quarta-feira - 17/05/2023 - 15:50h
CMM

Novos vereadores poderão formar o 10º bloco parlamentar

Empossado na Câmara Municipal de Mossoró nesta quarta-feira (17), o novo vereador Adjailson Fernandes Valdeger, “Marrom Lanches” (DC), já se afina com os outros dois que deverão tomar posse em breve: Ozaniel Mesquita (União Brasil) e Antônio José Costa e Silva (PP), o “Tony Cabelos”.

Ozaniel, Tony e Marrom já estão se afinando (Fotomontagem do Canal BCS com fotos de Edilberto Barros)

Ozaniel, Tony e Marrom já estão se afinando (Fotomontagem do Canal BCS com fotos de Edilberto Barros)

Os três conversam sobre atuação na Casa. Poderão formar novo bloco parlamentar nesse poder que já conta com nove agrupamentos parlamentares (veja AQUI), com 23 vereadores.

Marrom Lanches ganhou vaga com cassação de Larissa Rosado (União Brasil), enquanto os ex-vereadores Ozaniel Mesquita e Tony Cabelos foram beneficiados por igual sanção contra os vereadores Naldo Feitosa (PSC) e Lamarque Oliveira (PSC).

Lamarque é líder do bloco “Fé e Ação”, tendo sintonia com governismo, enquanto Naldo faz parte da bancada de governo, sem rodeios. Os dois aguardam diplomação e posse de Ozaniel e Tony para substitui-los.

Destaque

Pelo Regimento Interno da Câmara, o líder de bancada ou de bloco partidário tem direito à palavra (5 minutos) a qualquer momento da sessão.

Dessa forma, na Câmara Municipal, os líderes ganham mais protagonismo nas sessões, pois têm direito a fazer intervenções em vários momentos.

Oposição ou governo?

Sobre a tendência política na CMM, Marrom Lanches já disse à imprensa que vai avaliar quadro. Nem uma coisa nem outra, ou seja, oposição ou governismo. Por enquanto. Com sua vaga, ele suprime uma cadeira que era oposicionista com Larissa Rosado.

Quanto a Ozaniel Mesquita e Tony Cabelos, passarão a ter lugar em cadeiras de vereadores cassados que são aliados do governismo. Poderão seguir ou não essa tendência, com sinalizadores de bastidores indicando que tendem a somar nessa direção

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Categoria(s): Política
sábado - 07/03/2020 - 23:32h
Opinião

Os males da democracia e a esperança contida nela mesma

Todos os males da democracia se podem curar com mais democracia.” (Alfred Emanuel Smith – 1873-1944)

 

Os critérios da legislação eleitoral em vigor são restritivos e feitos para impedir mudanças. Mesmo assim, elas ocorreram em larga escala em 2018, nas eleições nacionais, de uma ponta a outra do país. O Congresso Nacional (veja AQUI) nunca teve tantas caras novas. Dos 567 empossados em 1º de fevereiro de 2019, 118 deputados e 10 senadores jamais ocuparam cargo eletivo.

Para este ano, vendaval talvez tenha prosseguimento, sobretudo nas casas legislativas.

Em Mossoró, por exemplo, há algumas eleições que é utilizada estratégia de barrar acesso de vereador à nominata, permitindo que novatos tenham mais chances. Vários partidos foram constituindo listas de candidatos sem permitir inclusão de qualquer nome com mandato. Essa tática acontece desde 2004, causando progressivas mudanças no legislativo, pelo menos quanto a nomes. No pleito de 2016, por exemplo, apenas oito dos 21 integrantes da Câmara Municipal de Mossoró conseguiram se reeleger (veja AQUI).

A fórmula usada é uma reação ao regramento montado para beneficiar os grandes partidos e seus “donos”. A última minirreforma eleitoral teve esse fim específico, com uma série de normas que passaram a vigora em 2018, acrescidas do fim das coligações na proporcional que passa a valer em 2020.

O sistema partidário que deveria ser fortalecido, o que é regra em qualquer democracia, acaba enxovalhado de vez. Na própria reação que se promove para não ocorrer o garroteamento total das forças políticas de menor expressão, essa fragilização se aprofunda mais ainda.

Contudo há algo muito positivo nessa rebelião: coloca em pânico a elite política e um monte de vereadores ‘donos do pedaço’. O modelo candidato vaquinha de presépio, que apenas faz parte da nominata para favorecer alguém, especificamente, cada dia fica mais raro.

Infelizmente até aqui, nas experiências mossoroenses de confronto às regras, a maioria dos que entra acaba repetindo os velhos hábitos dos antecessores. Não há cultura política, não há conhecimento mínimo sobre o papel do legislador e não existe qualquer identidade com a sociedade, o próprio estatuto partidário e o interesse coletivo.

Porém, apesar dos pesares, esse arranjo de democracia é o caminho natural à mudança para melhor, mesmo que isso pareça tão distante e utópico. Um delírio.

Leia também: Fantasma da derrota ronda 21 vereadores em Mossoró.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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