terça-feira - 18/02/2025 - 18:38h
Alexandre Motta

Saúde do RN tem novo secretário anunciado por Fátima Bezerra

Alexandre, Fátima e Lyane: Saúde (Foto: redes sociais)

Alexandre, Fátima e Lyane: Saúde (Foto: redes sociais)

O Governo do RN tem novo nome na pasta da Saúde. A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou nesta terça-feira (18), a substituição.

Sai a médica pediatra Lyane Ramalho e entra o médico infectologista Alexandre Motta Câmara.

“Desejo a ele uma gestão profícua e comprometida com o fortalecimento do SUS”, disse a governadora. Ela também agradeceu a passagem de Lyane Ramalho pela pasta. Ocupava a função desde o dia 4 de maio de 2023, no lugar do médico Cipriano Maia de Vasconcelos. Até então, era secretária adjunta e ainda antes, desde 2020, tinha atuado como subsecretária de gestão.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

A saída de Lyane Ramalho era esperada há alguns meses. Em alguns momentos, chegou a se afastar do cargo para cuidar da saúde. Agora é em definitivo.

Novo secretário

Motta é filiado ao PT e foi candidato a senador em 2018 e a deputado federal em 2002, sem êxito nas urnas.

Ele tem largo conceito profissional e bom trânsito social, político e na categoria médica.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sexta-feira - 29/12/2023 - 09:38h
Pobre RN Sem Sorte

Há um ano que não nasce um único bebê no Hospital da Mulher

Investimento consagra o desperdício do dinheiro público e gestão indigente da saúde do RN
Hospital da Mulher tem documento indispensável ao seu funcionamento (Foto: Assecom/RN)

Hospital da Mulher e a realidade como ela é (Foto: Assecom/RN/Arquivo)

Nesta sexta-feira (29), o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, completa um ano de existência, após inauguração com pompas no ano passado, finzinho do primeiro governo estadual de Fátima Bezerra (PT). Nesse espaço de tempo, não nasceu sequer um bebê em sua estrutura, onde foram investidos R$ 134 milhões – recursos do Banco Mundial.

Na prática, ele é um imenso ambulatório e parte do prédio virou anexo do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), que ficará em obras por tempo a perder de vista (veja AQUI). Além disso, a novidade no período foi a oferta de atendimento especializado à população trans, desde o dia 10 de janeiro.

O investimento consagra o desperdício do dinheiro público e define como é indigente a gestão da saúde estadual. Foi entregue com governo sabendo que não tinha condições financeiras de colocá-lo em serviço completo. “Até o meio do ano de 2023 terá seu funcionamento pleno. Ao todo, serão mais de 163 leitos focados na atenção materno-infantil, ginecológica e obstétrica de média e alta complexidade. A meta é realizar 20 mil atendimentos anuais de pacientes de mais de 60 municípios,” informava notícia oficial do governo, no dia 27 de dezembro, dois dias antes da inauguração (veja AQUI).

O hospital ocupa uma área total de 36.000,00 m², sendo 15.000,00 m² de área construída e nesse tempo de vida, se destacou mais por greves de terceirizados (veja AQUI) do que por sua finalidade precípua. Eis a realidade.

Sem recursos

Mas, afinal, quando o Hospital da Mulher vai de fato existir como tal? No dia 28 de março deste ano, a diretora-geral Elenimar Costa Bezerra, a “Leninha Bezerra,” refazia planos e numa entrevista ao programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), canal 10, previu que tudo estaria à plenitude até o fim deste ano. Contudo, revelou que a obra não tinha sido entregue “em sua totalidade.” (vídeo abaixo)

A titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), pediatra Lyane Ramalho Cortez, admitiu profundas dificuldades para fazer o Hospital da Mulher funcionar. Em reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró, dia 14 de agosto, ela apontou o custo financeiro como obstáculo principal. Mas, dezenas e dezenas de servidores estão lotados por lá. 

O Hospital da Mulher “contradiz, inclusive, as propagandas feitas pelo governo Fátima Bezerra, que se promoveu em período eleitoral de 2022, às custas de uma inverdade,” denuncia o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN). A entidade cobra contratação de pessoal em cadastro de reserva e abertura de concurso público.

A maternidade de verdade

O verdadeiro Hospital da Mulher de Mossoró e região, atendendo pacientes de mais de 60 municípios e até oriundas do vizinho Ceará, é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), sob intervenção federal há mais de nove anos (pasme!). Somente entre janeiro e junho deste ano nasceram 4.146 bebês (veja AQUI).

Em 2022, o total de procedimentos chegou a 6.968. Dessa pequena multidão de crianças, pelo menos 3.978 foram de mães de outros municípios. E, 2.915 eram de parturientes de Mossoró.

Enquanto isso, o imenso ambulatório com nome de Hospital da Mulher aguarda se transformar naquilo que deveria ser.

Pobre RN Sem Sorte.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Reportagem Especial / Saúde
  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 15/08/2023 - 21:00h
Governo do RN

Obra do Tarcísio Maia salva Hospital da Mulher da morte por inanição

Fátima, Allyson e Rosalba no descerramento da placa de inauguração da obra (Foto: Governo do RN)

Inauguração teve muita festa, mas imóvel segue sem ver nascer uma única criança até hoje (Foto: Arquivo)

A reforma do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) pelo Governo do Estado (veja AQUI) vai salvar, provisoriamente, a morte por inanição de outro equipamento de saúde pública: o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Uma parte do HRTM será transferida para essa unidade hospitalar por alguns meses ou anos.

Desde que foi inaugurado em 29 de dezembro de 2022, dois dias antes do término do primeiro mandato de Fátima Bezerra (PT) como governadora (veja AQUI), o Hospital da Mulher não viu nascer uma única criança em sua enorme estrutura. Apenas modesto serviço ambulatorial e atendimento especializado à população trans, aberto dia 10 de janeiro, passou a funcionar. Nada mais.

O imóvel na Avenida Professor Antônio Campos, bairro Presidente Costa e Silva, teve injeção de R$134 milhões em recursos do Banco Mundial, acomodando 163 leitos (118 de internação e 45 para outros serviços, como urgências), de setores de pronto-socorro, UTI, salas de parto humanizado, banco de leite humano e serviços de suporte às mulheres vítimas de violência.

Uma miragem

Na reunião que presidiu em Mossoró na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nessa segunda-feira (14), a titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), pediatra Lyane Ramalho Cortez, admitiu profundas dificuldades para fazer o Hospital da Mulher funcionar. E o principal impedimento não será a remoção de parte dos serviços do HRTM para esse imóvel. Muito longe disso.

Simplesmente não existem meios financeiros para fazê-lo operar à plenitude. Passaram-se mais de sete meses desde a inauguração festiva, com banda de música, discursos, e ele está quase totalmente sem uso. A questão é custo, altíssimo, que se diga, para mantê-lo. Por enquanto, o Hospital da Mulher é uma miragem e pode demorar alguns anos para ser uma realidade. O contribuinte paga a conta.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.