segunda-feira - 18/03/2019 - 12:20h
Eleições municipais

Robinson Faria faz o caminho das bases no Agreste

Por Vicente Serejo (Agora RN)

Robinson Faria há anos têm importante presença política na região Agreste (Foto: arquivo)

O silêncio do ex-governador Robinson Faria (PSD) não deve ser traduzido como imobilismo. Pelo contrário: tem feito um roteiro de visitas às suas bases já de olho na sucessão municipal.

Efeito

Por conta de sua presença no Agreste tem gente imaginando que ele pode ser candidato a prefeito de Santo Antônio. Não será. É o que asseguram hoje alguns dos seus correligionários.

Aliás

No Agreste, principalmente Monte Alegre e Santo Antônio, sua presença é uma tradição que vem do pai, o empresário Osmundo Faria. Ele terá candidatos às prefeituras de toda região.

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Categoria(s): Política
domingo - 16/12/2018 - 10:56h

Triste fim, ou a constatação de um delírio

Por François Silvestre

Conheci e admirei Osmundo Faria, pai do governador Robinson Faria (PSD). Lembro-me dos dois em vários e variados episódios. Osmundo quase foi governador, nomeado pelo regime militar. Estava tudo certo.

Viajou a Brasília para encomendar o terno da posse. Seu avalista era o general Dale Coutinho, ministro do Exército. Não havia contestação.

Numa manhã daquela semana, após barbear-se, o general sofre um infarto fulminante e morre. Com ele morreu a posse de Osmundo Faria.

Robinson Faria tomou posse no Governo do RN no dia 1º de janeiro de 2015 (Foto: Arquivo/Assessoria)

O resto é outra história, e acho que o Estado saiu perdendo, pois o nomeado foi Tarcísio Maia, paridor de mais uma oligarquia a explorar o Rio Grande do Norte. E deu no que aí se mostra.

Também é outra história. Quadro décadas, se não erro, após Osmundo ter perdido a chance de assumir o governo, seu filho Robinson Faria torna-se governador num pleito historicamente atípico.

Derrotou o maior conjunto de apoio oligárquico e político a um candidato ao governo, Henrique Alves, em quem votei.

Votei e declarei meu voto. Sou surpreendido por um apelo do jornalista Alex Medeiros e do Publicitário Jenner Tinoco, amigos que não serão inimigos nem que queiram, para montar o discurso de posse de Robinson Faria.

Num restaurante onde nunca eu estivera, encontrei Robinson. Ele disse: “Sei que você não votou em mim, mas preciso da sua colaboração”. Respondi: “O que precisar para você a para o Estado, conte comigo”.

Foi tudo muito improvisado. Pedi papel ao garçom, ele trouxe uma caderneta de páginas minúsculas. Pedi folhas de ofício ou pautadas. O dono ou gerente, não sei, providenciou as folhas. Tudo muito apressado.

Robinson foi explicando sua plataforma, e eu anotando. Espécie de taquigrafia. Num certo momento, já quase no fim das suas informações, eu falei: “Se você fizer dez por cento do que eu vou expor no discurso, já é suficiente para eu me arrepender de não ter votado em você”.

Três dias depois, o discurso estava pronto. Vinte e tantas laudas. Esse foi o discurso que ele pronunciou, na sua posse. Com o acréscimo de uma lauda e meia que ele fez agradecendo o apoio de Mossoró e exaltando a aliança com PT, que não foi da minha lavra.

Nem Mossoró nem o PT foram contemplados no meu texto. Também é outra história.

Faltam quinze dias para o fim do governo cujo discurso de posse eu escrevi.

Sou ficcionista. Ruim, mas sou. Já escrevi contos, romances, novela policial, uma peça de teatro inédita, crônicas de invenção e outras mogangas.

Tudo na saudável invenção da literatura.

Porém, nunca menti tanto quanto no discurso de posse do governador Robinson Faria.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Veja AQUI a íntegra do discurso de Robinson Faria no dia 1º de janeiro de 2015.

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Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 29/12/2014 - 22:24h
Estímulo do passado

Lembranças de Cortez e de Osmundo

Cortez e Osmundo: vendo o futuro (Foto: reprodução)

O governador eleito/diplomado Robinson Faria (PSD) lembrou o ex-governador Cortez Pereira em pronunciamento à imprensa. Sublinhou valores do ex-governante do início dos anos 70.

Cortez fora o último gestor estadual com visão estratégica, enxergando o futuro, as próximas gerações, em vez do mandato em si.

De fato.

E vale ser lembrado um detalhe que muita gente não sabe.

Muito jovem, garoto ainda, Robinson testemunhou seu pai e empresário Osmundo Faria dirigir o Bandern e BDRN, entidades financeiras do Estado no Governo Cortez.

O governador tinha em Osmundo e outros nomes, a essência de uma administração técnica, como Robinson propõe-se a fazer em seu governo.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 28/03/2014 - 11:33h
Ouvido ao chão...

Histórias políticas e de vice que estão atualíssimas

O presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS), me faz pensar em seu pai nesses momentos de intrincada política do Rio Grande do Norte.

Motta: filho de um vice

Clóvis Motta foi vice-governador, pelas mãos de Aluízio Alves (pai do governadorável Henrique Alves), compondo chapa com Monsenhor Walfredo Gurgel no pleito de 1965.

Também presidiu a Assembleia Legislativa e obteve mandato de deputado federal.

Osmundo

Tempo de lembrar, ainda, do empresário Osmundo Faria, que por pouco não foi governador do Rio Grande do Norte no jogo de bastidores nos anos 70.

Osmundo, para quem não sabe, era pai do hoje vice-governador dissidente e ex-presidente da Assembleia Legislativa Robinson Faria (PSD), uma casa que lhe cai bem.

História que continua atual.

Atualíssima.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cherokee ou Navajo…

 

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 29/12/2011 - 11:07h
Réplica

Fábio Faria reage de forma ríspida a declarações de Agripino

Do jornal Tribuna do Norte

As declarações recentes do senador José Agripino (DEM), que acusou o partido presidido no Estado pelo vice-governador Robinson Faria (PSD), de “não ter história”, continuam causando reação ríspida.

Em entrevista à jornalista Guia Dantas, da Tribuna do Norte, nesta quinta-feira(29), o deputado federal Fábio Faria (PSD) não poupou críticas a Agripino.

“Quem é ele para vir falar de história? O pai dele (Tarcísio Maia) foi governador na ditadura, nomeado. Ele estava trabalhando em outro Estado como engenheiro e voltou para Natal também para ser empossado prefeito pelos generais. Meu pai [o vice-governador Robinson Faria] começou como deputado estadual há vinte e cinco anos, o que é bem diferente”, declarou Fábio Faria.

“Na campanha passada [quando o grupo de Fábio e Robinson apoiou Agripino] meu pai tinha história, mas agora já não tem mais?. Então quem tem história é quem começa na ditadura nomeado?”.

E mais: “Depois que ele foi eleito começou a reverenciar pessoas que não votaram em Rosalba Ciarlini (DEM) e paralelamente a bater no nosso grupo”.

E finalizou: “Quem vai ter dificuldade de participar das eleições do jeito que as coisas estão são eles. É o estilo DEM de fazer política, desagregador, autoritário e com soberba. É batendo em Lula e em Dilma e atrapalhando o Governo do Estado. É afastando aliados e diminuindo a base. Ainda não se deram conta desse estrago todo?”

Nota do Blog – Um registro à história: o empresário Osmundo Faria, avô de Fábio, esteve prestes a ser nomeado governador pelo regime militar, numa articulação que tinha o apoio do então ministro do Exército, Dale Coutinho.

Dias antes da formalização da escolha, Dale Coutinho faleceu devido um infarto. E, nesse vácuo, começa a história de poder dos Maia no RN, com o surgimento de Tarcísio Maia como o primeiro Maia a governar o estado.

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Categoria(s): Política
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