quinta-feira - 17/10/2013 - 12:48h
Polícia Federal

Ex-vereador é preso em operação contra tráfico

Do Blog de Sidney Silva

Esta semana, a Polícia Federal deflagrou em três estados brasileiros a Operação “Touro Branco”, que deu combate ao tráfico internacional de droga. No Rio Grande do Norte, foi presa uma pessoa. É um ex-vereador do município de Apodi, na região do Médio Oeste Potiguar. Sua prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira, (16).

Como de costume, a Polícia Federal, não divulgou o nome do preso, mas, o Blog conseguiu sua identificação. Ele tem 44 anos, e trata-se de Ailton Deusimar de Souza.

Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça do Mato Grosso. No RN, os policiais federais de Mossoró, efetuaram a prisão do alvo local. Ele estava em sua residência e não esboçou reação.

Inicialmente, foi levado para Mossoró, depois para Natal e em seguida recambiado para o estado o Mato Grosso, onde fica a disposição da Justiça.

No ano de 2004, o ex-vereador tinha sido preso com 3 quilos de cocaína. Ultimamente, segundo a PF, ele estava planejando construir uma pista de pouso clandestina na zona rural da cidade de Apodi. As aeronaves que pousaria na pista, transportaria entorpecentes.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
terça-feira - 06/08/2013 - 11:21h
Operação Hecatombe

Delegada, promotor e agente federal escapam de execução

Do Portal BO

A Polícia Federal divulgou, na manhã desta terça – feira (6), que o grupo de extermínio preso durante a Operação Hecatombe planejava matar uma delegada da Polícia Civil, um promotor de justiça e um agente da Polícia Federal que trabalha na Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Ainda segundo a PF, 17 pessoas foram presas até o momento, sendo sete delas policiais militares do Rio Grande do Norte. O bando agia principalmente na zona Norte de Natal, mas também nas cidades de São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim.

Crimes

A Polícia Federal deflagrou, na madrugada desta terça-feira (6), a Operação Hecatombe com o objetivo de desarticular grupo de extermínio composto por integrantes de forças policiais, que agia, principalmente, na zona Norte do município de Natal. Pelo menos 22 crimes são atribuídos a esse bando.

Cerca de 215 policiais federais estão dando cumprimento a 21 mandados de prisão, nove mandados de condução coercitiva e 32 mandados de busca e apreensão nos municípios de Natal/RN, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e Cerro-Corá. Também participam da operação trinta policiais do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, o COT, especializado em operações de alto risco.

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segunda-feira - 17/06/2013 - 16:01h
Inteligência

“Sorte” de Fabinho Porcino é alerta à segurança

No caso do sequestro do jovem empresário Fábio Porcino Rosado Chaves, o “Fabinho Porcino”, ocorrido à semana passada em Mossoró (veja postagem mais abaixo), um detalhe passa quase despercebido da cobertura policial. Não deveria ser assim.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte só chegou rapidamente ao cativeiro de Fabinho (quatro dias), com plena segurança da operação, graças à intervenção da Polícia do Ceará, que forneceu informações vitais para desvendamento do crime.

Há tempos que a inteligência do aparelho de Segurança Pública do Ceará vinha monitorando alguns homens envolvidos com determinados crimes, como tráfico de drogas etc.

Numa conversação grampeada, logo após o sequestro, houve identificação do envolvimento de algumas pessoas rastreadas pela polícia nesse crime no Rio Grande do Norte. A partir daí, a colaboração entre as forças policiais de ambos estados e Polícia Federal, rapidamente ensejou a captura de dois bandidos e o resgate de Fabinho Porcino.

Helicópteros

O que isso sinaliza: dois pontos em especial.

Primeiro, é fundamental um maior consórcio entre as polícias dos entes da Federação contra o crime organizado.

Segundo, sem um poderoso serviço de inteligência, polícia técnica, homens preparados e equipamentos (como helicópteros), o Estado estará sempre em desvantagem em relação à bandidagem.

O “Caso Fabinho Porcino” é um alerta.

Sem essa “sorte”, é bem provável que o jovem empresário ainda estivesse em poder dos sequestradores. Seu destino poderia ser outro, em vez da salvaguarda do Estado e os braços de sua família e amigos.

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sábado - 08/06/2013 - 15:49h
Cartel de Combustíveis

Polícia Federal fecha depoimentos da ‘Operação Vulcano’

A Polícia Federal – Delegacia de Mossoró – praticamente fechou ciclo de depoimentos relativos à “Operação Vulcano” que foi desencadeada ano passado, contra suposto cartel de combustíveis automotivos em Mossoró.

Os trabalhos foram encerrados esta semana, com uma série de sabatinas com nomes influentes da política e do setor empresarial.

Dois delegados federais participaram diretamente dessa apuração inquisitorial.

Tem empresários e políticos extremamente embaraçados com as apurações feitas pela PF e Ministério Público.

Depois trago mais informações.

Veja o que foi a Operação Vulcano clicando AQUI.

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Categoria(s): Economia / Segurança Pública/Polícia
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terça-feira - 04/06/2013 - 14:30h
"Operação Vulcano"

Suposto cartel de combustíveis tem nova etapa de apuração

A “Operação Vulcano”, que foi desencadeada pelo Ministério Público e Polícia Federal em Mossoró (dia 30 de maio de 2012), pode ter nova erupção nas próximas semanas.

O MP e a PF continuam trabalhando no caso que trata de suposto cartel de combustíveis automotivos no município.

Algumas figuras influentes têm prestado depoimentos e outras serão ouvidas.

Alcança setores do empresariado, Câmara Municipal e gente graúda do governo da então prefeita de direito de Mossoró, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Têm gravações estranhas, dinheiro (na cueca, não) em jogo, reuniões suspeitas e sinais de lobby para aprovação de projeto que cerceava a livre concorrência.

Depois trago mais detalhes.

Veja AQUI o que foi a Operação Vulcano.

Veja AQUI links de diversas outras matérias sobre o assunto.

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quinta-feira - 11/04/2013 - 19:20h
Em Mossoró

Vereadores enfrentam dificuldades muito embaraçosas

Os vereadores Claudionor dos Santos (PMDB) e Ricardo de Dodoca (PTB) estão às voltas com enormes dificuldades político-legais. Nas últimas semanas, os embaraços têm aumentado sobremodo.

São implicações que derivam de mandato anterior, relacionados à própria atividade política e ações eleitorais.

Organismos como Ministério Público e Polícia Federal têm ouvido alguns depoimentos e feito certas diligências.

Depois trago mais informações.

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quinta-feira - 21/03/2013 - 15:45h
Operação Cactus

Polícia Federal combate desvio de recursos públicos

A Superintendência de Polícia Federal do Ceará, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), informou que a Operação Cactus tem o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em desviar recursos públicos transferidos pela união a diversos municípios cearenses mediante convênios e contratos de repasses.

Segundo a assessoria da PF, foram cumpridos 62 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal, em Fortaleza. Além do Ceará, os mandados foram cumpridos nas cidades de Aparecida de Goiânia (GO), Brasília (DF) e Natal.

No Ceará, os mandados foram nas cidades de Aiuaba, Apuiarés, Barbalha, Canindé, Catarina, Fortaleza, Guaraciaba do Norte, Iguatu, Irauçuba, Itapipoca, Itapiúna, Juazeiro do Norte, Morada Nova, Mucambo, Quixeramobim, Reriutaba, Saboeiro, Tarrafas, Tejuçuoca e Ubajara.

Participam da operação cerca de 288 policiais federais e 12 auditores da Controladoria-Geral da União.

Com informações da Superintendência da PF no Ceará.

Nota do Blog – Os eventuais culpados não param de sugar dinheiro que deveria ser aplicado em pequenas e médias cidades do sertão nordestino, que vivem período de seca.

Ainda reclamamos de São Pedro e São José…

O “xis” da questão é a impunidade. Tudo acontece ou não acontece, para salvaguardar a pele de ladravazes e seus asseclas.

E nunca o dinheiro desviado volta ao cofre público para ter seu real destino.

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quinta-feira - 21/03/2013 - 10:13h
Elias Fernandes

Federal faz busca em casa de dirigente do PMDB

Um grupo de agentes da Polícia Federal amanheceu o dia na residência do ex-deputado estadual e ex-dirigente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Elias Fernandes (PMDB), em Natal. Cumprem mandado de busca e apreensão.

O imóvel fica no bairro Petrópolis.

Cinco agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa ex-deputado Elias Fernandes, até às 9h30 da manhã desta quinta-feira (21), quando deixaram o local com apenas um malote lacrado.

A busca demorou cerca de três horas.

Os policiais federais vistoriaram os dois andares da casa, além da garagem onde estavam dois veículos. Na saída, os agentes confirmaram ser uma operação iniciada no Ceará, portanto, qualquer informação partiria da superintendência daquele estado.

Elias Fernandes se encontrava na residência, mas não falou com a imprensa.

O trabalho da PF faz parte da Operação Cactus, desencadeada no Ceará.

Informações repassadas à reportagem do portalnoar.com dão conta que além dessa residência, policiais federais também estariam cumprindo mandados em outro ponto no bairro de Petrópolis.

Segundo apurado, a operação acontece simultaneamente em Natal e Fortaleza e estaria apurando fraudes em licitações e empresas fantasmas.

Com informações do Portal No Ar.

Nota do Blog – Elias saiu do comando do Dnocs soterrado por denúncias de envolvimento em corrupção. Ele é pai do deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) e secretário-geral do PMDB no RN.

Teve seu nome cotado para ser o novo secretário de Recursos Hídricos do Estado, mas houve rejeição da Governadoria, justamente por conta dessa situação e pinimba pessoal com o líder governista Carlos Augusto Rosado (DEM), chefe do Gabinete Civil da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e seu marido.

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quarta-feira - 06/03/2013 - 10:21h
Quem pode, pode

Servidores fazem farra no exterior com grana pública

Do jornal O Globo

Dois entre dez servidores públicos federais em exercício fora do país recebem salários acima do teto fixado na Constituição. Um novo levantamento do Globo revela que a cúpula da diplomacia brasileira, formada por 132 servidores, não é a única a receber remunerações acima de R$ 26.723,13, vencimento pago a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e estipulado como teto salarial.

De um universo de 2.129 servidores federais no exterior, 445 recebem mais do que o teto. A grande maioria integra carreiras do Itamaraty: são administradores, analistas de sistema, oficiais de chancelaria, diplomatas da primeira à terceira secretaria, conselheiros e a cúpula do órgão (ministros de primeira e segunda classe, incluindo os embaixadores).

O levantamento inclui os adidos da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério da Agricultura no exterior Da PF e do Ministério da Agricultura, são 23 adidos, dos quais 16 recebem acima do teto, como O Globo já havia mostrado na edição do último dia 25. No último domingo, o jornal revelou que os supersalários da cúpula do Itamaraty no exterior chegam a R$ 58,9 mil, valor pago em janeiro deste ano ao embaixador do Brasil na República do Congo, Paulo Americo Veiga Wolowski.

Com reprodução do Blog do Barbosa.

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 30/06/2012 - 11:49h
Crime pela Internet

Vítimas da pedofilia são ignoradas e Mução descobre ‘Caim’

A Polícia Federal emitiu nota atestando que o radialista e humorista conhecido por “Mução” (Rodrigo Vieira Emerenciano, 35) não está envolvido em rede de pedofilia internacional. Ele foi preso quinta-feira (28) em Fortaleza-CE, depois levado para Recife-PE, na “Operação DirtyNet” (internet suja).

No curso da apuração do caso, a PF ouviu depoimento esclarecedor de um irmão (identificado por Bruno) do radialista, confessando que usara senhas e equipamentos de identificação pessoal na Web, de Mução, para integrar essa teia criminosa de alcance planetário. Resumindo: prejudicou-o no intuito de se proteger do crime que tinha plena consciência que praticava.

Na internet, sobretudo na rede social identificada como Twitter, imediatamente começou nova polêmica, com jogo de empurra, acusações etc. Lamentavelmente, um bate-boca que tira do centro do debate as principais vítimas dessa situação: crianças e adolescentes, além de suas famílias, molestadas por esses criminosos.

Acompanhe abaixo, o que o editor deste Blog escreveu no Twitter, sobre esse lamentável episódio:

Vejo polêmica aqui no Twitter sobre Mução, provando que não é pedófilo. Mas a discussão, ao meu ver, foge do epicentro do caso. Existem no enredo, pelo menos duas tragédias configuradas: a pedofilia, um crime abjeto; o estilhaçamento familiar. Irmão dele armou tudo, seria culpado.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter, clicando AQUI.

Não me lembro de ter visto qualquer nota oficial da PF atestando que Mução era culpado, mas sim – investigado. Houve excessos nos Twitter, sim.

Houve bobagem como atribuir ao Governo Dilma Rousseff (PT) a prisão de Mução, para atingir sua mãe Lina Vieira, ex-chefe da Receita Federal, que batera de frente com a presidente, no Governo Lula da Silva (PT). Excessos ainda nos recalques pelo sucesso do radialista-humorista.

E as crianças, adolescentes e famílias vítimas dos canalhas são um problema menor? A própria família do Mução é vítima, não da PF ou mídia. Na nova versão, um irmão do Mução seria participante de rede de pedofilia e colocou-o na enrascada, com uso de senhas e PC´s seus. E aí?

A culpa sempre é da mídia, do Ministério Público e da Polícia Federal na ótica de alguns. A teoria da conspiração não para de procriar. Mas não vejo tal zelo com a ralé presa e ridicularizada em TV´s diariamente, por todo o Brasil, em programas muitas vezes sensacionalistas.

Para o granfino, o político e o engravatado rico sempre levantam o princípio da ‘presunção de inocência’. Para o pobretão, o juizo de culpa.

Sou solidário principalmente às vítimas da pedofilia; também a José Emerenciado/Lina Vieira, pais desses rapazes: um, inocente, o outro… argh!

A grande vítima é um elenco de jovens, nas mãos de pedófilos. Mução, numa escala menor, é vítima principalmente do irmão. Descobriu que tinha a companhia de um “Caim.” Que resolva em casa e na Justiça.

Veja ampla cobertura do caso, com informações atualizadas, clicando AQUI.

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quinta-feira - 28/06/2012 - 11:16h
Operação DirtyNet (internet suja)

Radialista-humorista “Mução” é preso por Polícia Federal

Blog do Basílio Carneiro

O apresentador de rádio Mução foi uma das pessoas presas na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal (PF) que está realizando uma operação de combate à pedofilia e pornografia infantil nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

O humorista apresenta um programa diário em várias rádios nordestinas. Ele foi detido em Fortaleza-CE.

A superintendência da PF em Pernambuco realiza nesta manhã uma entrevista coletiva para apresentar o balanço da ação. Segundo a PF, pelo menos quatro dos 15 mandados de prisão expedidos pela Justiça já foram cumpridos. A operação DirtyNet (internet suja), como foi batizada, pretende cumprir ainda 50 mandados de busca e apreensão.

O objetivo é desarticular uma quadrilha que compartilhava material de pornografia infantil pela internet. Os suspeitos vinham sendo investigados há cerca de seis meses. Durante esse período os integrantes do grupo foram flagrados trocando arquivos com cenas de adolescentes, crianças e bebês em contexto de abuso sexual.

Os suspeitos também relatavam crimes de estupro cometidos contra os próprios filhos, além de sequestros, assassinatos e atos de canibalismo.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – A PF cumpriu mandados também no Rio Grande do Norte. Em Natal, para ser mais claro.

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Categoria(s): Comunicação / Segurança Pública/Polícia
domingo - 03/06/2012 - 09:50h
Cidadania

Reportagem apontou indícios de “cartel dos combustíveis”

Blog do Carlos Santos mostrou há mais de um mês abusos do mercado mossoroense com dados técnicos

O Blog do Carlos Santos publicou no dia 24 de abril deste ano, às 10h39, a reportagem sob o título “Preço de combustível faz de Mossoró ‘capital da exploração'”. A manchetinha complementava a chamada ao texto: “Cidade chega a ter gasolina por R$ 2,84, enquanto na Paraíba litro é encontrado por até R$ 2,39”.

Veja abaixo a reportagem na íntegra, além de mais dois link para matérias que complementam essa reportagem especial. Ajudará você a entender o que é a “Operação Vulcano”, desencadeada pela Polícia Federal à semana passada, contra o denominado “cartel dos combustíveis” de Mossoró.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Como explicar e justificar que mais de 60 postos de combustíveis fixados na zona urbana de Mossoró há anos pratiquem preço final, ao consumidor, com diferença de valores/litro que não passa de R$ 0,01 ou no máximo 0,03 centavos de um para outro? Estaria existindo ‘coincidência’ nessa horizontalidade de preços ou um disfarçado cartel?

João Pessoa: gasolina por R$ 2,39; Mossoró a R$ 2,84

O Blog do Carlos Santos percorreu entre sexta-feira (20) e segunda-feira (23), um trajeto rodoviário e urbano superior a mil quilômetros, entre três estados. Levantou informação elementar, consultou especialistas no assunto, estudou legislação pertinente e pesquisou dados técnicos em fontes como a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Ficou comprovado que quanto maior é o adensamento populacional e pulverização de empresas, maior a concorrência.

Entre o Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, as discrepâncias de valores são alarmantes. Mas nada se compara, em termos de preço – sem escolha -, ao que é imposto ao consumidor mossoroense.

Mossoró destaca-se negativamente por dois fatores que se entrelaçam, formando uma camisa-de-força espoliadora: tem o valor mais alto na bomba (chega a R$, 2,84/litro) e convive com a inexistência de concorrência.

Um posto com galonagem (venda total) de 1 milhão de litros/mês mantém seu preço igual, pouco inferior (ou superior) àquele que vende 200 mil litros/mês. Custos e margem de lucro são praticamente idênticos entre empresas tão distintas no faturamento? Parecem ter um único dono. Seria um monopólio ou oligopólio? Um cartel?

Em João Pessoa (PB), por exemplo, esse fenômeno mossoroense inexiste. Enquanto em Mossoró um princípio basilar da economia de mercado foi deletada, ou seja, a livre concorrência, na capital paraibana e área metropolitana causam espanto a diferença de preços do mesmo produto, entre postos com a mesma bandeira (marca da distribuidora) e em curta distância de um para outro. O consumidor agradece, pois a oscilação é sempre para baixo.

Às margens da BR-101, João Pessoa tem um posto BR-Petrobras vendendo gasolina comum a R$ 2,67. Mas a pouco mais de 200 metros, outro da mesma distribuidora, já negocia esse produto a R$ 2,55. Para espanto do consumidor, um pouco mais à frente, um de bandeira Shell mercadeja a gasolina com a mesma característica química por apenas R$ 2,39/litro.

ECONOMIA – Num comparativo com o ‘teto’ de Mossoró (R$ 2,84), é de 45 centavos por litro a poupança na bomba nesse posto na Paraíba. Num cálculo rápido, é fácil se chegar à economia de R$ 22,50 em 50 litros de gasolina comum. Se o proprietário de veículo botar 50 litros por  semana, em um ano (52 semanas) ele terá economizado R$ 1.170,00. Uma bela vantagem.

Em Conde (PB), postos com menos de 1km distanciados um do outro ofertam preços convidativos: R$ 2,49 e R$ 2,39. Em Bayeux (PB), postos com a mesma bandeira BR-Petrobras e muito próximos, têm o produto a R$ 2,39 ou R$ 2,56. Entre Mamanguape (PB) e Mataraca (PB), outra clara concorrência: R$ 2,69 e R$ 2,49, respectivamente.

No Rio Grande do Norte, municípios como Santa Maria, Riachuelo e Cachoeira do Sapo – às margens da BR-304 – têm gasolina comum a R$ 2,49. Porém, entre Fernando Pedrosa e Angicos, postos com uma mesma bandeira e assistidos por idêntica transportadora, oscilam seus preços de forma expressiva. Um a R$ 2,62 e o outro a R$ 2,79. Num percurso de pouquíssimos quilômetros, um sobrepreço de R$ 0,17 por litro.

Em Pernambuco, na região metropolitana conurbada de Recife, a guerra entre os postos é notória. Na capital, o Blog encontrou muitas variações de preços, mas sendo muito comum o valor de R$ 2,67. Em Abreu e Lima (R$ 2,73), Paulista (R$ 2,79), Olinda (R$ 2,76), Igarassu (R$ 2,74). Em Goiana, Zona da Mata, era possível comprar gasolina comum a R$ 2,69 na segunda-feira (23), às margens da duplicada BR-101.

Em Mossoró, o preço da gasolina comum varia normalmente entre R$ 2,80 e R$ 2,82. Em áreas mais afastadas do aglomerado urbano, pode ser obtido algo menos escorchante. Mas no site da ANP, conforme relatório de sua pesquisa regular em todo o país, com 555 postos, havia quem vendesse a gasolina comum a R$ 2,84, no último dia 18, no bairro Aeroporto.

Paradoxo

O consumidor de Mossoró, pelo levantamento feito pelo Blog, é vítima de um paradoxo: o município está no centro da maior área produtora de petróleo em terra no Brasil, mas tem que aguentar o preço mais caro pela gasolina. Triste coincidência ou crime contra economia popular? A “capital do petróleo”, epíteto que o ufanismo e a propaganda oficial gostam de bradar, é uma farsa. Casa de ferreiro, espeto de pau. Cabe outra classificação: “Capital da Exploração”.

Segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os carteis geram um sobrepreço estimado entre 10 e 20% comparado ao praticado em um mercado competitivo. Podem causar um prejuízo de centenas de bilhões de reais aos consumidores no Brasil, todos os anos.

Em 28 municípios e 3 estados, a 'distância' de Mossoró

Legalmente, é difícil provar a existência de cartel no Brasil. Imagine em Mossoró, espécie de Faixa de Gaza, terra sem lei ou da lei do mais forte.

A legislação exige comprovação documental de reunião entre interessados, revelando manobra para acerto de preços e outras ações que inibam entrada de concorrentes e que fixam preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação.

Acompanhe este assunto também pelo nosso endereço no Twitter AQUI.

A lei é prodigiosa, feita para não funcionar. Suas exigências chegam próximo de definir que integrantes de algum cartel assinem termo de compromisso para bandidagem, passando ao formalismo em cartório, com assinaturas e carimbos, gravações em áudio e vídeo, além de publicização em jornais, Web, TV e rádio. Surreal.

A legislação só faltava mesmo regulamentar a confissão coletiva dos membros de um suposto cartel, como meio definitivo ao enquadramento cível e penal dos implicados.

É tão difícil de se materializar esse tipo de crime, como esperar que um torcedor do Flamengo adira ao Vasco.

Essa discussão está longe de ser um prélio teológico-filosófico, como em relação à existência ou não de Deus. Pode até não existir comprovação científica de que Deus exista, porém isso não significa que Ele não exista.  O mesmo se aplica aos carteis.

VEJA ABAIXO outras duas matérias dessa reportagem especial:

– Combustível tem mais ganância do que imposto AQUI;
– Suposto cartel é quase intocável em Mossoró AQUI.
Veja AQUI o link desse reportagem original, no dia 24 de abril deste ano.

 

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Categoria(s): Comunicação / Economia
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quinta-feira - 31/05/2012 - 15:27h
Alerta

Problemas na Federal podem comprometer operações

Por Rudulfo Lago (Congresso em Foco

O sucesso das Operações Vegas e Monte Carlo – que levaram à prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira e às denúncias que podem resultar na cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) – mascara uma realidade, segundo o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Sousa Ribeiro.

Leôncio: desmanche deliberado?

“A Polícia Federal está desamparada”, afirma ele, em entrevista ao Congresso em Foco. “E isso pode acabar comprometendo operações futuras”, adverte.

“Se é deliberado? Não sei”, completa Leôncio. Segundo o presidente da ADPF, há uma série de situações que, nos últimos anos, vêm contribuindo para piorar a estrutura e a qualidade funcional da Polícia Federal. Cortes no orçamento, carência de pessoal, defasagem salarial. E um acanhamento, no seu entender, do empenho do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na defesa da instituição.

“O ministro da Justiça precisa ser mais enfático na defesa da Polícia Federal junto ao governo e publicamente”, afirma Marcos Leôncio.

“Em 2004 e 2005, houve um processo muito grande de avanço. A PF, com isso, melhorou muito de qualidade. Mas o ritmo de investimento caiu a partir de 2009 e só piora desde então”, afirma Marcos Leôncio.

“As Operações Vegas e Monte Carlo poderiam ter ficado comprometidas por orçamento reduzido e falta de pessoal. Há toda sorte de dificuldades”, critica o presidente da ADPF. Enquanto a Polícia Federal tem 11 mil policiais, segundo Leôncio, a Secretaria da Receita Federal tem 20 mil auditores.

Segundo Leôncio, a falta de uma Lei Orgânica da Polícia Federal agrava os problemas. Não há, por exemplo, uma política de incentivo para a ida de policiais para os postos de fronteira, como acontece nas Forças Armadas.

Veja reportagem na íntegra clicando AQUI.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 11:36h
Cartel dos Combustíveis

Polícia Federal tenta desmanchar suposta máfia

Projeto de prefeitura despertou afulinamento de investigações que resultou na "Operação Vulcano"

Existe uma confusão na cobertura e no entendimento da “Operação Vulcano” feita pela Polícia Federal, ontem, em Mossoró, com suporte do Ministério Público e sob amparo judicial.

De antemão, é preciso que seja dito: a Câmara Municipal de Mossoró não é alvo preferencial das investigações. É periférica, objeto de rastreamento arrabaldino.

De antemão, é preciso que seja dito: um elenco de empresários do setor de combustíveis da cidade é o núcleo de apuração por parte da Polícia Federal.

De antemão, é preciso que seja dito: está em evidência uma série de indícios que apontam para formação de quadrilha à prática de crime contra a economia popular. Seria um cartel. Os prejudicados: o consumidor, que paga combustível com preços altos e praticamente alinhados.

Na busca de garantias para execução da Operação Vulcano, a PF e o MP apresentaram ao juiz titular da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, um elenco de elementos que tipificariam esses delitos. Gravações em áudio, filmagens, fotos, escutas telefônicas autorizadas, estudos-relatórios técnicos quanto a preços praticados etc. ensejaram o convencimento do magistrado.

Mesmo assim, Cláudio Mendes acatou “parcialmente” os pedidos feitos. Não obstante as restrições justificadas, ainda atendeu a nove mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Nessa teia supostamente criminosa, aparecem diversos nomes da política e do empresariado mossoroense. Os escaninhos do Palácio da Resistência (sede da prefeitura) e do Palácio Rodolfo Fernandes (sede da Câmara Municipal) também são percorridos pelas investigações que tiveram início ainda no começo do ano passado. O povo, a partir de um abaixo-assinado, cobrou providências contra preços abusivos e assemelhados nos combustíveis, sobretudo gasolina.

No primeiro trimestre deste ano os trabalhos da PF voltaram à carga em maior intensidade, com a utilização sobretudo de escutas telefônicas autorizadas. E o que provocou maior rastreamento quanto ao suposto cartel foi um projeto da própria prefeitura. A matéria alterava Código de Obras e Postura do Município, criando dificuldades à instalação de novos postos de combustíveis.

Dois em um

Em setembro do ano passado, a prefeitura apresentara Projeto de Lei do Executivo nº 057/2011, que alterava um artigo do Código de Obras e Posturas do Município, mexendo com critérios à instalação de postos de combustíveis. Em dezembro, outro projeto ‘praticamente igual’ pousou na Casa, mas com um detalhe capcioso: retirava a palavra “supermercado” – constante no anterior.

Mexia com o artigo 122 do código, porém com outro agravante: esse novo projeto tinha o mesmo número do anterior: 057/2011. Duplicidade que revelava desorganização e pressa em remendar o anterior.

O ex-presidente da Câmara Municipal, Claudionor dos Santos (PMDB), passou a cobrar – nos bastidores – agilidade na aprovação do novo texto. Até sugeriu uma acomodação esdrúxula de documentos, diante da constatação de que haveria praticamente duplicidade de matérias. O vereador governista chegou a propor a inclusão de uma parte do novo projeto no anterior, ou vice-versa, numa espécie de fusão “Frankstein”. Alegava que não haveria problema na gambiarra legislativa.

Como o atual governo já chegou a apresentar dois projetos de Orçamento Geral do Município (OGM), no mesmo ano, algo legalmente estapafúrdio, sem sofrer qualquer sanção, a arrumação parecia mesmo uma bobagem.

Só que a mudança influiria na construção de novos postos. A ideia é que fosse permitida a edificação desse tipo de empreendimento com pelo menos 250 metros de distância de suas bombas/tanques para a ‘testada’ de supermercados/shoppings etc.

Atakadão

Criaria dificuldades para a concorrência de grandes grupos até multinacionais, como é o caso do Carrefour, através de sua bandeira “Atakadão”. Se essa marca desejasse construir um posto em Mossoró, só poderia se o fizesse a partir do limite do seu terreno e não em relação à sua porta de entrada (estrutura coberta).

Nesse ínterim, conforme provam gravações autorizadas pela Justiça, a Polícia Federal acompanha lobby de empresários para aprovação do projeto. Reúnem-se com vereadores e com o chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV). Ligações telefônicas com parlamentares também revelariam o cerco.

Genivan incomodou cartelização

Temendo o pior, o governo municipal deixa a “batata quente” diretamente nas mãos de sua bancada e ardilosamente recua, evitando maior pressão para aprovar projeto. O vereador Genivan Vale (PR), pressionado por setores da imprensa que fazem o jogo do empresariado e pelo lobby, é visto como principal óbice à manobra.

Acompanhe este caso também pelo nosso Twitter clicando AQUI.

Apesar da campanha insidiosa contra sua imagem, ele apresenta o requerimento de número 113/2012, que impedia a votação do projeto viciado. Conseguiu derrubá-lo. Aceita a acomodação quanto a distância de 250 metros, mas em relação à porta do negócio e não às bombas/tanques.

O vereador viabiliza aprovação do Projeto de Lei Complementar número 0001/2012 que trata da regulamentação da diminuição da distância entre os postos de combustíveis. É um mal menor. Enseja menor estrangulamento do princípio da livre concorrência no mercado mossoroense.

O que vereadores, empresários e o Palácio da Resistência não sabiam, é que todo esse nervoso ambiente de interesses e pressões estava sendo acompanhado por Polícia Federal e Ministério Público. Para os empresários, um quadro pior: pelo entendimento da Justiça, claros indícios de cartelização e formação de quadrilha. Entre os vereadores, a constatação de que ficaram entre a pressão do empresariado e a lealdade ao consumidor.

Saiba mais sobre os bastidores desse intrincado caso em outras postagens ainda hoje.

 

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quarta-feira - 30/05/2012 - 17:37h
Cartel dos Combustíveis

Presos na “Operação Vulcano” são levados para Natal

Por Cézar Alves (De Fato On line)

O juiz Claudio Mendes, da 3ª Vara Criminal de Mossoró, determinou que os oito presos na Operação Vulcano, na manhã desta quarta-feira (30), fossem transferidos para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Natal.

PRESOS REMOVIDOS:

Pedro de Oliveira Monteiro Filho, dono do Posto Mossoró; Otávio Augusto Ferreira da Silva, da rede Fan; Claudionor dos Santos, vereador do PMDB; Pedro Edilson Leite Júnior, dono do posto Santa Luzia; Robson Paulo Cavalcanti, dono do Posto Nacional; Carlos Otávio Bessa e Melo, do posto Nova Betânia; Sérgio Leite de Souza, da rede Posto Olinda; José Mendes da Silva, dono da rede de Postos 30 de Setembro.

Os empresários e o vereador Claudionor dos Santos foram presos em casa. O delegado que cumpriu a determinação judicial, Eduardo Bonfim, disse que o trabalho começou às 4h da manhã, nas residências dos suspeitos e foi concluídO por volta das 8h.

Em seguida, os delegados e promotores passaram a ouvir os depoimentos dos suspeitos presos, bem como já iniciaram o trabalho pericial nos computadores e documentos apreendidos nos vinte locais que o juiz Claudio Mendes autorizou busca e apreensão.

Depois das oitivas, por volta das 15h, o juiz Claudio Mendes determinou que os presos fossem transferidos para a carceragem da Polícia Federal, em Natal. Os presos foram levados numa Van Renault Master, escoltado por uma camioneta L.200 descaracterizada da Polícia Federal.

O mandato de prisão é por um período de 5 dias, podendo ser prorrogado por mais 5.

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quarta-feira - 30/05/2012 - 10:41h
Cartel dos Combustíveis

Polícia Federal dá informações sobre ‘Operação Vulcano’

Da Agência de Notícias da Polícia Federal

Mossoró/RN – A Polícia Federal com o apoio do Ministério Público no RN, do Conselho Administrativo de Direito Econômico – CADE, deflagrou na manhã desta terça-feira, 30/5, em Mossoró, a Operação Vulcano, com o objetivo de cumprir 20 mandados de busca e apreensão e oito de prisão, em postos de combustíveis e na Câmara Municipal da cidade.

A investigação que combateu o cartel de venda de combustíveis teve inicio em novembro de 2011. Participaram da operação aproximadamente 90 policiais e sete promotores de justiça.

A denominação “Vulcano” é uma referência ao Deus do Fogo (mitologia romana).

A coletiva de imprensa está marcada para às 10h30min., na Delegacia da PF (Rua Jornalista Jorge Freire, 100, Nova Betânia).

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quarta-feira - 30/05/2012 - 08:20h
Cartel dos combustíveis

Entrevista detalhará “Operação Vulcano” em Mossoró

A Delegacia da Polícia Federal, em Mossoró, receberá a imprensa às 11h de hoje para dar entrevista coletiva sobre a “Operação Vulcano”, desencadeada às 5h de hoje.

A PF cumpre 8 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, em trabalho que levanta elementos quanto a um possível “cartel de combustíveis” em Mossoró.

Entre as prisões decretadas, há informação – não-confirmada – de pelo menos dois vereadores, um ex-vereador e cinco empresários do setor.

Vários promotores de justiça acompanham diretamente a Operação Vulcano.

“O suposto cartel teria fixado preços dos combustíveis e pressionado para aprovação de Leis que barram a entrada de novos concorrentes”, assinala o Ministério Público, através do seu Twitter oficial. “Os Projetos de Lei impedem principalmente a concorrência de postos em Supermercados e Shoppings Centers de Mossoró”, acrescenta.

Acompanhe mais informações e notas exclusivas sobre este assunto em nosso Twitter, clicando AQUI.

Nota do Blog – “Vulcano” era o deus do fogo na mitologia romana, descrito como muito feio e coxo.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 30/05/2012 - 06:32h
Agora

Polícia Federal faz operação em Mossoró

A Polícia Federal executa operação desde o início da manhã de hoje em Mossoró. A informação preliminar que o Blog obteve – a ser confirmada ou não – associa esse trabalho a suposto “cartel dos combustíveis”.

O prédio-sede da Câmara Municipal surge como um dos alvos de veículos e homens da Polícia Federal.

Depois trago mais detalhes.

Aguarde.

Acompanhe  informações mais ágeis, sobre esse assunto, através de nosso endereço no Twitter AQUI.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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sexta-feira - 06/04/2012 - 11:57h
A eficiência possível

Se o patrimônio é público, é nosso!

Temos bolsões de excelência no serviço público e crescente melhoria em outros tantos. Mas em alguns outros, quase nada funciona. Por quê?

Entendo que a intervenção estatal pode dar respostas satisfatórias às demandas sociais. Basta ser cobrado, punir com rigor os maus servidores e incentivar quem queira ascender numa carreira baseada na qualificação, no interesse e em méritos, nunca no compadrio ou arranjo politiqueiro.

Na coisa pública, parece que a Saúde é ‘casa de mãe-joana’. Se não está satisfeito, peça para sair. Vaza! Inaceitável é maltratar o cidadão comum, que na prática lhe paga o salário.

No Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró, recentemente inaugurado, controlado por uma Oscip (organização civil que faz serviço público de forma terceirizada), tem médico e enfermeiro reclamando. Estão irascíveis porque são obrigados a trabalhar certinho. Não querem ser punidos por atrasos e outros desleixos.

Devem estranhar, porque no público muitos trabalham como bem entendem. Acham que não são empregados e que não possuem patrão. Se recebem uma punição, queixam-se ao chefe político e tudo é sanado em prejuízo à coisa pública.

Existe excelência no serviço público também sem Oscip, fundações, ONG´s etc. Polícia Federal, Advocacia Geral da União (AGU), Receita Federal, Previdência, Caixa Econômica (CEF), setor portuário e Correios (no passado) são exemplos de eficiência pública. A Petrobras é essa gigante transnacional que orgulha o Brasil, uma das maiores empresas do mundo, símbolo de eficiência.

O Banco Central virou paradigma, em meio à crise mundial no setor financeiro norte-americano e bancarrota europeia.

Onde há prioridade ao funcionamento técnico, os resultados têm aparecido. Onde a prioridade é politica, os resultados nós conhecemos.

As melhores universidades do país são públicas, vocês sabem? Vocês conhecem a excelência do Hospital Sara Kubistchek?

O público é viável.

O caminho do serviço público é a ‘meritocracia’, o planejamento estratégico, prêmio aos melhores e punição à escória. São alguns princípios da iniciativa privada que se fundem aos propósitos inequívocos do Estado do Bem-Estar Social, ou seja, o bem comum.

É-nos vendida a ideia de que tudo que é público é ruim, para que aceitemos a terceirização, ONGs, Oscips, fundações etc. como panaceias. Erro crasso que a propaganda dirigida espalha, tentando nos iludir com tal inverdade.

Há um monte de gente criticando o serviço público e uma multidão ainda maior querendo desembarcar nele. Que paradoxo, não? Risível.

Se o patrimônio é público, é nosso. Portanto, não permitamos que saqueadores, espertalhões e maus servidores destruam o que nos pertencem, facilitando a prosperidade de uns poucos.

O patrimônio público é nosso!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
quinta-feira - 19/01/2012 - 19:51h
Agência de Fomento

Wilma presta depoimento à PF como testemunha

Do Blog Panorama Político

A Polícia Federal está investigando supostas ações irregulares na Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, referentes ao período de 2005 e 2006, durante a gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Há suspeitas de que ocorreu, durante o período, venda irregular de letras do tesouro do estado. A Polícia Federal do Rio Grande do Norte está colhendo depoimentos desde segunda-feira (16) e, nesta quinta-feira (19), a ex-governadora foi ouvida.

Na sede da Polícia Federal na condição de testemunha, Wilma de Faria prestou depoimento por aproximadamente uma hora. De acordo com a Polícia Federal, ela foi questionada sobre uma carta precatória que foi encaminhada pela superintendência de Brasília. Na saída da sede da PF, Wilma de Faria saiu sem dar declarações sobre a investigação.

Além de Wilma de Faria, outros ex-auxiliares do Governo também foram ouvidos pela polícia, entre eles o ex-secretário de Planejamento e do Gabinete Civil, Vagner Araújo.

Informações extra-oficiais dão conta de que teria ocorrido a venda de letras do tesouro sem a consulta aos membros do diretoria, o que seria ilegal.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 04/01/2012 - 09:41h
Riquezas "inexplicáveis"

“Lavanderia Mossoró” é ignorada por autoridades

Quando é que o Conselho de Controle de Atividades Financeirtas (COAF) vai agir em Mossoró?

Esse órgão, subordinado ao Ministério da Fazenda, arrimado pela carta-circular 2.852 de 3 de dezembro de 1998, do Banco Central, instiga instituições financeiras a informarem o Coaf sobre movimentos financeiros atípicos de seus clientes.

Com base nessas informações, o Coaf confronta informações, checa dados cadastrais, levanta questionamentos e faz relatórios que podem gerar abertura de investigações ao Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal.

Em Mossoró, gente que nunca produziu um dindin tem acumulado fortuna nos últimos anos. Além de intensa movimentação financeira, também se esmeram na aquisição de imóveis na cidade e até fora do estado.

Há caso de figuras que chegam ao exagero de guardarem dinheiro vultoso em casa.

Na verdade, Mossoró virou uma “lavanderia” a céu aberto, com muitos de seus “empreendedores” fazendo questão de ostentar a riqueza, transbordando o fausto de forma nababesca. Patrimônio que não bate com renda declarada – ou não declarada.

O Brasil tema lei 9.613/98, que tipifica o crime de lavagem de dinheiro. É considerada uma mãezona para os delinquentes. Aguarda substituição por legislação mais moderna, amiúde e eficiente para pegar os gatunos do serviço público, em especial.

Enquanto não nos tornamos mais rigorosos no combate a esses bandidos, eles vão continuar rindo de todos nós.

Com razão.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 11/10/2011 - 10:21h
Pobre Brasil!

Superfaturamento chega a 2.760% em serviço público

Do jornal O Estado de São Paulo:

Para contratar a instalação de 200 filtros nas escolas do Amapá, a Secretaria Estadual de Educação pagou sobrepreços de 2.760% mediante contrato de emergência em 2005.

Três anos depois, a empresa fornecedora do equipamento, Top Line, contratou o presidente da comissão de licitação do Amapá para seu quadro de funcionários.

Além de caros, os filtros puseram em risco a saúde dos alunos, pois eram feitos com tubos de PVC para canalização de esgoto e usavam carvão aditivado, que causava contaminação. Houve ainda prejuízos anuais de R$ 825 mil pelo pagamento da manutenção dos filtros que não era realizada.

Essas são algumas das irregularidades investigadas pela Polícia Federal no inquérito da Operação Mãos Limpas, que atualmente se encontra no Superior Tribunal de Justiça (STJ) aguardando apresentação de denúncia.

Nota do Blog – O pior, é que esses criminosos são tratados com diversos privilégios, numa completa inversão de valores e papéis.

Retiram milhões da Educação, colocam em risco a saúde de milhares de crianças e todos continuam soltos. Quanto serão presos e devolverão o que foi furtado?

Um dia essa terra ainda vai cumprir seu ideal…

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Categoria(s): Administração Pública
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