quarta-feira - 13/02/2019 - 15:20h
Excepcionalidade

Garantia da Lei e da Ordem bota 800 militares em Mossoró

O Governo Federal na gestão Jair Bolsonaro (PSL) utiliza pela primeira vez o dispositivo constitucional excepcional de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Mossoró é uma das cidades alcançadas.

O decreto está publicado no Diário Oficial da União (DOU), sob o número 9,708. Ele “autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no Estado do Rio Grande do Norte e no Estado de Rondônia, para a proteção do perímetro de segurança das penitenciárias federais em Mossoró e em Porto Velho”.

Homens, veículos e equipamentos começaram a desembarcar hoje em Mossoró para cumprimento da GLO (Foto: reprodução)

Em Mossoró estão desembarcando 800 homens.

Pelo decreto, a cobertura das Forças Armadas acontecerá “em um raio de dez quilômetros, considerado a partir do muro externo da unidade prisional”.

A medida decorre da transferência de 22 chefões da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de presídios paulistas (veja AQUI), que vão ocupar vagas em Mossoró e Porto Velho. Entre os líderes do PCC está Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado o número um do crime organizado no país.

A transferência de integrantes do PCC acontece após o governo de São Paulo ter descoberto um plano de fuga para os chefes e ameaças de morte ao promotor que combate a facção no interior de São Paulo. A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente.

O que é uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (LGO)?

As operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República e ocorrem nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em situações graves de perturbação da ordem.

As Garantias da Lei e da Ordem estão fundamentadas na legislação nacional através do artigo 142 da Constituição Federal, sendo este originado a partir da Lei Complementar 97, de 1999, e pelo Decreto 3.897, de 2001.

GLO no RN

No Rio Grande do Norte, a GLO empregou cerca de 2.800 militares das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública a partir de 30 de dezembro de 2017, na Operação Potiguar III (veja AQUI). Foram utilizados com o objetivo de restabelecer as condições de ordem pública e segurança em Natal, região metropolitana, e na cidade de Mossoró, na região Oeste do estado.

Essa atuação aconteceu a partir de pedido do então governador Robinson Faria (PSD), que enfrentava motim de forças policiais do estado. O comandante da Força-Tarefa e da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada (7ª Bda Inf Mtz), General de Brigada Ridauto Lúcio Fernandes, esteve à frente das operações com enorme êxito (veja AQUI).

Em janeiro de 2017, a GLO utilizou em torno de 1.800 homens na Operação Potiguar II, em vários municípios do estado, para combater ataques a patrimônios públicos e privados, promovidos por facções (veja AQUI), concluindo trabalho no dia 6 de fevereiro. O comandante da operação foi o general Jayme Octávio de Queiroz. O vandalismo foi gerado a partir da matança de quase 30 presidiários na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em confronto entre os internos.

Em Mossoró, um ônibus foi destruído pelas chamas no bairro Santa Delmira, e 2016 (Foto: Alcivan Vilar/Fim da Linha)

Já a Operação Potiguar I verificou-se em 2016. O estopim foi determinação do governo estadual de instalar bloqueadores de sinal de celulares na Penitenciária de Parnamirim. Dia 29 de julho começaram os ataques a patrimônios privados e públicos. Dia 3 de agosto começaram a desembarcar tropas federais no estado, totalizando cerca de 1.200 homens (veja AQUI).

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segunda-feira - 01/01/2018 - 21:46h
Operação Potiguar III

Forças Armadas reduzem crimes, destaca ministro da Defesa

O Rio Grande do Norte registrou um réveillon tranquilo, afirmou nesta segunda-feira (1º) o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Durante entrevista coletiva realizada em Natal, para falar sobre as ações da Operação Potiguar III, que começou no final de semana, ele apontou redução no número de homicídios registrados no estado.

Jungmann destacou que presença das forças federais arrefeceram crimes, mas pede volta da polícia (Foto: O Globo)

Enquanto na sexta-feira (29), foram contabilizados 18, o número caiu para 11 no sábado (30), dois no dia 31 e apenas um na primeira madrugada de janeiro.

“A segurança que as Forças Armadas proporciona se espalhou em todos os tipos de delitos”, declarou o Jungmann. Ainda de acordo com o ministro, houve uma “queda vertical” nos registros de outros delitos, como arrombamentos.

Ele ainda pediu que policiais potiguares retomem o trabalho nas ruas.

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segunda-feira - 01/01/2018 - 20:28h
Segurança

O poder civil

Por François Silvestre

O Exército, do qual sou reservista de primeira categoria, pois fui recruta, servindo no Regimento de Obuses, em Santos Reis, onde também fui preso por subversão, é uma instituição merecedora do respeito nacional. Naquela época, o Exército arquivou o direito ao respeito por bancar uma Ditadura que prendeu, exilou, torturou e matou.

Retornando ao estuário da legalidade democrática, sob o comando do poder civil, emanado do povo, o Exército brasileiro merece nossa deferência, respeito e orgulho nacional. Hoje, nas ruas de Natal, região metropolitana e Mossoró, o Exército impõe o cumprimento do poder civil.

E as cidades agradecem, adormecendo mais tranquilas.

E eu, na desimportância da minha pequenez, volto à memória os dias do serviço militar; vendo hoje o Exército que eu imaginara naquele tempo.

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