quinta-feira - 15/10/2020 - 09:38h
Campanha

Rosalba anuncia nova UPA, mas não bota em Plano de Governo

Jorge do Rosário (vice), Abraão Dutra (candidato a vereador) e Rosalba: promessa (Foto: divulgação)

A prefeita e candidata à reeleição Rosalba Ciarlini (PP) firmou o compromisso de construir mais uma unidade para atendimentos de urgência (UPA) e emergência na cidade. A quarta unidade deste tipo será sediada nos Abolições, avisou.

“Desde que pensamos na primeira UPA, imaginei contemplar cada uma das áreas da cidade com o serviço, um trabalho importante para desafogar os atendimentos básicos, facilitar o acesso aos serviços de saúde e trazer mais conforto para a população”, disse Rosalba.

A proposta foi apresentada nesta terça-feira (13) nos programas eleitorais de rádio e televisão. Atualmente o município conta com três unidades no mesmo formato, a UPA Conchecita Ciarlini, no Santo Antônio, e a UPA do Belo Horizonte, além da UPA do São Manoel.

Em 2019, as três unidades realizaram em 470.768 atendimentos, uma média entre 200 a 300 procedimentos diários em cada uma.

Nota do Blog – A prefeita contraria todos os estudos sobre o assunto, com mais essa promessa de campanha. Basta ouvir os especialistas de sua equipe. Em Natal, com 890.480 habitantes, existem três UPA’s. Mossoró, com 300 mil habitantes terá quatro UPA’s como? Com que dinheiro?

A própria Rosalba sempre foi contra a construção da UPA do Belo Horizonte, inaugurada pela sua aliada Fafá Rosado (PFL, hoje no PSB) no dia 28 de dezembro de 2012, mas que só funcionou em 2014, com iniciativa do prefeito Francisco José Júnior. Rosalba sabia que dificilmente obteria credenciamento à manutenção da UPA do BH. Cada UPA tem custo mensal superior a R$ 1 milhão.

Num município em que faltam insulina, gazes e médicos em Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), várias delas em escombros, a promessa da candidata entra para a lista (longa) de estelionatos eleitorais que testemunhamos há tanto tempo.

Tem um agravante: no seu Plano de Governo, oficialmente entregue à Justiça Eleitoral, não existe esse compromisso (veja AQUI). Pelo visto, surgiu na hora, num comício. Ou seja, o próprio Plano de Governo está sendo enganado.

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Categoria(s): Eleições 2020 / Política
domingo - 17/12/2017 - 04:42h

O que está no Programa de Governo não aparece na gestão – II

Por Gutemberg Dias

A segurança pública nos últimos anos passou a ser um tema de grande relevância nas falas dos gestores públicos.  Vale destacar que essa relevância se deve não a robustos projetos de integração social com foco na segurança, mas pelo crescente aumento da violência que passou a atingir os estratos mais abastados da sociedade.

Nesse sentido, a então candidata à Prefeitura de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), inseriu no seu Programa de Governo um item voltado à questão da segurança pública. Mesmo, esse tema não sendo obrigação constitucional da gestão municipal. Porém, é importante frisar que é imprescindível que os municípios se envolvam nas ações, principalmente, os médios municípios como é Mossoró.

Mas, vamos analisar a partir de agora o programa de governo da então candidata com as ações da atual gestora, que é a mesma pessoa. Abaixo seguem algumas ações pinçadas do programa e que tratam de segurança:

1.     Fortalecer o Sistema Municipal da Segurança Pública e da Defesa Social – dentro dessa ação está o fortalecimento do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e o respectivo Fundo Municipal, bem como, elaborar e articular a execução de projetos financiados pelo Fundo Nacional de Segurança pública. Infelizmente nenhuma dessas ações teve consequência até o momento. O Conselho Municipal de Segurança Pública que deveria ter um papel preponderante na política não tem a representação necessária para engendrar uma discussão mais ampla e democrática sobre o tema. Consequentemente o fortalecimento do Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e as ações de busca de projetos financiados pela união não tem desdobramentos.

2.     Fortalecer as parcerias entre o município de Mossoró e a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, o Ministério da Justiça e Cidadania e outras instituições ligadas à segurança e a defesa civil – Não vemos ações claras nesse sentido. Basta ver que a única ação integrada que se tinha no âmbito da municipalidade que eram as BIC’s, elas  foram extintas assim que a gestora assumiu a prefeitura. Sem contar da disputa pública e notória da prefeita com o governador do estado em relação a implantação de ações de segurança pública no âmbito do município.

3.     Implantar o Programa A Paz Que Eu Quero para promover a cultura de paz, envolvendo toda a rede sócio-assistencial, com destaque para as escolas das redes pública e privada de ensino, objetivando formar cidadãos comprometidos com a paz – esse programa é de extrema importância, mas não tenho conhecimento que o mesmo já tenha sido implantado, mesmo que seja um piloto. Tenho a convicção que um programa desse é de fácil operacionalização, haja vista que pode ser implantado com apoio da Secretaria de Educação.

4.     Implantar o Programa Mossoró Cidade Inteligente – esse programa seria composto pela integração de uma Central de Operação Integrada funcionando 24 horas e 7 dias por semana, treinamento dos servidores (Guarda Civil, SAMU, Secretaria de Transporte, Defesa Social etc) e Software aplicativo para possibilitar novo meio de comunicação entre a população e o governo municipal. Na realidade não tenho conhecimento que nenhuma dessas ações tenha sido posta em movimento. O que mais chama a atenção é o aplicativo que seria um ponto de grande valia para que o cidadão pudesse manter um relacionamento mais próximo com aqueles que fazem a gestão da segurança pública em Mossoró e, também, que tem maior apelo.

5.     Ampliar e melhorar o programa de manutenção da iluminação pública com a substituição de lâmpadas da rede de iluminação pública por lâmpadas de LED (light-emitting diode) – esse programa pelo que tenho conhecimento tem algo sendo efetuado. Vale destacar que a mudança das lâmpadas convencionais por LED tem dois grandes benefícios, quais sejam, a iluminação e a redução de custos com a taxa de energia cobrada pela concessionária. Espero que a essa ação seja ampliada, haja vista que ainda é possível encontrar inúmeros locais com deficiência na iluminação em várias áreas da cidade.

Essas são algumas das ações que constam do plano de governo da então candidata na área de segurança pública que ainda não foram postos em prática. Se quiser ter acesso ao programa completo basta acessar este link: //eleicoesepolitica.net/prefeito2016/prefeito/_programadegoverno/RN/17590/11 e confirmar as informações apresentadas e acessar outras.

Esses cincos pontos foram puxados em meio a tantas outras ações que constam do programa de governo e não são executadas ou sequer lembradas. Mostra que a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini não tem o compromisso com o que foi apresentado ao eleitor durante o processo eleitoral. Parece que foi feito como peça de propaganda e lá ficou.

Como disse no artigo anterior, o programa de governo dela não passa de uma peça de marketing eleitoral. E não se trata de uma crítica vazia, mas uma censura documentada, questionadora. É bom o webleitor entender que um programa de governo é um guia que garante a quem vota saber o que cobrar do candidato.

Mesmo não tendo votado na prefeita Rosalba Ciarlini, mas sendo administrado por ela, tenho o dever de cobrar a implantação das ações que constam do programa de governo dela para que tenhamos ações de governo encadeadas e úteis a sociedade.

E você, vai fazer o mesmo?

* Veja meu artigo anterior que abriu essa série clicando AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 03/12/2017 - 10:34h

O que está no Programa de Governo não aparece na gestão

Por Gutemberg Dias

Essa semana deixei claro nas minhas redes sociais que iria iniciar uma série de artigos fazendo uma avaliação do programa de governo da então candidata à prefeitura de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), com o que a gestão vem fazendo. Sei que nem tudo será possível passar por nosso crivo, mas vamos analisar o que for possível.

O mote do plano de governo era: “Eficácia, eficiência e efetividade na prestação de serviços públicos de qualidade para promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental”.

Sem contar com mantra da “reconstrução” que fazia alusão a uma terra arrasada que seria reerguida por ela. A propósito, uma repetição do que já tinha prometido na sua campanha à prefeitura em 1996 (quando foi eleita pela segunda vez) e na campanha estadual de 2010 ao governo estadual.

Inicialmente vamos começar a discutir as propostas da área de saúde. Primeiramente um diagnóstico elaborado pela equipe da então candidata “indica que a rede de prestação de serviços local está precarizada, situação evidenciada pela perda do foco na assistência básica”, ou seja, era a fotografia do momento. E hoje qual será essa fotografia? Algo mudou?

Para que houvesse as mudanças algumas ações foram propostas. Vamos analisar uma a uma a partir de agora. Vejamos:

1.     Realizar seminário de planejamento estratégico e participativo no primeiro ano do governo – o primeiro ano já está terminando e não tenho notícias pela imprensa e nem pelo Conselho Municipal de Saúde que essa ação tenha sido impetrada;

2. Fortalecer o controle social da política de saúde, por meio dos Conselhos Locais de Saúde, que atuarão conjuntamente com o Conselho Municipal de Saúde e ao gestor municipal – alguém sabe de alguma ação como essa? Esse modelo de descentralização nunca foi e nem será prioridade num governo tradicional como esse da prefeita Rosalba Cialini;

3.     Resgatar a política de saúde do homem e dos trabalhadores e trabalhadoras – o CEREST desde as gestões anteriores vem sendo relegado a um segundo plano, inclusive os recursos recebidos não estavam sendo aplicados como deveria. Parece que nada mudou nesses onze meses da gestão da reconstrução.

4.     Fortalecer a articulação entre ensino e serviço, por meio da instalação da Escola de Saúde Pública – uma ação de extrema importância, inclusive defendia isso, também, no nosso plano de governo, mas parece que o gestor da saúde não teve até agora essa ação como foco.

5.     Reestruturar os Centros de Atenção Psicossocial, integrando-os aos demais níveis de assistência, especialmente nas áreas de desenvolvimento social, esporte e lazer – os Cap’s continuam a operar como antes, ou seja, as mesmas dificuldades observadas nas gestões anteriores se repetem na atual. É preciso sem dúvida rever esse serviço em parceria com os profissionais que o fazem, se assim não proceder não espere melhora ou integração nessa área.

6.     Implantar o Programa Melhor em Casa, associado ao Serviço de Atenção Domiciliar – não se tem notícia de nenhuma ação para desenvolver esse programa. Por conhecimento sei das dificuldades dos pacientes que precisam de assistência em suas residências, muitos terminam recorrendo a justiça para ter direito a esse serviço.

Essas são algumas das ações que constam do plano de governo da então candidata na área de saúde que ainda não foram postos em prática. Se quiser ter acesso ao programa completo basta acessar este link: //eleicoesepolitica.net/prefeito2016/prefeito/_programadegoverno/RN/17590/11 e confirmar as informações apresentadas e acessar outras.

De um modo geral o que se observa, é que o Programa de Governo da então candidata, Rosalba Cialini, à Prefeitura de Mossoró, no que tange à área de saúde, não representa nesses onze meses de gestão um balizador às suas ações de governo. Um, é promessa; outro, pura ficção.

Não resta dúvida que as informações contidas no programa são extremamente relevantes, mas até aqui funcionaram apenas como peça de marketing eleitoral. A prefeita terá ainda mais três anos pela frente para operacionalizar suas promessas, o que não “bateu até aqui”.

Espera-se que ela volte seus olhos para o que está no papel, haja vista que, teoricamente, foi eleita para implantar o que prometeu.

A saúde é um ponto de extrema importância, principalmente para um município como Mossoró onde essa pasta tem um orçamento anual da ordem de R$ 160 milhões, muito maior que inúmera prefeituras pelo RN. Por isso, vejo que a saúde precisa ser administrada por alguém com vivência em administração pública, não necessariamente alguém da área de saúde.

Outro aspecto, é que a propaganda não pode continuar sendo maior do que a realidade, esse “realismo fantástico” que assusta o cidadão comum. Em campanha, seu marketing repetiu: “A Rosa fez, a Rosa faz, a Rosa sabe fazer”. Os fatos desmentem a propaganda.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró.

P.S – Nos próximos artigos trago outras análises em relação a outras áreas do programa de governo.

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