sexta-feira - 06/03/2020 - 16:28h
Brasil

Bazar de ilusões

Por François Silvestre

É uma quermesse que a política usa e abusa e sempre encontra freguesia. Agora mesmo alguns produtos foram vendidos, com defeitos de fábrica, e os consumidores só podem lamber os dedos. Ou escovar a raiva. Isto é, os que acreditaram.Primeiro produto: Reforma trabalhista.

Vendida como panaceia para resolver o problema do desemprego, desafogar o empregador e garantir direitos dos empregados. Kkkkkkk. O desemprego continua nas alturas, a informalidade disparou, o empregador continua falindo e o trabalhador jogado à incerteza.

Reforma previdenciária: Promessa de alavancar a economia, reduzir o deficit previdenciário e garantir segurança aos segurados. A economia patina feito vaca em lama, o deficit previdenciário não deu sinais de recuperação e a insegurança dos segurados disparou. Virou zorra, com aposentadorias e benefícios encalhados na burocracia e burrice oficiais. Cegos em tiroteio.

Câmbio flutuante e liberalismo financeiro. O dólar disparou, o ministro diz que é bom, mas o Banco Central torra reservas para segurar a moeda, que continua subindo. O Banco Central desmente o ministro e a moeda caga para o Banco.

O PIB virou foguete de quintal, subiu meia parede e nem vê o outro lado da rua. Qual a saída? Vender novos produtos:

Reforma tributária e Reforma administrativa. São as novas ilusões da quermesse.

Na primeira vão criar novos impostos, dizendo que abolirão os velhos. Papo. Virão os novos e os velhos ficarão. Na segunda vão prometer fim de privilégios e melhoria de serviços. Papo.

Os privilégios continuarão intocáveis, os pequenos serão punidos e o serviço público continuará uma porcaria. Tudo como dantes, no quartel de Abrantes. Sem precisar de Napoleão invadir Portugal.

Aposta? O PIB é o do público ou da privada?

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Categoria(s): Artigo
domingo - 05/05/2019 - 09:20h

Reformas – da propaganda aos resultados

Por François Silvestre

Essa lengalenga de reformas no Brasil vem desde a divisão da colônia em capitanias hereditárias, depois governo geral, que foi desmembrado em dois governos também gerais. De lá pra cá o que muda é a indumentária, a vestimenta da mentira.

Foi sobre a desculpa de reformas que a direita usou os milicos para dar o golpe, em 1964, e depois foram defenestrados pela caserna cheia de políticos frustrados vestidos de generais. Tenentes dos anos Vinte, coronéis dos anos Quarenta e generais dos anos Cinquenta. Tudo político fantasiado de militar.

Voltou à cena a quadra demagógica e falaciosa das reformas. Recentemente foi aprovada a reforma trabalhista. O que se prometia? Aumento do emprego formal, redução da informalidade, criação de empregos.

Era uma verdade absoluta, como toda mentira costuma ser. O que de fato ocorreu? A informalidade virou clandestinidade, a formalidade atrofiou-se e o desemprego cresce diariamente.

O porta-bandeira dessa reforma que deu nágua foi o ex-deputado potiguar Rogério Marinho. É o mesmo que chefia a Secretaria de Governo, braço direito do Ministério da Economia, que propõe a reforma da Previdência.

Que a Previdência precisa ser reformada, ninguém de bom senso pode negar. O que se questiona é o tipo e alcance da Reforma. E mais a promessa notoriamente mentirosa de que essa reforma via resolver os problemas da Economia. Do mesmo jeito que a reforma trabalhista resolveria os problemas do desemprego.

A reforma da Previdência resolve alguns problemas de caixa do Tesouro, de caixa da Previdência e redução de déficit previdenciário. A urgência dela é pra ontem. Já deveria ter sido efetivada há muito tempo. Não se nega.

O que se nega é a mentira. A panaceia curativa com tintura de jucá.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Artigo
  • Repet
terça-feira - 21/06/2016 - 03:48h
Devagar!

Não se iluda com as próximas eleições

Leio e ouço manifestações preconizando uma panaceia com as eleições de outubro deste ano, no Brasil.

Exagero, gente.

Precipitado se imaginar que as urnas vão parir grande mudança. Não se iluda. Algo será alterado na medida do que o povo é e o sistema permite.

Só!

Sem reforma política, o expurgo de parte do que há de pior vem pela via da judicialização mesmo. Mas serão substituídos por outros, piores ou menos ruins um pouco.

Anote.

Se a economia estivesse bem, pleno emprego, povo não estaria nem aí para Dilma Rousseff (PT), Lula (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Cunha (PMDB), Michel Temer (PMDB) etc. Corrupção não incomoda tanto.

Se não melhorarmos como indivíduos e civilização, não teremos uma política melhor. Uma é consequência de outra. Isso leva tempo. Séculos até.

Vivemos numa sociedade em que muitos se sentem “invadidos” com simples “bom dia”, mas acham normal tomar vaga de dois carros num estacionamento.

Num lance do seu time de futebol, de clara irregularidade de gol, há apoio. Se é para beneficiar o adversário, é “roubo”.

Somos o que somos.

Se constatarem que foram desviados R$ 300 bilhões da Petrobras, mas não tivermos desemprego, trocarmos de carro e viajarmos às “oropas”, tudo bem…

Anote: teremos mudanças possíveis, não necessárias, nas próximas eleições.

Muitos nomes novos, velhos hábitos, ambiente de sempre: corrupto.

Reforço: tem gente que se incomoda com um “bom dia”, “com licença”, “obrigado”, mas acha normal faltar remédio e UTI digna aos outros.

Com o que temos aí, lá em cima e cá embaixo, tudo pode mudar para continuar do mesmo jeito. Uma reengenharia compreensível e previsível.

Só.

Grande diferencial no próximo pleito é que a grana estará curta. Muitos “líderes” de araque vão ter que provar sua liderança com pouco ‘tutu’.

Vou indo: dizer ‘bom dia, obrigado, com licença’, tentar estacionar apenas numa vaga no estacionamento e ser visto como otário por tudo isso.

Fui!!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 15/11/2011 - 09:42h
Eleições 2012

O poder não pode tudo… nem com “garrafada”

Apenas um alerta aos poderosos, que pensam que podem tudo e acreditam na força da “máquina” pública como “panaceia” (remédio para todos os males):

– O poder não pode tudo.

Se pudesse, o candidato do Palácio da Resistência (sede da Prefeitura de Mossoró) à sucessão da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, seria Chico Carlos (PV) – secretário da Cidadania do Município.

Chico Carlos, em todas as pesquisas encomendadas pelo palácio e outras que pululam na imprensa, aparece sempre com menos  de 1% de intençes de voto. Sempre.

Toda a estrutura de mídia e propaganda foi destinada à projeção de sua imagem, sem qualquer resultado satisfatório até aqui. Nem terá.

A panaceia da máquina pública tem seus limites, como as "garrafadas"

Superexposição queima. É como ficar além da conta sob o sol.

Se os donos do poder não se cuidarem, quando perceberem algumas mudanças no ânimo e no humor da sociedade, será tarde para remendos ou fórmulas mágicas.

Será que o povo aguenta mais um embuste, um faz-de-conta, um prefeito eleito e outro para mandar?

Será que voltaremos aos tempos das feiras sertanejas, em que um de seus maiores sucessos era a “garrafada”, porção gosmenta vendida como remédio para várias mazelas, de “espinhela caída” a piolho, de lombriga a “farnesim”?

Bom ficarmos atentos aos sinais de resistência a novas fraudes políticas, a novos estelionatos eleitorais.

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Categoria(s): Política
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