domingo - 01/05/2022 - 08:34h

Luiz Gonzaga, Cortez Pereira e o sonho da Serra do Mel

Por Nilson Gurgel

Falar sobre Luiz Gonzaga é um prazer tão grande quanto é ouvi-lo. Orgulho-me de ter tido um momento com ele, foi no final do ano de 1974.

Na época eu era Diretor Técnico e Executivo da Cimparn e estávamos concluindo a implantação física do projeto das vilas rurais da Serra do Mel, quando o governador Cortez Pereira me chamou e disse:

Luiz Gonzaga na Revista O Cruzeiro, edição de 12 de setembro de 1952 (Reprodução de página de Rostand Medeiros)

Luiz Gonzaga na Revista O Cruzeiro, edição de 12 de setembro de 1952 (Reprodução de página de Rostand Medeiros)

– “Cabeludo” (como carinhosamente me chamava), meu mandato foi reduzido em um ano e quero encerrá-lo com uma grande festa de inauguração do Projeto lá na Serra do Mel. Prepare tudo, você tem 15 dias!

Aí lhe respondi: “Sem problema, doutor Cortez.”

Tratei de arrumar tudo e na véspera da dita, fui ao Palácio Potengi para fazer uma checagem das coisas com ele. Ao final, o governador olhou para mim e disse:

– Só está faltando uma coisa, mas um amigo vai mandá-lo para nós. É o Luiz Gonzaga que está fazendo um show no Recife hoje à noite e amanhã o Zé Lins ( José Lins de Albuquerque, superintendente da Sudene na época) traz ele para nós no Asa Branca (nome do avião da Sudene).

E completou: “Já está tudo acertado, volte para Serra e me espere amanhã cedo.”

No dia seguinte chega doutor Cortez e logo em seguida Luiz e Zé Lins.

Caro amigo Carlos Santos, foi um dia inteiro na companhia do rei. Tanto ele cantava, como tocava, como contava piadas e conversava. Era só alegria e terminei indo deixá-lo no Recife no avião do estado, pois o Zé Lins, em razão de compromissos, teve que ir antes.

Luiz atendeu a todos tocando, cantando e autografando. Para se ter uma ideia da dimensão do evento, só famílias já assentadas havia no projeto 518 com cerca de 6,2 pessoas em média para cada uma e todas estavam presentes.

Faltaram guardanapos e pratos de papelão. Todos viraram autógrafos. O autógrafo que pedi, único de minha vida por anos, se juntou anos mais tarde ao de Tânia Alves (cantora e atriz) que quando me deu o dela e soube que ia fazer companhia ao de Luiz Gonzaga, saiu com esta:

– É uma honra fazer companhia ao meu rei. Mas Nilson, bote o meu bem coladinho ao dele, quem sabe eu faça umas carícias nele!

E deu aquela risada gostosa que só ela sabe dar.

Meu neto que ainda não “inteirou” três anos, quando vou visitá-lo, ele olha para mim e diz: “Vovô, vovô Nilson”. E logo vai cantando (só as duas primeiras estrofes) “Estrada de Canindé”, que segue para quem quiser:

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé.

Amigo, desculpe a extensão do comentário, mas estou falando do único rei brasileiro que reverencio.

E encerro meu texto com uma frase do discurso de Cortez a quem, sem ser rei, exalto também e tenho saudades do dia da inauguração, final de1974:

– Este projeto nasceu da coragem e imaginação de um governo que soube antecipar o futuro!

Nilson Gurgel é economista

*Crônica originalmente publicada em nossa página no dia 28 de outubro de 2012 (veja AQUI), há quase dez anos, por um amigo falecido no dia 7 de junho de 2016 (veja AQUI).

Reproduzir essa crônica é uma forma, modesta, de homenageá-lo. Que Nilson Gurgel descanse em paz.

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Categoria(s): Crônica
quarta-feira - 08/06/2016 - 17:36h
Mossoró

Comitiva de servidores da Saúde não é recebida

Representantes de trabalhadores na área da Saúde, na Prefeitura de Mossoró, saíram frustrados hoje do Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

Esperavam ser recebidos pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

À semana passada (veja AQUI), havia ficado acertado que dia 7 (ontem) ou hoje a comitiva seria recebida pelo prefeito, para tratar de pauta do segmento.

Nem ontem nem hoje.

A justificativa dada por uma porta-voz do secretário-chefe do Gabinete, Luiz Antônio Costa, foi de que o prefeito estaria ocupado com velório e sepultamento de Nilson Gurgel (veja AQUI), ex-secretário do Planejamento nomeado pro seu Governo.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

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Categoria(s): Administração Pública
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terça-feira - 07/06/2016 - 22:50h
Mossoró

Morre Nilson Gurgel

Recebi notícia da morte hoje à noite, no Hospital Wilson Rosado (HWR) de Mossoró, do meu amigo Nilson Gurgel.

Era filho do ex-prefeito mossoroense Alcides Fernandes, o “Alcides Belo”.

Nilson: perda (Foto: Facebook)

O corpo é velado no Centro de Velório Sempre, em frente ao Tiro de Guerra, Rua Melo Franco – Centro de Mossoró.

O sepultamento vai acontecer no Cemitério São Sebastião, às 10h dessa quarta-feira (8).

Nilson atuou durante muitos anos na Secretaria de Tributação do Estado (SET), participando ativa e diretamente da sua modernização tecnológica e profissionalização, a partir do final dos anos 90.

Também foi assessor importante em grupos empresariais como Vipetro, Quatro Emes, O Boticário, Fan etc.

Em 2014, chegou a ser nomeado para pasta do Planejamento do Governo do prefeito Francisco José Júnior (PSD), mas sofreu infarto e não chegou a assumir cargo.

Desde então, passou a enfrentar outros problemas de saúde, falecendo hoje.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 22/03/2015 - 09:03h
Nilson Gurgel

Secretário passa por novo problema de saúde

O economista Nilson Gurgel, titular da pasta do Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Mossoró, teve novo susto em sua saúde.

Recupera-se de uma súbita hemorragia. O fato foi no início da semana passada.

Está bem. Conversamos pessoalmente.

Antes de ser empossado na equipe do prefeito Francisco José Júnior (PSD), inicialmente no Planejamento, ano passado, Gurgel teve que passar por delicados procedimentos cardíacos, com convalescência longa.

Saúde, meu caro.

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terça-feira - 10/02/2015 - 23:55h
Mossoró

Reforma administrativa é aparentemente concluída

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) fechou o ciclo de mudanças administrativas em seu Governo? A princípio, sim.

Com a posse de mais quatro nomes – sendo três no primeiro escalão -, hoje, os “ajustes” estão aparentemente concluídos.

Mas é bom não abusar.

O ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Josivan Barbosa, é o novo secretário de Planejamento.

Nilson Gurgel deixa a Secretaria de Planejamento e vai para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Para a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, o tenente-coronel Alvibá Gomes assumiu o cargo, deixando para trás o comando do Segundo Batalhão de Polícia Militar (BPM).

O sub-tenente Jailson Nogueira foi nomeado como comandante da guarda municipal.

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 10/02/2015 - 12:25h
Grande aposta

Os bons timoneiros do Planejamento e Desenvolvimento

Os nomes de Josivan Barbosa para a pasta do Planejamento e Nilson Gurgel no Desenvolvimento Econômico, formalizados agora pela manhã, na Prefeitura de Mossoró, podem ser um diferencial enorme para o município.

A posse dos dois, trabalhando em comunhão, é um alento para a Mossoró sem planejamento algum e míope no olhar pro futuro.  Somos empurrados há décadas por lampejos administrativos, espasmos decisórios e o deus-dará.

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Prefeito e Nilson Gurgel: aposta na experiência (Foto: PMM)

O compadrio e os arranjos meramente partidários, de grupos e grupelhos, ficavam em relevo, em detrimento do coletivo.

O personalismo, a propaganda surreal e as obras prioritariamente eleitoreiras produziram uma farsa lendária de “cidade progressista”, capital de qualquer coisa, ufanismos que servem à perpetuação de sua elite política e ludibriam a massa-gente.

A vivência de Barbosa e Gurgel no serviço público, com ótimos resultados, estimula minha imaginação. Com liberdade para atuar, os dois poderão fazer muito.

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) acerta em cheio nas escolhas. Realmente, eles são diferenciais que sua equipe precisava.

Bem-estar social

Faço o comentário sobre essa dupla, sem menoscabo aos demais secretários. Entre os que compõem a municipalidade, claro que existem ótimos valores.

Link permanente da imagem incorporada

Josivan: atuação mudando a "Esam" (Foto: PMM)

O foco decorre de uma constatação: planejar, organizar e criar condições especiais ao bem-estar social, pela independência econômica, foram quase sempre desprezados por governantes locais.

A grosso modo, Raimundo Soares e Dix-huit Rosado pensaram diferente a Mossoró do futuro. Sem eles, tudo seria muito pior.

Há poucos meses, vimos a repercussão de uma entrevista do então secretário Mairton França (Planejamento), que fez parte da era Fafá Rosado (PMDB). Admitiu que em oito anos de Fafá, não se planejou coisíssima alguma.

Alguém tinha ideia de se construir uma praça, abrir uma rua ou contratar terceirizada e iam fazendo. Não se via o macro, o todo, de forma sistêmica.

Agora, creio que possamos acertar o passo e reduzirmos essa distância entre o que precisamos ser e o que somos. Mas claro que muito dos espaços e perdas passados não podem ser recuperados.

Vivemos período de instabilidade econômica, apreensões do setor produtivo e ainda reflexos dessa gangorra político-eleitoral e administrativa vivida por Mossoró desde 2012.

Nilson, que atuou na retaguarda da Tributação e Planejamento do Estado, com alguns governadores, é um técnico reconhecido.

Josivan, aproveitando a lufada de investimentos federais para o terceiro grau, transformou a outrora Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) na universidade federal Ufersa.

Está difícil?

Ótimo.

É ai que aparecem os bons timoneiros.

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  • Repet
sábado - 02/08/2014 - 09:31h
Nilson Gurgel

“Secretário” continua fora de equipe municipal

Escolhido para ser secretário do Planejamento da Prefeitura de Mossoró, Nilson Gurgel continua fora de combate.

– Preciso passar por uma cirurgia – conta ao Blog, com voz arrastada, se referindo a procedimento cardíaco.

Ele não tem definição quanto à data da cirurgia.

Enquanto isso, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) mantém em aberto a pasta. Nilson tem larga vivência em planejamento na iniciativa privada – trabalhando para grandes grupos – e no Estado, atuando na Tributação.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 10/07/2014 - 10:25h
Nilson Gurgel

Novo secretário continua internado em hospital

Continua internado no Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró, o recém-escolhido secretário do Planejamento da Prefeitura de Mossoró, Nilson Gurgel.

Ele sofreu um infarto no domingo (6), quando estava com amigos na cidade-praia do Tibau.

Foi socorrido em Mossoró, internado na UTI do HWR, mas já transferido para apartamento no mesmo hospital.

– Ele está bem. O pior já passou – relata Paulo Coelho, amigo de Nilson, em contato com o Blog.

Bem

Com acompanhamento do irmão e médico Aílson Gurgel, que atua e reside em Fortaleza-CE, Nilson ainda deverá passar por bateria de exames e análise de junta médica.

– Mas já está bem, brincando, daquele jeito que nós conhecemos – tranquiliza Coelho.

Em face desse imprevisto, o economista Nilson Gurgel não foi empossado na última segunda-feira (7), ao lado dos demais componentes da equipe do prefeito Francisco José Júnior (PSD). Não  há previsão para que comece suas atividades no Governo Municipal.

Nilson Gurgel tem larga experiência na atividade pública e privada, trabalhando em atividade econômica, como nos grupos Vipetro e FAN, além de longa passagem na Tributação do Governo do Estado, em várias gestões.

Também tem sangue político nas veias. É filho do falecido ex-vice-prefeito e ex-prefeito Alcides Fernandes, o “Alcides Belo”.

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sexta-feira - 06/09/2013 - 04:43h
Incompetência

Economista mostra o blefe da dívida do Estado

Caro Carlos Santos,

Quando falam que o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) herdou um débito de R$ 800.000.000,00 do anterior, acho até graça com a pouca visão econômica de valores de governo.

Veja bem: R$ 800.000.000,00 (oitocentos milhões) para se pagar em mais ou menos 20 anos que é todo o compromisso do nosso Rio Grande do Norte, que arrecada por ano cerca de R$ 10.000.000.000,00 (dez bilhões), equivale a uma pessoa que ganha R$ 8.333,33 por mês, pagar uma prestação mensal de R$ 27,78.

É uma gracinha.

Nilson Gurgel – Webleitor e economista que durante muitos anos e governos atuou em postos chaves da Tributação do Estado do RN.

Nota do Blog – Meu caro Nilson, em nosso sertão se diz que “desculpa de amarelo é comer barro”.

Para todo e qualquer incompetente, é sempre mais fácil transferir responsabilidades do que admitir incapacidade ou resolver o problema à sua mão.

Abraços.

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terça-feira - 27/08/2013 - 15:01h
Sem rumo, sem prumo

Lições que o Governo Rosalba Ciarlini não aprendeu

Caro Carlos:

Tem um filósofo amigo meu que definiria a situação do Governo do RN (Governo Rosalba Ciarlini) com três máximas.

A primeira escrita no azulejo de um mictório da Petrobras no Alto do Rodrigues: “Quem é competente arranja solução para os problemas e quem não é, arranja culpados”.

Perdeu-se muito tempo culpando os outros.

A segunda, experiência pessoal da vidinha que vivo: “Oportunidade não se perde, outro vem e ganha”.

A terceira aprendi lendo o mestre e psiquiatra Lair Ribeiro: “A diferença entre o amador e o profissional é, somente, o número de acertos”.

Aproveito e coloco uma última frase, plagiada do meu pensador favorito, Charles Chaplin: “Amanhã será um outro dia e eu sou o dono e o escultor do meu amanhã; posso dar a, ele a forma que quiser e, se tudo estiver ou der errado sempre poderemos começar tudo de novo.”

Nilson Gurgel é economista

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terça-feira - 08/01/2013 - 12:28h
Relato triste

Cenas que revelam desgosto com efeitos da seca

Carlos Santos,

O nosso amigo Vilmar Pereira (empresário) é sempre uma grande e feliz surpresa, sem deixar de lado, com certeza, sua conexão com a sua atividade na área de Petróleo e Gás. Deve ter olhado tudo Com uma rápida enxergada deu mais um caminho e exemplo para os que brincam de resolver o problema da estiagem no nosso Nordeste.

Amigos, tenho até desgosto de ir namorar em Alexandria, só de ver tanta carcaça de bicho morto de um lado e do outro das estradas que chegam lá, de ver açudes secos com redemoinhos daqueles que carregam o cão no meio, como a gente dizia antigamente, levantando poeira.

E, em Antonio Martins, que dava gosto passar por dentro dela, toda arborizada e florida de cada lado dos 2,9 km da rua que atravessam a cidade….

Agora quase tudo virou esqueleto, só árvores secas e estorricas. E tome carro-pipa pra lá e pra cá.

Amigo Vilmar, infelizmente o que aqui escrevi vale para sua querida Umarizal, ou Gavião como gosta de chamá-la.

Um grande abraço para os dois.

Nilson Gurgel

Nota do Blog – O meu querido amigo Nilson Gurgel escreve a partir de comentário destacado ontem por este Blog, assinado pelo empresário Vilmar Pereira, que mostrou realidades das estiagens climáticas nos Estados Unidos e no Brasil (Veja AQUI).

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domingo - 28/10/2012 - 09:28h

Luiz Gonzaga, Cortez Pereira e o sonho da Serra do Mel

Por Nilson Gurgel

Falar sobre Luiz Gonzaga é um prazer tão grande quanto é ouvi-lo. Orgulho-me de ter tido um momento com ele, foi no final do ano de 1974.

Na época eu era Diretor Técnico e Executivo da Cimparn e estávamos concluindo a implantação física do projeto das vilas rurais da Serra do Mel, quando o governador Cortez Pereira me chamou e disse:

– “Cabeludo” (como carinhosamente me chamava), meu mandato foi reduzido em um ano e quero encerrá-lo com uma grande festa de inauguração do Projeto lá na Serra do Mel. Prepare tudo, você tem 15 dias!

Aí lhe respondi: “Sem problema, doutor Cortez.”

Tratei de arrumar tudo e na véspera da dita, fui ao Palácio Potengí para fazer uma checagem das coisas com ele. Ao final, o governador olhou para mim e disse:

– Só está faltando uma coisa, mas um amigo vai mandá-lo para nós. É o Luiz Gonzaga que está fazendo um show no Recife hoje à noite e amanhã o Zé Lins ( José Lins de Albuquerque, superintendente da Sudene na época) traz ele para nós no Asa Branca (nome do avião da Sudene).

E completou: “Já está tudo acertado, volte para Serra e me espere amanhã cedo.”

No dia seguinte chega doutor Cortez e logo em seguida Luiz e Zé Lins.

Caro amigo Carlos Santos, foi um dia inteiro na companhia do rei. Tanto ele cantava, como tocava, como contava piadas e conversava. Era só alegria e terminei indo deixá-lo no Recife no avião do estado, pois o Zé Lins, em razão de compromissos, teve que ir antes.

Luiz atendeu a todos tocando, cantando e autografando. Para se ter uma idéia da dimensão do evento, só famílias já assentadas havia no projeto 518 com cerca de 6,2 pessoas em média para cada uma e todas estavam presentes.

Faltaram guardanapos e pratos de papelão. Todos viraram autógrafos. O autógrafo que pedi, único de minha vida por anos, se juntou anos mais tarde ao de Tânia Alves (cantora e atriz) que quando me deu o dela e soube que ia fazer companhia ao de Luiz Gonzaga, saiu com esta:

– É uma honra fazer companhia ao meu rei. Mas Nilson, bote o meu bem coladinho ao dele, quem sabe eu faça umas carícias nele!

E deu aquela risada gostosa que só ela sabe dar.

Meu neto que ainda não “interou” três anos, quando vou visitá-lo, ele olha para mim e diz: “Vovô, vovô Nilson”. Ee logo vai cantando (só as duas primeiras estrofes) “Estrada de Canindé”, que segue para quem quiser:

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé.

Amigo, desculpe a extensão do comentário, mas estou falando do único rei brasileiro que reverencio.

E encerro meu texto com uma frase do discurso de Cortez a quem, sem ser rei, exalto também e tenho saudades do dia da inauguração, final de1974:

– Este projeto nasceu da coragem e imaginação de um governo que soube antecipar o futuro!

Nilson Gurgel é economista

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quinta-feira - 25/10/2012 - 23:13h
Polêmica

Ex-membro da Tributação não entende números do erário

Carlos Santos,

Há muitos anos, numa roda de amigos, conversando com o senador Inácio Arruda, na época presidente da Câmara de Vereadores de Fortaleza, escutei dele a seguinte afirmação: “Tem no Brasil presidente da república, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores exercendo mandatos e, não tem nenhum deles que não tenha sido escolhido pelo povo”.

Entendi que o povo tem os representantes que escolheu e/ou merece e que o povo é que tem que mudar para mudar seus representantes. Povo e escolhidos para o poder são como cachorro querendo morder a pulga que se encontra na ponta do seu próprio rabo, no caso, ele – o cachorro – fica girando em círculos para sempre.

No caso do Ai, ai e ai! de outros poderes e órgãos públicos como Tribunal de Justiça do RN (TJRN) e Ministério Público Estadual (MPE) com o Governo do RN e sua equipe, gostaria como povo, observador e eventualmente elaborador de comentários entender a minha contaminação em concordar com a polêmica expressão: “Plantada na opinião pública, de que o Estado estava nadando em dinheiro e vinha fazendo caixa”

O próprio governo testemunha isso quando, no meu entendimento – que não é único, publica no Portal da Transferência que as despesas totais pagas de janeiro de 2011 até hoje, 25 de outubro de 2012 foram de R$ 9.549.484.960,86 e que as receitas totais, no mesmo período alcançaram R$ 14.323.735.724,02.

Se não houver erro no meu raciocínio, pergunto: Onde está a sobra de R$ 4.774.250.763,16 desta conta?

Quem sabe, pode ser até que eu tenha errado, mas é fácil de ver, é só acessar o Portal da Transparência do RN.

Que o senador Inácio Arruda tem razão, isso tem.

Agora nós – povo é que temos obrigação de mudar para saber escolher. Se o Portal tem erro, é bom corrigir, pois nós povo precisamos de informações corretas para poder fazer as escolhas certas.

Nilson Gurgel

Nota do Blog – O economista Nilson Gurgel, que durante longos anos atuou na Tributação do Estado, comenta informações contidas na postagem bem mais abaixo, sob o título “aperto do erário e uma reforma que nunca vem” AQUI.

Nela, o secretário estadual do Planejamento – engenheiro químico Obery Rodrigues Júnior, cita que foi “plantada na opinião pública (versão) de que o Estado estava nadando em dinheiro e vinha fazendo caixa.”

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sábado - 15/09/2012 - 07:19h
Realidade

Fisco Estadual é exemplo de êxito, mas está sucateado

Caro Carlos,

Morro de pena de ler esta postagem (Auditores farão protesto contra Governo Rosalba Ciarlini AQUI), não pelas reivindicações da categoria Fisco, é o direito deles, mas pelo sucateamento da Secretaria da Tributação que por ela, lutamos muitos anos para notoriamente, incluí-la entre as mais modernas da Administração Fiscal Brasileira.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e Ministério da Fazenda são testemunhas presentes e reais da nossa afirmação.

Para se ter uma idéia da importância da dimensão alcançada pelo nosso projeto, fomos convidados pelo Banco Interamericano para ir à Washington, expor para vários países e órgãos internacionais, inclusive FMI, as modernidades e eficiência do Projeto Fiscal do RN. Na exposição, resumindo, colocamos que governos não gostam de investir recursos arrecadados diretamente em infra-estrutura e/ou tecnologias de arrecadação, preferem, naturalmente, Saúde, Educação, Segurança e outros que trazem retorno mais imediato para e da população.

Mas, em compensação, não se importam que os gestores das Administrações Fiscais, negociem e contratem financiamentos para realizar os investimentos em infra-estruturas física, operacional e tecnológica necessários.

Quando fizemos nossa exposição, falamos do projeto como um todo, como os outros convidados falaram dos seus, mas nós tivemos a felicidade de encerrar com o seguinte dado: Quando começamos em 1997 o Projeto Fiscal do RN, precisávamos de cerca de 23 dias de arrecadação de ICMS do nosso Estado para pagar o financiamento contratado com o Banco Interamericano e hoje (setembro de 2010), pagamos o mesmo empréstimo com apenas 3, 5 dias de arrecadação do mesmo imposto.

No Rio Grande do Norte, pelo menos na época em que coordenei o programa, sempre tivemos uma visão de longo prazo e sempre tivemos a consciência de que o obsoletismo e o sucateamento das infra-estruturas física, operacional e tecnológica implantadas, estariam sempre nos desafiando e que nós, para sobreviver como instituição de arrecadação competente, teríamos de andar sempre na frente, sobre pena de sermos engolidos pelos dois. Era uma briga permanente e boa.

Uma empresa, temos consciência, está sempre desafiando seu dono, ela querendo quebrar todo o tempo e seu dono todo tempo lutando para não deixar isso acontecer e, se ele relaxar, sabe o que acontece, vai para o brejo.

Essa era nossa visão, visão introduzida, para ser justo, por Lina Vieira.

Pelo que foi postado e pelo que escuto, o grande crescimento da arrecadação experimentado até hoje, é reflexo dos investimentos realizados no passado e, para garantir o futuro, no final de 2010 o Governo do RN (Iberê Ferreira-PSB) deixou contratado R$ 12.000.000,00 com o BNDES e aprovados no BID-Banco Interamericano, já com resolução do senado publicada, mais U$ 12.000.000,00 que garantiriam alguns anos para a frente.

Sem esses investimentos ou outros que não realizarem, vai ficar muito difícil para o RN.

Temos que ver que governantes passam, mas as necessidades da população não e, quem sabe, até aumentam.

Amanhã será outro dia e tudo pode ser corrigido. Ainda há tempo para tudo, desde que, o nosso foco, seja resolver problemas e não, arranjar culpados.

Nilson Gurgel.

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