quinta-feira - 30/06/2022 - 19:22h
Operação Hígia

Justiça mantém condenação de filho de ex-governadora do RN

Do Portal Jurídico

Ao julgar recursos de condenados na Operação Higia, ocorrida em 2008 para apurar desvios na saúde pública no Rio Grande do Norte, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) manteve a condenação por tráfico de influência a Lauro Maia, filho de Wilma de Faria, falecida em 2017 e governadora quando da operação.

Lauro Maia teria papel preponderante nos desvios, segundo os autos (Foto: Marcelo Barroso/TN/Arquivo)

Lauro Maia teria papel preponderante nos desvios, segundo os autos (Foto: Marcelo Barroso/TN/Arquivo)

Por outro lado, a Justiça Federal absolveu Maia de outros crimes pelos quais havia sido condenado: formação de quadrilha e corrupção passiva. Também manteve a condenação por estelionato de outro envolvido na operação Higia, Herbert Florentino Gabriel. Mas o absolveu dos demais crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e fraude ao caráter competitivo do procedimento licitatório, segundo o portal Justiça Potiguar.

Em 2013, na primeira instância, a Justiça Federal condenou, além de Lauro Maia e Herbert Florentino, Edmilson Pereira de Assis, Francisco Alves de Sousa Filho, Rosa Maria D’Apresentação Figueiredo Caldas, Ulisses Fernandes de Barros e Jane Alves de Oliveira a vários crimes relacionados à fraude a licitações e desvio de recursos públicos na Secretaria de Estado de Saúde.

Porém, agora o Tribunal Regional Federal declarou intempestiva a apelação do Ministério Público e, quanto à apelação dos réus, absolveu Edmilson Pereira, Rosa Maria, Ulisses Fernandes e outros.

A Operação Higia foi deflagrada para combater esquema de desvio de verbas públicas para firmar e prorrogar contratos na área de limpeza hospitalar e locação de mão-de-obra. Os condenados recorreram em liberdade à sentença do juiz Federal Mário Azevedo Jambo, da 2ª Vara Federal.

‘Homem bomba’

Fato relacionado ao caso que chamou atenção foi o assassinato do delator do esquema que culminou com a operação Higia, o advogado Anderson Miguel da Silva, dia 1º de junho de 2011, dentro do seu próprio escritório, no bairro de Lagoa Nova, na zona Sul de Natal. Um homem entrou na sala dele e disparou várias vezes. As imagens do suspeito, monitoradas por um circuito interno de câmeras, não foram gravadas pelo equipamento.

Anderson Miguel ficou conhecido em todo o Rio Grande do Norte como o ‘homem-bomba’ da operação Higia. Foi ele o responsável por delatar, em depoimentos prestados à Justiça Federal, um suposto esquema de corrupção dentro da Secretaria de Saúde no então governo Wilma de Faria.

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quinta-feira - 26/09/2019 - 23:10h
Operação Hígia

Filha e ex-genro de ex-governadora são condenados

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de Ana Cristina de Faria Maia e Carlos Roberto do Monte Sena, filha e então genro da ex-governadora do RN Wilma de Faria (já falecida), por lavagem de dinheiro. Eles dissimularam a origem de R$ 200 mil, utilizados para impulsionar a campanha eleitoral de reeleição da ex-governadora, em 2006. Os recursos eram oriundos de fraudes em licitações e contratos da Secretaria de Estado da Saúde (SESAP/RN).

Foram denunciados pelo MPF/RN na denominada Operação Hígia – deflagrada em 13 de junho de 2008, após recolher diversas provas de ilícitos cometidos durante o período de 2006 a 2008.

O casal, por meio de movimentação bancária com fracionamento dos valores desviados, recolhia parcelas dos contratos fraudulentos em forma de doações de campanha. O esquema era coordenado pelos empresários Jane Alves e Anderson Miguel, já condenados pela Justiça Federal. A denúncia foi baseada em provas colhidas no curso da Operação Hígia e na colaboração premiada dos empresários.

Crimes

O MPF constatou que as supostas doações tinham “a finalidade de manter a organização criminosa junto ao aparelhamento estatal, (…) com conhecimento prévio do ilícito por parte de Ana Cristina e Carlos Roberto, tendo em vista que todos tinham ciência de que os recursos financeiros ostentados pelo casal eram oriundos da prática de crimes”.

Na decisão, o juiz da 14ª Vara Federal do RN, Francisco Eduardo Guimarães Farias, considerou que “restou claramente confirmado que os acusados receberam de um dos integrantes do esquema fraudulento (…) valores expressivos a título de contraprestação para manter a empresa A & G Locação de Serviços nos contratos firmados com o governo estadual, os quais seriam possivelmente pulverizados na campanha eleitoral de Wilma Faria ao governo do Estado”.

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  • Repet
quarta-feira - 18/12/2013 - 16:27h
Operação Hígia

Filho de ex-governadora Wilma e mais dez são condenados

Lauro Maia foi denunciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e ainda tráfico de influência

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou 11 pessoas e absolveu completamente outras três no processo da “Operação Higia”. A sentença, com 287 páginas, foi do Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, da 2ª Vara Federal.

Lauro: 16 anos de prisão, segundo sentença

Além das penas de prisão, aos condenados também foram aplicados a obrigatoriedade do pagamento de multas. A Operação Higia  denunciou esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, recaindo sobre fraudes em processos licitatórios, crimes de corrupção e tráfico de influência.

“A corrupção é um delito devastador em relação à credibilidade da Administração Pública. Além do dano moral, causa gigantesco prejuízo aos cofres públicos e é executado de forma dissimulada e silenciosa.  No entanto, em verdade, representa um delito de extrema violência, da violência indireta, porque faz o sangue respingar longe, geralmente nas filas dos hospitais públicos, abarrotados e sem estrutura, ou na supressão das possibilidades e esperanças de futuro para aqueles que buscam uma escola pública de qualidade”, destacou o Juiz Federal Mário Jambo, na sentença.

ABSOLVIDOS

GENARTE MEDEIROS DE BRITO JÚNIOR

MARCO ANTÔNIO FRANÇA DE OLIVEIRA

MARIA ELEONORA LOPES D’ALBUQUERQUE CASTIM

CONDENADOS

EDMILSON PEREIRA DE ASSIS –  crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, corrupção ativa, fraude ao caráter competitivo do procedimento licitatório. PENA TOTAL: 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado

FRANCINILDO RODRIGUES DE CASTRO –  crime pelo qual foi condenado: corrupção ativa. Pena total: 3 anos e 1 mês, substituída por pena restrititiva de direito

FRANCISCO ALVES DE SOUSA FILHO – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, corrupção ativa, fraude ao caráter competitivo do procedimento licitatório. PENA TOTAL: 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado

HERBETH FLORENTINO GABRIEL – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, estelionato, corrupção ativa, fraude ao caráter competitivo do procedimento licitatório. PENA TOTAL: 14 anos a ser cumprido inicialmente em regime fechado

JANE ALVES DE OLIVEIRA MIGUEL DA SILVA – crimes pelos quais foi condenada: quadrilha e corrupção ativa. A ela foi aplicada a delação premiada. PENA TOTAL: 2 anos, 4 meses e 20 dias, convertida em restritiva de direito.

JOÃO HENRIQUE LINS BAHIA NETO – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência. PENA TOTAL: 12 anos, 5 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado

LAURO MAIA – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência. PENA TOTAL: 16 anos, 3 meses e 18 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado.

LUCIANO DE SOUSA – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha e corrupção ativa. PENA TOTAL: 5 anos, 7 meses e 10 dias a ser cumprido inicialmente em regime semiaberto

MAURO BEZERRA DA SILVA – crimes pelos quais foi condenado: quadrilha, corrupção ativa, fraude ao caráter competitivo do procedimento licitatório. ENA TOTAL: 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado

ROSA MARIA D’APRESENTAÇÃO CALDAS SIMONETTI – crimes pelos quais foi condenada: quadrilha, corrupção passiva. PENA TOTAL: 8 anos, 8 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado

ULISSES FERNANDES DE BARROS – crimes pelos quais foi condenado: corrupção passiva. PENA: 2 anos, substituída por restritiva de direito.

Com informações da Justiça Federal do RN.

Nota do Blog – O nome de maior proeminência entre os condenados é o de Lauro Maia, filho da atual vice-prefeita natalense e ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

A Operação Higia é resultado de uma denúncia de superfaturamento e licitações fraudulentas na Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP). Teve início em 2009, com enorme repercuss~~ao.

Um dos destaques foi a prisão do filho da então governadora Wilma de Faria. Ele chegou a ser candidato a deputado estadual no ano seguinte, sem sucesso. A condenação dele foi um dos pedidos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/08/2013 - 17:39h
Wilma de Faria

Memórias à prova numa nova disputa

Existe um movimento em expansão, que tenta viabilizar a vice-prefeita natalense e ex-governadora Wilma de Faria (PSB) à sucessão estadual 2014.

Tudo bem.

Mas cabe uma pergunta:

– A ex-governadora topa passar uma campanha inteira dando explicações sobre Folioduto, Operação Hígia e outras mazelas de sua passagem pela Governadoria?

E aí?

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sábado - 16/02/2013 - 12:03h
RN Sem Sorte

Sujos e mal lavados preferem apontar a sujeira alheia

O escândalo da Associação Marca/Inase/Hospital da Mulher no Governo Rosalba Ciarlini (DEM) equipara-se à Operação Hígia da gestão Wilma de Faria (PSB). Sem tirar nem por.

Há um nivelamento por baixo. E baixo.

Nos dois casos, muitas semelhanças revelam como o Rio Grande do Norte está condenado a um destino trágico, nas mãos de agentes públicos ególatras e predadores.

Patético ainda é o esforço de seus militantes. Engalfinham-se principalmente na Internet em bate-bocas escassos de civilidade e sem qualquer consistência nos arrazoados.

Defendem o indefensável.

A estratégia é sempre apontar sujeira no olho alheio, sem perceberem a trava no próprio globo ocular.

Outras semelhanças em ambos episódios: os verdadeiros culpados não serão punidos e os milhões desviados não retornarão aos cofres públicos.

Pobre Rio Grande Sem Sorte!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
segunda-feira - 21/05/2012 - 10:24h
Roubalheira

MPF pede condenação de 13 pessoas da “Operação Hígia”

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) quer a condenação de 13 pessoas (ver lista abaixo) denunciadas no processo criminal decorrente da ‘Operação Hígia’, dentre elas, o filho da ex-governadora Wilma Maria de Faria (PSB), Lauro Maia (PSB), e o ex-secretário estadual adjunto de esporte e lazer, João Henrique Lins Bahia Neto.

O pedido foi feito em alegações finais apresentadas no dia 17 de maio, perante a 2ª Vara da Justiça Federal.

Para o MPF/RN, as provas e os depoimentos confirmaram a participação deles no esquema fraudulento para firmar e prorrogar, ilegalmente, diversos contratos com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP), entre 2005 e 2007. Os contratos de prestação de serviços mantidos de forma ilícita com a Sesap estavam relacionados à higienização hospitalar, ao Samu Metropolitano de Natal e ao Programa Farmácia Popular.

As alegações finais demonstram a autoria e a materialidade das condutas atribuídas na denúncia, tais como formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e crimes contra a Lei de Licitações.

Para chegar as conclusões apresentadas, o MPF/RN teve como base as informações obtidas através da Controladoria Geral da União, bem como por interceptações telefônicas, depoimentos confirmados em juízo, além de documentos, agendas e arquivos de computadores que foram apreendidos desde a investigação policial até o momento atual do processo.

A partir de agora, cada um dos réus apresentará suas alegações finais e depois a Justiça Federal potiguar julgará a Ação Penal nº 0003314-80.2009.4.05.8400.

Confira os pedidos de condenação:

LAURO MAIA (formação de quadrilha; corrupção passiva; tráfico de Influência; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por duas vezes)

JOÃO HENRIQUE LINS BAHIA NETO (formação de quadrilha; corrupção passiva; tráfico de Influência; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por duas vezes)

ROSA MARIA D’APRESENTAÇÃO CALDAS SIMONETTI (formação de quadrilha; corrupção passiva por três vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por três vezes; dispensa indevida de licitação – por quatro vezes; lavagem de dinheiro)

JANE ALVES DE OLIVEIRA MIGUEL DA SILVA – com pedido de concessão dos benefícios da delação premiada (formação de quadrilha; corrupção ativa; dispensa indevida de licitação – por duas vezes; fraude em licitação – por quatro vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por três vezes)

EDMILSON PEREIRA DE ASSIS (formação de quadrilha; corrupção ativa; fraude em licitação – por quatro vezes)

FRANCINILDO RODRIGUES DE CASTRO (formação de quadrilha; corrupção passiva)

FRANCISCO ALVES DE SOUSA FILHO (formação de quadrilha; corrupção ativa; dispensa indevida de licitação – por duas vezes; fraude em licitação – por três vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por duas vezes)

HERBETH FLORENTINO GABRIEL (formação de quadrilha; corrupção ativa – por duas vezes; peculato – por duas vezes; dispensa indevida de licitação – por duas vezes; fraude em licitação – por duas vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato)

LUCIANO DE SOUSA (formação de quadrilha; corrupção ativa; colaborar na prorrogação indevida de contrato)

MARIA ELEONORA LOPES D’ALBUQUERQUE CASTIM (formação de quadrilha; corrupção passiva; dispensa indevida de licitação – por duas vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por duas vezes; )

MAURO BEZERRA DA SILVA (formação de quadrilha; corrupção ativa; fraude em licitação; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por duas vezes; )

MARCO ANTÔNIO FRANÇA DE OLIVEIRA (formação de quadrilha; peculato – por quatro vezes; corrupção passiva por duas vezes; dispensa indevida de licitação – por duas vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por seis vezes)

ULISSES FERNANDES DE BARROS (formação de quadrilha; peculato; corrupção passiva por três vezes; dispensa indevida de licitação – por quatro vezes; colaborar na prorrogação indevida de contrato – por quatro vezes).

Veja clicando AQUI matéria original e completa na página do próprio MPF/RN.

Nota do Blog – O MPF pediu extinção de punibilidade em relação a Anderson Miguel da Silva, assassinado em 1º de junho de 2011, justamente devido a sua morte.

A propósito, até agora o assassinato de Miguel é um enorme mistério, com características de queima-de-arquivo.

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quarta-feira - 21/03/2012 - 23:05h
Cadáver

Caso precatórios terá mesmo ‘fim’ da “Operação Hígia”?

Vou fazer uma aposta: Carla Ubarana (principal envolvida no escândalo dos precatórios) não vai denunciar coisa nenhuma. Se ela se aprofundar, morre. Lembram-se do Anderson? Morreu…

Advogado, Anderson Miguel foi assassinado a tiros em Natal no dia 1º de junho de 2011. Era peça-chave na ‘Operação-Hígia’. Cadê os assassinos ?

A Operação Hígia pegou gente fraudando licitações na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, Governo Wilma de Faria (PSB). Coisinha ‘besta’, num comparativo com o escândalo dos precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Na Operação Hígia, já tem um morto. O caso dos precatórios é pior. Muito pior em números e na dimensão dos envolvidos que ainda não apareceram, estão embutidos.

Qualquer ato de corrupção no serviço público tem formação de quadrilha. Ninguém rapina só no serviço público. Até para parecer que é algo sério, o serviço público gera  uma sequência burocrática que mexe com vários indivíduos.

O caso dos precatórios é de arrepiar, meu Deus! Se o caso dos precatórios do Tribunal de Justiça for levado às últimas consequências, teremos outro RN a partir daí. Ao contrário, o mesmo. Um RN imerso na lama, recheado de farsantes engravatados, metidos a importantes, verdadeiros lixos humanos.

No RN, vão continuar punindo o prefeito do rincão e o presidente semi-analfabeto da Câmara de Vereadores do sertão. Os ‘tubarões’ continuarão soltos.

Veja AQUI detalhes sobre a Operação Hígia e a morte de Anderson Miguel.

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quinta-feira - 24/11/2011 - 14:00h
Operação Sinal Fechado

Corrupção do Consórcio Inspar teria ‘tabela de propinas’

Segundo o embasamento do Ministério Público, constante na petição apresentada à Justiça, que resultou na “Operação Sinal Fechado”, havia uma espécie de “tabela de propinas” do Consórcio Inspar”.

O filho da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), advogado Lauro Maia (PSB), já atolado no escândalo da “Operação Hígia” – em que chegou a ser preso (veja AQUI) – receberia R$ 10 mil por mês. Um mensalão certo. Haveria indício de que auferiria maior renda com o Inspar atuando normalmente no estado.

O suplente do senador José Agripino (DEM), João Faustino (PSDB), empalmaria igual valor destinado a Lauro, propinoduto até modesto para o papel de “lobista”.

Já o ex-governador Iberê Ferreira (PSB) teria abocanhado R$ 1 milhão. E “há provas de que teria recebido, pelo menos, R$1.000.000,00 (um milhao de reais) do esquema, alem de ter sido agraciado com cotas de participacao nos futuros lucros”, afirmam textualmente seis integrantes do MP.

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quinta-feira - 30/06/2011 - 15:44h
Operação Hígia

Testemunha não cria embaraços para Lauro Maia

Do Nominuto.com

O depoimento do ex-prefeito de Almino Afonso, Bernardo César de Amorim na tarde desta quinta-feira (30) foi rápido e considerado esclarecedor pela pouca quantidade de perguntas feitas ao depoente. O ex-prefeito explicou em depoimento ao juiz federal Mário Jambo, qual o seu grau de relacionamento com o empresário Lauro Maia, réu do processo na Operação Hígia.

Bernardo foi arrolado como testemunha de defesa de Lauro Maia no processo e durante o depoimento, contou que seu contato com Lauro vem desde a época em que ele era Chefe de Gabinete de Lavoisier Maia, quando este assumiu o cargo em Brasília.

O ex-prefeito disse que tratava de assuntos em relação à liberação de verbas. “Ele [Lauro] não fazia tráfico de influencia com o governo”, afirmou.

O intuito do depoimento de Bernardo foi esclarecer a relação de trabalho com Lauro Maia. Nos detalhes do depoimento, o ex-prefeito disse que não conhecia Anderson Miguel, nem a empresária Jane Alves – que estava presente durante todo o depoimento – na sede da Justiça Federal.

Bernardo informou que foi intimado há dez dias e que a intimação foi enviada primeiramente para sua residência em Almino Afonso, contudo, ele disse que estava em Natal nesse período. “Fui pego de surpresa, pois nem conhecia o processo”, frisa.

O ex-prefeito informou que esteve reunido com o advogado de Lauro Maia no final da manhã desta quinta-feira (30). Questionado se o motivo do encontro foi para ser orientado em seu depoimento, Bernardo respondeu que apenas queria saber o motivo da intimação.

Ainda de acordo com Bernardo, a última vez em que viu Lauro Maia foi durante as eleições do ano passado.

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