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domingo - 07/06/2020 - 12:32h

Olavo quebra a cangalha

Por François Silvestre

A principal peça de arreios do cavalo é a sela. No jumento, é a cangalha. Se você puser uma cangalha no cavalo, os dois estarão deslocados. O cavalo e a cangalha. No inverso, uma sela no jumento também não se ajusta. Nem a sela embeleza o jumento nem o jumento se acomoda na sela.

Pois bem. Olavo de Carvalho está para a filosofia como a cangalha está para o cavalo. Não se combinam.

Hoje, num vídeo, ele quebrou a cangalha. E mostrou-se em osso, sem qualquer arreio, dizendo confessadamente que é apenas um mercenário, vivendo à custa de idiotas que o mantém.

Um desses núcleos de apoio é a família Bolsonaro. Porém, parece que faltou milho na mochila. E o jegue esperneou. Disse textualmente:

“Como eu vou viver aqui nos Estados Unidos sem um tostão? Sou perseguido, o mais perseguido de todos, e vocês não evitaram essa perseguição. Sou amigo de Bolsonaro, mas ele não é meu amigo. Em vez de me ajudar vem me dar uma medalhinha de merda. Enfie sua medalhinha no cu”.

Desse jeito.

Ipsis Verbis.

Eu sempre disse isso. É um canalha, Tipo esses vendedores de milagres, que vivem à tripa-forra às expensas de idiotas ou ingênuos.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 28/05/2020 - 12:30h
Esperteza

Olavo de Carvalho…

Olavo, o sofista (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

..o bazófio. Essa figura tem planado nas nuvens da marginalidade filosófica. Aquele tipo de pensador que chupa conceitos clássicos de pensadores consagrados, distorcendo-os ou podando-os. Uma esperteza bem comum entre leitores de si mesmos, no exercício aprendido e apreendido nas mumunhas do sofisma. O sofista foi o primeiro marginal da filosofia.

O arauto da bazófia.

Essa é a escola clássica de Olavo de Carvalho. Não deixa de ser clássica, posto que é o classicismo da desonestidade filosófica.

Sua incursão pelo aristotelismo não passa da conclusão primária de que até os macacos intuem que o conjunto das bananas é maior do que o conjunto das bananas maduras. Ele não conseguiu sequer alcançar o aproveitamento que Tomás de Aquino fez de Aristóteles, na Escolástica. E muito menos da incorporação ao tomismo do pensamento de Platão, que o fez Santo Agostinho, na Patrística.

Olavo de Carvalho é um analfabeto “erudito”. Um inútil à humanidade, que vive do financiamento dos seus discípulos e de organizações fascistas espalhadas pelo mundo. Nunca deu um nó num saco de estopa.

Fala do Brasil, mas foge daqui como o cão da cruz.

Sua pátria é o dinheiro e sua coragem é um fuzil que atira em alvos de papelão.

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quarta-feira - 25/03/2020 - 13:48h
Saúde

O impasse de Mandetta

Mandeta: orientação confrontada (Foto: atquivo)

Por François Silvestre

Após a fala de Bolsonaro em rede nacional, e a ratificação do rincho hoje pela manhã, o ministro da Saúde – Luiz Henrique Mandetta – não tem terceira via. Fica no governo, chamando Bolsonaro de timoneiro do barco da saúde, como fez, ou cai fora. Não há terceira via.

Se ele confirmar a necessidade das medidas adotados, não pode continua no governo. Sob pena de lhe faltar credibilidade para impor soluções. Bolsonaro o desmoralizou publicamente, seguindo a orientação dos seus “cientistas”; quais sejam, Flávio Bolsonaro, o ministro do meio ambiente, cujo nome desconheço, o general Heleno, positivado viral, e de longe, o guru Olavo do Carái.

Os Estados devem continuar com as medidas cautelares pertinentes e ignorarem o rincho presidencial.

É deixar Bolsonaro rinchando nas quebradas, com seus acólitos afiando os cascos.

Enquanto isso, até As Olimpíadas foram adiadas.

Coisa que só tinha ocorrido antes na primeira metade do século passado, devido a Segunda Guerra Mundial.

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quinta-feira - 19/03/2020 - 18:18h
Presidência

‘Lacrações teatrais’ e desaforos desidratam apoio a Bolsonaro

Vários aliados de peso, como o guru Olavo de Carvalho, perdem paciência com desatinos do presidente

Considerado guia e ideólogo do clã político Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho parece que jogou a toalha. Desistiu do presidente Jair Bolsonaro e seus bambinos. Ele postou nessa quarta-feira (18) um desabafo em tom de cansaço em relação à família Bolsonaro e seu projeto de poder na presidência (veja AQUI).

“Deu ouvidos a generais isentistas, dando tempo a que os inimigos se fortalecessem enquanto ele se desgastava em lacrações teatrais. Lamento. Agora talvez seja tarde para reagir,” disse.

Esquerda segue a rotina do bota fora, mas Bolsonaro passa a sensação de que o terno não lhe cabe até hoje (Foto: Veja)

Os últimos dias têm sido aterradores para Bolsonaro. O desabafo de Olavo de Carvalho não é fato isolado. Outros episódios são igualmente relevantes e se encadeiam, soterrando o presidente. Um detalhe: nenhum deles foi provocado ou eclodiu na oposição.

Os estresses que pipocam em seu entorno em boa parte nasce de suas “lacrações teatrais”, que costumam ser marcadas por linguajar chulo e inoportuno.

Janaína Paschoal, deputada estadual campeã de votos no país, pelo PSL de São Paulo, um dos primeiros nomes a defender Bolsonaro à presidência, chegou a pedir seu afastamento do cargo, em discurso na segunda-feira, (16), na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALSP) – veja AQUI.

– “Eu me arrependi do meu voto – confessou. Disse estar perplexa com a exposição pública dele no domingo (15), em meio a populares, em movimento que pedia fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de intervenção militar. Com suspeita de ter contraído o coronavírus, Bolsonaro abraçou e tirou selfie com manifestantes, contrariando recomendações do próprio Ministério da Saúde (veja AQUI e AQUI).

Ideólogo dos Bolsonaros joga a toalha (Reprodução BCS)

O jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), defendeu que o Ministério Público peça exame de “saúde mental” do presidente, para saber “onde está o juízo dele”.

Histriônico, incapaz de mínima ponderação com as palavras, provocador e colecionador de polêmicas, Bolsonaro é na presidência o que sempre foi na Câmara Federal. Só que agora ele é presidente da República. Tudo que faz ou deixa de fazer tem dimensão infinitamente maior.

O empresário Luciano Hang (grupo Havan), grande apoiador de Bolsonaro, cobrou seriedade do presidente: “Chega de jogar para a torcida, está na hora de jogar pelo Brasil”.

Desatinos

O governador paulista João Dória (PSDB), outro bolsonarista na campanha de 2018, também revelou sua decepção com o despreparo do ex-capitão do Exército para o exercício do cargo presidencial, em entrevista na segunda-feira. “Eu me arrependo de ter votado no Bolsonaro. Eu não tenho compromisso com o erro” (veja AQUI), afirmou, repetindo uma frase célebre do ex-presidente Juscelino Kubitscheck

Os desatinos mais recentes do presidente ganharam eco nas janelas, sacadas e varandas da classe média brasileira em várias cidades do país, batendo panelas e pregando o “fora, Bolsonaro”, na quarta-feira à noite.

Desde domingo que o presidente está num redemoinho onde se sobressai, por exemplo, sua incapacidade de tratar a sério assunto sério, como a expansão da pandemia do coronavírus. Mesmo sem ter contraído aparentemente e oficialmente o Covid-19, Bolsonaro é hospedeiro de um vírus (palavra originária do Latim, que significa fluido venenoso ou toxina) que o incapacita ao diálogo.

De aliados a governistas, ninguém está seguro perto ou distante dele. É considerável a fila de correligionários expurgados no primeiro ano de governo. São numerosos os casos de ataques verbais contra tudo e todos, não poupando imprensa, colaboradores, chefes de governo de outros países, artistas etc.

A esquerda, em sua rotina de pedir a cabeça de todo e qualquer presidente da República que não seja do seu quadrado – “Fora, Collor”; Fora, Itamar Franco”; “Fora, FHC” e “Fora, Michel Temer” -, também quer o “Fora, Bolsonaro”. Entretanto a sensação é de termos um presidente que sequer assumiu o papel de chefe de governo e de Estado. O terno não lhe cabe até hoje.

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sábado - 08/06/2019 - 16:26h
'Prisidente'

Moeda de latão

Por François Silvestre

Vejo nas folhas que nem o mercado nem o Congresso levam a sério esse estrupício de moeda comum entre o néscio Bolsonaro e o desmoralizado Macri.

Bolsonaro e Macri: Peso Real (Foto: Agustin Marcarian)

Um é o outro em tempos diferentes. Bolsonaro é Macri amanhã.

A pergunta é: O que danado pode ser levado a sério nesse “guverno”. Canclomo, coclomo quem possa responder.

O prisidente acaba de nomear embaixadora do Brasil na Venezuela indicada por Guaidó. Cadê Guaidó? Bolsonaro, o conclomante, guardou?

Fez uma zoada de tambor e mostrou ação de cuíca. Mesmo com Maduro caindo de podre. Sumiu nas mentiras de Trump e Bolsonaro, que lhe garantiram apoio e mijaram na rabichola.

Sem fazer nada, absolutamente nada, até agora, o néscio quer resolver os problemas da Argentina à custa da grana escassa dos brasileiros. Misturar o real, moeda ainda respeitada, com o peso argentino, completamente desmoralizada.

Só um ministro de economia, discípulo filosófico de Olavo de Carvalho, poderia inventar tamanha estupidez. Tudo para mascarar e iludir a realidade da sua incompetência.

Cantado em verso e prosa como salvador da economia, agora diz que tudo depende do Congresso. Ora, se tudo dependo do Congresso qualquer um poderia ser ministro da economia. Até um dos filhos do prisidente.

Em resposta à Dilma, que queria ser chamada de presidenta, Bolsonaro se diz prisidente, pois presidente significa antes do dente. Ou dente presado.

Eita que chafurdo na falta de Stanislaw Ponte Preta.

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Categoria(s): Artigo
domingo - 26/05/2019 - 09:20h

O astrólogo de luneta

Por François Silvestre

Sem formação acadêmica, Olavo de Carvalho jacta-se de sabedoria infusa. Autointitulado filósofo, não chega sequer aos pés daqueles filósofos clássicos.

Nem ao umbigo dos filósofos modernos. Exemplo de Platão ou Sartre.

Nesse afã de amealhar seguidores incultos, malestudados, espaçosos e ridículos que infestam as redes sociais, o “mestre” Olavo bate no peito e confessa-se autodidata.

Aí me veio à memória a lição do poeta Mario Quintana: “O autodidata é um ignorante por conta própria”.

François Silvestre é escritor

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segunda-feira - 19/02/2018 - 13:16h
François Silvestre

A economia reage

Por François Silvestre

A reação da economia, mesmo tíbia, começa a buscar jeito. Não por mérito do governo, mas apesar do governo.

Impossível demonstrar isso aos “liberais” tupiniquins que nunca leram Marx. Tudo bem, mas deveriam ter lido Keynes, o que não fizeram.

Os da esquerda leram Gramsci, que nunca entendeu bulhufas de economia. E os da direita leram Olavo de Carvalho, a maior fraude intelectual dos novos tempos.

Sobre Olavo, que conheci pessoalmente, há de se fazer uma justiça: Ele declarou que seus seguidores, no Brasil, são tão idiotas que o fizeram desistir de ideia de uma “nova direita”.

O certo é que a economia começa a espernear, mesmo que os economistas não saibam explicar o porquê.

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