quarta-feira - 19/03/2025 - 08:38h
Imposto de Renda

Projeto alivia faixa que ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil

Arte ilustrativa

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Do Canal Meio e outras fontes

Isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil era, de fato, uma promessa de campanha do presidente Lula, mas o projeto apresentado oficialmente nesta terça-feira (18) foi além para abarcar faixas da população nas quais a popularidade do governo vem caindo a cada pesquisa. Contribuintes que ganham entre R$ 5.001 e R$ 7 mil manterão as atuais faixas de tributação até R$ 5 mil, mas ganharão um crédito sobre o que exceder esse valor, o que, na prática, reduz o imposto pago.

O governo pretende correr para aprovar a mudança no Congresso até dezembro, a fim de que entre em vigor em 2026, ano eleitoral. Para compensar uma renúncia de R$ 25,85 bilhões, a proposta prevê que quem ganha mais de R$ 50 mil pague uma alíquota efetiva mínima de IR, que começará em zero e chegará a 10% para renda mensal a partir de R$ 100 mil.

A compensação fará com que o governo arrecade, segundo a Receita, R$ 34,12 bilhões no próximo ano. A equipe econômica estima que 141 mil contribuintes “super-ricos” pagam menos IR do que deveriam. Para verificar a tributação desse grupo, toda a renda da pessoa física será computada, como salários, aluguéis, pensões, lucros e dividendos. (Estadão)

As declarações de Lula e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na cerimônia de entrega do projeto sinalizaram uma queda de braço sobre os ajustes para compensar a isenção, embora a tendência seja de aprovação devido ao caráter popular da medida. O Congresso resiste a uma fonte de compensação inteiramente voltada à taxação dos mais ricos, e Motta deixou claro que haverá modificação. Já Lula usou a cerimônia para reforçar a ideia de que a medida é uma aposta para que “a sociedade volte a acreditar nas pessoas que elegeram”. (Jota)

Sergio Vale: “Ao aplicar a isenção dessa forma, o governo perde a oportunidade de fazer uma taxação realmente mais progressiva da renda. Seria o caso do próprio ajuste das alíquotas tradicionais que vão de 7,5% a 27,5%. Obviamente, a viabilidade política de medidas mais progressivas diminui com alíquotas muito mais elevadas nas classes mais altas de renda. Mas o apelo claramente eleitoral da medida está posto. Não melhora adequadamente a progressividade tributária e ainda coloca em risco os valores arrecadados em um momento de stress fiscal”. (Estadão)

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Categoria(s): Política
sábado - 13/07/2019 - 18:00h
Previdência

Reforma só terá segundo turno com emendas liberadas

Do Congresso em Foco

Mesmo com a expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em concluir a Reforma da Previdência na próxima terça-feira (16), o governo federal jogou a toalha. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já admite que a votação do segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) ficará para agosto, tempo para o Palácio do Planalto reagrupar o quórum para finalizar o debate na Câmara.

Onyx Lorenzoni discute votação da reforma da previdência vendo maiores dificuldades se recursos não saírem (Foto: Agência Brasil)

A informação foi confirmada pelo Congresso em Foco com lideranças partidárias e da comissão especial da reforma da Previdência. O texto deve retornar ainda esta noite ao colegiado para aprovação da redação final.

Os aliados pediram para o segundo turno ser votado apenas em agosto, enquanto o governo acelera a liberação de emendas parlamentares. O Palácio do Planalto tem soltado as verbas para os municípios a conta gotas, o que aumenta a desconfiança entre os aliados.

Por ora, o governo liberou três lotes de emendas: R$ 439,6 milhões, na quarta-feira (10), R$ 1,135 bilhão, na terça-feira (9), e R$ 176 milhões quinta-feira (11) à noite, em meio à votação da reforma no plenário na Câmara.

Dono de uma bancada com 39 deputados, o PP considera essas liberações insuficientes.

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