quinta-feira - 06/04/2017 - 11:10h
Hospital Maternidade Almeida Castro

Justiça faz audiência para tentar impedir fechamento de hospital

O juiz federal Orlan Donato Rocha realiza neste momento na Justiça Federal, em Mossoró, audiência que envolve representantes da Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), Conselho Regional de Medicina (CRM), Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró, além de representantes de cooperativas médicas.

Entre os participantes, os secretários da Saúde do Estado e Município, respectivamente George Antunes e Benjamim Bento.

Responsável pela decisão que levou à intervenção do HMAC em setembro de 2014, Donato cobra saneamento financeiro dos compromissos que os dois entes públicos (Estado e Prefeitura) têm com a instituição, para evitar maiores danos aos seus serviços.

Audiência acontece agora na Justiça Federal em Mossoró, presidida pelo juiz Orlan Donato (Foto: Blog Carlos Santos)

O Blog Carlos Santos tem feito permanente cobertura dessa situação. Temos mostrado a má vontade corriqueiras dos dois poderes para a garantia do funcionamento pleno do HMAC, que passa por processo de mudança radical (para melhor) em sua estrutura e atendimentos, desde que passou a ser gerido pela Junta Interventora.

À noite passada (veja AQUI), já alertávamos outra vez para essa asfixia financeira promovida por Estado e Prefeitura.

Traremos maiores detalhes.

Nota do Blog – O magistrado Orlan Donato é um baluarte nessa luta. Merece aplausos de Mossoró e das dezenas de municípios que despejam pacientes no HMAC, onde vidas estão sendo salvas.

Infelizmente, o interesse criminoso, mesquinho e politiqueiro tenta demolir o que tem sido feito de edificante no HMAC.

Uma coisa abjeta, nauseante, que atinge milhares de pessoas inocentes.

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terça-feira - 14/03/2017 - 07:26h
Decisão

Contas são bloqueadas para pagamento de médicos e hospital

O juiz Orlan Donato, da 8ª Vara Federal, emitiu despacho determinando o bloqueio de contas do Governo do Estado do RN para pagar cooperativas médicas e também ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró.

Na mesma decisão, Donato ainda estabelece prazo de dez dias para a Prefeitura Municipal de Mossoró fazer a cobertura dos seus débitos relacionados às categorias médicas que atuam no HMAC.

O pedido de bloqueio foi feito pelos advogados Gustavo Lins e Lucas Moreira, que prestam serviços à Junta Interventora do hospital.

O Blog Carlos Santos noticiou o problema e denunciou o descaso de Prefeitura e Estado no final de semana (veja AQUI).

O HMAC está sob intervenção judicial desde setembro de 2014.

Veja clicando nesses links adiante uma série de reportagens sobre a história do HMAC, sua intervenção e ações para mantê-lo funcionando com dignidade e sem roubalheira: AQUIAQUIAQUI).

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quarta-feira - 08/02/2017 - 23:52h
Mossoró

Prefeitura não deseja dar maior apoio ao Almeida Castro

HMAC tem intervenção com excelentes resultados (Foto: cedida)

O juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara Federal, com sede em Mossoró, promoveu reunião à manhã de hoje com representantes da Prefeitura Municipal de Mossoró. A conversa girou em torno do funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), que está sob intervenção desde setembro de 2014.

O secretário da Saúde do município, Benjamim Bento, teve a companhia do consultor Geral do Município, José Anselmo de Carvalho Júnior.

Os representantes da gestão Rosalba Ciarlini (PP) defenderam a tese de que a prefeitura prioriza a atenção básica, não tendo interesse em injetar maiores recursos no HMAC, que destoem disso.

Audiência

O magistrado espera que no prazo de cinco dias o governo Rosalba apresente seus questionamentos e ponderações oficialmente, além de aguardar – em seguida – pronunciamento do próprio Ministério Público Federal (MPF).

Daí, o magistrado deverá marcar audiência para tratar dos próximos passos da interventoria e o papel da prefeitura na garantia de funcionamento do hospital. Ele foi quem determinou a intervenção saneadora no HMAC, além de acompanhar regularmente o trabalho dos interventores, através de relatórios, visitas pessoais e reuniões sistemáticas.

Veja reportagem especial sobre história, passado, presente e perspectivas do HMAC clicando nestes links: – AQUIAQUIAQUI).

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segunda-feira - 06/02/2017 - 21:09h
Almeida Castro

Juiz quer evitar que avanços em hospital sejam interrompidos

Orlan: intervenção tem sido importante (Foto: arquivo)

O juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara Federal convocou representantes do poder Executivo de Mossoró para uma reunião de trabalho no dia 8 de fevereiro (quarta-feira), na sede da Justiça Federal. Será às 10h.

Na ocasião, ele vai tratar sobre os repasses dos governos do Estado e Federal para a Prefeitura de Mossoró, com destino final do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Avanços

O magistrado empenha-se para que a parceria entre a Prefeitura e o HMAC não tenha solução de continuidade, de modo que o processo de restauração dessa instituição não comprometa o atendimento obstétrico em toda a região Oeste do RN.

Há poucos dias, o Blog Carlos Santos mostrou os avanços do HMAC desde sua intervenção em setembro de 2014. É uma nova realidade que conflita com sua fase anterior.

Veja nesses três links – AQUIAQUIAQUI) – a série de reportagem sobre o HMAC.

Veja também a crônica “Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda, Ana Livia…” (AQUI).

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terça-feira - 31/01/2017 - 22:54h
Renascimento III

Salvação do Almeida Castro enfrenta interesses contrariados

Intervenção em hospital precisa de apoio político e da sociedade para barrar retrocesso nefasto

A sustentação financeira do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), desde que entrou em fase de intervenção judicial, não tem sido fácil. Equilibrar despesas de custeio, tendo que cobrir parte de passivo milionário herdado da gestão anterior e promover melhorias em equipamentos, estrutura física e garantia de folha, é uma equação difícil.

Mas o principal agravante nesse emaranhado de números é a relação do HMAC com Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró, além de eventuais sabotagens. Graças à participação dos ministérios públicos do Estado, Federal e do Trabalho, com decisões judiciais nessas três esferas, é que existem perspectivas de que haja cooperação capaz de assegurar o equilíbrio financeiro do hospital.

Trabalho da Junta Interventora, com suporte de promotores e juízes, é alento à vida em ambiente outrora nefasto (Foto: cedida)

Hoje, por exemplo, o HMAC deve segunda parcela do 13º e mês de dezembro aos seus quase 400 funcionários. Débito incômodo, mas até ‘aceitável’, diante do histórico anterior de meses sem pagamento ou perspectiva de cobertura desse compromisso.

O rombo da ordem de R$ 36 milhões deixado pelos antigos gestores, acantonados na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), impõe à Junta Interventora (com acompanhamento do MP e Judiciário) verdadeiros malabarismos financeiros.

Recursos

O HMAC fatura uma média de R$ 500 mil/mês pela produção, ou seja, pelos serviços prestados na Maternidade que são informados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que por sua vez repassa os recursos para a Prefeitura de Mossoró, detentora da gestão plena desse programa sanitário federal.

Cabe à municipalidade fazer a transferência ao HMAC. Que fique claro: não se trata de numerário de origem direta do erário municipal e, sim, federal.

Também há envio pelo Governo Federal de R$ 197.485,44/mês do Programa Rede Cegonha, exatamente pela prestação de serviços materno-infantis como berçário, Canguru e Casa da Mãe.

Ocorre o mesmo processo de intermediação via Prefeitura de Mossoró para o hospital.

Acrescente-se também, R$ 271.850,15/mês enviados pelo Ministério da Saúde através da Prefeitura para o Hospital Maternidade Almeida Castro, por se tratar de uma instituição filantrópica. É um incentivo que o Governo Federal envia mensalmente para instituições sem fins lucrativos, atuantes na área da Saúde.

Donato: causa superior, mas vendo tudo in loco (Foto: arquivo)

Mais recentemente, por decisão judicial, o governo estadual foi compulsoriamente levado a repassar R$ 438 mil/mês para o HMAC, após fechamento em setembro do ano passado do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, administrado por esse ente federativo. Na prática, era o valor que o Governo do Estado recebia da Rede Cegonha para o Hospital da Mulher.

O despacho foi do juiz federal Orlan Donato. Assinalou a determinação no dia 28 de setembro de 2016.

No dia 27 de setembro de 2014, uma decisão da Justiça Federal já estabelecia o montante de R$ 790 mil média/mês referente ao pagamento de salário de médicos e cooperativas médicas por parte da Prefeitura de Mossoró. Esse valor estimado foi mantido na decisão judicial do dia 28 de setembro de 2016, na Audiência de Cooperação Judicial que envolveu justiças do Trabalho, Federal e Estadual.

É previsto também – com base na decisão da Audiência de Cooperação Judicial de 28 de setembro de 2016, que o governo estadual repasse R$ 950,6 mil média/mês referente à contratação de cinco cooperativas médicas e também médicos concursados que estão prestando serviços.

Sobre o magistrado, é significativo que seja sublinhado: tomou essa causa como uma cruzada, mas sem se descuidar até mesmo de fiscalizações pessoais, in loco, às atividades do hospital, onde desembarca vez por outra para ver como está seu funcionamento.

Aplicação de recursos

A aplicação dos recursos para o HMAC segue prioridades, em meio à asfixia provocada pelo que ficou da época da Apamim. Veja abaixo:

1 – Pagamento de débitos trabalhistas deixados pelas gestões passadas, que já passa de R$ 8 milhões. Foi parcelado para ser pago em cinco nos a partir de 2015, de modo que ao final de cinco anos todos os servidores (aproximadamente 400) estejam com seus direitos em dia.

2 – Na restruturação do seu prédio-sede, de equipamentos e na ampliação dos serviços, bem como adaptando os que já existem dentro das normas exigidas pelo Ministério da Saúde.

3 – Pagamento mensal de aproximadamente R$ 200 mil reais à Caixa Econômica Federal (CEF), referentes a dois empréstimos feitos pela Apamim para o Hospital Maternidade Almeida Castro, no valor de quase R$ 10 milhões, em 2012 e 2013.  O destino destes recursos está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). Suspeita-se que houve outra destinação pros recursos.

4 – Pagar a folha de servidores da Maternidade Almeida Castro, que hoje é de aproximadamente 400, assim como a compra de equipamentos, medicamentos e insumos.

Os ex-diretores do Hospital Maternidade Almeida Castro também deixaram dívidas tributárias, em fornecedores e prestadores de serviço em somas que se aproximam dos R$ 30 milhões. Podem responder por boa parte desses passivos, aliviando a sobrecarga de obrigações que soterram a instituição.

Conspiração

Ambiente decente que contrasta com passado, é uma aposta que se faz a cada dia no HMAC (Foto: Blog Carlos Santos)

A mistura de má gestão, possível má-fé (com supostos desvios financeiros), conjuntura desfavorável e sabotagens políticas levaram o HMAC à insolvência. Ressuscitá-lo não tem sido fácil.

Os resultados obtidos em tão curto espaço de tempo (pouco mais de dois anos e quatro meses) são empolgantes. Junta Interventora, funcionários, promotorias e judiciário – parceiros nessa tarefa ingente – sabem que contrariam interesses poderosos.

Corporativismo de certas categorias profissionais, aspirações torpes de grupos políticos e ambições econômicas no “mercado negro” da medicina conspiram contra o futuro do HMAC.

Devolvê-lo às trevas é um crime contra a vida.

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a segunda reportagem dessa série especial: Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

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quinta-feira - 06/10/2016 - 17:22h
Em andamento

OAB participa do processo de mudança do Hospital da Mulher

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, acompanhará a partir de agora todos os atos relativos ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, de Mossoró (HMM), no âmbito da Justiça Federal. A decisão foi tomada após uma reunião envolvendo representantes da Ordem e o juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal.

O magistrado explicou todos os procedimentos que foram e que serão adotados relativos à transferência dos serviços do Hospital da Mulher para o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), também conhecido por Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e concordou com a participação da OAB de agora em diante em todos os atos relativos ao HMM, como audiências públicas e reuniões de entidades, por exemplo.

Plano de Trabalho e Aplicação

Os advogados Canindé Maia e Kallio Gameleira, presidente e vice-presidente da OAB/Mossoró, foram recebidos ontem (5) pelo juiz. Um dia antes (4), a OAB havia sido procurada por funcionárias do Hospital da Mulher, que vieram pedir apoio na luta contra o seu fechamento.

Canindé e Kallio repassaram a preocupação dos servidores e dos demais segmentos da sociedade com o fechamento. “Nós falamos sobre a necessidade da participação da OAB no processo, que é provisório. São 30 dias para solucionar e apresentar um plano de trabalho de aplicação por parte do Estado. Doutor Orlan explicou todo o processo e se comprometeu com a participação da OAB”, resume Canindé Maia.

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Nota do Blog – Fato consumado, gente. Isso desde 2015 que está decidido e vem sendo adiado. Informamos àquela época que era posição irreversível do Governo do Estado, ainda na gestão do secretário Ricardo Lagreca, da Saúde.

O custo do Hospital da Mulher, altíssimo, será atenuado de forma vertiginosa com transferência dos serviços à nova casa.

Aguardemos, pois.

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sexta-feira - 10/06/2016 - 16:30h
Operação Salt

Empresário e outros membros do Grupo Líder são condenados

Edvaldo: recurso (Foto: Web)

O empresário Edvaldo Fagundes, comandante do Grupo Líder, conglomerado empresarial com sede em Mossoró, foi condenado a nove anos de reclusão por falsidade ideológica. A sentença foi prolatada pelo juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato Rocha.

Outras seis pessoas também foram sentenciadas pelo mesmo crime (veja íntegra AQUI). Todos têm direito a recurso.

A decisão deriva da chamada “Operação Salt”, que no dia 17 de abril do ano passado chegou à sua terceira etapa (veja AQUI), com várias prisões e mandados de busca e apreensão sendo cumpridos.

A sentença em questão deriva do processo penal.

Além da condenação do empresário, também foram alcançados com outras penas as seguintes pessoas:

– Genival Silvino de Sousa – 8 anos e 6 meses de reclusão;

– Ana Catarina Fagundes de Albuquerque (filho) – 5 anos e 10 meses de reclusão;

– Eduardo Fagundes de Albuquerque (filho) – 2 anos e 4 meses, que foi convertida em prestação de serviço à comunidade por igual período;

– José Bonifácio Dantas de Almeida, o “Boni” – 3 anos e 11 meses, pena convertida em prestação de serviço à comunidade;

– Felipe Vieira Pinto, mesma pena de Boni, convertida em prestação à comunidade por igual período;

– Miguel Ângelo Barra e Silva – 2 anos e 11 meses, convertida em restritiva de direito.

Na mesma sentença houve absolvição de Edvaldo Fagundes Filho, extinção de punibilidade do contabilista e advogado Tupinambá de Paiva Carvalho, que morreu em consequência de um câncer, no curso do processo.

“Inúmeros documentos demonstram que é EDVALDO a pessoa que determina a movimentação do capital do grupo, efetuando pagamentos, transferindo patrimônio e representando o grupo frente a instituições financeiras e fazendárias”, dissertou inquisitorialmente o magistrado.

Histórico

O processo integra uma série de ações penais ajuizadas pelo MPF contra integrantes do “GRUPO LÍDER”, uma organização criminosa que se especializou em praticar delitos de sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo o Parquet Federal, tais crimes eram praticados através de um emaranhado de empresas, muitas delas com existência apenas formal, e com a utilização de interposição de pessoas (“laranjas”) com o fim de ocultar os reais sócios e os patrimônios das empresas com dívidas com o Fisco.

As ilegalidades já haviam levado a Polícia Federal a deflagrar outras duas operações, sendo uma delas em dezembro de 2013 (Operação Salt I) e a segunda em 26 de março de 2015 (Operação Salt II).

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segunda-feira - 14/03/2016 - 08:44h
Justiça Federal

Laíre, Sandra e Larissa Rosado têm bens bloqueados

Do Mossoró Hoje

Em três processos públicos, os juízes federais Orlan Donato Rocha e Lauro Henrique Lobo Bandeira, respectivamente da 8ª e 10ª Vara Federal de Mossoró, decretaram a indisponibilidades dos bens imóveis (casas e apartamentos) em nome dos ex-deputados Sandra Rosado, Laíre Rosado e Larissa Rosado em Mossoró, pelos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos ou valores, e estelionato majorado.

Laíre, Sandra e Larissa Rosado enfrentam mais problemas com Justiça Federal (Foto: Tribuna do Norte)

Na ação, o Ministério Público Federal destaca que Laíre Rosado, em “conluio” com outros agentes públicos e empresários de Mossoró, teriam desviado recursos repassados pela União, através do Convênio Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM), gestora do Hospital Maternidade Almeida Castro, no período que antecedeu a agosto de 2014.

Valor atualizado

O MPF destaca que Sandra Rosado, então deputada federal, aprovava e tratava da liberação dos recursos em Brasília e o marido dela, Laire Rosado tratava de desviar os recursos através de “uma série de operações, inclusive em conjunto com empresários de Mossoró, numa tentativa de dificultar o rastreamento e o destino final dos recursos”.

O juiz Orlan Donato Rocha, tratando sobre o convênio, decreta a indisponibilidade dos bens dos acusados para ressarcimento dos cofres públicos no valor de R$ 1.382.975,92, que correspondente ao valor atualizado do convênio.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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sexta-feira - 04/09/2015 - 17:25h
Sérgio Rosado Maia Miranda

Advogado tem preventiva acusado por crime de pedofilia

Do Mossoró Hoje

Sérgio: vasto material encontrado (Foto: reprodução)

O juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, decretou a prisão preventiva do advogado Sérgio Rosado Maia Miranda, de 56 anos, acusado de crime de pedofilia pela internet, descoberto pela Polícia Federal na Operação Gênesis, no dia 2 deste mês.

Para o magistrado, após ansaliar os documentos e pedido de habeas corpus, o advogado mossoroense praticou pedofilia “em sua forma mais vil”, crime de grande repulsa social.

A Operação Gênesi foi realizada em oito estados brasileiros contra a pedofilia pela internet. No Rio Grande do Norte, foi preso um artesão em Natal, que após ser ouvido, foi solto mediante fiança. Já em Mossoró, a PF prendeu um guarda municipal e um porteiro.

O guarda municipal foi ouvido e liberado em seguida pela Policia Federal em Mossoró, que investigava o caso há 8 meses. O Porteiro e o advogado Sérgio Rosado Maia Miranda ficaram presos, considerando a gravidade do envolvimento dos dois com a pedofilia infantil.

Pornografia

Em suas contas nas redes sociais, Sérgio Rosado Maia Miranda se apresenta como neto do ex governador Lavoisier Maia e membro da família Rosado, em Mossoró. No entanto, apresentava-se ao público com o nome de Sérgio Miranda.

A Polícia Federal foi em sua residência cumpri ordens de busca e apreensão e também de prisão provisória. Entretanto, como foi encontrado vasto material pornográfico infantil em computador e HD, terminou sendo autuado em flagrante.

Logo em seguida, Sérgio Rosado Maia Miranda, através de seu advogado, pediu habeas corpus para responder pelo crime em liberdade, alegando que tem endereço fixo e trabalho definido.

Entretanto, o juiz Orlando Donato Rocha, após analisar a documentação, comprovando a gravidade extrema dos crimes que praticou e seu potencial elevado de voltar a praticar novamente, entendeu por decretar a prisão preventiva do advogado.

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sexta-feira - 02/08/2013 - 09:26h
Decisão

Justiça ensina Saúde Pública a fazer o óbvio com obstetrícia

Em decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), os Municípios de Natal, Extremoz, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, juntamente com o Estado do RN, estão obrigados a incluírem os leitos de obstetrícia das redes municipais e estaduais na Central Metropolitana de Regulação – CMR da Secretaria Estadual de Saúde Pública.

A decisão foi proferida pelo Juiz Federal Orlan Donato Rocha, que atuou em substituição legal na 4ª Vara Federal.

O magistrado determinou também que a atualização sobre ocupação desses leitos seja informada, nos três turnos do dia, para a CMR.  Para o Juiz Federal, a efetiva inclusão dos leitos de obstetrícia desses municípios na Central de Regulação permitirá que no momento da transferência de um paciente possa ser verificada quais unidades estão aptas a receber e não seja automático o envio para a Maternidade Escola Januário Cicco.

“Fácil perceber que todas as Unidades de Saúde que trabalhem na área de atuação da MEJC deveriam se valer de sistema informatizado para mapear, em tempo real, a situação dos leitos de obstetrícia vagos em cada unidade hospitalar. Solução simples, relativamente barata e que, certamente, geraria economia de recursos para todos os envolvidos, sejam os entes públicos, seja para a UFRN, ou até mesmo para as pacientes e suas famílias”, destacou na decisão.

O  Juiz Federal Orlan Donato definiu o prazo de 30 dias para o Município de Natal realizar o planejamento de aquisição de produtos e o procedimento licitatório para aquisição de insumos, materiais e equipamentos para o atendimento integral nas unidades de saúde que possuam leitos de obstetrícia.

Com informações da JFRN.

Nota do Blog – A que ponto nós chegamos. A cada dia o Judiciário intervém mais no papel que deveria ser do Executivo e às vezes do Legislativo, para determinar “na marra” que se faça o óbvio.

O que o despacho do juiz estabelece, é o óbvio. Falta gestão, capacidade de gerenciamento do básico.

O nome disso é incompetência.

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