segunda-feira - 11/11/2024 - 08:52h
Israel x Hamas

Crianças e mulheres são as maiores vítimas de conflito

Gaza é um inferno na terra e o fim para milhares de vidas (Foto: Yasser Qudih/AFP)

Gaza é um inferno na terra e o fim para milhares de vidas (Foto: Yasser Qudih/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) detalha as mortes em Gaza nos primeiros seis meses do conflito entre Hamas e Israel. Esse levantamento revela que “cerca de 70% das vítimas eram crianças e mulheres.”

Dados indicam “uma violação sistemática dos princípios fundamentais do direito internacional humanitário”.

Das mortes confirmadas, 80% ocorreram em edifícios residenciais – 44% eram crianças e 26%, mulheres. (CNN)

Sem paz

Travaram de vez as negociações de paz entre Israel e Hamas agora que o Catar desistiu de mediar as conversas após concluir que os dois lados não estão mais negociando de boa fé. O Catar atuava ao lado do Egito como intermediário nos esforços de paz. Segundo o governo do Catar, ambos os lados se recusam a “se envolver de forma construtiva” nas conversas. (Al Jazeera)

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 20/09/2021 - 09:28h
Nova Iorque

Sem vacina, Bolsonaro e comitiva jantam à calçada nos EUA

Do Correio Braziliense

Sem comprovação de vacinação contra Covid-19, a primeira refeição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Nova Iorque (EUA) no domingo (19) foi à calçada de uma pizzaria. O restaurante não permite ingresso de nenhum cliente sem esse atestado.

Fotografia postada por ministro é retrato do atraso mental em vez de sinônimo de humildade (reprodução)

Fotografia postada por ministro é retrato do atraso mental em vez de sinônimo de humildade (reprodução)

Em imagem publicada pelo ministro do Turismo, Gilson Machado, ele aparece ao lado de Bolsonaro comendo pizza em uma calçada. Com eles estão o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos; e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

O presidente está nos Estados Unidos para participar da 76ª Assembleia-Geral da ONU, que começa na próxima terça (21).

Com a rigidez em Nova York e por parte da ONU com os protocolos contra a covid-19, a participação de Bolsonaro na Assembleia chegou a ser uma dúvida nos últimos dias. A Organização, no entanto, se pronunciou dizendo que não exigiria comprovante de vacinação de chefes de Estado.

Nota do Blog – Que situação constrangedora e desnecessária. O que poderia ser uma cena de “simplicidade natural”, é o retrato do atraso mental dele e de milhões de outras pessoas em luta contra a vacina.

Santa Paciência, Batman!

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sábado - 17/04/2021 - 10:46h
Socorro

Governadores pedem “ajuda humanitária” da ONU contra pandemia

Governadores buscam um caminho alternativo para apressar socorro à população (Foto: Pablo Jacob/Globo/Arquivo em 02-03-21)

Governadores buscam um caminho alternativo para apressar socorro à população (Foto: Pablo Jacob/Globo/Arquivo em 02-03-21)

O Fórum Nacional de Governadores formalizou nesta sexta-feira (16) pedido para que a Organização das Nações Unidas (ONU) coordene o processo de ajuda emergencial humanitária ao Brasil no âmbito do enfrentamento da Covid-19. Em reunião com a nigeriana que é secretária-geral adjunta, Amina Mohammed, por videoconferência, os governadores disseram que o país está na iminência de um colapso nacional da rede hospitalar.

A situação do Brasil, alertaram os governadores, eleva o risco de propagação de variantes mais contagiosas e letais do novo coronavírus. Hoje, o Brasil é epicentro mundial da pandemia.

“Nosso apelo maior foi para que a ONU possa nos dar ajuda humanitária para viabilizarmos a compra de mais vacinas e avançarmos no processo de vacinação para determos a Covid”, disse a governadora Fátima Bezerra (PT), signatária do documento enviado à ONU e representante do Rio Grande do Norte na reunião.

Amina, adjunta da ONU (Foto: Web)

Amina, adjunta da ONU (Foto: Web)

Intermediação

O documento entregue à dirigente da ONU tem cinco demandas, quatro delas relacionadas a imunização dos brasileiros. Nele, os governadores pedem a intermediação do organismo internacional para viabilizar a compra de vacinas, e apoio para obtenção de insumos hospitalares necessários ao funcionamento de UTIs, a exemplo de oxigênio e medicamentos do “kit intubação”, que estão em situação crítica.

Além da aquisição de 9 milhões de doses de vacinas oriundas do consórcio global Covax Facility, os governadores pediram também a mediação da ONU para negociar o excedente do imunizante da AstraZeneca reservado para os Estados Unidos. “Os Estados Unidos contam hoje com estoque de imunizantes AstraZeneca que não serão consumidos imediatamente. Propomos a aquisição ou empréstimo de 10 milhões de doses”, informou a governadora.

Divulgado pelo Ministério da Saúde, o último Boletim Covid-19 apontava média diária em torno de 3 mil mortes, mais de 70 mil novos casos registrados diariamente e uma taxa de vacinação de apenas 12% da população. Com 3.305 mortes registradas nas últimas 24 horas, o acumulado de óbitos no mês subiu para 47,2 mil, no ano 173,8 mil e no acumulado desde a pandemia 368.749.

Nota do Blog – Extremamente importante a iniciativa dos governadores. Há tempos tenho escrito e comentado em outras mídias (TV’s, rádios etc.) que o socorro humanitário de outros países será imprescindível para evitar uma catástrofe ainda maior no Brasil.

Infelizmente, a postura insana da Presidência da República de renegar a doença, estimular comportamentos como o não uso de máscara e ignorar aglomerações, só pioram o quadro. Além claro, de que em boa parcela do tempo também desdenhou e renegou vacinas. O tempo urge e ruge.

É uma corrida pela vida e todos estamos na fila da morte.

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Categoria(s): Política / Saúde
domingo - 21/06/2020 - 08:49h

Agenda 2030 – Um caminho para melhorar a vida nas cidades

Por Zildenice Guedes

Anteriormente, discutimos sobre Cidades inteligentes como espaços de esperança no domingo, 14 (veja AQUI). A finalidade do artigo era nos inquietar, provocar em nós o questionamento sobre a possibilidade de um espaço urbano pautado pelo princípio do desenvolvimento sustentável. Nesse artigo, proponho apresentar uma agenda que se constitui como um caminho norteador e efetivo para impactar positivamente a vida das pessoas, tanto na cidade quanto no campo.

A Agenda 2030 implementada pela ONU no ano de 2015 tem como finalidade desenvolver de forma efetiva a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. Mas, o que vem a ser esse conceito? O que ele tem a ver conosco diretamente?O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi desenvolvido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1987, resultado direto da Conferência de Estocolmo que em 1972 reuniu pesquisadores, cientistas, autoridades e sociedade civil para discutir sobre o modelo de desenvolvimento ao qual a humanidade estava se baseando. Tratou-se de compreender que aquele modelo de desenvolvimento predatório era nocivo a natureza e a pessoa humana.

Desse modo, a partir dessa Conferência estabeleceu-se que era necessário para a humanidade a partir daquele momento, nortear-se por um outro modelo de desenvolvimento que uma vez implementado, seria capaz de beneficiar as presentes e futuras gerações. Assim, por desenvolvimento sustentável entendemos como sendo “desenvolvimento capaz de atender às necessidades da geração atual sem prejudicar a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas necessidades” (CNM, 2017, p. 17).

Uma vez que compreendemos esse conceito, fica claro que a sua finalidade é promover uma sociedade capaz de se desenvolver de forma justa e solidária com a natureza, com os recursos que nos são dispostos de forma gratuita pelos ecossistemas e suas dinâmicas.

Assim, em 2015 foi implementada a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e foi adotada por 193 países, incluindo o Brasil “A Agenda 2030, como é conhecida, foi criada como uma “lista de tarefas” para colocar o mundo em um caminho mais sustentável e resiliente em um prazo de 15 anos, ou seja, até o ano de 2030”.

A Agenda está baseada em 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e 169 metas. Para compreender melhor, essa agenda está baseada em 5 Ps:

Pessoas – erradicar a pobreza e a fome de todas as maneiras e garantir a dignidade e a igualdade; Prosperidade – garantir vidas prósperas e plenas, em harmonia com a natureza; Paz – promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas; Parcerias – implementar a agenda por meio de parcerias sólidas; e Planeta – proteger os recursos naturais e o clima do nosso planeta para as gerações futura.

A Agenda, uma vez implementada no Município, apresenta um potencial para resolver problemas fundamentais presentes nas cidades, e se forem solucionados, trará benefícios para toda a população. Tais como, a fome e a desigualdade (ODS 1); promoção de uma agricultura sustentável (ODS 2); garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade (ODS 4), e assim sucessivamente. É importante ressaltar que os ODS são integrados e indivisíveis, o que significa dizer que se desenvolvemos um em específico, logo estaremos preparando terreno para fortalecer outro ODS.

Abaixo, elencamos os 17 ODS propostos pela ONU:

  • ODS 1: Erradicação da Pobreza: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
  • ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável
  • ODS 3: Saúde e Bem-estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
  • ODS 4: Educação de Qualidade: Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
  • ODS 5: Igualdade de Gênero: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
  • ODS 6: Água potável e saneamento: Assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos
  • ODS 7: Energia acessível e limpa: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos
  • ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos
  • ODS 9: Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
  • ODS 10: Redução das Desigualdades: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
  • ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis: Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis
  • ODS 12: Consumo e Produção sustentáveis: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis
  • ODS 13: Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos
  • ODS 14: Vida na água: Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável
  • ODS 15: Vida Terrestre: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda
  • ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis
  • ODS 17: Parcerias e Meios de Implementação: Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

A nossa finalidade em apresentar os ODS propostos pela Agenda 2030 é deixar claro que eles estão presentes em nossa cidade, em nosso cotidiano. Se analisarmos atentamente, veremos que de diferentes formas a problemática identificada em uma área, afeta a outra.

Por exemplo, se não há no município um combate efetivo à erradicação da fome e da pobreza, logo, não haverá desenvolvimento eficaz do sistema de educação, logo também, não haverá segurança para os habitantes, não haverá também, acesso seguro ao mercado de trabalho, pois, além da falta de postos, haverá também a falta de qualificação, e assim por diante.

O direito a cidade se coloca como uma condição alcançável para todo cidadão e cidadã. Trata-se de um direito da pessoa a um ambiente harmônico e equilibrado que, sobretudo, ofereça meios para que as pessoas se estabeleçam tendo as suas necessidades atendidas, atentamos aqui para as necessidades prementes, como moradia, educação, emprego, transporte, lazer, saúde e segurança.

Cientes do caráter subjetivo das necessidades individuais, é urgente políticas públicas que alcancem as necessidades reais e concretas das vidas das pessoas. No próximo artigo apresentaremos cidades que têm implementado a Agenda2030 e quais efeitos essas mudanças têm causado.

Zildenice Guedes é professora-doutora em Ciências Sociais pela UFRN

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Categoria(s): Artigo
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