sexta-feira - 22/03/2019 - 18:28h
Não é fake news

Cinco deputados estaduais, presos, tomam posse

O Rio de Janeiro é a mais notória expressão do nível de submundo em que chegou a política nacional. A cada dia nos surpreende negativamente.

Plenário decidiu pela posse dos parlamentares ontem e hoje os cinco presos assumiram mandatos (Foto: Gabriel Barreira)

Por lá, por enquanto, três ex-governadores estão presos por envolvimento em corrupção: Sérgio Cabral, Luiz Pezão e Moreira Franco (ontem).

Outros dois já passaram pelo xilindró: Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.

Quase todos os membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) já foram presos.

Cinco dos 70 deputados estaduais eleitos/reeleitos em 2018 estão engaiolados: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcus Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius “Neskau” (PTB). Foram alcançados na Operação Furna da Onça, em novembro do ano passado, por envolvimento em esquema de propinas com o ex-governador Sérgio Cabral.

Contudo, nessa quinta-feira (21), a Assembleia Legislativa do Estado do RJ (ALERJ) decidiu que eles devem ser empossados, mesmo que presos (veja AQUI). Hoje, uma comissão da Alerj foi ao local de encarceramento (quatro deles no Complexo Penitenciário de Bangu) dos deputados para formalização de posse. Estão empossados.

Mas a presidência da Casa, explica que em 48 horas serão convocados suplentes, que estarão no exercício no mandato, enquanto os titulares estiverem impedidos na legislatura.

Nota do Blog – Uma “democracia” e uma república resistirem a isso, não é fácil. Mas há possibilidade de que tudo fique muito pior.

Ainda não chegamos ao paroxismo do cinismo.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 01/02/2019 - 09:19h
Dinheiro suspeito

Ministro nega pedido de Flávio Bolsonaro; segue investigação

Por Andréa Sadi (G1)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar nesta sexta-feira (1º) um pedido do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para suspender as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) desencadeadas por movimentações financeiras consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Jair Bolsonaro e, ao fundo, Flávio Bolsonaro, deputado estadual e senador eleito (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Em entrevista ao blog há duas semanas, Marco Aurélio já tinha sinalizado que rejeitaria o pedido da defesa do senador eleito. “Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo”, afirmou o ministro na ocasião.

Flávio Bolsonaro e seu ex-motorista Fabrício Queiroz são alvos de procedimento investigatório do Ministério Público do Rio de Janeiro iniciado a partir de relatórios do Coaf.

Movimentação suspeita

O conselho identificou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz e também na conta de Flávio Bolsonaro – em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro, no total de R$ 96 mil, de acordo com o Coaf.

Os depósitos, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foram feitos sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

A investigação faz parte da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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