domingo - 06/01/2019 - 06:24h

Obrigado, pai!

Por Sérgio Chaves

Esse da foto é o meu pai! Não o meu pai biológico, esse eu perdi há 42 anos, mas o que terminou de me criar.

Ele é de Currais Novos, morava em São Paulo e veio para Natal ser padrinho de casamento do pai, viúvo, que ia se casar de novo.

Minha mãe foi madrinha da noiva, divorciada, amiga da antiga Escola Técnica Federal do RN (ETFRN).

E foi assim, em um casamento, que eles se encontraram. Ele solteiro. Ela viúva com quatro filhos.

Namoraram e se conheceram em 30 dias, tempo das férias dele.

Ele tendo que voltar para São Paulo, pediu à ela três meses, tempo suficiente para encerrar a vida dele por lá e voltar. Três meses depois ele voltou e não saiu mais de nossas vidas.

Depois que casaram, minha mãe perguntou se ele queria ter filhos e ele respondeu: “Denise, para que mais filhos? Eu acabo de ganhar quatro”.

Chagas era na dele, não se metia em nossos espaços, mas sempre estava ali, prestando atenção, opinando se necessário, servindo a todos que necessitavam de sua ajuda, rindo de nossas alegrias, sofrendo com nossas derrotas e vibrando e comemorando nossas vitórias.

Nos últimos 37 anos fomos seus filhos, sim! E ele foi o nosso pai!

Meus sobrinhos o chamavam de vovô!

Ele teve netos! E bisneta!

Chagas nos devolveu algo que pode não parecer importante para muitos, mas essencial para nós: a unidade familiar.

E nós demos a ele uma família inteira! Hoje, ele nos deixou após mais de um ano lutando contra um CA, mas nos deixa um legado imenso e, principalmente, a certeza de que não entramos na vida de ninguém por acaso.

Obrigado Chagas, por tudo!

Obrigado, pai!

Vá em paz e siga seu caminho com a certeza de que aqui, todos somos e seremos gratos sempre por sua existência!

Sérgio Chaves é jornalista

*Foto: Cláudio Roberto.

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Categoria(s): Crônica
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