terça-feira - 12/11/2024 - 23:24h
Governo do RN

Sem pagamento há mais de seis meses, obstetras vão parar

Estado usou Justiça para garantir serviço e questões financeiras seguem em aberto (Arte ilutrativa)

NGO provocou MPRN para levar Estado a um pingo de hombridade  (Arte ilutrativa)

Agora é a obstetrícia da Saúde do Estado do RN, em Mossoró e região, que chega a seu limite. Em Nota à Imprensa, médicos dessa especialidade avisam que devem parar atividades. Não aguentam mais. São mais de seis meses de atrasos financeiros. Veja abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Suspensão de Serviços de Obstetrícia e Assistência Materno-infantil para população do Oeste Potiguar por Inadimplência do Estado do Rio Grande do Norte

Mossoró/RN, 12 de novembro de 2024.

O NÚCLEO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA DE MOSSORÓ – NGO, em nome dos profissionais obstetras que atuam na Cidade de Mossoró, prestando assistência materno-infantil à toda região Oeste do Rio Grande do Norte, comunica o risco iminente da suspensão dos serviços de atendimento médico-obstétrico na região em decorrência do inadimplemento financeiro significativo por parte do Estado do Rio Grande do Norte. A decisão, tomada com extremo pesar, visa preservar a segurança jurídica dos profissionais e a sustentabilidade financeira dos serviços de saúde.

A falta de pagamento por mais de seis meses compromete de maneira grave a continuidade da assistência materno-infantil, colocando em risco a saúde e o bem-estar de gestantes, bebês e suas famílias. Os profissionais de saúde da área, além de enfrentarem dificuldades no exercício de sua atividade devido à falta de condições financeiras, estão expostos a um cenário de insegurança jurídica que afeta diretamente a qualidade e a regularidade do atendimento prestado.

Esforços contínuos estão sendo feitos para negociar a regularização dos pagamentos com o Estado do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN), sempre buscando evitar qualquer interrupção nos serviços. No entanto, a falta de compromisso financeiro e a ausência de uma resposta efetiva tornam insustentável a continuidade dos atendimentos sem uma solução imediata.

A situação está sob a guarida do Ministério Público do Estado do RN (MPRN), tendo os profissionais em questão suplicado ao órgão por ajuda, em busca da manutenção do interesse publico e do funcionamento do serviço essencial de saúde publica.

Os profissionais do NGO pedem ao Governo do Estado para que resolva, de forma célere e definitiva, a situação de inadimplência, de modo a restaurar a normalidade dos serviços e garantir o direito constitucional à saúde da população. O NGO e os profissionais obstetras reforçam seu compromisso com a assistência à saúde e esperam que a administração pública tome as medidas cabíveis para evitar a perda de vidas e o comprometimento da assistência à saúde materno-infantil na região.

O NGO se junta aos demais profissionais médicos atuantes em Mossoró que se encontram na mesma situação, questionando as autoridades competentes se é justo, profissionais provedores das suas famílias ficarem 6 meses sem ter acesso às suas remunerações.

Leia também: Médicos de UTI recuam de paralisação, mas aguardam pagamento

A saúde pública deve ser prioridade e a responsabilidade com os profissionais e os pacientes, uma garantia básica. Esperamos uma resposta urgente e efetiva.

Atenciosamente,

NÚCLEO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA DE MOSSORÓ – NGO

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 30/04/2020 - 17:36h
Médicos

Prefeitura de Mossoró e Estado se juntam em dívida milionária

A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado empilham dívidas com profissionais médicos, em plena pandemia. Os valores somados passam de R$ 4 milhões.A Prefeitura de Mossoró deve os meses de outubro, novembro e dezembro de 2019 aos médicos das Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), Núcleo de Genecologia e Obstetrícia (NGO) e Neo Clínica SS (NEO).

Os profissionais receberam os valores referentes aos meses de 2020.

Já o Governo do Estado deve valores referente aos meses dezembro de 2019, janeiro, fevereiro, março e abril de 2020 à empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), CAM, NGO e à Cooperativa de Fisioterapeutas (COOPERFISIO).

Os médicos não pararam suas atividades até aqui, em face do quadro de pandemia decorrente da Covid-19, o que seria sacramentar a morte de incontáveis pacientes dessa patologia e tantas outras.

Nota do Blog – Não acredite em informação oficial de municipalidade e Estado. Duvide sempre. Quase nada do que é noticiado oficialmente pode ser levado a sério. O realismo fantástico é este. Na verdade, muito pior.

Por outro lado, de se lamentar que boa parcela desses profissionais na próxima campanha esteja integrada a mutirões de atendimentos na periferia, a serviço de seus captores e algozes. É uma espécie de Síndrome de Estocolmo Branca Coletiva (SEBC) – patologia comum ao meio, com muitas exceções – ainda bem.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.