terça-feira - 05/08/2025 - 20:26h
Câmara e Senado

Deputados do RN fazem protesto e participam de obstrução de trabalhos

Carla Dickson e Sargento Gonçalves participaram da obstrução dos trabalhos e ocupação de mesa da Câmara (Fotomontagem do BCS)

Carla Dickson e Sargento Gonçalves participaram da obstrução dos trabalhos e ocupação de mesa da Câmara (Fotomontagem do BCS)

Mobilização de parlamentares oposicionistas ocupou nesta terça-feira (05) as mesas da Câmara dos Deputados e Senado, obstruindo os trabalhos legislativos.

Entre os manifestantes estavam congressistas potiguares como os deputados federais Carla Dickson (UB) e Sargento Gonçalves (PL), que usando esparadrapo sobre a boca reforçaram protesto.

O movimento tem pauta com três pontos principais: impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anistia ampla, geral e irrestrita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e envolvidos em denúncia de tentativa de golpe de Estado, além da PEC do fim do foro privilegiado.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelaram as sessões marcadas em ambas as Casas para esta terça-feira. 

Em nota, o presidente do Senado criticou a medida, que chamou de “exercício arbitrário das próprias razões” e pediu “serenidade” e “espírito de cooperação” para que “o bom senso prevaleça”. (g1)

Motta informou em suas redes sociais, que chamaria uma “reunião de líderes para tratar da pauta. Porém, salientou, que “tudo sempre será definido com base no diálogo e no respeito institucional.”

Nota do Blog – Já vi esse filme antes e tenho a mesma opinião: o parlamento não pode deixar de ser uma casa de discussão elevada para se transformar num ambiente de imposição. O debate deve prevalecer.

Esse impasse não serve ao país.

Leia também: EUA são contra prisão de Bolsonaro; Lula teme dificuldade sobre tarifaço

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 17/03/2017 - 07:46h
Reflexão

Foro privilegiado num país de impunidade para muitos

O Brasil tem hoje mais de 40 mil pessoas protegidas pelo manto do “foro privilegiado”, segundo informa o conjunto de procuradores da República que apura o esgoto da Lava Jato.

Em nenhum outro país do mundo existe tanta gente com esse anteparo especial.

Vai continuar? Pela vontade deles, sim.

Pela ação proativa da sociedade, não.

Esperar que deputados federais e senadores mexam na lei para que o jogo mude e mude contra eles, é puro delírio. Acreditar em celeridade no campo judicial, nos diversos processos abertos e que serão deflagrados, também.

Os congressistas, responsáveis pela produção legal, representantes do povo e dos estados, têm o poder magnânimo de decidirem pelo sim ou pelo não. Eles devem ser cobrados por seus eleitores, nós, pois.

O PEC do fim do Foro Privilegiado foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em novembro do ano passado e, para ir a votação em plenário, precisa ser incluído na pauta pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), em acordo com os líderes partidários.

Dos 81 senadores, 41 assinaram pedido de urgência (veja boxe contido nesta postagem). Os demais estão se esquivando.

No artigo 5º da Constituição, no Capítulo dos Direitos Individuais e Coletivos, está positivado: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

Para essa multidão com foro privilegiado, não. Eles fazem parte de uma casta protegida pela própria lei, que não deixa de ser imoral, por ser legal.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.