terça-feira - 17/11/2020 - 20:20h
Política

Câmara pode voltar atrás em título de persona non grata

Marleide: eleitor já deu resposta (Foto: arquivo)

Tentando corrigir o que ele considera como sendo uma injustiça contra uma pessoa que sempre defendeu a classe trabalhadora, o vereador Gilberto Diógenes (PT) propôs a revogação do projeto que deu o título de persona non grata a sindicalista Marleide Cunha (PT). No mesmo pronunciamento na sessão desta terça-feira (17) do Legislativo Mossoroense, o representante petista também condenou a fala daqueles que apontam o fim do seu partido com o resultado das últimas eleições.

Eleita vereadora de Mossoró pelo PT no domingo, 15, a ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) Marleide Cunha assumirá mandato no dia 1º de janeiro de 2021.

Voto favorável

“E Mossoró e essa Câmara não podem recepcionar uma pessoa com o título de persona non grata, por isso vou apresentar um requerimento pedindo a revogação desse título, que é injusto para alguém que defende os direitos dos professores e servidores em geral”, adiantou Gilberto.

Em aparte, a vereadora Sandra Rosado (PSDB) lembrou que na época da votação existiu excesso dos dois lados, uma referência às críticas que recebeu em relação aos projetos que eram debatidos na Câmara. Entende que é preciso ouvir a voz do povo que elegeu Marleide e, por este motivo, antecipou que votará favorável à proposta de Gilberto.

Nota do Blog – Já testemunhamos outros absurdo dessa natureza na história da CMM. Mas, entendemos, que o próprio povo de Mossoró já tratou de desfazer essa injustiça. Se a Casa seguir a voz do povo, muito bem. Marleide é uma pessoa valorosíssima.

Esperamos que possa fazer um mandato consistente, propositivo, fiscalizador, capaz de intermediar interesses da coletividade.

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sexta-feira - 05/07/2019 - 15:42h
Papéis claros

Quando governo é governo e sindicalista é sindicalista

Janeayre e Fátima: eleição e poder (Foto: Web)

Janeayre Souto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (SINSP/RN), virou persona non grata aos  olhos da cúpula do Governo Fátima Bezerra (PT).

Vale lembrar que ela não é e não fez parte de oposição à governadora.

Na campanha do ano passado não faltaram enlaces entre ambas, na disputa estadual.

Mas agora, não.

Governo é governo, sindicato trabalhista é sindicato trabalhista, impõe-se Janeayre.

Na Governadoria não se pensa assim. Daí o mal-estar.

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terça-feira - 26/03/2019 - 16:00h
Persona non grata

Oposição não consegue derrubar ‘castigo’ à sindicalista

Governistas e prefeita Rosalba foram tratados como "traidores" por Marleide e Sindiserpum (Foto: reprodução)

Do Blog Diário Político

Os vereadores da bancada da oposição tentaram derrubar na sessão ordinária desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de Mossoró, o requerimento que aprovou título de persona non grata (veja AQUI) direcionado à Marleide Cunha, presidente do Sindicato dos servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM).

O vereador Genilson Alves (PMN) fez um requerimento oral, porém não teve o apoio da maioria da casa. Justificou o pedido de retirada do requerimento anterior, afirmando que ter sido confeccionado fora da regularidade do regimento interno da casa.

“Nós fomos agredidos e não veio retratação por parte de Marleide, das agressões que sofremos”, afirmou a vereador Aline Couto (sem partido) durante a sessão, justificando seu voto favorável à manutenção do título dado à sindicalista.

O vereador Alex do Frango (PMB) afirmou antes da votação que esta seria uma ótima oportunidade para a Casa se retratar neste mês de homenagens às mulheres.

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quinta-feira - 03/05/2012 - 08:18h
Agente infiltrado

“Cabo Anselmo” vira persona non grata na Uern

Secretário Anselmo Carvalho cumpre papel de servilismo e causa ojeriza até em seu meio profissional

Azedou de vez a relação do secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, José Anselmo Carvalho, com seu próprio segmento profissional: o professorado da Universidade do Estado do RN (UERN). Ele passou a ser persona non grata à mesa de negociações e na própria instituição da qual provém e ensina (está licenciado, no momento).

Anselmo vê documento com Rosalba para Carlos conferir.

A reunião de ontem à noite (veja postagens mais abaixo), em que Governo do Estado e segmentos da Uern buscaram um entendimento que evitasse greve na instituição, que teoricamente exigiria a participação de Anselmo, não o incluiu à mesa de negociação. Sua exclusão ajudou a arejar preventivamente o encontro, que prometia ser tenso – como foi – e exaustivo.

À semana passada (sexta-feira, 27), Anselmo teve comportamento censurado pela Associação dos Docentes da UERN (ADUERN).

Tão logo foi iniciada a reunião entre membros da entidade e representantes do Estado, José Anselmo Carvalho, que negociou com a categoria docente no ano passado, pediu desculpas e alegou que não poderia participar da reunião, pois teria outro compromisso. O fato gerou indignação nos presentes.

“Foi uma falta de respeito do secretário que negociou conosco durante toda a greve do ano passado e que anda dizendo que não houve acordo, quando nós temos documentos assinados por ele, sair de uma reunião de negociação”, explica o professor Carlos Filgueira, diretor da Aduern.

“Peido”

Sua relação com a Uern e sua categoria, certamente pavimenta ambiente de hostilidade para quando retornar à instituição, depois desse ciclo de poder. Na Uern, a propósito, a ojeriza crescente o classifica como uma nova versão do “Cabo Anselmo” (veja quem é o Cabo Anselmo, clicando AQUI), epíteto que ganhou como nódoa.

O embaraço de José Anselmo Carvalho não foi menor num passado recente.

Anselmo: duas caras, nenhum caráter

Antes, ele já passara por cargos de primeiro escalão na Prefeitura de Mossoró, nos governos Rosalba e Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. Sobressaiu-se negativamente por ter sido o ‘inventor’ da tática de processo em massa contra jornalistas e órgãos de imprensa que criticavam o governo. Não parou aí suas peripécias no porão do poder.

É de sua mente a formatação de um dos maiores monstrengos jurídicos que se tem notícia, o projeto de lei complementar número 038, de 7 de dezembro de 2009. Instituía o Regimento Disciplinar Interno (RDI) para os agentes de trânsito de Mossoró, que são civís, mas passariam a ser regidos por um ordenamento de inspiração fascita-militar.

Entre as determinações caricatas contidas na lei complementar, o Artigo 13 no ítem XIX proibia expressamente o agente de trânsito de “cantar, assobiar ou fazer ruído em lugar ou ocasião em que seja exigido silêncio” (sic). Era omissa quanto à flatulência. O peido, para ser mais claro, num português inteligível, sem barulho ou odor.

A ordem no Palácio da Resistência, sede do governo, era “apertar” os agentes, que mesmo novos na administração pública, já faziam greves e instigavam outras categorias à rebelião por direitos. Na Justiça, a peça jurídica de José Anselmo, o Cabo Anselmo, foi derrubada.

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No governo estadual, José Anselmo Carvalho desceu ao servilismo em estado cristalino, a ponto de baixar portaria destituindo-se de algumas prerrogativas do cargo e outros papeis. Passou a ser estafeta, um leva-e-traz, fazendo percurso diário entre a Governadoria e a Residência Oficial do Governo do Estado, no bairro de Morro Branco. É lá onde o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) despacha, emite ordens, afere comportamento administrativo e aponta caminhos políticos do governo.

Enfim, Anselmo virou adjunto do adjunto Galbi Saldanha, homem de maior confiança de Carlos. Cumpre ordens superiores sem pestanejar. É uma anomalia no organograma (veja detalhes clicando AQUI). Um secretário de direito, mas com o lugar de fato cedido a Galbi. Espectro de si. Ou nem isso.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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