sexta-feira - 27/09/2019 - 22:42h
Política

Vetos de Bolsonaro à Lei Eleitoral inibem volta de ex-prefeita

O Diário Oficial da União (DOU), edição 188-A, com publicação nesta sexta-feira (27), traz o projeto de lei que altera as regras eleitorais (PL 5029/19), com sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O texto aprovado (Lei 13.877/19), que deve valer para as eleições do ano que vem, foi votado pela Câmara dos Deputados no último dia 19, após ter sido modificado no Senado.

Cláudia: projeto volta ao Congresso (Foto: arquivo)

Entretanto os pontos vetados deverão ser reanalisados por deputados e senadores, em sessão do Congresso.

Algo que particularmente mexe com a política sucessória de Mossoró e de vários outros municípios do país, ficou de fora da nova lei com o veto do presidente. São os trechos que alteravam o prazo limite para se questionar a elegibilidade de candidatos.

Direitos políticos

A ex-prefeita Cláudia Regina (DEM), por exemplo, foi punida com cassação e perda dos direitos políticos por oito anos, a contar do dia de sua eleição – 7 de outubro de 2012. Pelo texto original, ela estaria inelegível em 2020 (oito anos), só resgatando plenos direitos político após esse pleito. Mas na votação no Congresso Nacional, proposta permitia que ela já pudesse ser candidata no próximo ano.

Trecho do projeto aprovado no Congresso, que favorecia vários políticos, mas vetado por Bolsonaro (Reprodução BCS)

Segundo o projeto de lei que deputados e senadores aprovaram, a Justiça Eleitoral deveria levar em conta a data da posse e não a data do registro da candidatura, para eventual inelegibilidade (veja boxe acima, com trecho vetado).

O texto vetado mudava o Código Eleitoral (Lei 4.737/65) de modo a favorecer muitos políticos com direitos políticos suspensos – informa a Agência Câmara Notícias. Cláudia Regina é um caso típico que o Blog Carlos Santos focalizou em primeira mão no último dia 5 (veja AQUI).

Veja AQUI mais informações sobre vetos a outros pontos do projeto, como retorno da propaganda partidária semestral, uso do Fundo Partidário etc.

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quinta-feira - 27/10/2016 - 18:16h
Santa Cruz

MPE pede cassação de diploma de prefeita eleita este ano

A Promotoria Eleitoral de Santa Cruz ajuizou, na quarta-feira (26), uma ação de investigação judicial eleitoral contra a prefeita reeleita de Santa Cruz, Fernanda Costa Bezerra (PMDB), a “Dra Fernanda”; seu vice-prefeito, Ivanildo Ferreira Lima Filho, o “Ivanildinho”; e ainda cinco dos atuais vereadores (quatro dos quais obtiveram a reeleição); duas secretárias municipais; três empresários; dois candidatos a vereador que não se elegeram; e dois que conseguiram vagas na Câmara Municipal, além do pai de um deles.

Tomba e Fernanda: problemas (Foto: Diário Lajense)

Todos os 17 responderão por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais do último dia 2 de outubro.

Em sua ação, o Ministério Público Eleitoral (PME) requer a condenação dos réus pela prática de abuso de poder político e econômico, bem como a decretação da inelegibilidade e a cassação dos diplomas dos candidatos envolvidos que foram eleitos no último pleito. A ação de investigação judicial eleitoral tramitará perante o juízo da 16ª Zona Eleitoral de Santa Cruz/RN.

Segundo as investigações, especialmente a partir das provas documentais colhidas quando do cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma farmácia e em um posto de gasolina da cidade, foi revelado um sofisticado esquema de distribuição ilegal de medicamentos e combustíveis, a partir da fixação de uma cota financeira que beneficiava vereadores da situação, servidores públicos e apoiadores políticos.

Troca de apoio

Dentre as diversas provas colhidas, cadernos que continham anotações foram apreendidos, tendo sido descoberto um duradouro e sistemático mecanismo de pagamento de medicamentos e combustíveis, por parte da Prefeitura Municipal de Santa Cruz, em troca de apoio político dos parlamentares municipais e de outras pessoas engajadas no processo eleitoral.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog – A prefeita reeleita é de origem mossoroense, casada com o deputado estadual Tomba Farias (PSB).

Ela foi eleita com 66,29% dos votos válidos, ou seja, 13.034 votos. Gilcelly Adriano (PR) alcançou 33,71%, o que correspondeu a 6.628 votos.

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