quinta-feira - 25/07/2019 - 17:38h
Eleições

Disputa a vereador será desafio bem mais difícil em 2020

Corrida eleitoral não permitirá mais coligações e exigirá muito mais de candidatos e de partidos

Com o fim das coligações partidárias às eleições proporcionais (disputa a vereador) a partir do próximo ano, conforme recente minirreforma eleitoral, é difícil se prever quantos partidos apresentarão nominatas à Câmara Municipal em Mossoró. Em sua maioria, é uma experiência nova para grandes e pequenas legendas.

Dessa feita, é cada um por si. Nada de conchavo ou aliança interpartidária à eleição de nomes ao legislativo, além de outras exigências rigorosas (que em outra postagem detalharemos).Para 2020, o esforço para se montar uma lista (nominata) capaz de eleger pelo menos um candidato à vereança, é engenharia bastante complexa. Fará da luta por 21 vagas na Câmara Municipal de Mossoró um pleito à parte e muito mais difícil do que a contenda majoritária (a prefeito). E essa é apenas uma das muitas dificuldades que virão.

Como foi em 2016

No último pleito sob a égide da legislação que permitia as coligações, em 2016, 31 partidos participaram da corrida eleitoral municipal mossoroense, entre 35 registrados no país. Eles aglutinaram cerca de 380 candidatos (alguns posteriormente desistiram ou foram impugnados) à Câmara Municipal.

Foram formalizadas nove coligações proporcionais com 24 partidos: (PSD / PPL / PEN), (PP / PDT / PMDB / PSB), (PSL / PR / DEM), (PRTB / PTC / PPS / PSC), (SD / PMB), (PROS / PTN), (PT / PC do B), (PTB / PT do B), (PSDC / PSOL).

Veja abaixo, o percentual e o total de votos obtidos a vereador por cada partido nas eleições municipais de 2 de outubro de 2016 em Mossoró, com normas que permitiam coligações. O campeão foi o PSD do então prefeito Francisco José Júnior, que acabou desistindo da candidatura à reeleição em plena campanha:

PSD -13,70% – 18.473 votos
PRB – 7,74% – 10.435
PMN – 7,56% – 10.193
PHS – 6,26% – 8.440
PP – 6,01% – 8.107
PV – 5,98% – 8.070
PR – 4,38% – 5.907
PSDB – 4,26% – 5.749
PTN – 4,22% – 5.697
PMB – 4,05% – 5.461
PMDB – 4,02% – 5.423
PT – 3,75% – 5.053
PDT – 3,46% – 4.661
PRP – 2,64% – 3.565
PSC – 2,47% – 3.327
PTC – 2,35% – 3.166
PSB – 1,88% – 2.538
DEM – 1,86% – 2.504
SD – 1,82% – 2.453
PROS – 1,63% – 2.197
PRTB – 1,60% – 2.160
PPL – 1,57% – 2.122
PEN – 1,39% – 1.880
PSDC – 1,28% – 1.728
PC do B – 1,26% – 1.699
PTB – 1,12% – 1.509
PSL – 0,59% – 794
PPS – 0,40% – 540
PT do B – 0,40% – 537
PSOL – 0,17% – 230
PSTU – 0,17% – 228.

Bancadas

Ao todo, a atual legislatura (2017-2020) começou suas atividades com os 21 eleitos se abrigando em 16 legendas: PTC, PROS, PSB, PP, PMB, PPL, PV, PRTB, PT, DEM, PR, e PHS com um vereador. PSD, com três; PMDB, PRB e PMN com dois. A legislatura anterior (2013-2016) tivera início com 17 partidos.

Eleitos, reeleitos, desistência

As eleições de 2016,  por exemplo, não permitiram a reeleição de 11 vereadores. Entre eles, o próprio presidente Jório Nogueira (PSD). Outro sequer foi candidato (Lahyrinho Rosado-PSB) e houve quem começasse a campanha para desistir logo em seguida (Heró Silva-PTC) – veja quem foi eleito/reeleito e mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Partido de prefeito é campeão de votos e tem maior bancada (2016);

Leia também: Todos os votos a vereador em 2016.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 13/08/2018 - 12:50h
COLUNA DO HERZOG

A compreensível tensão das nominatas e coligações

Por Carlos Santos

Para muitas pessoas que acompanham o noticiário político e esse emaranhado de informações relativas à formação de chapas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, é incompreensível todo esse prélio. Não se entende por que tanta complexidade.

A ideia que vem à cabeça é que tudo não passa de negociata, troca-troca de vantagens financeiras etc. Não é bem assim.

Existem componentes político-partidários, pessoais e legais sendo observados. Não é apenas uma questão de afinidade política ou coesão de projetos, ou o toma-lá-dá-cá.

Escolhas precipitadas na formação de nominatas partidárias e coligações podem determinar a derrota de um candidato.

Este ano, para aumentar ainda mais o tempero dessa caldeirada, a legislação ainda recepcionou a proposta relativa às “sobras” de votos, dos cálculos feitos para eleição de deputados federais e estaduais. É uma forma de “colaborar’ com os pequenos partidos e coligações.

Nas sobras, não é necessário que o partido atinja o quociente eleitoral, para eleger um deputado federal ou estadual. Partido/coligação com maiores médias, independentemente de terem atingido o quociente eleitoral, participam dessa’filtragem.’

Esse cálculo é feito, depois de se formar a lista de eleitos pelo quociente eleitoral. Portanto há possibilidade que tenhamos gente vitoriosa com esse favorecimento da legislação.

Por isso, não estranhe toda essa tensão. Se você estivesse nas discussões e de posse do amplo conhecimento desse labirinto jurídico, não estaria menos inquieto, perturbado e à beira de um ataque de nervos.

* Quociente Eleitoral – soma dos votos válidos dividida pelo número de cadeiras no parlamento.

PRIMEIRA PÁGINA

A real força de Sandra Rosado em favor de Beto Rosado – É preciso que entendamos por que é tão importante para o grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), a retirada da candidatura à Câmara Federal da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB). Ao desistir da postulação na nominata federal do governismo, encabeçada pelo PSD do governador Robinson Faria, ela subtrai potenciais votos que serviriam para ampliar margem de eleitos nessa coligação. Paralelamente, enseja que Beto Rosado (PP), a quem passa a apoiar, tenha maiores chances de se capitalizar à reeleição na coligação do candidato ao governo Carlos Eduardo Alves (PDT). Não é no apoio direto, transferindo eventuais colégios eleitorais para Beto ou discursando em seu favor, que Sandra mais contribui à sua reeleição. Com essa movimentação, Beto pode novamente sonhar com a reeleição, num elenco de três nomes que sua coligação tende a eleger.

A costura e o nó necessários à campanha ao Senado em 2018 – Pesquisa após pesquisa é visível que o “segundo voto” ao Senado pode ser o diferencial numa disputa tão acirrada. Nesse aspecto, Zenaide Maia (PHS) e Geraldo Melo precisam de atenção redobrada, até porque tiveram queda de rendimento com a entrada em cena do Capitão Styvenson Valentim (REDE). Casar voto com quem possa içá-lo (a) é importante. Porém colar em quem está em queda livre, também pode determinar o infortúnio eleitoral. Em 1998, por exemplo, Fernando Bezerra (PTB) era “O senador de Garibaldi”, slogan que foi adesivado no inconsciente popular em sua campanha vitoriosa. O governador Garibaldi Filho (PMDB) concorria à reeleição e ajudou a puxá-lo à reeleição: “É Garibaldi costurando e Fernando dando o nó”, dizia um jingle.

Fernando em 98 colou e foi puxado (Foto: Web)

São Gonçalo tem governismo fracionado em candidaturas – Em São Gonçalo do Amarante, ninguém tem dúvidas de que a primeira-dama Terezinha Maia (PR) marcha para ser um dos nomes campeões de voto à Assembleia Legislativa, numa campanha sob a batuta do prefeito Paulo Emílio (PR). Mas ela não está só na teia governista em se tratando desse segmento de disputa. O presidente da Câmara Municipal, Raimundo Mendes (PMB), foi obrigado a desistir de tentar a Câmara Federal, passando a concorrer a estadual. O vice-prefeito Eraldo Paiva (PT) é candidato também nessa faixa eleitoral. Ainda entra na contabilidade Mada Calado (PT), filha do ex-prefeito Jaime Calado e da deputada federal e candidata ao Senado Zenaide Maia (PHS). Ufa!

Mulher é candidata a federal apenas para cumprir exigência legal – A ex-primeira dama do Assu Vanessa Lopes (PSD) é candidata à Câmara Federal no chapão governista, apenas para atendimento à exigência legal quanto à presença feminina. Na prática mesmo, quem é candidato em sua casa é o ex-prefeito Ivan Júnior (PSD), que concorre a  uma vaga à Assembleia Legislativa, com chances reais de eleição, se não perder fôlego na reta final numa nominata bastante pesada.

“Avança RN” sofre efeitos de pressão intensa – A Coligação Avança RN, que a princípio era formada por sete legendas – o “G-7”: PMB, PTC, PPS, PRP, PTB, PMN e Avante-, foi alvejada em cheio por operação de guerra para encaixar o PSB dos deputados federal e estadual Rafael Motta e Ricardo Motta. O PMN, irritado, migrou para a coligação de Carlos Eduardo Alves (PDT). O PMB foi obrigado a deslocar da chapa federal para estadual o seu presidente Raimundo Mendes, vereador em São Gonçalo do Amarante. O PPS descarta nomes também de sua nominata (veja AQUI) a federal, para tentar viabilizar a candidata preferencial Laura Helena à Assembleia Legislativa. Mais baixas podem acontecer, além de demandas judiciais questionando esse encolhe-estica.

Passagem de Fátima Bezerra quase não é percebida – Apesar de ter feito importante movimentação política no final de semana em Mossoró ao lado de sua chapa ao Senado e outros nomes coligados, a candidata ao governo estadual Fátima Bezerra (PT) quase não foi percebida. À exceção de suas redes sociais e de partidários, a divulgação e repercussão do evento denominado de Seminário Regional (veja AQUI) não chegaram sequer à caixa de e-mail da imprensa. E olhe que Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do RN.

 

Robinson e Ricardo: passado puxado para frente (Foto: AL)

Robinson Faria “rebobina” os Mottas para um ocaso iminente

O esforço sobre-humano empreendido pelo governador Robinson Faria (PSD) para ter os deputados Rafael Motta (federal) e Ricardo Motta (estadual) em seu entorno e coligação, parece um grande gesto altruísta de tentativa de salvação de ambos parlamentares do PSB. É, parece. Mas lógica política fala mais alto. Quer tê-los para atrair mais votos à sua candidatura à reeleição e nominatas a estadual e federal. Essa costura também ocorre num momento de algumas perdas de apoios importantes de ambos parlamentares, levando-os mais desnutridos às suas mãos. Ao ‘rebobinar’ essa relação política, Robinson não deve esquecer de desapontamentos que teve com ambos. Os dois podem estar a caminho do ocaso. O futuro próximo dirá.

Tião Couto ocupa espaços no governo estadual – A indicação de Denise Maria Aragão Melo para Direção Geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, oficializada no final de semana (veja AQUI), é da cota de espaços que o ex-candidato a prefeito e agora candidato a vice-governador Tião Couto (PSDB) empalma no governismo. Ela foi-lhe útil na reta final da campanha municipal em 2016, com trabalho direcionado à pessoal da Saúde Municipal, além de ser irmã do principal executivo do seu grupo empresarial, Everton Aragão.

Antagonismo entre Carlos e Robinson ignora votos e apoios no segundo turno – O extremismo que se acentua gradualmente na luta entre as campanhas de Robinson Faria (PSD) e Carlos Eduardo Alves (PDT) não deve ignorar um detalhes crucial, sobre o segundo turno: lá, onde provavelmente estará Fátima Bezerra (PT), quem sobrar pode favorecer o outro na eleição final. Pelo visto, a candidata petista segue no lucro, pois não é incomodada por ninguém nem mexe com qualquer um deles.

Suplente atua em costura de apoios ao Senado – O empresário e presidente licenciado da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz (MDB), não ostenta papel meramente figurativo na campanha eleitoral 2018. Primeiro suplente do senador Garibaldi Filho (MDB), ele costura apoios da capital ao interior no segmento que conhece bem, com aquele seu jeitão manso e ótima aceitação suprapartidária.

EM PAUTA

Condenação – O engenheiro Marcos Limeira e sua empresa Tecnicenter Engenharia, Comércio e Serviços Ltda. tiveram sentença favorável (danos morais) em primeiro grau contra o Estado do RN, representado pelo general Ernesto Fraxe, dirigente do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER/RN). No dia 26 de fevereiro de 2016, em audiência pública da Assembleia Legislativa em Mossoró, sobre reativação de voos comerciais do Aeroporto Dix-sept Rosado, ele espinafrou Marcos e a Tecnicenter, por suposto atraso/suspensão de obras, sem perceber que quem dera causa aos problemas tinha sido a própria ineficiência do Estado.

Mirante estava sucateado e passou por processo de restauração, sendo reativado para uso turístico/lazer

Mirante – A cidade de Luís Gomes volta a ter em funcionamento o seu mirante. O equipamento de lazer e turismo há tempos estava abandonado e esquecido. Uma boa opção para a região Oeste, também atraindo público da região de Uiraúna-PB, município limítrofe/divisa. Logo, logo apareço por aí.

Maitê – Comandante-em-chefe da FM 96.7 do Natal, Ênio Sinedino está com outra ingente tarefa: ser babão de Maitê, sua neta. A recente natividade o deixa todo prosa.

Gastronomia – Apodi movimenta-se para realizar seu I Festival de Gastronomia. O evento será realizado na praça Dom José Freire, Centro, reunindo outras atrações relativas à cultura. Depois traremos mais detalhes sobre a iniciativa que acontecerá este ano, tendo à frente o Núcleo de Gastronomia da cidade (NUGAP).

Aílton Medeiros – O irrequieto jornalista Aílton Medeiros passará a compor nosso elenco de articulistas e colaboradores. Aqui e ali, aos domingos, ele vai trovejar e rugir no Blog Carlos Santos.

Aílton Medeiros: pode rugir (Foto: Web)

Baú do Forró – Quem gosta do forró das antigas vai se esbaldar dia 15 de setembro na área externa para shows do Partage Shopping de Mossoró. Por lá vão estar Lagosta Bronzeada, Limão com Mel, Mastruz com Leite e Cavalo de Pau no evento definido como “Baú do Forró”.

Magão no Carnatal – A alegria e a sonoridade do Bloco do Magão, célebre no Carnaval de Caicó, vai chegar ao Carnatal este ano – entre os dias 13 e 16 de dezembro. Os músicos vão puxar o “Burro Elétrico”, formado por segmentos da mídia e convidados. Garantia de muita descontração.

Feijoada Maçônica – A Loja Maçônica Jerônimo Rosado promoverá outra edição da “Feijoada Maçônica” em Mossoró. Será dia 26 de agosto a partir do meio-dia, em sua sede no Planalto 13 de Maio. A Banda H será a atração musical.

SÓ PRA CONTRARIAR

Quantos mais vão desistir de candidaturas no RN? Faça suas apostas.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Gostei do Órbita 365, jeito de pub/restaurante á Avenida João da Escóssia no Nova Betânia em Mossoró.

Obrigado à leitura do Nosso BlogMarcos Antônio Aquino (Caicó), Santana Maria (Mossoró) e Flávio Azevedo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (06/08) clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 11/08/2018 - 19:26h
Nominatas

Candidatos deverão ser descartados para acomodação do PSB

Para acomodação dos deputados federal e estadual do PSB, Rafael Motta e Ricardo Motta, e parte de suas respectivas nominatas, a cúpula da campanha do governador Robinson Faria (PSD) tem feito mágica.

Mas ainda não fechou a conta.

Está no “quase”.

É certo, porém, que alguns candidatos aprovados em convenções vão ser retirados “na marra”.

Por lei, cada partido/coligação à Câmara Federal só comporta 16 nomes no RN. À Assembleia Legislativa são 48 candidatos.

Assim, a chegada do PSB provoca um “chega pra lá” em determinadas candidaturas, que terminarão descartadas. Humilhadas, que se diga.

Vem mais barulho pela frente, do Seridó a Parnamirim.

A novela de tentativa de sobrevivência política dos deputados Rafael e Ricardo Motta ainda tem mais capítulos pela frente.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 27/07/2016 - 22:23h
Mossoró

Dificuldades podem levar vereadores à desistência

Dos 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Mossoró, a grande maioria tem o temor de não-reeleição.

Daí,não deve causar estranheza que tenhamos desistências.

Anote.

O perigo não decorre do desgaste da atividade política e da legislatura em si. Vai mais além.

O fechamento das nominatas (listas de candidatos) à Câmara Municipal deixa a maioria em grande dificuldade à reeleição.

Muitos partidos não aceitaram entrada de vereadores e rejeitam também coligação com seus partidos (veja AQUI).

A montagem de chapas proporcionais com um “cordão” de candidatos apenas para fazer “esteira” (somar para eleger o mais forte), não é mais uma regra comum como no passado.

Aguardemos, pois.

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Categoria(s): Blog / Política
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