domingo - 17/01/2016 - 14:32h
Mossoró

Prefeito prepara 3º pacotão anticrise em pouco mais de 3 meses

Francisco José Júnior ignorou real tamanho dos problemas e toma decisões sem ter maior planejamento

Vem aí mais uma reforma, da reforma, da reforma. Parece brincadeira, mas é desorganização mesmo. Falta de planejamento, de foco.

O prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) vai anunciar mais um pacote contra a crise econômico-financeira (e de gestão) na Prefeitura de Mossoró, como o Blog antecipou na última segunda-feira (veja AQUI).

Bom esclarecermos: não será o primeiro pacote de medidas nessa direção. De outubro de 2015 para hoje, já foram dois “pacotes”. Esse será o terceiro ‘pacotão’ em pouco mais de três meses.

O primeiro, apresentado no dia 13 de outubro (veja AQUI) e outro já no dia 11 de novembro, menos de um mês após o anterior (veja AQUI).

Até exonerar a mulher (Amélia Ciarlini) e a cunhada (Mirella Ciarlini) das pastas do Desenvolvimento Social e Comunicação, respectivamente, o prefeito decidiu como forma de baixar custo da máquina em novembro. Pura propaganda.

Precarização de serviços

Em outubro, ao apresentar o Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica, o prefeito “Silveira” já tinha prometido uma economia de R$ 4,5 milhões por mês, mas deixando escapar bobamente que mesmo assim o débito/mês estaria em torno de R$ 4 milhões.

Destacam-se a redução de 10% do subsídio do prefeito e autorização para que o vice-prefeito e secretários municipais procedam do mesmo modo; redução de 50% de gastos com plantões e aulas excedentes e 10% dos cargos comissionados.

Enfim, uma conta que já começava errada e os meses seguintes provaram que não poderia bater mesmo. Pipocou atraso salarial de forma mais ampla, precarização de serviços básicos como saúde e limpeza pública, só para citarmos os mais visíveis.

Proposta ignorada

O que vem por aí é na verdade uma proposta – ou base dela – que o então secretário do Planejamento, Josivan Barbosa, apresentou ao prefeito no final de setembro e início de outubro de 2015. Derivou de estudo minucioso sobre a máquina pública e sugeria cortes radicais em número de secretarias, cargos comissionados, imóveis e veículos alugados, por exemplo.

A Prefeitura poderia trabalhar no máximo com dez secretarias, além de pouco mais de 250 cargos comissionados.

O prefeito achou muito radical e botou ‘panos quentes’, acreditando no seu faro político e engenhosidade gerencial. Errou feio.

Foi obrigado a novo pacote em novembro.

Por lei, a gestão tem o direito de nomear 735 cargos em comissão. No início de seu Governo, o prefeito havia reduzido para 723 e em novembro teria encolhido modestamente para 651 cargas. Nada de impacto, apenas redução residual.

Volta, ‘interino’

Nesse ínterim, não faltaram casos de novos alugueis de imóveis, mais recursos à propaganda e outros gastos supérfluos, que contrariam o que o gestor prega.

Agora em janeiro, mais um pacote que será realmente radical ou ficará no plano do ‘me-engana-que-eu-gosto’. Dinheiro público não aceita tanto desaforo, desleixo e tamanha desfaçatez.

No final do ano passado, o prefeito admitiu que poderia tomar novas medidas amargas, esquecendo eventuais desgastes políticos. Segundo ele, seria o ‘prefeito da interinidade’ (veja AQUI), que antes de ser eleito agia e pensava diferente.

Daqui para frente, tem que contrariar toda sua bancada de 16 vereadores, lideranças partidárias que lhe dão apoio e outros próceres políticos – se quiser pelo menos concluir a administração em paz.

Simplificando: a máquina municipal pode ter menor serventia para escambo político-eleitoral.

Acredite, se quiser.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
segunda-feira - 12/10/2015 - 23:26h
Mossoró

Pacotão de Prefeitura será anunciado nessa terça-feira

O prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) vai anunciar um pacote de medidas para contenção de despesas na Prefeitura.

O anúncio do decreto será feito às 15h dessa terça-feira (13), no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência.

Fala-se na possibilidade de extinção e fusão de secretarias, além de corte em cargos comissionados.

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Categoria(s): Administração Pública
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