terça-feira - 24/02/2026 - 23:50h
Mossoró

Conferência da Cidade avança para fechar proposta do Plano Diretor

Trabalho começa a afunilar para texto final (Foto: Emanoel Rodrigues/PMM)

Trabalho começa a afunilar para texto final (Foto: Emanoel Rodrigues/PMM)

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), realizará no próximo final de semana a Conferência da Cidade – Plano Diretor de Mossoró. O evento ocorrerá nos dias 28 de fevereiro (sábado) e 1º de março (domingo), no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania. Vai se desenvolver das 8h às 12h e das 14h às 18h, com intervalo para almoço das 12h às 14h.

A Conferência reunirá representantes do poder público, sociedade civil organizada, entidades profissionais e comunidade em geral. A Conferência da Cidade é um momento fundamental. Ela é destinada à apreciação e deliberação do texto de lei que será encaminhado à Câmara Municipal de Mossoró (CMM) e que irá constituir o novo Plano Diretor de Mossoró.

“O principal propósito é analisar, discutir e deliberar sobre o Projeto de Lei Complementar que trata da revisão e alteração do Plano Diretor de Mossoró. Durante a Conferência, os participantes poderão propor manutenção, modificação, exclusão ou inclusão de dispositivos no texto legal, contribuindo diretamente para a versão final que será encaminhada ao Poder Executivo e posteriormente à Câmara Municipal”, explicou Marianne Maia, secretária executiva do Plano Diretor.

A Conferência representa um dos momentos mais relevantes do processo participativo de planejamento urbano, pois é o espaço institucional onde a sociedade e o poder público dialogam de forma qualificada e transparente sobre o futuro da cidade. Entre seus objetivos está justamente promover esse debate aberto e plural, assegurando participação ampla e informada da população nas decisões relacionadas ao desenvolvimento urbano.

Participações

O evento contará com a participação de 81 delegados, dentre os quais vários segmentos representantes da sociedade civil, incluindo movimentos sociais, ONGs, classe trabalhadora e patronal, bem como entidades acadêmicas e conselhos profissionais e a representação territorial dos moradores dos bairros, assegurando pluralidade e participação democrática.

Os debates ocorrerão em três grupos de trabalho temáticos – Políticas Setoriais, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – responsáveis por examinar diferentes partes da minuta do projeto de lei. Cada grupo analisará propostas, discutirá alterações e votará destaques relacionados aos dispositivos sob sua responsabilidade.

Entre os temas discutidos estão parâmetros urbanísticos, diretrizes ambientais, políticas públicas setoriais e instrumentos de planejamento territorial. As propostas aprovadas pelos grupos seguem para deliberação na plenária final, onde serão consolidadas as decisões da Conferência.

No portal da PMM já existe acesso disponível, em versão ilustrada, do arcabouço do Plano diretor. Veja AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 31/01/2026 - 14:34h
Plano Diretor

Nomes e limites dos bairros serão redefinidos em Mossoró

Plano Diretor está defasado em 17 anos (Foto: Wilson Moreno)

Plano Diretor está defasado em 18 anos (Foto: Wilson Moreno;Arquivo 2024

A Prefeitura de Mossoró abriu chamamento público para a readequação dos limites e nomes dos bairros. A consulta pública pretende confrontar as informações oficiais sobre os bairros de Mossoró com a realidade vivida pela população. A iniciativa busca identificar essas divergências e avaliar a necessidade de modificação das nomenclaturas e das delimitações dos bairros no processo de revisão do Plano Diretor.

Plano Diretor está defasado há mais de 18 anos.

Em muitos casos, o nome do bairro que consta em documentos oficiais — como contas de água ou energia — não corresponde ao nome pelo qual ele é reconhecido pelos moradores, ou existem nomes antigos, de conjuntos habitacionais ou denominações populares amplamente utilizadas.

A população pode participar da consulta pública por meio de um formulário eletrônico, acessível de forma simples e rápida. No questionário, o morador informa: seus dados de identificação; o endereço onde reside atualmente; o nome do bairro que aparece nos comprovantes de residência; e o nome ou os nomes pelos quais o bairro é realmente conhecido no cotidiano pelos moradores. Não é necessário conhecimento técnico — basta relatar a experiência de quem vive no território.

Os dados coletados servirão como base técnica e social para a análise da Comissão Executiva de Coleta de Dados e da equipe responsável pela revisão do Plano Diretor. As informações vão permitir identificar inconsistências entre nomes oficiais e nomes populares; reconhecer bairros, conjuntos ou denominações históricas ainda presentes na memória coletiva; subsidiar a redelimitação e a atualização oficial dos bairros, que terão valor legal no novo Plano Diretor.

A medida impacta diretamente o planejamento urbano, a prestação de serviços públicos, o cadastro municipal e o reconhecimento da identidade territorial da cidade.

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Categoria(s): Administração Pública
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sexta-feira - 27/10/2023 - 18:22h
Segunda-feira, 30

Câmara sediará reunião sobre Plano Diretor de Mossoró

Câmara vai ser ambiente para discussão de tempo muito importante (Foto: Edilberto Barros)

Câmara vai ser ambiente para discussão de tempo muito importante (Foto: Edilberto Barros)

A Frente Integrada dos Conselhos Comunitários de Mossoró (FIACMM) realizará reunião, com o tema “Plano Diretor Participativo: a cidade que temos, a cidade que queremos e a cidade que podemos ter”, segunda-feira (30), às 15h, no plenário da Câmara Municipal de Mossoró.

A plenária será presidida pelo vereador Professor Francisco Carlos (Avante) e contará com a presença da professora de Direito Urbanístico da Ufersa Arleide Meylan; do secretário municipal de Programas e Projetos Estratégicos de Mossoró, Almir Mariano de Sousa Junior, e dos representes das OSC´s José Maria do Vale e Hildemberg de Oliveira Ferreira.

Também contará com a participação das lideranças sociais, que, na ocasião, apresentarão as suas prioridades referentes aos seus bairros.

A iniciativa faz parte de mobilização do Fórum Nacional de Reforma Urbana, coalização de organizações da sociedade civil, que trabalham para promover políticas públicas que garantam o direito à cidade.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
domingo - 14/05/2023 - 12:32h

Plano Diretor – solução de consenso para os problemas urbanos

Por Gutemberg Dias

O Plano Diretor Municipal é uma obrigação que os municípios com mais de 20 mil habitantes precisam seguir de acordo com o Estatuto das Cidades. É importante frisar que esse dispositivo legal deixa claro que a cada 10 anos o plano diretor precisa ser revisado de forma que seja possível a participação de todos os segmentos da sociedade civil em sua elaboração.

Iluminação concorre à melhoria da visibilidade no tráfego e à segurança pública (Foto: Allan Phablo)

Foto ilustrativa de Allan Phablo/Arquivo)

Mossoró teve seu plano diretor aprovado pela Lei Complementar n. 012/2006 que no seu Art. 2º diz,

Art. 2º. O Plano Diretor é o instrumento básico da política de expansão urbana e desenvolvimento social, econômico, cultural e ambiental, determinante para os agentes públicos e privados que atuam no Município.
§ 1º. O Plano Diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar as diretrizes e prioridades nele contidas.

Esse artigo determina que o Plano Diretor é o instrumento da política de expansão urbana e afirma que deve o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar suas diretrizes. Veja a importância que esse dispositivo legal tem para o ordenamento geral do munícipio.

Exposto a importância do Plano Diretor, faço uma crítica severa as últimas gestões que não fizeram a revisão desse documento que baliza as regras para expansão urbana e, sobretudo, tem a prerrogativa de assegurar o bem-estar geral, de modo a preservar o meio ambiente, promover qualidade de vida para a população e garantir desenvolvimento urbano sustentável para a cidade.

A falta de compromisso dos gestores municipais de Mossoró com o Plano Diretor nos leva a refletir sobre os motivos que não os impelem a revisar esse importante dispositivo legal. Será que não querem dialogar com os problemas da cidade? Será que tem receio de dividir com a sociedade os rumos do município? Será que eles têm medo de debater a cidade que queremos? Por vezes, também acho que muitos não o fazem por pura ignorância sobre o assunto.

Algumas discussões se iniciaram nas redes sociais e de forma simplória a Câmara Municipal de Mossoró tratou sobre a revisão da lei. Recentemente o presidente da CMM, vereador Lawrence Amorim, após debate nas redes sociais se posicionou favorável a revisão e inclusive se comprometeu em pautar esse tema no plenário do legislativo municipal. Vejo uma luz no fim do túnel.

Saliento que a mobilização da CMM não é suficiente. O Plano Diretor é coordenado e a lei elaborada pelo poder executivo, ou seja, depende totalmente da vontade do prefeito que esteja como inquilino do Palácio da Resistência. O atual alcaide, Alysson Bezerra, já tem mais de dois anos de mandato e nunca o vi falar sobre a revisão do Plano Diretor. Como ele é gestor que faz, o desafio a iniciar processo de discussão da revisão do Plano Diretor de Mossoró. Espero que não se restrinja a apenas propagandear em suas redes sociais e que efetivamente seja instalado os procedimentos para o chamamento da sociedade civil para a efetiva revisão do Plano Diretor a partir do diagnóstico dos problemas atuais enfrentados pela cidade e seus desafios futuros.

Ainda, é importante frisar que muitos dos dispositivos que constam do atual Plano Diretor ainda não foram colocados em prática. A exemplo do IPTU Progressivo que visa equalizar a ocupação dos vazios urbanos e que poderia ser um fator para direcionar uma parcela da expansão imobiliária para áreas que já tenham infraestrutura.

A negligência dos gestores anteriores e do atual, em relação a Plano Diretor, contribui severamente para os problemas urbanos que a cidade vem vivenciando (transporte público ineficaz, falta de saneamento, falta de serviços públicos nos novos bairros, trânsito caótico entre outros).

Por fim só nos resta cobrar o que está na lei, ou seja, a revisão do Plano Diretor.

Gutemberg Dias é professor da Uern

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domingo - 16/07/2017 - 08:08h

Plano Diretor exige rápida revisão com Conselho da Cidade

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos falar um pouco sobre uma das leis mais importantes para o município e que, por vezes, é ignorada por gestores e passa ao largo do interesse da maioria dos cidadãos. Essa lei é o Plano Diretor, que no Brasil é obrigatório todo município com mais de 20 mil habitantes possuir uma, conforme preconiza a Constituição Federal de 1988.

O Plano Diretor na sua essência para Flávio Vilhaça “é o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana, que tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes” .

Mossoró teve seu Plano Diretor aprovado a partir da Lei Complementar N.º 012 de 11 de dezembro de 2006, ou seja, há mais de dez anos. Vale destacar que essa lei tem prazo máximo para revisão, conforme estabelece o Art. 163. No caso de Mossoró, ela expirou em dezembro do ano passado.

Segundo o Art. 163, a lei que institui o plano diretor deverá ser revista a cada dez anos, devendo o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e prioridades nele contidas. É bom deixar claro aos webleitores que caso haja necessidade existe a possibilidade da revisão antes do prazo máximo de dez anos.

Se houver necessidade de antecipar a revisão essa decisão fica a critério do Conselho da Cidade.

Muitos devem estar perguntando se Mossoró tem Conselho da Cidade? Teoricamente tem. Foi criado para garantir o efetivo acompanhamento e fiscalização da implementação do Plano Diretor e deve ser composto por membros da sociedade civil organizada e da gestão pública.

Conselho

Art. 146. Fica criado o Sistema Municipal de Planejamento Urbano (SIMPLURB) que garantirá a implantação, revisão e acompanhamento deste Plano Diretor, composto pelo Conselho da Cidade de Mossoró, como um processo contínuo, dinâmico e flexível, que tem por objetivos:

I – criar canais de participação da sociedade na gestão municipal;

II – garantir o gerenciamento eficaz direcionado à melhoria da qualidade de vida;

III – instituir um processo permanente e sistematizado de atualização do Plano Diretor de Mossoró.

Infelizmente, as gestões que vieram após a implantação do Plano Diretor, incluindo a da própria prefeita Fafá Rosado (PMDB) que promulgou a lei, vem deixando em segundo plano o Conselho da Cidade, assim como tantos outros.

Não garantir o funcionamento a contento o Conselho da Cidade é uma forma, nítida, de deixar de lado a participação democrática da sociedade no direcionamento das políticas de desenvolvimento urbano, bem como, na prática, inviabilizar o próprio Plano Diretor.

Desde quando a lei que rege o Plano Diretor de Mossoró foi promulgada até hoje, a cidade teve importantes alterações na sua dinâmica urbana, principalmente, em função da expansão territorial e na mudança do uso e ocupação do solo, ou seja, zonas que eram estritamente residenciais se transformaram em algo híbrido, com surgimento e expansão de áreas comerciais. Um bom exemplo são as adjacências da Avenida João da Escóssia (que corta a cidade do centro ao Nova Betânia, alcançando área de shopping, uma universidade etc..

É importante frisar que na ultima gestão houve um esforço por parte do Gabinete do vice-prefeito, Luiz Carlos (PT), e também, da Secretaria de Planejamento, quando eu estava na gestão, para se iniciar uma discussão sobre o tema. Porém faltou, nas duas ações, apoio institucional para que o processo caminhasse.

Tenho plena convicção que a atual gestão deveria, num gesto de cuidado com a cidade, imediatamente reorganizar o Conselho da Cidade para logo em seguida iniciar o processo de revisão do Plano Diretor de Mossoró.

Destaco que é imprescindível que a gestão trate esse dispositivo legal como uma peça viva que conviva com o cotidiano da cidade. Servindo de base para ordenar o crescimento urbano e, sobremaneira, garantir o bem-estar da população.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciência Naturais e empresário

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quinta-feira - 01/10/2015 - 09:13h
Natal

Urbanismo no Século XXI discutirá revisão de Plano Diretor

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (SINDUSCON-RN) em parceria com a Pypa Soluções em Engenharia e Projetos, realizará sexta-feira (2), na Casa da Indústria a partir das 8 horas, o seminário “Urbanismo no século XXI”.

O evento se insere no contexto da revisão do Plano Diretor de Natal e tem como objetivo contribuir com a discussão trazendo experiências, ferramentas e instrumentos urbanos.

O seminário é colaborativo e gratuito e tem como público alvo urbanistas, arquitetos, empresários, gestores públicos, legisladores, construtores, estudantes e qualquer cidadão que se interesse pelo desenvolvimento e futuro de nossas cidades.

Tem como objetivo debater e encontrar as melhores soluções para o crescimento e desenvolvimento de centros urbanos e terá como palestrantes José Police Neto, Diana Motta e Maria Elisa Mercer.

O evento é gratuito e os interessados deverão confirmar a inscrição através do e-mail: eventos@sindusconrn.com.br

Conta com apoio do CREA, Prefeitura de Natal, Conselho de Arquitetura e Urbanismo e Câmara Municipal de Natal.

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