual, segundo a proposta do Governo do Estado, será equivalente à metade do tempo de contribuição que falta para atingir o tempo exigido quando da entrada em vigor da reforma.

Caso, por exemplo, o servidor necessite de seis anos para atingir o tempo mínimo, precisará alcançar nove anos para se aposentar, enquanto que em âmbito federal esse número vai para 12 anos.

Participaram da apresentação de um resumo do projeto de reforma, Raimundo Alves (Gabinete Civil), Carlos Eduardo Xavier (Tributação), Aldemir Freire (Planejamento e Finanças), Nereu Linhares e o procurador-geral do Estado, Luiz Antônio Marinho.

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sábado - 14/12/2019 - 05:22h
PI

Governo estadual aprova nova reforma previdenciária

Dias: segunda reforma (Foto: Diário do Piauí)

O Governo do Estado do Piauí, administrado pelo reeleito Wellington Dias (PT), aprovou mais uma reforma em seu sistema previdenciário. Teve 24 votos favoráveis na Assembleia Legislativa e apenas quatro contra, nesse último dia 11 (quarta-feira).

Em 2017, o governador já tinha promovido reforma com aumento de alíquota de contribuição de 11 para 14 por cento (que foi mantida).

“Quem já está dentro do sistema vai escolher a melhor regra de transição, a mais benéfica para ele. O servidor poderá optar pela regra de pedágio ou pontos. Essas serão diferentes da regra nacional”, pontuou Ricardo Pontes, presidente da Fundação Piauí Previdência.

Desde 2017 que o Governo do Piauí também ingressou no PrevNordeste, espécie de previdência complementar e promoveu uma série de alterações no pagamento de pensões. Reduziu o rombo, mas mesmo assim deverá terminar o exercício de 2019 com buraco nas contas.

Déficit

Agora, justificou nova mudança ao assinalar que é um processo natural de adequação à reforma promovida pelo Congresso Nacional.

Atualmente, o Piauí tem folha de pagamento com 45.070 servidores ativos e 44.165 inativos. O Fundo de Previdência tem déficit mensal da ordem de R$ 78 milhões, cobertos pelo tesouro estadual.

Veja a íntegra do projeto de Reforma da Previdência do Governo do Piauí clicando AQUI, na Coluna do Zózimo, do portal Cidade Verde.

Reforma no RN

Quando integrava a equipe de transição da governadora eleita Fátima Bezerra (PT), o advogado Nereu Linhares afirmou que uma das alternativas para amenizar o rombo na previdência estadual seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

Fátima e Nereu: mudança de discurso (Foto: Arquivo)

“Não tem como fugir disso”, apontou em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal, hoje Super TV), no dia 29 de novembro do ano passado, falando ao jornalista Saulo Vale.

Depois, já escolhido para presidir o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), ele teve que mudar o discurso por recomendação da governadora Fátima Bezerra (PT). “Sou contrário”, disse em entrevista ao portal Agora RN, dia 3 de janeiro deste ano, cinco dias antes de sua posse.

A aposta da governadora era de que tudo seria resolvido no Congresso Nacional e ela não se desgastaria com servidores e movimento sindical. Não deu certo a tática.

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quarta-feira - 04/09/2019 - 11:16h
Reforma

Previdência terá alíquota elevada para “pelo menos 14%”

Presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares prevê que a alíquota previdenciária estadual sairá de 11% para “pelo menos 14%”. É inexorável. Bem antes de assumir o cargo, ele já defendia o aumento.

No Jornal 96, Linhares deixou claro que a alíquota mínima de 14% é inexorável no RN (Foto: BCS reprodução)

Falou sobre o assunto em entrevista ao programa Jornal 96, da FM 96 do Natal, nesta quarta-feira (4) – sabatinado pelo jornalista Diógenes Dantas.

Salientou, que no projeto de reforma previdenciária em tramitação no Congresso Nacional esse ponto está pacificado. Estados e municípios “não têm como ficar fora”.

Protesto funcional

E mais: “Tem que ter uma lei regulamentando tudo. Ela não pode ser inferior à estabelecida pela legislação federal. Poderá até ser maior; menor, não”. Nereu Linhares não adiantou se existe plano do Governo Fátima Bezerra (PT) de ir mais além no percentual do Ipern.

A administração Robinson Faria (PSD) apresentou mensagem para elevação desse patamar de 11 para 14 por cento, mas não vingou na Assembleia Legislativa. Enfrentou forte protesto do sindicalismo funcional.

Sobre o uso das reservas do Fundo Previdenciário do RN pelos governos Rosalba Ciarlini (PP) e Robinson Faria, para complementação de folha de pessoal, Linhares foi bem claro: “Esse dinheiro não volta nunca mais. Não tem como. Não existe uma norma, não encontramos nada sobre isso”.

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terça-feira - 13/08/2019 - 07:36h
Entrevistas

A previdência quebrada do RN em duas versões

Até quando Nereu Linhares esquentará a cadeira do comando do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), sabendo que suas crenças e convicções, todas baseadas em denso conhecimento técnico, sucumbem à camaradagem política e ao corporativismo?

Nereu Linhares é aquele mesmo que antes de ser nomeado para o cargo, em questão, afirmava não existir outra saída para o Ipern insolvente, sem aumento da alíquota previdenciária de 11 para 14%:

– “Não tem como fugir disso”, declarou em entrevista ao programa Enfoque Político (Super TV, Mossoró), no dia 29 de novembro do ano passado.

Depois, nomeado, foi convencido a dizer o contrário numa entrevista ao portal/jornal Agora RN no dia 4 de janeiro deste ano.

“Sou contrário”, falou.

Porém abriu uma brecha para que no futuro, próximo, o que dizia antes prevaleça.

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segunda-feira - 01/07/2019 - 13:50h
Em Natal

Médicos farão protesto contra possíveis perdas

Ferreira: dificuldades para médicos (Foto: Potiguar Notícias)

O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN) convoca categoria vinculada ao Estado do RN para protesto público nessa terça-feira (2) em Natal. A manifestação será à partir das 9 horas, em frente à Governadoria.

O movimento é contra a nova recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), que visa a não incorporação do adicional de insalubridade, noturno e a gratificação de localização geográfica, esta última somente do nível superior, na aposentadoria dos servidores.

“Há ainda uma ameaça mais grave: a de devolução dos recursos para pessoas que se aposentaram após o ano de 2014”, alerta o presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira.

Negociação com Governo

O Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (IPERN) informou que os adicionais de insalubridade e noturno, além da gratificação de localização geográfica, não serão mais incorporados na aposentadoria do servidor.

Para discutir o assunto o presidente do IPERN, Nereu Linhares, a convite do Sinmed, estará na sede do sindicato nesta terça-feira (2), às 18h30. Também participam do evento, representantes de outras entidades sindicais da área de saúde. A ideia é abrir um canal de diálogo com o Estado no intuito de buscar uma solução para o problema.

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sábado - 15/06/2019 - 15:48h
Pressão

Fátima pode ter que fazer reforma previdenciária no RN

Fátima: o tempo está passando (Foto: arquivo)

Se prevalecer no texto final da Reforma da Previdência a não inclusão de estados e municípios (veja AQUI), a governadora Fátima Bezerra (PT) terá que assumir um ônus do qual tem se esquivado desde o começo da gestão, para não se indispor sobretudo com o movimento sindical.

Terá que fazer a sua própria reforma no RN.

Quando integrava a equipe de transição da governadora eleita Fátima Bezerra (PT), o advogado Nereu Linhares afirmou que uma das alternativas para o rombo na previdência estadual seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

“Não tem como fugir disso”, afirmou em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal, hoje Super TV), no dia 29 de novembro do ano passado, falando ao jornalista Saulo Vale.

Escolhido para comandar o Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Linhares mudou de discurso.

Ajustou-o à estratégia da governadora, que a exemplo dos demais governadores lutou para inclusão de estados e municípios no texto do deputado federal e relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP).A retirada da emenda do projeto de Samuel Mendes, que alcançaria os estados e municípios, pode ser uma estratégia para levar governadores a se envolverem e influírem na votação, através das bancadas federais em Câmara e Senado. A proposta ainda pode ser ressuscitada nas discussões em plenário.

Em termos de RN, Fátima Bezerra não conseguirá se esgueirar dessa responsabilidade para sempre, caso em Brasília dê tudo errado. O tempo está passando.

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quinta-feira - 11/04/2019 - 08:30h
Nereu Linhares

Presidente do Ipern discutirá sobre previdência do RN

O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares, participará de discussão no próximo dia 17 (quarta-feira) em Mossoró.

Será às 9h no Teatro Lauro Monte Filho, centro da cidade. Entrada livre.

Promoção da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade do Estado do RN (URRN).

Ele focará no tema “Regime próprio de previdência dos servidores do RN”.

Antes de tomar posse no cargo, Linhares deu entrevista ao programa Enfoque Político da TV Terra do Sal, no dia 29 de novembro do ano passado, afirmando que seria inadiável o aumento na alíquota previdenciária que atualmente é de 11%.

Teria de saltar possivelmente para 14%, como ocorreu no Piauí, por exemplo, governado pelo petista Wellington Dias, referência de plano de governo da governadora Fátima Bezerra.

“Não tem como fugir disso”, disse ele.

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terça-feira - 15/01/2019 - 06:56h
Constatação

Rombo previdenciário no Ipern “hoje é impagável”

Em entrevista à FM 96 do Natal, o advogado e presidente do Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares, repetiu o que já tinha dito em outras sabatinas antes de assumir o cargo, sobre o fundo previdenciário:

“Hoje essa dívida é impagável”.

Desde que a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) começou a drenagem de recursos para atualização de folha, em dezembro de 2014, seguida pelo sucessor Robinson Faria (PSD) durante todo o ano de 2015, lá se foram cerca de R$1 bilhão do presente e futuro de aposentados e pensionistas.

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