terça-feira - 03/08/2021 - 07:16h
Missa em Ação de Graças

Dez anos de ordenação sacerdotal de Padre Charles

Missa em Ação de Graças por 10 anos de Ordenação Sacerdotal de Padre Charles Lamartine - 02-08-21- Foto 1Participei da Missa em Ação de Graças pelos 10 anos de Ordenação Sacerdotal, do padre padre Charles Lamartine.

Ocorreu nessa noite de segunda-feira (2), na Praça Centenária do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

A liturgia foi carregada de forte emoção.

Ele embargou a voz várias vezes nos agradecimentos a familiares, amigos e colaboradores.

Especial atenção ao decano dos sacerdotes, padre Sátiro Cavalcanti Dantas, além do bispo diocesano Dom Mariano Manzana e o vigário-geral Flávio Augusto Melo.

Ave, Charles.

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quarta-feira - 09/06/2021 - 20:04h
História

Diocesano comemora 65 anos de inauguração de sua atual sede

Estudantes posam em frente à entrada do colégio (Foto: divulgação)

Estudantes posam em frente à entrada do colégio (Foto: divulgação)

O Colégio Diocesano Santa Luzia comemora nesta quarta-feira (9) os 65 anos da inauguração da atual sede da instituição.

Pela manhã, às 8h, foi realizado um Momento Cívico interno e simbólico com hasteamento das bandeiras da Instituição, de Mossoró e do Brasil, marcando um momento de grandes alegrias e conquistas.

Além disso, em 2021, o Diocesano celebra 120 anos de existência, como referência da Igreja Católica do Rio Grande do Norte na área da educação.

História

A sede do Colégio Diocesano Santa Luzia, situada na Praça Dom João Costa, foi um desafio lançado pelo Padre Francisco Sales Cavalcanti, quando nomeado diretor, em janeiro de 1946.

A pedra fundamental foi chamada a 30 de setembro de 1947 e em junho seguinte se iniciaram as obras, como presente de aniversário ao Bispo Dom João Costa.

Houve muitas campanhas e ajudas para as obras.

Nos anos de 1953 a 1955, os trabalhos aumentaram e os novos pavilhões foram surgindo.

Padre Sátiro, ao lado de Padre Demétrio, discursa em evento (Foto: divulgação)

Padre Sátiro, ao lado de Padre Demétrio, discursa em evento (Foto: divulgação)

A festa inaugural aconteceu a 09 de junho de 1956, presidida pelo Cardeal Dom Jaime Câmara e com a presença dos bispos Dom João Costa e Dom Eliseu Simões Mendes, além do Governador do Estado, Dinarte Mariz, e de vários deputados e personalidades, alguns deles ex-alunos do Diocesano Santa Luzia.

O primeiro diretor do Diocesano Santa Luzia foi o Cônego Estevam José Dantas e sua primeira sede localizava-se à Praça Vigário Antônio Joaquim, onde está atualmente o Banco do Brasil.

Atualmente, a equipe Diretiva é formada pelo diretor emérito Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, que foi nomeado por Dom Gentil Diniz Barreto, em 1961, pelo Diretor Padre Charles Lamartine, nomeado por Dom Mariano Manzana em 2012, e pelo Vice-Diretor Padre Demétrio de Freitas Júnior, nomeado por Dom Mariano em 2020.

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terça-feira - 04/05/2021 - 12:48h
Igreja

Padre Charles Lamartine lançará livro na próxima sexta-feira

Livro será lançado na sexta-feira próxima em plataformas virtuais (Reprodução BCS)

Livro será lançado na sexta-feira próxima em plataformas virtuais (Reprodução BCS)

O diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) e da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, padre Charles Lamartine, lança livro pela Paulus, editora multimídia presente em 33 países. A obra com o título A Igreja corpo de Cristo – Síntese da eclesiologia de Santo Agostinho foi extraída do trabalho final de seu mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (PUG).

O livro traz dedicatória ao Bispo da Diocese de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e prefácio escrito pelo Decano do clero diocesano de Mossoró, padre Sátiro Cavalcanti Dantas, será lançado oficialmente de forma virtual, no dia 07 de maio (sexta-feira), às 19h30, com transmissão pelo canal da Paulus Editora no YouTube – AQUI.

Convidados da live de lançamento: Urbano Zilles, sacerdote da Arquidiocese de Porto Alegre, doutor pela Universidade Münster e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); e Luiz Marcos da Silva Filho, pós-doutor em Filosofia e professor da PUC-SP.

A Igreja corpo de Cristo – Síntese da eclesiologia de Santo Agostinho já está disponível na loja virtual da Paulus. Acesse: paulus.com.br/loja/

Sinopse do livro

Considerando a Igreja corpo de Cristo como verdadeira e própria categoria teológica, Santo Agostinho, ao ocupar-se do combate ao donatismo, movimento cismático que feriu a unidade e a tradição da Comunidade Eclesial Africana no século IV, utiliza essa imagem da Igreja como conceito central de sua eclesiologia. A campanha contra o movimento ocupou grande parte da atividade pastoral e literária de Agostinho, tornando-o o principal expoente do antidonatismo. A priori, buscamos apresentar historicamente como surgiu e se expandiu o cisma, dando destaque às suas principais teses e a alguns de seus personagens.

Numa perspectiva biográfica e polêmica, analisamos como se deu a atuação do Doutor de Hipona perante a questão donatista, destacando seu método teológico, profundamente enraizado na interpretação da Sagrada Escritura e na Tradição Eclesial. Assim, evidenciamos os principais elementos de sua eclesiologia, especialmente sua contribuição na reflexão das propriedades essenciais da Igreja como una, santa, católica e apostólica. Por fim, destacamos que, nesse combate, o hiponense aprofundou sua compreensão sobre o mistério da Igreja, explorando sua natureza como comunhão.

Sobre Pe. Charles Lamartine

Graduado em Teologia e Serviço Social, Charles Lamartine é mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Atualmente, é doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na área de Filosofia e História da Educação, além de professor e diretor geral da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN), assim como diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia.

Tem desenvolvido atividades acadêmicas nas áreas de Teologia, Filosofia e Educação, atuando nos seguintes temas: Teologia Patrística e Sistemática, Filosofia Medieval e História da Educação.

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Categoria(s): Cultura
quarta-feira - 31/03/2021 - 20:28h
Padre Sátiro:

“Ditadura, nunca mais!”

Do arquivo pessoal do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, uma foto com ele numa pequena moto no Colégio Diocesano

Do arquivo pessoal do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, uma foto com ele numa pequena moto no Colégio Diocesano

Depoimento do padre Sátiro Cavalcanti Dantas:

Apenas quero relembrar fatos presenciados por mim como protagonista.

Padre Alcir, alguns internos do Colégio Diocesano e eu passamos a noite quase toda ao pé do rádio ouvindo notícias sobre o acontecimento nacional, movimentação de tropas militares.

No dia seguinte prisões e boatos.

Na mesma semana fui, como diretor de escola, convocado para uma reunião no Tiro de Guerra, estando presentes os importantes da cidade, presidida pelo capitão D’Oh (não sei se escrevi certo) representante do Exército.

Lideranças estudantis e rurais eram acusadas de comunistas. Defendi os que conhecia, entre os quais o presidente do Centro Estudantil Mossoroense (CEM) e o líder ruralista ligado à Diocese. Progressistas sim, comunistas não, pois era o clima do País.

Depois de muita discussão, o Sr.Dix-Neuf Rosado, defendendo a minha posição diz:

– “Pe. Sátiro tem razão, ele assume a responsabilidade.”

Infelizmente em outra reunião para a qual não fui convocado, substituíram o presidente do Centro Estudantil. Houve a comemoração da “Revolução”, organizada por um grupo de senhoras da sociedade.

As escolas se fizeram presentes, entretanto, o Colégio Diocesano não participou. Surgiram as censuras, reclamaram ao Sr. Bispo.

Graças a Deus, o Sr. Bispo respeitou a nossa atitude.

São Fatos!

Tem razão o Sr. Cardeal Dom Evaristo Arns ao proclamar: “Ditadura, Nunca Mais!”

Nota do Blog – Admirável Sátiro. Nunca mais, nunca mais!

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terça-feira - 30/06/2020 - 19:38h
Aos Vivos!

Charles Lamartine defende política voltada para o povo

Padre e professor, dirigente do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) e Faculdade Católica do RN, Charles Lamartine falou sobre educação, sacerdócio, política partidária, família, Igreja Católica, vocação sacerdotal, carreira acadêmica, literatura, cultura greco-romana, além de planos pessoais, acadêmicos e ‘políticos’.

O bate-papo, com intervenção dos internautas, rolou no Carlos Santos – AOS VIVOS! dessa segunda-feira (29), às 21h, no endereço do Instagram do Blog Carlos Santos – – www.instagram.com/blogcarlossantos

Cobrado por muitos internautas e sitiado por nós, ele admitiu interesse pela política, mas defendeu fortalecimento partidário e valores que consagraram a atividade como um a arte do bem comum, voltada realmente para o povo, como plasmada na civilização grega na antiguidade.

Acompanhe o conteúdo no vídeo dessa postagem, incluído no Canal BCS de nossa página no Youtube.

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segunda-feira - 18/05/2020 - 11:36h
Rádio

FM 105 faz 32 anos nesta segunda-feira

Hoje é dia de festa, muitos parabéns!São 32 anos da FM 105 de Mossoró, que integra o acervo patrimonial da Fundação Sócio-Educativa do Rio Grande do Norte (FUNSERN).

Ela é resultado de mais uma iniciativa do educador padre Sátiro Cavalcanti Dantas.

Feliz aniversário!

A emissora caminha para passar por consideráveis transformações, mas se mantendo também como uma rádio evangelizadora.

Aguardamos essas boas notícias.

Sintonize clicando AQUI.

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Categoria(s): Comunicação
  • Repet
domingo - 26/01/2020 - 08:28h

Padre Sátiro, 90 anos de amor ao próximo

Por Marcos Araújo

Somos de uma geração que tem o pendor pelo novo.  Só se cultua e “se curte” a novidade. Em todos os setores: da música à dança; da comida ao restaurante; da escola ao professor; do hospital ao médico recém-chegado na cidade…

Até na Igreja impera a máxima da juventude e da beleza como elementos indutivos à reunião do maior número de fiéis. Padres Reginaldo Manzotti, Robson e Fábio arrastam multidões em seus shows.

Sempre em ternos bem cortados e com pinta de galãs da Globo,  seus eventos reúnem milhares de mulheres gritando “lindo!!!!”, ao invés de  clamarem por “Deus!!!”.

Sobra botox e falta bom senso!

Padre Zezinho sumiu e nem mesmo o catolicismo notou. Pioneiro na evangelização pela música, mais de 1.000 composições suas ajudaram a consolidar a nossa crença. Os versos de suas canções falam de um Deus verdadeiro. Com convicção.

Trago esse dual entre antigo/novo, idoso/jovem, para lembrar do aniversário dos 90 anos de Padre Satiro – nesse último dia 22 de janeiro. É o seu genetlíaco.  No meu conhecimento só um humano reúne caracteres tão adversos de novo/antigo: Padre Sátiro!

É ele o mais jovem dos sacerdotes (em mente), e o mais idoso (no físico-cronológico). É o mais antigo (do ponto de vista histórico), e o mais novo (no critério da atualização, inclusive no lidar com as novas tecnologias).

É o que mais escuta e compreende seus colegas de ofício em situação de pecado, concedendo apoio e solidariedade, sem invocar a pudicícia moralizadora da Cúria nem comprometer a seriedade do sacerdócio com leniência ou cumplicidade.

Trata sem farisaísmo os problemas da fé e os pecados da igreja, ensinando-nos que Deus na sua misericórdia compreende as nossas fraquezas, posto que,  como Pai generoso, “Deus abomina o pecado, mas ama o pecador”.

Pois bem! Repita-se com exultante alegria: Faz ele 90 anos de vida! Quase um  século! É muita experiência acumulada….Mais do que isso, é muito tempo dedicado a Deus e ao próximo.

Fez da sua vida uma devoção à causa da educação, não a formal, que infelizmente titulariza pessoas e as envaidece. O seu legado está no campo da educação para a cidadania, para a solidariedade, para o serviço e seguimento a Deus.

Em tempos de vaidade, seu magistério é para o amor, para a caridade e entrega ao próximo. Uma vida consagrada ao Deus que vive no homem, horizontalizado, pés no chão, olhar no céu.

Sua igreja é da ação social transformadora, e não do silêncio da conformação. Um teólogo de ações e exemplos. Avesso a homenagens, é do mister de Padre Sátiro a imitação do Evangelho com sua própria vida. Por isso, me faz lembrar a frase de São Francisco: “Evangelizar sempre com a própria vida, se possível com palavras”.

Pela fé e por um Deus que se deu por amor,  ele se tornou sacerdote, professor, filósofo, bacharel em ciências jurídicas, escritor, reitor, diretor, educador, agitador social, enfim, um pastor condutor de um grande “rebanho”.

Ofusca o Pastor suas qualidades de Professor. É ele o mais importante educador e religioso de nosso Estado. A ele devemos a complexa e benemérita estadualização da FURRN – Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte, em 1987, berço de formação dos milhares profissionais que elevam intelectualmente essa Nação.

Foi da sua privilegiada mente a ideia da criação do Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis, o Santuário de Santa Clara, a FM Educativa Santa Clara, a Escola de 1º Grau Pe Satiro Cavalcanti Dantas, o Coral Santa Clara, a Biblioteca Jornalista Dorian Freire, a Creche Erondina Cavalcanti Dantas, o Centro de Evangelização  Maria Cecília, a Pastoral da Gruta…. São apenas alguns exemplos de seu trabalho de educador e de vocacionado tutor espiritual de uma gigantesca comunidade fraterna.

Semelhantemente à São Francisco de Assis, os seus ensinamento são emanados  de forma simples e direta, mas impregnados de profunda teologia, ou melhor, de uma cristocentricidade humanística. Num sinal de verdadeiro zelo pelo rebanho, transmite em suas  homilias e pregações, com didatismo, o chamado Plano de Deus.

São Paulo dizia que “Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas.” ( II Co 2:15)

Padre Sátiro exala esse perfume do céu.

O testemunho de fé de Padre Sátiro eleva nossa alma à contemplação das realidades divinas. Seu amor pelo mais pobre refaz as nossas esperanças. Sua caridade nos estimula  à partilha.

Como Santo Agostinho, podemos exclamar também nós: – Vides Trinitatem, si caritatem vides (contempla a Trindade, se vês a caridade -De Trinitate VIII, 8,12).

Rejubilamo-nos, com alegria,  com o seu aniversário, pedindo a ele, como nosso pai, que continue a rezar, a ensinar e a velar por nós, juntamente com Cristo – de quem é delegado na terra, por intercessão de Maria,  nossa devotada mãe, e pela bondade de Deus, nosso pai criador.

Ave, Padre Sátiro! Parabéns e muitos anos de vida! Que venham  mais outros 90 anos!

Marcos Araújo é advogado e professor

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Categoria(s): Crônica
segunda-feira - 11/11/2019 - 21:50h
ANL

Padre Sátiro receberá “Palmas Acadêmicas Câmara Cascudo”

A Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL) vai laurear o professor-padre Sátiro Cavalcanti Dantas com a medalha “Palmas Acadêmicas Câmara Cascudo”.A comenda deriva, segundo justificativa da própria ANL, pelo “estímulo às atividades artísticas e culturais, incentivo à produção e valorização de artistas e literatos”.

A entrega da medalha acontecerá na próxima quinta-feira (14), às 19h, na sede da Academia.

Nota do Blog – Sátiro é sempre merecedor de homenagens dessa envergadura. Estaremos lá, ao vivo e em cores, prestigiando-o.

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sexta-feira - 19/07/2019 - 09:20h
Às 17 horas

Livro sobre Diocesano tem lançamento hoje em Natal

É nesta sexta-feira (19), em Natal, o lançamento do livro “Diocesano, história que carrego comigo”. Acontecerá às 17 horas, na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), Avenida Getúlio Vargas, 690, Petrópolis.

Autor e organizador da publicação, o repórter social Paulo Pinto divide a concepção com a odontóloga Gagaça Lopes (in memoriam).

Padre Sátiro, Paulo Pinto e padre Charles compõem produção do livro (Foto: cedida)

O livro compila uma série de artigos, crônicas e outros textos de ex-alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), de Mossoró, que em 2019 chegou aos 118 anos. Foi fundado em 2 de março de 1901.

Afeto e simbolismo

Os escritos são 50 pessoas de diferentes épocas que passaram pelos corredores e salas do “Dió”. Assinalam a importância que essa casa de ensino teve à sua formação, num memorialismo carregado de caudaloso afeto e simbolismo.

O livro foi lançado anteriormente em Mossoró, no dia 6 de junho. Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, que esteve à frente da instituição por mais de cinco décadas, assina o prefácio, e o atual diretor do Diocesano, Padre Charles Lamartine, o posfácio.

A edição é da jornalista Luziária Machado e a impressão é da Unigráfica. A criação de capa é de Eduardo Falcão e projeto gráfico da Terceirize Projetos Gráficos e Editoriais.

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sexta-feira - 14/06/2019 - 15:52h
Em Mossoró

Capela de São Vicente tem sessão solene da AL

A Assembleia Legislativa do RN realiza sessão solene nesta sexta-feira (14), às 18h, em Mossoró.

Acontecerá no Teatro Lauro Monte Filho, no centro da cidade.

A sessão será em homenagem aos “100 Anos da Capela de São Vicente”, por proposição do deputado estadual Bernardo Amorim.

Veja abaixo a lista dos homenageados:

1. Dom Mariano Manzana;
2. Padre Flávio Augusto Forte Melo;
3. Padre Sátiro Cavalcanti Dantas;
4. Padre Charles Lamartine de Sousa Freitas;
5. Antônia Evanete Almeida e Rebouças;
6. Maria da Glória Gurgel;
7. José Eriberto de Oliveira Monteiro;
8. José Marcos Oliveira Lopes;
9. Yogo Martins de Paula; e
10. Maria José Almeida.

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sábado - 16/03/2019 - 18:48h
Reconhecimento

Sessão homenageia Mossoró lembrando personalidades

Crispiniano, Antônio Francisco e Allyson Bezerra: homenagens em dia de festa (Foto: Eduardo Maia)

Por proposição do deputado Allyson Bezerra (Solidariedade), a Assembleia Legislativa do RN realizou em Mossoró no Teatro Lauro Monte Filho, à noite dessa sexta-feira (15), sessão solene pelos 167 anos de emancipação política do município.

Em sua fala, o parlamentar mossoroense enalteceu a “história de luta e resistência” que marca Mossoró, mas defendeu que não fique no passado apenas como uma lembrança, “mas que seja inspiração para o futuro, um futuro melhor”.

Nomes representativos de Mossoró foram homenageados, como Padre Sátiro Cavalcanti; o poeta mossoroense Antônio Francisco; o escritor David Leite; o pastor José Dantas Filho; o médico Cure de Medeiros; o servidor da Ufersa Francimar Honorato dos Santos; o jornalista Emery Costa; a pesquisadora Maria Lúcia da Escóssia e o ex-jogador de futebol do Potiguar Odilon Gomes de Almeida.

Homenageados

A apresentação cultural foi feita pelos poetas Antônio Francisco e o pequeno Moisés Marinho, de apenas 11 anos – que surpreenderam o público com um show de talento.

Participaram ainda do evento, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (Avante); o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Pedro Fernandes Ribeiro; o vice-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) José Domingues Fontenele Neto; a vice-prefeita de Mossoró Nayara Gadelha (PP); o presidente da Fundação José Augusto Crispiniano Neto e a presidente da Câmara de Mossoró Izabel Montenegro (MDB), bem como os vereadores Raério Araújo (PRB), Manoel Bezerra (PRTB) e Genilson Alves (PMN).

Com informações da AL e Assessoria de Allyson Bezerra.

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segunda-feira - 11/02/2019 - 08:42h
Educação

Inauguração de biblioteca marca transição de faculdade

Print mostra prédio de biblioteca (Reprodução)

Será às 19h30 desta segunda-feira (11), a inauguração da estrutura física da Biblioteca Dom Mariano Manzana, na Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM). O prédio tem 1.846 m².

O evento também marcará oficialmente a mudança de nomenclatura da instituição para Faculdade Católica do Rio Grande do Norte.

“Neste momento vamos reunir muitos amigos para dividir essa conquista, compartilhar nossa alegria de poder realizar grandes sonhos do nosso querido mestre padre Sátiro (Cavalcanti), diretor fundador. A inauguração da biblioteca, em uma homenagem justíssima a Dom Mariano, e a nossa transição para Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, marcam a história dessa Instituição, que nasceu e permanecerá com o compromisso da formação profissional e humana”, comemora o diretor geral da faculdade, padre Charles Lamartine.

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quinta-feira - 03/01/2019 - 11:56h
Sessão polêmica

Ex-reitor cobra mais atenção a professores e à educação

Padre Sátiro Dantas deixa prefeita Rosalba constrangida em evento marcado por muito protesto

Ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), o padre e professor Sátiro Cavalcanti Dantas eclipsou a própria sessão solene de posse da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Mossoró – marcada por protestos contra a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) – à manhã de hoje (quinta-feira, 3). Pediu para usar a palavra e foi claro e direto na sede do Legislativo.

Após novos embaraços, Rosalba resolveu falar com Sátiro e prometeu olhar proposta (Foto: BCS)

Evitou rodeios, que se diga.

Cobrou que a prefeita Rosalba Ciarlini “tenha mais atenção aos professores e à educação”. Porém antes mesmo de ir direto ao ponto, perguntou se a prefeita ainda estaria presente. Informado que sim, exclamou: “Graças a Deus ela está!”

E falou de ‘corpo presente’, como queria.

Solicitou que Rosalba envie à Câmara Municipal projeto que conceda isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para professores aposentados. Na administração dela, o IPTU tem sido cobrado com elevados reajustes.

Mais constrangimento

Rosalba passou ainda outro constrangimento durante a solenidade, além de vaias e cartazes em protesto contra seu governo (veja AQUI), realizado por estudantes estagiários da municipalidade. Alguém da galeria saltou e pediu que ela prestasse atenção ao pronunciamento de Sátiro.

A prefeita estava com a cabeça inclinada para frente, bolinando um aparelho celular, no momento da fala de Sátiro Dantas. Com o alerta, encostou-se outra vez na cadeira. Percebeu a indelicadeza sem mexer um músculo do rosto.

Ao encerramento da sessão, a prefeita falou diretamente com padre Sátiro e recebeu dele anteprojeto que trata da proposta que levantou. Prometeu que estudaria o caso. Nem disse que sim nem que não.

Prefeita evita estudantes

À saída da sede da Câmara Municipal, a prefeita evitou estudantes e entrou em carro oficial protegida por seguranças e pelo vereador Ricardo de Dodoca (Pros) – veja AQUI).

Houve bate-boca, empurra-empurra, contudo ela conseguiu sair do local.

Estagiários acompanharam saída da prefeita, tentaram falar com ela, mas foram contidos (Foto: BCS)

Já a presidente empossada para novo biênio, Izabel Montenegro, resolveu receber comitiva dos estagiários.

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Categoria(s): Política
domingo - 04/11/2018 - 11:18h

“Je suis” (somos todos) Padre Sátiro

Por Marcos Araújo

Não se nega que vivemos um momento de grave convulsão social, moral, política e econômica. Tempos difíceis em que são tênues (ou até inexistentes!) as linhas limítrofes da tolerância e da agressão desnecessária; do amor e do ódio; da educação e da incivilidade; do respeito e da barbárie…

Alguns dizem que vivemos uma “guerra”, dado aos altos índices da violência física e comunicacional. Porém, mesmo nas guerras (bélicas, sobretudo) existem limites morais intransponíveis. Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) organizou uma conferência diplomática que resultou no chamado Estatuto de Roma, em 1998, colocou como preceito a ser cumprido por todas as nações a proibição de “fazer ataques contra civis não engajados nas batalhas”.

Também há uma regra, um consenso internacional, de que nas guerras não se atacam ou se destroem obras de arte, monumentos e patrimônios culturais e educacionais, e que não se violam instituições…

Como exemplo, mais até do que as crianças e as jovens violentadas (o que é abominável!), quando o Estado Islâmico destruiu os monumentos históricos e culturais de Palmira, Nimhud e Hatra, o mundo inteiro chorou.

Se faz este preâmbulo para trazer à lembrança coletiva duas premissas: i) Padre Sátiro é um civil que não estava engajado na “batalha” política que vinha se travando nesses últimos dias; e, ii) ele é um “monumento”, um patrimônio cultural e educacional do nosso Estado, e além-fronteiras. Ele não  pode ser atacado, ou utilizado maldosamente, ainda que em tempos de “guerra”.

Qualquer pessoa que o conheça minimamente saberia que ele nunca pronunciaria palavras ou ilações contra quem quer que seja.
Padre Sátiro, ao contrário, é comunicador da não-violência. A sua linguagem é do amor, respeito, compreensão, gratidão, compaixão e preocupação com os outros.

Seu prestigio intelectual, sua inatacável condição moral, sua insuspeição de intenções, sua voz altíssona em defesa da educação, o fizeram baluarte e pilastra da nossa sociedade. Não se destrói, em vão, uma base social.

A aridez espiritual do momento traz uma apatia a nós,  ditos cristãos, que nem mesmo  temos tido coragem para se pronunciar vivamente contra as injustiças praticadas, sejam elas individuais ou coletivas.

Tendo Padre Sátiro sido vítima de uma injusta armação, todos os mossoroenses que o amam devem pôr-se de pé, altíssonos, em repúdio aos injuriadores daquele que em toda sua vida foi refúgio de paz, amizade, apreço, orientação e tranquilidade.

Aproveitando a metáfora do dia de finados, devemos contribuir para o fim dessa cultura de morte, da comunicação violenta, da fake news, do desrespeito ao próximo…​Rogo a Cristo, o Senhor da vida, para que nos conduza a um mundo de paz e esperança.

Se o mundo está obscuro, em trevas, resta esperar a ação profética trazida por Ezequiel, prometendo ele que Deus vai tomar conta das suas “ovelhas” e “resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas, num dia de nuvens e escuridão.”

E mais ainda, diz o Senhor Deus: “eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. (Ez 34, 11-19)

Padre Sátiro é a última unanimidade humana viva de Mossoró! Por isso, reitero: Je suis Padre Sátiro!

Marcos Araújo é professor e advogado

* Leia também: Fake News envolve nome de Padre Sátiro.

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quinta-feira - 06/09/2018 - 08:14h
Padre Sátiro

“Vocês defendam e respeitem a Uern”

Do Blog Saulo Vale

O padre Sátiro Cavalcanti Dantas, ex-reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), tem recebido em seu gabinete, no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), os candidatos ao Governo do RN.

O pedido do vigário é um só: “Vocês defendam e respeitem a UERN”, afirma repetidamente.

Foi assim com Robinson Faria (PSD), Carlos Eduardo Alves (PSD), Fátima Bezerra (PT) e com candidatos de diferentes matizes ideológicas e com distintas disputas por cargos eletivos, que procuraram-no durante campanha eleitoral.

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terça-feira - 24/07/2018 - 10:34h
Educação

Faculdade Diocesana terá curso de Direito ainda este ano

Autorização saiu nesta terça-feira (24) e vestibular para curso acontecerá no próximo dia 4 de agosto

Sátiro e Charles: conquista (Foto: arquivo)

“Iniciamos nossa semana com uma notícia muito importante para a Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) e a Diocese de Santa Luzia. Saiu hoje, dia 24 de julho de 2018, a portaria de autorização do nosso curso de Direito”. A informação é passada pelo diretor da FDM e do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), padre Charles Lamartine.

Segundo ele, “era um sonho de Padre Sátiro Cavalcanti Dantas e de muitas gerações”, complementa.

“Abriremos uma turma de Direito à noite já para este segundo semestre”, antecipa. O vestibular será realizado no dia 4 de agosto e as aulas começarão no dia 13.

Com esta nova autorização, a Faculdade passa a ter em funcionamento 8 cursos de graduação: Teologia, Psicologia, Direito, Ciências Contábeis, Administração, Gastronomia, Nutrição e Fisioterapia.

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sexta-feira - 18/05/2018 - 16:20h
Rádio

FM 105.1 completa 30 anos de atividades hoje

A FM 105.5 (Educativa Santa Clara de Mossoró) completa 30 anos hoje, sexta-feira (18).

Começou suas atividades no dia 18 de maio de 1988, sob o comando do educador e religioso padre Sátiro Cavalcanti Dantas.

A emissora pertencente à Fundação Sócio-Educativa do Rio Grande do Norte (FUNSERN), entidade sem fins lucrativos que tem Sátiro como seu presidente-fundador.

Foi a primeira emissora de Mossoró a funcionar na Frequência Modulada (FM) a funcionar na frequência FM (Freqüência Modulada).

Além de cobrir Mossoró, cidade situada entre dois grandes polos consumidores (Natal e Fortaleza), alcança vários municípios circunvizinhos como Areia Branca, Tibau, Grossos, Serra do Mel, Governador, Upanema, Felipe Guerra, Apodi, Baraúna; entre outros.

Sintonize Ao Vivo clicando AQUI.

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Categoria(s): Comunicação
terça-feira - 23/01/2018 - 16:30h
Para Caby da Costa Lima

“Azougue.com 5” – A missão

O “camaradinha” Caby Costa Lima procura-me para ingente tarefa. Ciente de que estou sempre com “um monte de coisas para não fazer”, cobra-me o prefácio do seu mais novo livro: “Azougue.com 5”.

Na verdade, até hoje não entendo o porquê do nosso autor não ter sido ungido à Academia. De tiro, claro. Como alvo, que se diga.

Prefaciando-o, logo me constituo seu cúmplice. Sob ameaça, pois.

Caby, tirando todos os defeitos, é gente boa.

Com Azougue.com 5, derivação de site que o sustenta há anos, ele ratifica um trabalho continuado de memorialista, sob um viés incomum. Não conta história, não exuma gente e fatos como os autores clássicos.

Editor desta página, Padre Sátiro, Caby: 8 de julho de 2016 (Foto: arquivo pessoal)

Ele reproduz o que ficou congelado no tempo, lá atrás, num trabalho de reconstituição documental fascinante. A gente se reencontra em cada esquina, rua, praça ou naquele carnaval que passou.

Somos flagrados “desabonitados” ou apolíneos. Deparamo-nos com um lugar qualquer do passado e, nessa linha do tempo, somos lágrimas diante da imagem de quem partiu ou rimos de nós mesmos.

Reminiscências e experiências passadas eclodem numa mistura palpável e sistêmica em cada página de sua publicação.

Na era cibernética, em que todo o mundo está em nossas mãos, num Smartphone, ele confronta o virtual com a matéria: papel, gente, coisas e fatos parecem que batem à nossa porta; convidam-nos para entrar.

Seu livro, o 36º, tem robustez própria para servir de calço para porta e fazer volume na estante. Mas ninguém ouse utilizá-lo embaixo daquela perna de mesa que insiste em não se equilibrar no chão.

Brincadeirinha, caríssimo leitor.

O lúdico e a troça também fazem parte dessa obra, como espelho do próprio autor. Seu livro, então, é um pouco ele: feito, pronto, mas mesmo assim inacabado.

É um título para a gente dividir com a família, ser folheado entre amigos ou mandarmos para a Faixa de Gaza. Serve para realimentar antigas antipatias, refazer afetos dispersos ou estimular armistícios.

Com seu jeito despojado e “fora de época”, que caberia como uma luva na série “Do bumba”, Caby encarna um tipo de vida e de indivíduo escasso por aqui. Consegue ser a mesma pessoa há décadas ou séculos, mas com uma espantosa capacidade de adaptação ao moderno.

Paradoxal, paradoxal!

Talvez ele seja mais uma prova de que o darwinismo esteja certo. Mantém-se vivo por aprender cotidianamente a se encaixar nas exigências de cada dia, no ecossistema humano. Mas por favor: não o tenham como a evolução da espécie.

O publicitário, o editor de livros, o promotor de eventos musicais, o dirigente e narrador esportivos, o radialista que teima em tratar Roberto Carlos intimamente por “Bebeto Carlos”, parece personagem saído de alguma crônica de Antônio Maria, rabiscada – à madrugada – no balcão de alguma boate carioca nos idos de 50.

Luís Fernando Veríssimo adoraria conhecê-lo. Não tenho dúvidas. Confrontaria-o com o “Analista de Bagé” ou a “Velhinha de Taubaté”. Botaria-o sobre tamancos, como o “Camaradinha de Mossoró”.

Seria o nada “óbvio ululante” de Nelson Rodrigues, tricolor como ele e eu.

O pai de Alice e Alice, não é nenhuma maravilha, concordo. Contudo é o que temos por enquanto.

Sujeito de muitos livros e de algum cabelo, sua idade é inconfessável – mesmo sob doses cavalares de Campari (argh!). Nada que um exame de carbono 14 e goma na bacia não identifiquem, acredito.

Antes que ele corte meu texto e me demita da condição de prefaciador oficial, sem pagar meus cevados honorários, paro por aqui.

Com licença. Vou virar a página e começar a folhear “Azougue.com 5”.

A missão.

Carlos Santos, escritor mundialmente desconhecido e jornalista nacionalmente ignorado.

* Texto originalmente publicado como prefácio do livro “Azougue.com 5”, de Caby da Costa Lima, lançado no dia 13 de março de 2015. A foto que ilustra essa postagem é mais recente, em que eu e Caby emolduramos Padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Singela homenagem a quem me tratava com profunda reverência e caudalosos elogios, por “Do suspensórios” ou apenas… “Carlão”. Obrigado, Camaradinha! Vá em paz.

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domingo - 03/12/2017 - 09:26h
Padre Sátiro

Profeta da esperança em defesa do nosso ‘Elmo de Mambrino’

Por Marcos Araújo

Em meio a essa débâgle social, econômica, politica, moral e educacional que o Estado do RN atravessa, uma voz ecoou nas redes sociais com a força de uma bomba Tsar (a superbomba atômica) em defesa da UERN. Com 87 anos de idade e a autoridade de quem faz da educação o seu sacerdócio diário há mais de 60 anos, Padre Sátiro “gritou” com toda virulência que pode significar letras em CAIXA ALTA e NEGRITO na internet: “- RESPEITEM A UERN, AUTORIDADES INSTITUÍDAS!”. Seu “grito” deve ter doído nos ouvidos de muita gente…

Em outro momento, acompanhando o desdém da administração estadual para com os servidores, Pe. Sátiro lastimou “a falta de força física”, por não está “AO LADO DOS COLEGAS PROFESSORES SOFRENDO ESSA HUMILHAÇÃO”, apelando aos ex-alunos do Diocesano para exigirem “JUSTIÇA PARA CAUSA DOS SERVIDORES PÚBLICOS”.

Sendo hoje um dia de domingo, propício para uma reflexão espiritual, a liturgia bíblica dos cristãos traz uma passagem do Profeta Ezequiel. Em sua profecia, diz Ezequiel que Deus vai tomar conta das suas “ovelhas” e “resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas, num dia de nuvens e escuridão.” E mais ainda, diz o Senhor Deus: “eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. (Ez 34, 11-12, 15-17)

Ezequiel era um Profeta da esperança. Na sua época, ele exortou os israelitas para saírem do cativeiro babilônico, mesmo sabendo que parte do povo já estava ambientado com o exilio, admitindo a exploração e o jugo dos tiranos. Ezequiel se contrapõe e constrói naquela comunidade uma mensagem de revolta (revolução).

Apenas para pontuar historicamente, a Babilônia do tempo de Ezequiel era marcada pela grave crise social, reinando a violência e a injustiça. Nada estranho aos dias de hoje.

Se a palavra “profeta” vem do grego “prophetes”, e significa “falar antes”, Padre Sátiro também é um profeta. E tem sido verazmente  um Profeta na história da Uern e na revolução educacional que ela desencadeou ao longo dos tempos. Quando eu estava na graduação em Direito, meados dos anos 80, a então FURRN (Fundação Universidade Regional do RN) estava sombreada pela incerteza, ameaçada de extinção.

Foi o seu agir profético, seu protagonismo corajoso que conduziu a extinta Fundação municipal (idealizada como um redil para uso politico) para a liberdade de uma autarquia estadual (Uern) fomentadora do saber e agente ativa de transformação social.

Seu prestigio intelectual, sua inatacável condição moral, sua insuspeição de intenções, sua voz altíssona em defesa da educação, obrigaram ao Parlamento e ao Poder Executivo do RN em reconhecer a Uern como patrimônio do Estado, isto em 08 de janeiro de 1987. Para demonstrar que estava ali temporariamente apenas cumprindo uma missão, no dia seguinte à assinatura da lei, renunciou ao cargo de Reitor para que o vice, Antonio Capistrano, assumisse.

No ano em que comemoramos os 30 anos de sua estadualização, a história se repete… As sombras negras da ignorância e do desserviço à educação querem destruir a Uern. Escaladamente, a instituição vem sofrendo os mais duros e insensíveis ataques de toda a sua história, oriundos da gestão do Estado, de forma direta pelo descaso e ignoração na falta de assistência financeira, ou indiretamente por áulicos desinformados que pregam a sua privatização ou extinção. Até uma educadora (tsc, tsc, tsc…) natalense pôs-se contra a instituição.

Não têm a menor noção essa caterva de néscios sobre a importância da educação como fator de influência para o crescimento econômico e o desenvolvimento humano. Desconhecem as análises e teorias econômicas de Amartya Kumar Sen e Mahbub ul Haq, criadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a unidade de medida desenvolvida para avaliar os países, considerando não apenas os fatores econômicos, mas também os sociais.

Amartya Sen foi professor e Reitor na Universidade de Cambridge, e professor em Oxford e Harvard. Fundador do Instituto Mundial de Pesquisa em Economia do Desenvolvimento, provou ele que a Educação é a maior riqueza de uma nação. Mas, quem é Amartya Sen na frente de um desses “iluminados” defensores da extinção ou privatização da Uern?

“Formados” exclusivamente no conhecimento rasteiro dos “Gulags” das redes sociais, não sabem esses “intelectuais da banalidade” que é papel do Estado conter as desigualdades sociais. E que, os serviços prestados pelo Estado deveriam garantir a construção de uma boa sociedade por meio da educação, saúde e proteção das minorias. Ah, esclarecendo: foi exatamente por essa afirmação que Amartya Sen ganhou o Prêmio Nobel de Economia, em 1998, tendo sido o primeiro – e até o momento, único – acadêmico de um dos países não desenvolvidos a ganhar o Prêmio Nobel de Economia.

Para as mulheres (recadinho para a “educadora” natalense), Amartya Sen relata que a “expectativa de vida ao nascer de mulheres” foi mais influenciada pela educação do que a “expectativa de vida ao nascer média”, o que indica que a educação pode ser um importante aliado contra a desigualdade de gêneros. Que gritem as mulheres: Viva a educação!

A esses “sabe-tudo” das redes sociais que pregam a desoneração financeira do Estado pela extinção da Uern; aos profusores da ideia da privatização; aos que entendem a educação como despesa, e não como investimento (até tu, então Governadora Rosalba Ciarlini?); aos “liberais” defensores do Estado mínimo, e a todos os demais gênios do pensamento humano que miram a Uern como uma “praga” devastadora ao orçamento estatal, um conselho: busquem à sua volta os que por ela foram formados e escutem suas histórias de vida e suas ações em prol da sociedade.

Já dizia Rui Barbosa que todos os melhoramentos materiais são incapazes de determinar a riqueza se não partirem da educação, a mais criadora de todas as forças econômicas, a mais fecunda de todas as medidas financeiras.

Quem foi educado pela Uern – e aqueles que ainda estão em formação – sabe do seu inestimável valor. O conhecimento adquirido por intermédio do seu qualificado quadro docente é o “elmo de Mambrino” que os protege na esganiçada luta da vida profissional. Apenas relembrando, D. Quixote, o cavaleiro andante de Cervantes, tinha no “elmo de Mambrino” que cobria a sua cabeça a proteção necessária para as suas batalhas. Sancho Pança, do alto de sua ignorância, confundiu o elmo com uma “bacia toda amolgada, para fazer sua barba”. Diante de uma visão tão distorcida, D. Quixote queda-se surpreso com tal desconcerto, creditando ao fato de que Sancho “vem de andar sempre entre nós outros uma caterva de encantadores, que todas as nossas coisas invertem, e as transformam, segundo o seu gosto e a vontade que têm de nos favorecer ou destruir-nos”.

A Uern tem sido um “Elmo de Mambrino” para as longas caminhadas cientificas, intelectuais e de conhecimento de muitas gerações de “cavaleiros”. Muitos “D. Quixotes” têm vestido a carapuça do seu “Elmo” para os diversos combates sociais. Os de visão distorcidas, os Sanchos Panças da vida, enxergam-na apenas como uma “bacia”.

Nesses tempos de intolerância, inversão de valores e também de ignorância, a esperança é necessária. Como ela é vital! Vejam a vitalidade de Padre Sátiro, aos 87 anos, e o entusiasmo com que ele nos inspira à luta. A forma altiva com que ele conclama a todos nós a termos uma tomada de posição contra a injustiça.

Poderia nem se manifestar. Seu legado histórico admite fugir de polêmicas, para não atrair desafetos.  Como um bom Profeta, porém, ele não descansa, nem foge da luta. Talvez tenha por sentimento a frase do historiador francês Paul Veyne: “Éternité Je Ne m’Ennuierai Pas” (E na eternidade não me entediarei).

Durante a missa, na homilia de hoje (26 de novembro de 2017), Padre Charles Lamartine (também educado pela Uern, a exemplo de Padre Flávio – Vigário-Geral de nossa Diocese), lembrava o educador Paulo Freire e a sua fala sobre a esperança.

Dizia Paulo Freire que é preciso ter esperança, “mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”.

Alinho-me às fileiras do Profeta Padre Sátiro. Tal como os revolucionários franceses foram convocados no passado, açulo a todos, em defesa da Uern, “Às armas, cidadãos!”

Viva a Uern! Viva a Educação! Vivas a Padre Sátiro!

Marcos Araújo, eterno aluno da Uern, provisoriamente advogado e professor

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sábado - 25/11/2017 - 08:24h
Redes sociais

Padre Sátiro se solidariza e pede apoio a professores

O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) padre Sátiro Cavalcanti Dantas voltou a usar as redes sociais para desabafar.

Ao mesmo tempo, pediu apoio ao movimento de luta em defesa da instituição e seus servidores. “Falta-me força física. Estaria ao lado dos colegas professores sofrendo essa humilhação”, exprimiu o octogenário educador.

Suas palavras ecoaram após o episódio de ação policial ríspida para desalojar grevistas da Saúde e do professorado da Uern, do prédio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), à tarde de ontem em Natal (veja AQUI).

Leia também: Padre Sátiro Cavalcanti Dantas pede “respeito” à Uern AQUI.

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domingo - 23/04/2017 - 09:41h

O menino do Poré

Por David Leite

E o Menino do Poré chega à Academia Mossoroense de Letras!

Nesta saudação, é imperioso lembrar um pouco de tal trajetória. Exitosa trajetória, essa de Milton Marques de Medeiros. Porém, sem grandes alardes. Na medida em que ele, como protagonista, sempre a conduziu “sem ruídos, ou precipitações, tal qual um rolamento SKF”, parafraseando o velho alcaide Dix-huit Rosado, que gostava de usar tão singular figura de imagem em sua eloquente oratória.

O garoto de dona Luiza Freire, muito cedo órfão de pai, com sonhos e tenra determinação, deixou a sua pacata Upanema pela cidade grande, Mossoró, sendo abraçado por Seu Né e Donana. Juntando-se, pois, à grande prole do casal, compartilhando, com seus “novos irmãos”, daquela rotina onde se intercalavam tarefas escolares com o esfregar do chão do Café… Sim, o famoso Café de Seu Né, de quente e memorável fogão.

Numa segunda fase de estudos, Paraíba foi o seu destino. Paraíba feminina, acolhedora, sim senhor. Na terra de José Américo de Almeida, Delfina Freire materializou esse acolhimento materno. E o jovem Milton transpôs os umbrais da Faculdade de Medicina, com a mesma fleuma com que tangia animais sob a nuvem de poeira das veredas do Poré.

Nas férias universitárias, ele sempre regressava a Mossoró, para, durante tal período, ajudar seu irmão Mário no bar da ACDP. A elite mossoroense, habitué do elegante Clube da Manoel Hemetério, como dizia Ivonete de Paula, a Pequena Notável, talvez nem percebesse que, entre os garçons de Mário, de quando em vez, havia um acadêmico de medicina equilibrando bandejas. Existia nesse labor, registre-se, uma “discreta” retribuição à ajuda que Mário desembolsava para contribuir com o sustento de Milton em João Pessoa.

Nos dois últimos anos da faculdade, aprovado em concurso, Milton ingressou no serviço público paraibano, precisamente na Secretaria da Fazenda, e, mesmo como escriturário, o bolso do acadêmico ganhou um considerável reforço pecuniário. Vínculo esse que Milton seria obrigado a romper, por optar pela residência médica em São Paulo.

Na jornada de especialização em psiquiatria, encontrou outro apoio maternal na Terra da Garoa: dona Catarina Solano. O resguardo daquela pensão tornou-se uma espécie de locus amoenus para o nordestino que conduzia outro “sonho feliz de cidade”, mas que estava determinado a cumprir tal jornada tendo como foco principal a mente humana. Isto, naquele mundo que já era “o avesso do avesso do avesso do avesso”.

O retorno às terras potiguares estava com os seus dias contados: Mossoró, encontro e destino certos. Era final da década de sessenta, do século passado, Zilene o esperava. A vida profissional do jovem médico se inicia de forma intensa.

Ele logo percebe que os doentes mentais sofriam em demasia. Faltava-lhes atendimento digno. Milton foi tomado de espanto ao saber que costumavam levar os casos graves para a Cadeia Pública. A falta de estrutura resultava num cenário dantesco: familiares viam seus pacientes serem tratados como réus, cujos alaridos clamavam inocências de crimes jamais cometidos.

Nesse diapasão, surge a Casa de Saúde São Camilo de Lellis. Milton junta-se a um grupo de médicos já atuantes na terra de Santa Luzia. Grupo vanguardista na ideia de dotar a cidade e a região de um nosocômio para seus “doentes mentais”: Cesar Alencar, Vicente Morais, Leodécio Fernandes Néo (ah, Leodécio!… Mossoró ainda não lhe tributou o devido reconhecimento).

Também é nesse período correspondente que o timoneiro João Batista Cascudo Rodrigues assume o leme da jornada que resultaria no surgimento da nossa UERN. E o jovem psiquiatra é um dos convocados para contribuir com a luta específica de edificação de um dos pilares do novo Templo do Saber, qual seja: a Faculdade de Enfermagem.

Paralelamente à rotina de médico e de professor, nos anos subsequentes, outras atividades são agregadas quase que naturalmente à sua performance multifacetada: vive e compartilha conhecimento e fé entre irmãos maçons e cursilhistas. Nesse interregno, brota nele, também, o viés de comunicador.

Milton Marques marcou época como um dos apresentadores do Programa Ponto por Ponto, na Rádio Rural. Em seguida, empreendeu, em parceria com o ex-governador Tarcísio Maia, a edificação de emissoras radiofônicas em Mossoró e Assu.

Tudo isso perpassado pelo tão propalado cortejo por sua entrada na vida política. A “mosca azul” zumbia e voava, como no poema de Machado de Assis. Milton resistiu a tais “encantos”. E tudo com o já característico tom fleumático.

Houve, sim, passagem pela gestão pública. Nos anos oitenta, na presidência do Instituto de Previdência do Estado, depois, Secretário de Saúde de Mossoró e, mais recentemente, na reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Mesmo correndo o risco de eclipsar outras tantas iniciativas, não seria justo, de minha parte, deixar de citar pelo menos outros dois empreendimentos, como realce em seu perfil biográfico: a atuação no ramo salineiro e a edificação da própria TCM (TV Cabo Mossoró), árvore frondosa que nos abriga e nos acolhe nesta noite.

E confluímos ao que poderíamos considerar como leitmotiv da sua chegada à AMOL: o seu ofício de cronista. Longos anos sustentando a semanal Déjà vu, na brava, e bravia, Gazeta do Oeste.

Arrimado numa aparente linguagem coloquial, Milton foi construindo sua marca indelével nas páginas do periódico. Como se estivesse conversando sobre psiquiatria, urdia textos onde cavaqueava (e enxertava) assuntos mil. Nada escapava a tão vigilante olhar: política, religião, fatos, pessoas e tipos de Mossoró. Tudo com perspicácia e lírico aprumo.

Para nosso regozijo, agora eternizamos essas crônicas, ou parte delas, em livro. Elevando-as e perenizando-as. Dando-nos oportunidade de leituras e releituras, com vagar e redobrada atenção. Ofertando-as aos pesquisadores. Àqueles que já estão (ou estarão) contagiados pelo exemplo comovente, singular e gigantesco de Raimundo Soares de Brito, a quem Milton sucede na Academia Mossoroense de Letras.

Recentemente, vale destacar, Milton ingressou no Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP, e na Academia de Ciências Sociais e Jurídicas de Mossoró – ACJUS.

Agora, o “revolucionário silencioso”, como bem o definiu uma das suas filhas, chega à Casa de Vingt-un, Raibrito, Dorian Jorge Freire e de outros tantos abnegados da cultura.

Junta-se, pois, a esta confraria que sonha o sonho utópico das letras. Agrega-se a essa onírica viagem em prol da cultura. Compartilhando desse anseio coletivo e muito bem-intencionado de querer edificar algo que possa perpetuar nossa cultura literária para as gerações futuras. Algo que peleja para se contrapor às avalanches de iniquidades que assolam a nossa juventude, infelizmente um tanto vulnerável.

Pois bem, sem falsa modéstia, não me creio inteligente; porém, a argúcia mediana, que zelo por ser merecedor, é-me suficiente para entender da impossibilidade de apresentar Milton Marques a quaisquer agremiações de Mossoró. Saudar foi o verbo que usei no início das minhas palavras. E o reafirmo agora.

Posso embasar tal assertiva com uma singelíssima constatação que os senhores e senhoras haverão de concordar: como o saudoso Monsenhor Américo representou em passado recente, Milton, Padre Sátiro, Edir Moura, as Irmãs Zelândia e Elen… simbolizam unanimidades nesta Mossoró de tantas divergências. Unanimidades inteligentes, contrariando o pensamento de Nelson Rodrigues. E, diga-se de passagem, fizeram-no por merecer. Somente isso, pelo emblemático que ressoa em nossa comunidade, seria estandarte e flâmula para qualquer fraterna saudação.

Encerro, em nome de todos os confrades, dizendo ao Menino do Poré (expressão cunhada pela jornalista Lúcia Rocha):

– Entre, Milton, a Casa é sua.

Muito obrigado.

David Leite é membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL)

* Discurso proferido na Sessão Magna da AMOL (Academia Mossoroense de Letras) no dia 2 de dezembro do ano passado, aclamando posse de Milton Marques na cadeira de número 4, que tem como patrono o jornalista José Octávio Pereira de Lima e que fora ocupada até então apenas pelo historiador Raimundo Soares de Brito.

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quinta-feira - 08/12/2016 - 04:04h
Hoje

Padre Sátiro prega em novena aos 62 anos de sacerdócio

Sátiro: pregação (Foto: arquivo)

A novena das 19h30 de hoje na Catedral de Santa Luzia, dentro dos festejos de Santa Luzia-2016, terá como pregador o Padre Sátiro Cavalcanti Dantas.

Ele completa este ano 62 anos de vida sacerdotal.

O tema de reflexão nas missas e novenas tem sido:

“Não se vive vida verdadeira e fiel sem experiência mística” (A Vida é Missão, p.218 – Mística e Ação).

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