segunda-feira - 13/11/2017 - 12:02h
Constatação

Prefeitura poderia funcionar com 250 cargos comissionados

Com passagem pela Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) entre 10 de fevereiro e 21 de outubro de 2015, tendo feito pelo menos dois estudos denominados de “Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica”, o professor Josivan Barbosa bem que tentou reduzir drasticamente o número de cargos comissionados na municipalidade.

Josivan e Francisco: conselho ignorado (Foto: PMM)

Sem sucesso.

Segundo ele, a PMM teria como funcionar plenamente com cerca de 250 cargos comissionados. Em vez disso, o então prefeito Francisco José Júnior (sem partido) deixou quase 640 comissionados ao final do seu governo em 31 de dezembro de 2016.

Caiu na tentação de agradar bancada de vereadores (que pedia a “cabeça” de Josivan Barbosa), e favorecer lideranças partidárias, compadres e comadres.

Reprovação

Saiu do governo como campeão de reprovação.

Hoje, na gestão Rosalba Ciarlini (PP), por enquanto são “oficialmente” 555 nomeados e a crise se aprofunda, com retomada do fantasma do atraso salarial. Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público do RN (MPRN) cobram redução drástica de pessoal.

Só na Câmara Municipal o pensamento é outro.

A bancada governista quer mais “espaços”, ou seja, cargos (veja AQUI).

Leia também: Prefeitura gasta mais de 60% da receita com folha de pessoal AQUI;

Leia também: Promotoria cobra que Rosalba pare empreguismo em prefeitura AQUI;

Leia também: Rosalba garante, até aqui, 555 pessoas em cargos comissionados AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 18/10/2016 - 23:54h
Enxugamento

Rosalba pode contar com número bem menor de comissionados

O ‘exército combatente’ da campanha da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), de Mossoró, deve frear qualquer tipo de empolgação com os primeiros meses de sua gestão. O que tem sido rabiscado projeta muitas decepções, pois remédios amargos serão adotados.

Josivan disse que era possível ser mais rigoroso no final de 2015 (Foto: Jornal das Cinco)

O atual número de cargos comissionados à disposição da Prefeitura de Mossoró, da ordem de 735 lugares, tende a ser enxugado. Um mal sinal para aliados antigos e neorosalbistas que desembarcaram na campanha ou pouco antes dela começar.

Um estudo interno entregue ao prefeito Francisco José Júnior (PSD) no segundo semestre do ano passado, que ele evitou colocar em prática na íntegra, por considerá-lo demasiadamente forte, apontava que a municipalidade poderia funcionar normalmente com cerca de 250 cargos comissionados.

Coube ao então secretário do Planejamento do Governo Municipal, professor Josivan Barbosa, sugerir outras diversas medidas, como extinção de secretarias, fusões de pastas, além de cortes acentuados em alugueis de imóveis, veículos, pessoal terceirizado. Segundo Josivan, ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), com dez secretarias a Prefeitura funcionaria à plenitude. Não foi ouvido em praticamente nada.

Pacotes

De outubro de 2015 para início início de 2016, o prefeito editou três “pacotes” de medidas de austeridade administrativa, prometendo economizar muitos milhões e botar contas nos “eixos”.

O primeiro, apresentado no dia 13 de outubro (veja AQUI) e outro já no dia 11 de novembro, menos de um mês após o anterior (veja AQUI).

Em outubro, ao apresentar o Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica, o prefeito “Silveira” já tinha prometido uma economia de R$ 4,5 milhões por mês, mas deixando escapar bobamente que mesmo assim o débito/mês estaria em torno de R$ 4 milhões.

As contas de lá para cá nunca bateram. Os números não param de conflitar com o discurso do prefeito. Josivan Barbosa resolveu abandonar o “barco” antes, prevendo o pior. E o pior não para de ficar maior.

Rosalba vai receber esse legado e precisará da compreensão principalmente dos seus seguidores. Nem todos terão lugar nessa viagem arriscada.

Leia também: Prefeito prepara terceiro pacotão anticrise em pouco mais de 3 meses (AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 19/01/2016 - 09:51h
Contas que não batem

Próximo prefeito (a) de Mossoró deve se preparar para o pior

Vamos às contas:

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) chegou a dizer que houve frustração de receita da ordem de R$ 100 milhões no exercício de 2015.

Em outubro-2015, garantiu que economizaria R$ 4,5 milhões por mês com o pacote de medidas denominado de Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica.

Mas admitiu que o déficit mensal da Municipalidade (veja AQUI) estaria em 8.543.727,06. Ou seja, ainda ficaria um rombo mensal em torno de R$ 4 milhões.

Agora, no novo pacote, o terceiro entre outubro e janeiro deste ano (o quarto em dez meses), a estimativa é de economizar cerca de 154 mil/mês (veja AQUI).

Com um ‘rombo’ mensal da ordem de R$ 4 milhões, enxugar R$ 154 mil, por mês, só dá uma certeza: tudo continuará como dantes, numa sangria que não tem como ser estancada com paliativos, mantendo numa ‘zona de conforto’ os números de recursos para propaganda, além de aluguel de imóveis e veículos, entre outros.

Está claro que o prefeito continua utilizando discurso incompatível com atos, não atacando de frente o problema. Se esses números do contabilista – por formação acadêmica – “Silveira” estiverem corretos, até o final do seu Governo, em dezembro de 2016, a Prefeitura terá mais de R$ 54 milhões de déficit, fora o que já estaria contabilizado até aqui.

O próximo prefeito (a) que se prepare para o pior.

Mossoró, aguente.

Veja AQUI, matéria especial que postamos no domingo, dissecando essa desavença do Governo Francisco José Júnior com os números, como deveria ser esse novo pacote e histórico de decisões recentes.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 09/11/2015 - 09:44h
Alta jogada

Operação para antecipação de royalties ‘anestesia’ Mossoró

Articulação atrai apoio do empresariado, utiliza Santa Luzia e deverá ser aprovado sem problemas

Por formação técnica, o prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) é contabilista. Mas um leque de situações mostra que ele tem certa desavença com os números. Pelo menos nos que se referem à Prefeitura de Mossoró; nas suas contas pessoais, não. São outros quinhentos.

Daí, todo cuidado é pouco com a nova cartada do prefeito, que traz à tona uma nova “solucionática” para a gestão municipal, que se afunda em débitos milionários – num nítido quadro de insolvência. A panaceia vendida pelo prefeito é a contratação de serviço de antecipação de royalties do petróleo.

Tudo dentro da lei, que se diga.

O problema não está na lei, mas nos propósitos e no modus operandi. Outra vez, a estratégia mistura ardilosa e nebulosa negociação de bastidores, com uma espécie de ‘democracia impositiva’. Impõe sua vontade e espera garanti-la com o endosso da Câmara Municipal e o silêncio cúmplice do sindicato de servidores (SINDISERPUM), imprensa domesticada, o empresariado e restante da sociedade civil dita organizada de Mossoró.

Quanto aos organismos institucionais de fiscalização… deixa para lá.

A operação antecipação de royalties começou lentamente há alguns meses. Há pouco mais de 50 dias ganhou velocidade, ou mesmo pressa, sob um manto de desinformação e de mistério calculado.

Empresariado é atraído

Além de trabalhar juridicamente o projeto, o prefeito entendeu que precisaria cooptar o empresariado. Daí ter resolvido receber em seu gabinete representantes da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO) – veja AQUI. As entidades tinham pedido essa audiência no dia 31 de agosto e só foram recebidas quase dois meses depois. Agora, o prefeito tinha interesse. A audiência, assim, tinha razão de ser.

Prefeito (centro) atraiu entidades que se recusava a receber há quase dois meses (Foto: Raul Pereira)

Com os empresários, a empreitada dos royalties foi levantada por Francisco José Júnior. Até considerou nomear – como sugerido por um dos participantes – representante indicado pelo empresariado para a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, bem como priorizar pagamentos em atraso do setor produtivo local. Passado quase um mês, nada.

À semana passada, o prefeito fortaleceu mais a pasta, porém com uma pessoa de sua confiança, o advogado Luiz Antônio Costa, mantido na cadeira.

Noutra frente, negociou com sua bancada o fechamento de questão: tem que aprovar o projeto sem maiores discussões. Assim será. São 16 votos amarrados. Bancada já rejeitou até pedido para apresentação de Plano de Investimento (veja AQUI).

Não para por aí a tessitura desse salto que lançará Mossoró no escuro. Na prática, é como diz uma expressão popular: a gestão do atual prefeito “vai comer na frente, como enxada”, uma montanha de dinheiro que pode passar dos R$ 40 milhões. Isso, num momento de queda na produção do produto. Mais do que um projeto de lei, a matéria tem perfil de plano de pilhagem.

Igreja e Santa Luzia

No plano, nem a Igreja Católica fica fora do ilusionismo. No lançamento da programação da Festa de Santa Luzia, padroeira local, à semana passada, ele prometeu que parte desses recursos vai ser empregada na construção de um santuário em louvor à ela, no cume da Serra Mossoró. Até aqui, é o que tem definido para o dinheiro.

Lá se vão de 12 a 14 milhões de reais para um empreendimento que não tem qualquer relação com o próprio projeto apresentado. Resta saber se a Igreja de Mossoró é a mesma do Papa Francisco, que prega humildade e zelo pelos mais pobres.

Sobre o projeto, nem a bancada governista tem segurança quanto ao seu conteúdo. Não há qualquer detalhamento. A simples apresentação a pegou de surpresa (veja AQUI). No dia em que foi protocolado no Legislativo, um dos membros da bancada governista dizia em plenário que o projeto talvez até fosse encaminhado no próximo ano. Foi surpreendido.

A Prefeitura de Mossoró deve a incontáveis credores, em valores insondáveis. Um exemplo alarmante: a previdência própria, o Previ, são números que hoje passariam de 40 milhões de reais. A fornecedores em geral, incluindo terceirizadas, alugueis de imóveis, veículos etc., são valores que também chegariam a esse montante, ou seja, mais R$ 40 milhões.

Rombo poderá ser maior

As contas do prefeito ficam ainda mais confusas, quando ele fala de redução de custos no seu Governo. Anunciou um Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica no mês passado (veja AQUI), para economizar R$ 4,5 milhões por mês. Mas admitiu que o déficit mensal da Municipalidade passaria de R$ 8,5/mês. Ou seja, ainda ficaria um rombo mensal em torno de R$ 4 milhões.

Se esses números do contabilista “Silveira” estiverem corretos, até o final do seu Governo, em dezembro de 2016, a Prefeitura terá mais de R$ 56 milhões de déficit, fora o que já estaria contabilizado até aqui. Vamos somar com o prefeito: 40 milhões, mais 40 milhões e mais 56 milhões. Total que passaria de de R$ 136 milhões de buraco no erário.

Medidas e eleições 2016

O agravante é que o prefeito anunciou medidas com “corte na própria carne” (veja AQUI), na Prefeitura, que no vai-e-vem dos números servem mais como peça de marketing político-eleitora do que como redutores do vermelho. Demitiu pouco mais de 70 cargos comissionados, contudo engordou com gratificações a renda de outros que ficam.

Mossoró – anestesiada – está diante de uma matemática financeira que não é clara porque parece feita para confundir e não para explicar. Também não deve passar despercebido algo de extrema delicadeza: município viverá outro ano eleitoral em 2016.

E quem se lembra o que aconteceu em 2012, tem o direito de imaginar o que podemos esperar para o próximo ano. A Prefeitura de Mossoró é o maior cabo eleitoral do município.

Aguarde mais enfoques sobre o tema.

Bastidores fervem.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Reportagem Especial
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 06/11/2015 - 19:28h
Mossoró

Prefeito anuncia mais medidas para reduzir gastos

Mudanças provocam exonerações até da mulher e cunhada do governante, que eram secretárias

Ufa! Finalmente o prefeito Francisco José Júnior (PSD) anunciou medidas concretas para tentar cumprir o que anunciou mês passado, que é a contenção de despesas, na intenção de reduzir em cerca de R$ 4,5 milhões/mês o custo da máquina pública. Hoje, essas medidas foram divulgadas.

Em destaque, por exemplo, a exoneração da esposa do prefeito e de sua cunhada, respectivamente Amélia e Mirella Ciarlini, titulares das pastas do Desenvolvimento Social e Comunicação.

No Desenvolvimento Social, além de Amélia Ciarlini foi exonerada a adjunta Suzaneide Ferreira da Silva. Assume a pasta, a funcionária de carreira Irenice Ferreira da Silva. A secretaria ficará sem adjunto.

Extinção

Mirella Ciarlini dá lugar ao jornalista José de Paiva Rebouças, que atuava como Gerente Executivo de Comunicação. A secretaria de Planejamento, que estava vaga desde a saída de Josivan Barbosa, será comandada pelo geógrafo Gutemberg Dias, nome indicado pelo PCdoB em nova aliança partidária.

A extinção das pastas da Transparência e Ouvidoria marca parte dessa mudança também. De acordo com a nova organização, a Ouvidoria passa a funcionar dentro da Secretaria do Gabinete Civil.

A Secretaria de Transparência foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Secretaria Executiva de Gestão, que tinha status de secretaria, está sob o comando da Secretaria de Administração.

Primeiro escalão

Gutemberg: cara nova (Foto: arquivo)

Ainda foi publicada a exoneração de Sirleyde Dias de Almeida, que atendia pela Secretaria de Administração. Assume a pasta Marcos Antônio Fernandes, que respondia pela Secretaria Executiva de Gestão, agora incorporada à Administração. Também deixa a equipe, Sebastião Almeida de Medeiros, que atendia como ouvidor do município.

A soma das modificações com as exonerações, alterações e modificações terminam com a margem anunciada mês passado de 10% de redução. De acordo com o Jornal Oficial do Município (JOM), foram 88 exonerações de cargos comissionados e 16 novas nomeações, totalizando 72 exonerações. A gestão dispõe de 186 funções gratificadas, porém utilizava apenas 113. Com as mudanças, ocorreram 20 exonerações e nove nomeações, totalizando 10% de redução. As mudanças no organograma completa o percentual desejado.

Reação

As mudanças atingem todos os escalões, representando diminuição de 10% nas equipes e funções gratificadas, conforme o planejamento. Essa é a informação passada pela Prefeitura.

O prefeito afirma que o critério para demissões passou também para questão de assiduidade de pessoal ao trabalho e outras questões funcionais. Se houver uma reação positiva do erário em 60 dias, ele admite que poderá recontratar os exonerados dos cargos comissionados.

Com as novas alterações, foram reduzidos 72 cargos comissionados e 10% das funções gratificadas em todas as pastas. Por lei, a gestão tem o direito de indicar 735 cargos em comissão. No início da gestão, o prefeito havia reduzido para 723 e agora utiliza 651 trabalhadores nestas vagas.

Veja AQUI o Plano de Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
domingo - 18/10/2015 - 14:16h
Poder dentro do poder

Ajustes para redução de despesas ficam só na superficialidade

Nas entranhas da Prefeitura de Mossoró, muitos áulicos do poder desconfiam do resultado prático do denominado Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica (veja AQUI), lançado semana passada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Há desapontamento entre alguns auxiliares, que defendiam maior rigor técnico, para alcance de metas que visam sobretudo a garantia da folha de pessoal em dia e do funcionamento dos serviços básicos.

A Prefeitura anunciou que estaria com um déficit mensal de R$ 8.543.727,06 neste ano, com intenção de economizar cerca de R$ 4,5 milhões/mês com as medias. Só aí, os números claramente não batem. A  continuar assim, o déficit ficará em torno de R$ 4 milhões/mês.

Mas o desapontamento que se comenta à boca sussurrada, é porque o prefeito não teve pulso para anunciar decisões mais rígidas, como redução e fusão de secretarias, extinção de cargos comissionados etc.

Quem manda

Dentro da própria casa do prefeito, a voz que terminou valendo foi da primeira-dama e secretária da Ação Social, que não aceitou mezerem em sua pasta. Também vetou que a Secretaria da Comunicação voltasse a ser uma “Assessoria”. Por lá está sua irmã, a jornalista Mirella Ciarlini, como titular.

Setores da mídia local ligados ao Governo, chegaram até a antecipar essa mudança.

Mas ao final, o Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica soou pífio. O prefeito não teve coragem de mexer naquilo que realmente implicaria em grande economia.

Seu temor está em casa e na relação com aliados políticos, que não aceitam perdas de privilégios com carros e imóveis alugados, além de dezenas de empregos indiretos e em cargos comissionados.

Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 15/10/2015 - 07:02h
Prefeitura de Mossoró

Vereador questiona cortes e estima rombo em R$ 80 milhões

Por Tárcio Araújo (Jornal das Cinco, Fm 105,1)

Em entrevista ao Jornal das Cinco da FM 105,1 dessa quinta-feira (14), o vereador oposicionista Francisco Carlos  (PV) definiu o anúncio da redução de gastos anunciado pela Prefeitura Municipal de Mossoró com “pantomima do Executivo”.

Francisco avalia tudo como "pantomima" (Foto: Marcelo Diaz)

“A Prefeitura deve ter hoje uma divida  de cerca de 80 milhões de reais, mas não há clareza nesses números”, disse ele.

O vereador revelou que é favorável à toda e qualquer medida que enxugue as contas públicas, mas acusa o Executivo de estar manipulando números. Segundo ele, a economia apresentada pelo Governo Municipal não condiz com a realidade.

“A prefeitura anuncia um corte de  R$ 4 milhões mês, quando esse mesmo Governo afirma que a frustração de receitas é de R$ 8 milhões.  Então está errada essa conta. Esses números não são verdadeiros. A Prefeitura manipula  os números para confundir o cidadão”, avaliou.

Cortes importantes

Para Francisco Carlos, o Município perdeu a oportunidade de realizar um corte mais eficaz nos gastos públicos “A Prefeitura tem 10 cargos de Secretários Adjuntos, cada um deve custar cerca de 10 mil por mês aos cofres municipais, isso representa algo em torno de 100 mil por mês. São gastos que não existiam e que vão permanecer. Então, falar em redução de despesas da forma como está sendo colocada é uma grande pantomima”, criticou.

Ainda segundo o vereador oposicionista, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) se contradiz ao enviar à Câmara Municipal  a proposta de orçamento para 2016 com previsão de arrecadação superior ao ano de 2015. “Ora! Se a prefeitura  vive  uma queda de receita, como ela mesma afirma que a expectativa de arrecadação para 2016 é superior a deste ano?”, raciocinou.

“Ainda na mesma peça orçamentária consta um demonstrativo  que indica que nos nove primeiros meses de 2015 a média de receitas foi maior do que os nove primeiros meses do ano passado. Temos um cálculo não oficial e é fato que a Prefeitura deve ter hoje uma divida  de cerca de 80 milhões de reais, mas não há clareza nesses números”, destacou.

Veja entrevista na íntegra clicando AQUI.

Nota do Blog – Infelizmente, em face de outras atividades profissionais e viagens, não tive tempo de mergulhar no projeto da Prefeitura.

Mas tratarei do tema adiante, com maior embasamento.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
quarta-feira - 14/10/2015 - 19:24h
Mossoró

Sessão é encerrada mesmo com número legal de vereadores

Mesmo com sete vereadores em plenário, a Câmara Municipal de Mossoró teve sua sessão ordinária de hoje encerrada.

Pelo Regimento Interno, número mínimo para o andamento da sessão, mesmo sem deliberação.

À boca pequena, o comentário é de que o vapt-vupt foi para evitar que o “Pacotão” do Governo Municipal (Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica), para redução de despesas, fosse dissecado pela oposição.

O caso pode ter desdobramento até de ordem legal.

Aguardemos.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
quarta-feira - 14/10/2015 - 05:16h
Prefeitura de Mossoró

Secretário dá detalhes sobre tentativa de redução de despesas

Por Tárcio Araújo (Do Jornal das Cinco, FM 105,1)

Josivan antecipou voto na Ufersa (Foto: Jornal das Cinco)

Em entrevista ao Jornal das Cinco dessa terça-feira (13), o Secretário de Planejamento de Mossoró, Josivan Barbosa, deu detalhes sobre o pacote de contenção de despesas anunciado pela Prefeitura Municipal. Segundo ele a economia a ser gerada até o final do ano  será da ordem de  R$ 9 milhões.

Trata-se do Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica

Entre as medidas está a redução de 10% nos salários nos salários dos cargos comissionados, prefeito e secretários e adjuntos.

Ufersa

Além de plantões e aulas extras dos professores da rede municipal, mais a redução de  30%  nos contratos com empresas terceirizadas. Entre outros.

Ainda durante a entrevista ao Jornal das Cinco, Josivan Barbosa também abordou a questão da eleição para Reitoria da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) – Josivan é ex-reitor da Instituição de Ensino Superior.

Ele declarou apoio à candidatura da professora Ludmilla Oliveira.

Veja a íntegra da entrevista AQUI.

Acompanhe bastidores políticos com notas em primeira mão em nosso Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 13/10/2015 - 18:10h
Mossoró

Prefeitura lança plano para economizar R$ 4,5 milhões/mês

Economizar R$ 4,5 milhões/mês de despesas, entre custeio e pessoal, garantir o pagamento do funcionalismo e o pleno funcionamento dos serviços básicos essenciais à população. Essas são as principais metas do Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica, apresentado pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD) na tarde desta terça-feira, 13, no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência.

Para que as metas sejam alcançadas, uma série de medidas será adotada de imediato pelo Poder Executivo local, entre elas destacam-se a redução de 10% do subsídio do prefeito e autorização para que o vice-prefeito e secretários municipais procedam do mesmo modo; redução de 50% de gastos com plantões e aulas excedentes e 10% dos cargos comissionados.

Prefeito não falou que mexerá com contratos de terceirizadas também (Foto: PMM)

O decreto oficializando as medidas será publicado ainda nesta terça, em edição extraordinária do Jornal Oficial de Mossoró (JOM).

Terceirizadas

O Município também reduzirá 20% dos contratos com as empresas terceirizadas; revisará todos os contratos com Particulares; criará uma Central de Controle Veicular para regulação unificada dos veículos institucionais; implantará um Almoxarifado Central e revisará imediatamente todas as cessões de servidores públicos.

O Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica estabelece ainda que ficam proibidas as concessões de diárias, licenças, cessão de servidores, contratos provisórios e gastos com passagens aéreas. A Prefeitura também reduzirá em 20% o custeio das secretarias (energia, telefone, combustível, material de expediente etc.) e adotará o expediente contínuo de 7h às 13h.

Ficam mantidas as suspensões previstas no decreto anterior (apoio a eventos de particulares ou de pessoa jurídica; revisão dos Planos de Cargos e Salários e novos concursos públicos; todas as licitações para contratação de obras de engenharia e a participação de servidores em cursos, seminários, congressos etc.). O Comitê de Controle de Redução dos Gastos Públicos também fica mantido.

Cenário Atual

Antes de detalhar o Plano de Enfrentamento à Crise Econômica, o prefeito Francisco José Júnior apresentou o atual cenário orçamentário do Município.

A previsão de arrecadação no âmbito do Poder Executivo era de R$ 450.566.754,00 até o mês de setembro, no entanto, em decorrência das constantes quedas de receitas, a Prefeitura arrecadou nesse período R$ 373.673.210,46, uma queda de R$ 76.893.543,54, o que corresponde a um déficit mensal de R$ 8.543.727,06.

Veja detalhamento do Plano clicando AQUI.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.