segunda-feira - 13/08/2012 - 09:38h
Crimes

Promotoria denuncia sequestradores de Porcino Segundo

Por Tiago Medeiros (Do portal Nominuto.com)

O Ministério Público denunciou nove pessoas nessa sexta-feira (10), acusadas de integrarem a quadrilha responsável pelo sequestro do jovem Porcino Segundo, no último dia 17 de junho, durante a vaquejada de Ceará Mirim.

Além Bruna de Pinho Landim; Orlandina Torres Carneiro; José Orlando Evangelista Silva; Antônia Berenice Damasceno Lima; Luiz Eduardo Lima Magalhães Filho; Francisco Wancimberg dos Santos Guimarães; e Leonora Gomes de Sena, denunciados por extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha, Paulo Vitor Lopes Monteiro e Anderson de Sousa Nascimento, ainda foram denunciados, também, por porte ilegal de arma de uso restrito e proibido, roubo e cárcere privado.

Segundo as investigações da delegada Sheila Freitas, Francisco Genério e Paulo Victor foram apontados como líderes da quadrilha e responsáveis pela contratação dos demais denunciados. Os dois, junto com Anderson Sousa, sequestraram o jovem e o tratador de cavalos, em Ceará Mirim.

Além dos já indiciados no inquérito policial, o MP requereu a prisão preventiva de Francisco Wancimberg dos Santos Guimarães, o “Berg”, por entender que o mesmo participou do crime, tendo intermediado o aluguel de um dos cativeiros, emprestado seu carro para uso da quadrilha, além de ter sido o responsável pela contratação de Luiz Eduardo.

Veja a denúncia na íntegra, detalhando o modus operandi da ação criminosa, clicando AQUI.

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domingo - 12/08/2012 - 09:28h
Drama

“Popó” conta como foram seus 37 dias como sequestrado

Do jornal “O Mossoroense”

Depois de amargar 37 dias em um cativeiro, nas mãos de uma quadrilha de sequestradores, o empresário Porcino Fernandes da Costa Segundo, Popó Porcino, 19, quebrou o silêncio e concedeu uma entrevista exclusiva ao O Mossoroense. Ele relata o sofrimento do cárcere e diz que nunca perdeu a fé em Deus e no trabalho da polícia.

Popó chegou a falar com os pais no cativeiro

Simples no jeito de falar, Popó Porcino diz que a amizade feita com os sequestradores o ajudou nas negociações e a superar o medo. Ele destaca que a partir de agora vai ser mais cuidadoso e prestar mais atenção por onde anda.
Leia entrevista a seguir:

O Mossoroense: Como foi a sua captura?
Popó Porcino:
Quando terminei de correr, antes de entrar no caminhão de apoio, fui interceptado e levado pelo bando.

OM: Durante o trajeto até o cativeiro você estava com os olhos vendados ou via para onde ia sendo levado?
PP:
Estava com a cabeça para baixo sem ver nada.

OM: O que os criminosos falavam durante o percurso até o cativeiro?
PP:
Não falaram nada, silêncio profundo.

OM: No cativeiro, você ficou acorrentado e como era a relação com a quadrilha?
PP:
Fiquei acorrentado, mas fiquei amigo deles. Foi onde facilitou tudo para as negociações.

OM: Qual o momento mais tenso durante o cativeiro?
PP:
No momento da mudança do cativeiro, esse sempre era o momento mais tenso.

OM: Chegou a ser agredido fisicamente?
PP:
Não.

OM: O que passava pela sua cabeça durante os dias em que esteve em poder dos sequestradores?
PP:
Tentei ficar bastante tranquilo, foi o que ajudou a passar o tempo.

OM: Chegou a falar com a sua família? Com quem? O que falou?
PP:
Sim, cheguei a falar com meu pai e minha mãe. Só pedia para eles me tirarem dali.

OM: No dia do resgate, quando você ouviu a polícia invadindo, o que passou na sua mente?
PP:
No momento não imaginei que fosse a polícia. Quando eles entraram no quarto onde eu estava só fiz comemorar e agradecer a Deus pelo pesadelo ter chegado ao fim.

OM: Como foi o reencontro com a família?
PP:
Só alegria. Fiquei bastante feliz em rever minha família.

OM: Qual a importância da polícia no seu sequestro?
PP:
Tenho muito a agradecer a eles, pois os policiais foram muitos profissionais. Estão de parabéns.

OM: O que muda de agora em diante?
PP:
Ter bastante cuidado e prestar atenção onde ando.

Entenda como foi o sequestro do empresário Porcino Segundo, “Popó Porcino”

O empresário Porcino Fernandes da Costa Segundo, Popó Porcino, foi sequestrado em 16 de junho durante uma vaquejada em Ceará-Mirim. Após 37 dias de sequestro, a equipe da delegada Sheila Freitas, titular da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), estourou o cativeiro localizado na Praia de Pitangui. Na ocasião, a vítima foi libertada ilesa, enquanto quatro marginais foram detidos, um deles tendo sido baleado e um quinto morreu em confronto com a polícia.

O empresário foi devolvido à família e desde então a Deicor tem travado uma verdadeira guerra para prender o restante da quadrilha de sequestradores, que era comandada pelo filho de um militar cearense, identificado como Paulo Vitor Lopes Monteiro, preso durante a invasão do cativeiro.

Ao todo, já foram indiciados nove membros da quadrilha: Bruna de Pinho Landim, José Orlando Evangelista Silva, Paulo Victor Lopes Monteiro, Francisco Genério Bruno da Silva (morto em confronto com a polícia), Luís Eduardo Lima Magalhães Filho, Anderson de Souza Nascimento, Orlandina Torres Carneiro, além de Leonora Gomes de Sena e Antônia Berenice Damasceno Lima que estão foragidas.
“A prisão dos foragidos é questão de tempo. Logo vamos estar com toda a quadrilha atrás das grades”, assegurou Sheila Freitas.

Mulher abandonou cativeiro com medo de bandidos matarem Popó

Uma entrevista concedida pela delegada da Deicor, Sheila Freitas, esta semana, trouxe novas revelações sobre o sequestro de Popó Porcino. Ela contou que uma mulher identificada como Antônia Berenice Nascimento era a cozinheira dos cativeiros e por não concordar com a forma de tratamento do sequestrador Francisco Genério Bruno da Silva com Popó afastou-se do grupo dias antes da descoberta do cativeiro na praia de Pitangui, e fugiu para o Ceará.

“É provável que Berenice tenha desenvolvido a ‘síndrome de Estocolmo’. O Genério dizia que ia enviar partes do corpo de Popó para a família Porcino, como prova de que o jovem estava vivo, e ela não concordava com aquilo. Com pena de Popó, abandonou o cativeiro e fugiu”.

De acordo com o psicólogo João Valério Alves Neto, “síndrome de Estocolmo” é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, em que a vítima desenvolve sentimentos de lealdade para com o sequestrador apesar da situação de perigo em que se encontra colocada, e vice-versa.

A delegada Sheila Freitas disse que, após a descoberta do cativeiro, recebeu uma ligação anônima de alguém se dizendo arrependida e contando detalhes da rotina nos cativeiros de Popó. “Quem ligou não se identificou, mas com certeza esteve naqueles cativeiros”. Questionada se esta pessoa teria sido Berenice, a delegada preferiu silenciar, justificando ainda não poder revelar detalhes sobre a investigação.

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quarta-feira - 08/08/2012 - 23:34h
Em Fortaleza-CE

Polícia prende outra sequestradora de “Porcino Segundo”

Do Blog Abelhinha.com (Eliana Lima)

Investigações da Polícia Civil do RN levaram à pisão de mais um sequestrador do jovem Porcino Segundo, “Popó”, 19, que passou 37 dias em cárcere numa casa na praia de Pitangui (Extremoz).

Ou melhor, sequestradora.

Orlandinha Torres Carneiro, 33 anos, foi presa nesta quarta-feira (8) em Fortaleza (CE), com o apoio da Polícia Civil do Ceará.

Quando a PC estourou o cativeiro, Orlandina não estava mais. Tinha deixado o local um dia antes para viajar à capital cearence.

Será trazida amanhã (9) para Natal. Às 16h haverá coletiva de imprensa, naDegepol, para explicar sobre a operação bem sucedida.

Em tempo: Orlandina foi presa no dia 24 de abril de 2010, em Assu, ao lado do suposto líder da quadrilha que sequestrou o mossoroense, Paulo Victor Lopes Monteiro,  26 anos, numa operaçào da Polícia Federal, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. Seguiam de Natal para Fortaleza num carro Pajero Sport, blindado.

Estavam com 100 cartões bancários, um leitor de cartão ( conhecido como chupa-cabra), notebook com programas específicos para fraudes e mais de R$ 8 mil.

Ficaram presos até 28 de janeiro de 2011, quando foram soltos  com a expedição de alvará pela  Vara Criminal de Assu.

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quarta-feira - 25/07/2012 - 16:45h
Porcino Segundo, "Popó"

Dez pessoas podem ter participado de sequestro

Após uma ação de  45 minutos das policias Civil e Militar chegou ao  fim o mais longo sequestro da crônica policial potiguar.

No início da tarde de ontem (23), após 37 dias de cativeiro, o estudante Porcino Fernandes da Costa Segundo, Popó Porcino, foi resgatado em uma casa localizada na praia de Pitangui, litoral Norte.

No confronto, um dos sequestradores foi morto, outro ferido e três, entre eles uma mulher, foram presos.

Mas o trabalho da polícia não está concluído com a morte de um dos quadrilheiros e a prisão de mais quatro pessoas diretamente envolvidas com esse crime. Há suspeita de que mais pessoas estão envolvidas, podendo chegar a pelo menos dez componentes.

Saiba mais detalhes sobre o assunto lendo reportagem ampla AQUI, com ampla cobertura fotográfica dos cativeiros e dos marginais.

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terça-feira - 24/07/2012 - 18:40h
Porcino Segundo, "Popó"

Sequestro envolveu pelo menos cinco pessoas

A delegada Sheila Freitas, que comandou investigação no caso do sequestro de Porcino Segundo, o “Popó”, 19, afirmou hoje em entrevista coletiva em Natal – na Secretaria de Segurança do Estado -, que um dos sequestradores é filho de um coronel da Polícia Militar do Ceará.

Os integrantes desse crime são originários do Ceará. A princípio existe comprovação de cinco envolvidos (veja outras postagens mais abaixo).

José Erivan (apelidado de “O cabeça”), Anderson de Souza, Paulo Victor Lopes e Bruna de Pium Landim estavam com Popó na hora da abordagem da polícia, no cativeiro da praia de Pitangui, em Extremoz, ao final da manhã de hoje.

Pistolas, metralhadora, muita munição, algemas, correntes no arsenal do sequestro (Diário de Natal)

Paulo Victor (filho de um coronel da Polícia do Ceará), namorado de Bruna, foi morto em troca de tiros com a polícia.  O Cabeça saiu ferido e foi socorrido ao Hospital Santa Catarina. A informação preliminar é que não corre perigo de  morte.

Um quinto preso foi José Orlando Evangelista Silva, no habitacional Pitimbu – em Natal. Não esboçou reação à abordagem policial.

Foram apreendidos com a quadrilha computadores, celulares, metralhadora, pistolas, algemas, munições, correntes e até fardamento da polícia militar.

Nota do Blog – Os delegados Clayton Pinho e Odilon Teodósio também foram nomes de proa no trabalho policial.

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terça-feira - 24/07/2012 - 17:34h
Drama

Sequestradores ameaçavam matar “Popó” em cativeiro

Porcino Segundo, o “Popó”, 19, nos 37 dias em que ficou sequestrado, viveu momentos de enorme tortura psicológica. Não sofreu agressão física. Esteve acorrentado.

Os sequestradores, nesse tempo, chegaram a intimidá-lo com o aviso de que poderiam matá-lo se houvesse tentativa da polícia para libertá-lo.

Quem dá a dimensão do drama é a delegada Sheila Freita, que ficou à frente do trabalho de inteligência, concluído hoje com a libertação do jovem, filho de tradicional família empresarial de Mossoró. Em alguns momentos do seu depoimento, ela chega a embargar a voz, se emociona.

A delegada Sheila Freitas faz relato e participa de entrevista coletiva agora, em Natal, explicando alguns detalhes do trabalho da polícia.

Ela conta que não houve pagamento de resgate.

Popó era informado de eventuais notícias que saíam na imprensa sobre o próprio sequestro. Tudo era acompanhado pela quadrilha. O jovem esteve em dois locais de cativeiro, um em Parnamirim e outro em Extremoz, numa movimentada rua da praia de Pitangui, endereço simples, de cômodos modestos.

Foi nesse endereço em que a polícia fez abordagem pela manhã desta terça-feira (24), matando um sequestrador e ferindo outro.

Foram presos quatro sequestradores no cativeiro em Pitangui. Entre eles havia uma mulher. Ao todo, a princípio, a polícia contabiliza o envolvimento de cinco pessoas: um está morto, outro ferido e internado em hospital do Natal, além de três presos.

Aguarde mais notícias sobre esse caso.

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terça-feira - 24/07/2012 - 16:14h
Fim do drama

Família Porcino divulga fotos com retorno de “Popó”

Porcino, Popó, Monalisa e filhas: alívio

A família Porcino distribui por redes sociais na Internet, as primeiras fotos com o jovem Porcino Segundo, o “Popó”, 19. Ele foi libertado hoje  ao final da manhã do cativeiro em que estava há 37 dias.

Ação da polícia matou no local – uma casa na praia de Pitangui, Extremoz, na Grande Natal – um dos sequestradores. Outro teria sido ferido (sendo levado para o Hospital Santa Catarina em Natal), onde falecera também.

Mas existem também três prisões efetuadas no município de Parnamirim.

Popó foi resgatado sem qualquer ferimento físico. Recebido em Natal pelos pais Porcino Júnior e Monalisa Souza, além de suas três irmãs, posou para fotografias que se espalham pela Web.

Na aparência física de Popó, a grande mudança é o cabelo raspado, humilhação a mais que ganhou dos seus captores no período do sequestro.

Saiba mais informações por nosso endereço no Twitter AQUI.

Veja AQUI reportagem do portal G1 com mais detalhes sobre o caso.

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terça-feira - 24/07/2012 - 15:40h
Assis da Usibrás

Sequestro envolvendo um mossoroense não é novidade

O sequestro de Porcino Segundo, “Popó”, 19, filho do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa), ocorrido à madrugada de ontem (domingo, 17), num parque de vaquejadas em Ceará-Mirim, não é um caso isolado. Em se tratando de gente do universo mais abastado de Mossoró, é o segundo fato de tamanha dimensão.

Em 16 de dezembro de 2004, o empresário Francisco Assis Neto, então com 61 anos de idade, conhecido como “Assis da Usibrás”, foi sequestrado quando fazia cooper no bairro Aeroporto (Mossoró) – perto do Posto Brasil, Avenida do Contorno. Só foi libertado 36 dias depois, no dia 21 de janeiro de 2005.

Ele ficou acorrentado em precárias condições na comunidade rural de Sítio Ribeiro, imóvel comprado previamente pelo grupo de sequestradores, na cidade de Potiretama, proximidades de Fortaleza-CE).

Assis viveu um drama de 36 dias em cativeiro (Azougue.com)

Com o “estouro” do cativeiro – numa ação conjunta das polícias do RN e Ceará – foi preso o baiano César Almeida de Andrade, o “César Alemão”, 33, tido como líder do bando. Ele há vários anos locomovia-se em cadeira de rodas, pois ficara paraplégico. Mesmo assim, o seu conceito era de ser marginal de altíssima periculosidade.

Estavam com César Alemão o seu irmão Celso Almeida de Andrade, 29, e o cearense Alexssandro Fabrízio Braga Maia, 29. Já José Carlos de Lima, 29, natural de Pernambuco, e Silvânio Soares da Silva, 25, de Tocantins, foram agarrados antes, no Aeroporto Pinto Martins (Fortaleza), no mesmo dia.

Posteriormente, em março de 2005, a Justiça emitiu mandado de prisão em desfavor do policial civil cearense Jucier de Oliveira Soares, que agiria na parte de logística da quadrilha.

A família de Assis da Usibrás foi pressionada a pagar U$S 1,5 milhão de dólares, equivalente à época a algo superior a R$ 4 milhões de reais. A informação passada pela polícia é que o resgate não chegou a ser pago.

No cativeiro em que se encontrava Assis, distante cerca de 5 quilômetros da área urbana de Potiretama, a polícia encontrou coletes da Polícia Federal usados no dia da abordagem, muita munição para pistola e fuzis AR-15, CDs e uma filmadora. Também tinham em poder dos sequestradores um Santana branco com placas de Bragança Paulista-SP, usado para levar Assis, além de um Corolla preto com placas de Fortaleza.

Nos primeiros 15 dias de cativeiro a coação psíquica foi de deixar qualquer um louco e na verdade eu quis até morrer. Agressão física não houve. Agora, o tratamento verbal com cutucadas de fuzil AR-15 era constante. Me recordo, que numa das vezes mandei que eles atirassem – contou Assis ao site Azougue.com, acrescentando que passou os 36 dias acorrentado e encapuzado, ouvindo incontáveis vezes música sertaneja, especialmente do cantor Daniel.

Os marginais há anos praticavam essa modalidade de crime, com ações nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Acompanhe novidades sobre esse assunto e outros temas em nosso Twitter AQUI.

Nota do Blog – Meses antes de Assis da Usibrás ser sequestrado, situação similar ocorreu ao empresário Francisco Carlos Amorim, 77, no município de Caraúbas. Ficou cerca de cinco dias em poder dos sequestradores, mas saiu ileso e sem pagamento de qualquer resgate.

* Esta postagem foi originalmente publicada no dia 18 de junho, a 1h05, neste Blog, como matéria que ilustrativa e suplementar da cobertura do sequestro de Porcino Segundo, o Popó.

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terça-feira - 24/07/2012 - 14:36h
Drama

Polícia mata sequestrador para libertar Popó Porcino

Do Blog do BG

O jovem Porcino Segundo, de 19 anos, mais conhecido como Popó Porcino, foi libertado no final da manhã de hoje. Ele se encontra bem e já a caminho da família.

De acordo com informações exclusivas obtidas pelo BG, por volta das 11h40 a polícia chegou ao cativeiro na Praia de Pitangui. Apenas um sequestrador se encontrava com o jovem. Ele terminou reagindo à ação policial e foi morto. Os outros três sequestradores foram presos em Parnamirim, de onde era toda a quadrilha. Existe a informação de que o líder do bando é filho de um coronel da Polícia Militar do Ceará.

Desde ontem que as polícias Civil e Militar (PM) estavam prontas para agir. Inclusive, essas últimas 24 horas foram as mais tensas, porque as polícias estavam aguardando apenas o momento para deflagrar a ação conjunta.

Foram 20 dias de negociações e pedidos de resgaste com altos valores. Toda a operação vinha sendo coordenada pelo comando da Polícia Militar, através do Setor de Inteligência, e pela Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol), através da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor).

Os delegados Fábio Rogério e Sheila Freitas participaram diretamente de todas as investigações do caso Popó Porcino. Desde o segundo dia de investigações que a polícia já tinha conseguido junto ao Judiciário a autorização para fazer interceptações telefônicas e quebra de sigilos. Nesses últimos dias, a polícia já vinha monitorando os criminosos.

Foram 37 dias de angústia, dor, tristeza e agonia para a família que terminaram bem. Os primeiro 14 dias foram os piores porque nesse período os bandidos não fizeram qualquer tipo de contato.

Na madrugada de 17 de junho, Porcino Segundo foi levado por três homens armados, enquanto descansava num caminhão no estacionamento do Parque de Vaquejada de Ceará Mirim. Junto com o jovem estava um tratador de cavalos.O funcionário foi solto no município de Santa Maria.

* Acompanhe o caso com notas mais ágeis por nosso Twitter AQUI.

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terça-feira - 24/07/2012 - 13:39h
Fim do drama

Filho do empresário Porcino Júnior é libertado

Fim de um drama. Porcino Segundo, 19, o “Popó”, filho do empresário Porcino Júnior e de Monalisa Souza, foi localizado agora ao final da manhã, no município de Extremoz (Praia de Pitangui).

"Popó" tem 19 anos; sequestro foi dia 17 de junho

Após longo cativeiro iniciado com sequestro no dia 17 de junho, de madrugada, em Ceará-mirim (veja detalhes AQUI), ele foi libertado.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado centralizou toda a operação.

Há vários dias que sequestradores vinham fazendo contato e pedindo resgaste para liberação de Popó. Mas polícia usou elemento surpresa e estourou cativeiro.

As informações ainda são desencontradas. Entretanto é seguro se adiantar que o sequestrado está bem e é encaminhado a familiares que se encontram desde o início do caso em Natal.

Depois o Blog trará mais detalhes.

Nota do Blog – Ao final da tarde de hoje uma entrevista coletiva detalhará todo esse drama, com o trabalho realizado pela Polícia do Rio Grande do Norte.

Veja AQUI a primeira matéria sobre este caso, que o Blog publicou no dia  17 de junho deste ano, um domingo, data em que esse jovem  foi sequestrado.  São exatamente 37 dias de cativeiro.

* Acompanhe cobertura também por nosso Twitter em notas mais ágeis AQUI.

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segunda-feira - 18/06/2012 - 01:03h
Assis da Usibrás

Sequestro envolvendo um mossoroense não é novidade

O sequestro de Porcino Segundo, “Popó”, 19, filho do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa), ocorrido à madrugada de ontem (domingo, 17), num parque de vaquejadas em Ceará-Mirim, não é um caso isolado. Em se tratando de gente do universo mais abastado de Mossoró, é o segundo fato de tamanha dimensão.

Em 16 de dezembro de 2004, o empresário Francisco Assis Neto, então com 61 anos de idade, conhecido como “Assis da Usibrás”, foi sequestrado quando fazia cooper no bairro Aeroporto (Mossoró) – perto do Posto Brasil, Avenida do Contorno. Só foi libertado 36 dias depois, no dia 21 de janeiro de 2005.

Ele ficou acorrentado em precárias condições na comunidade rural de Sítio Ribeiro, imóvel comprado previamente pelo grupo de sequestradores, na cidade de Potiretama, proximidades de Fortaleza-CE).

Assis viveu um drama de 36 dias em cativeiro (Azougue.com)

Com o “estouro” do cativeiro – numa ação conjunta das polícias do RN e Ceará – foi preso o baiano César Almeida de Andrade, o “César Alemão”, 33, tido como líder do bando. Ele há vários anos locomovia-se em cadeira de rodas, pois ficara paraplégico. Mesmo assim, o seu conceito era de ser marginal de altíssima periculosidade.

Estavam com César Alemão o seu irmão Celso Almeida de Andrade, 29, e o cearense Alexssandro Fabrízio Braga Maia, 29. Já José Carlos de Lima, 29, natural de Pernambuco, e Silvânio Soares da Silva, 25, de Tocantins, foram agarrados antes, no Aeroporto Pinto Martins (Fortaleza), no mesmo dia.

Posteriormente, em março de 2005, a Justiça emitiu mandado de prisão em desfavor do policial civil cearense Jucier de Oliveira Soares, que agiria na parte de logística da quadrilha.

A família de Assis da Usibrás foi pressionada a pagar U$S 1,5 milhão de dólares, equivalente à época a algo superior a R$ 4 milhões de reais. A informação passada pela polícia é que o resgate não chegou a ser pago.

No cativeiro em que se encontrava Assis, distante cerca de 5 quilômetros da área urbana de Potiretama, a polícia encontrou coletes da Polícia Federal usados no dia da abordagem, muita munição para pistola e fuzis AR-15, CDs e uma filmadora. Também tinham em poder dos sequestradores um Santana branco com placas de Bragança Paulista-SP, usado para levar Assis, além de um Corolla preto com placas de Fortaleza.

Nos primeiros 15 dias de cativeiro a coação psíquica foi de deixar qualquer um louco e na verdade eu quis até morrer. Agressão física não houve. Agora, o tratamento verbal com cutucadas de fuzil AR-15 era constante. Me recordo, que numa das vezes mandei que eles atirassem – contou Assis ao site Azougue.com, acrescentando que passou os 36 dias acorrentado e encapuzado, ouvindo incontáveis vezes música sertaneja, especialmente do cantor Daniel.

Os marginais há anos praticavam essa modalidade de crime, com ações nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

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domingo - 17/06/2012 - 14:08h
Porcino Segundo, "Popó"

Filho de empresário foi sequestrado por 3 homens

Segundo versão divulgada agora há pouco por um site de Natal, a partir de relato de um amigo do jovem Porcino Segundo, “Popó”, sequestrado à madrugada de hoje em Ceará-mirim, três homens teriam participado diretamente do crime.

“Até que enfim a gente pegou. Ô coisa difícil!” teria exclamado um dos bandidos logo que imobilizou Popó, filho do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa, de Mossoró).

O detalhe foi narrado por um funcionário do Grupo Porcino Costa, tratador de cavalos, que estava com Popó e foi sequestrado também, mas largado nas proximidades da cidade de Santa Maria.

Aílson Júnior, amigo do sequestrado, passou algumas informações até então desconhecidas, sobre o sequestro.

Os fatos

Segundo Aílson Júnior, ele tinha acabado de correr na Vaquejada de Ceará Mirim, onde Porcino Segundo também atuara. Aílson Júnior decidiu dormir em Natal; o rapaz que está desaparecido optou por continuar no próprio parque de vaquejadas, em caminhão de apoio, pois logo cedo – às 8h – queria acompanhar o restante da disputa.

Às 7h, Aílson Júnior recebe o telefonema de um tratador vizinho – dizendo que os cavalos, seu e do jovem que foi sequestrado, estavam soltos. Popó e o tratador teriam sumido. Pouco tempo depois, um dos sequestrados apareceu. Era o tratador de cavalos que estava com Popó.

Ele narrou que três homens, armados, num carro preto, tinham abordado eles no caminhão de apoio. Algemaram o rapaz e um deles teria chegado a ponto de manifestar que o crime vinha sendo premeditado há tempos: “Até que enfim a gente pegou. Ô coisa difícil!”

O mesmo tratador disse, ainda, que um dos marginais perguntou de quem era o carro branco (que pertence a Aílson Júnior).

– É de amigos de Mossoró – teria respondido Popó.

O tratador levado com Popó foi solto num matagal próximo à cidade de Santa Maria (localizada às margens da BR-304) e por três horas andou até chegar à estrada, de onde partiu para o parque de vaquejadas.

Acompanhe esse caso também por nosso Twitter com notas e comentários exclusivos AQUI.

Leia também postagem mais abaixo, que abre essa cobertura jornalística.

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domingo - 17/06/2012 - 12:59h
Drama

Filho do empresário Porcino Júnior é sequestrado

Porcino Segundo, o “Popó”, 19, um dos quatro filhos do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa), foi sequestrado por volta de 2h30 de hoje. Há duas versões para o caso.

"Popó" estava em vaquejada na madrugada de hoje

A versão preliminar que surgiu aponta para sequestro em Ceará-Mirim, onde Popó tinha participado de vaquejada e estava na companhia de um funcionário – tratador de animais – em caminhão de apoio. Ele foi levado por alguns homens e o tratador deixado a esmo pouco depois.

A outra versão aponta que a abordagem do bando que o sequestrou teria acontecido já em Mossoró, próximo à sua mansão no bairro Nova Betânia. Esse enredo é menos provável.

Amante da vaquejada e muito bem relacionado no meio, Popó é filho de Júnior e de Monalisa Souza (filha do ex-deputado estadual Demócrito de Souza).

O jovem Porcino Segundo não costumava andar sob proteção de seguranças.

Durante um certo período, essa precaução até fora tomada por seu pai, mas depois ele mesmo foi se desvencilhando da medida. Convenceu a família de que não era necessária a proteção de guarda-costas.

Um familiar do sequestrado declarou ao Blog – em off – que o pai, em viagem, teria recomendado que ele não fosse para a vaquejada de Ceará-Mirim.

Informações

O empresário Porcino Júnior está em viagem à Europa. O Blog apurou que provavelmente ele esteja em Veneza (Itália). Seu irmão e segundo nome na hierarquia da Holding Porcino Costa, Fábio Porcino, está em São Paulo-SP. Suas irmãs Jussara e Lúcia encontram-se em Fortaleza-CE, acompanhando a mãe Noílde Chaves em tratamento de saúde. A mãe, Monalisa, em Natal.

Até bem poucos minutos, a família não tinha conseguido fazer contato com Júnior. Também não tinha sido abordada por qualquer pessoa supostamente envolvida no crime.

Existem algumas informações mais delicadas sobre esse caso, mas o Blog evita divulgação para não causar qualquer prejuízo à apuração já desencadeada pelo serviço de inteligência da Segurança Pública do Estado.

Acompanhe mais detalhes sobre esse assunto através do nosso Twitter AQUI.

Nota do Blog – Torçamos para que essa situação extremada do sequestro desse rapaz possa ser superada sem maiores traumas. Não há bem maior do que um filho, mesmo onde tantos bens possam reluzir muito.

O sequestro é sempre, por sua natureza, hediondo. Asfixiante. Maltrata o sequestrado e todo seu entorno afetivo – amigos, familiares etc.

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