quarta-feira - 03/12/2025 - 09:46h
Operação GH-404

Polícia combate desvio de remédios; servidores do Estado são afastados

PCRN começou ação logo cedo nesta quarta-feira (Foto: PCRN/Divulgação)

PCRN começou ação logo cedo nesta quarta-feira (Foto: PCRN/Divulgação)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (03), a “Operação GH-404”, destinada a desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de somatropina, hormônio de uso restrito e controlado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), distribuído na rede pública de saúde do Estado.

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR/LD), tiveram início após comunicação da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN), que identificou divergências no controle de estoque e dispensações indevidas não reconhecidas pelos responsáveis legais dos pacientes.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, autorizadas pela Justiça, foram apreendidos documentos, computadores, celulares e extratos bancários. A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de servidores públicos lotados na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), para garantir a continuidade das apurações.

A ação contou com o apoio institucional da Sesap/RN e da Unicat, além do suporte operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da PCRN.

A somatropina, hormônio de crescimento humano sintético (GH), tem uso restrito a indicações clínicas específicas, sendo proibida sua utilização para fins estéticos, de rejuvenescimento ou aumento de massa muscular.

O nome “GH-404” faz referência ao hormônio de crescimento humano (Growth Hormone – GH) e ao código “404”, expressão associada ao erro “não encontrado”, simbolizando as falhas de rastreabilidade e inconsistências identificadas no controle do medicamento.

O outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN se pronunciou, em nota, sobre a operação, e disse que isso é fruto de uma comunicação realizada pelas próprias instituições às autoridades policiais. Veja abaixo:

As gestões da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) esclarecem que a operação realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (3) é fruto de uma comunicação realizada pelas próprias instituições às autoridades policiais, com o objetivo de investigar suspeitas encontradas a partir de apurações internas.

A gestão coopera com toda a apuração e cumprimento das medidas judiciais de busca e apreensão e afastamento dos servidores investigados, tendo que suspender os atendimentos à população durante o período da manhã em virtude da operação policial, com a perspectiva de retorno do expediente à tarde.

Sesap e Unicat reforçam o compromisso em zelar pelos recursos públicos e pela saúde da população potiguar, sem compactuar com desvios de qualquer finalidade por parte de qualquer servidor.

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Categoria(s): Saúde / Segurança Pública/Polícia
terça-feira - 22/02/2022 - 11:04h
ADTS

Governo e entidades da Polícia Civil não conseguem se entender

Polícia Civil - Logo IIO Governo do Estado e as categorias de trabalhadores da Polícia Civil do RN seguem sem falar a mesma língua. Não há entendimento sobre o Adicional por Tempo de Serviço (ADTS), que por força de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Ministério Público do RN (MPRN), delegados, policiais e escrivães podem perder.

As entidades de classe da Polícia Civil do Rio Grande do Norte rejeitaram nessa segunda-feira (21), a quarta proposta apresentada pelo Governo do Estado de incorporação do ADTS. “A nova proposição, assim como as anteriores, assegura todos os direitos adquiridos por agentes de polícia, escrivães e delegados, conforme preconiza a Constituição Federal”, diz em nota o governo.

A proposta apresentada à Polícia Civil do Rio Grande do Norte “é semelhante à aplicada aos militares da União, conforme Medida Provisória 2.215/2001, que extinguiu o ADTS e aos militares estaduais do Ceará, por meio da lei estadual de 2011”, destaca.

“Mais do mesmo”

Os representantes das entidades apresentaram informalmente uma proposta que cria outros níveis na carreira, cuja evolução tem como parâmetro o tempo de serviço. Sobre isso, o governo disse que irá se manifestar quando a proposta for formalmente apresentada.

“A proposta que o Governo do RN apresentou é mais do mesmo, mostrou que eles não estão ouvindo o que estamos dizendo e continuam repetindo o mesmo texto que já foi descartado pela categoria por significar perdas para os delegados e demais policiais civis”, afirmou a presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil no Rio Grande do Norte (ADEPOL/RN), delegada Taís Aires.

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