terça-feira - 04/07/2017 - 13:56h
Vapt-vupt

Câmara aprova duas contas de Fafá Rosado em uma sessão

Tudo resolvido. Numa sessão com algumas escaramuças, certas resistências, a Câmara Municipal de Mossoró aprovou hoje com votação expressiva, as prestações de contas dos anos 2011 e 2012 da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Fafá: alívio com união de bancadas (Foto: arquivo)

O placar foi de 14 votos favoráveis, um contra (vereadora governista Sandra Rosado-PSB) e quatro abstenções.

Na última quinta-feira (29), na sala da presidência da Casa, foi fechado acordo para que as prestações de contas fossem aprovadas consensualmente (veja AQUI). Uma reprovação teria sérias consequências para a ex-prefeita e outros personagens, como inelegibilidade e hipotéticas sanções cíveis e até criminais.

Bancadas de governo e parte da oposição endossaram o entendimento em plenário, mesmo sem conhecerem o conteúdo de nenhuma.

O assunto tem um enredo nebuloso e não começa e termina hoje. Por algum tempo, a prestação de contas de 2012 simplesmente sumiu da Câmara Municipal. Reapareceu como num passe de mágica.

Projetos de resolução

A sessão chegou a ser suspensa, para que fossem feitos às pressas projetos de resolução tratando das respectivas matérias, de modo a que fossem votadas e aprovadas em plenário. Sem esse instrumento jurídico, como recomenda o Tribunal de Contas do Estado (TCE), as votações poderiam ser nulas.

Apenas duas vozes foram ostensivamente contra o vapt-vupt nas votações: Sandra Rosado e a líder oposicionista Isolda Dantas (PT) – veja AQUI.

A decisão do legislativo foi comemorada também no Palácio da Resistência, sede da prefeitura, apesar de Fafá Rosado ser “adversária” da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Leia também: Mobilização política faz blitz para aprovação de contas de Fafá AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sábado - 01/07/2017 - 10:56h
Mossoró

Mobilização política faz blitz para aprovação de contas de Fafá

Do Blog Carol Ribeiro, TV Cabo Mossoró (TCM) e Blog Carlos Santos

Na próxima terça-feira (03) os vereadores de Mossoró, mesmo em recesso, devem realizar sessão extraordinária para avaliar as contas municipais referentes a 2011, da gestão Fafá Rosado (PMDB).

A sessão foi convocada na última terça (27) e gerou discussão entre os parlamentares. O plenário questionou o porquê da matéria ter sido colocado neste momento final do semestre.

De acordo com os vereadores, se soma a isso o desconhecimento sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a respeito dos números, que foram “aprovados com ressalvas”.

Fiscalização

O Blog Carlos Santos mergulhou nos bastidores desse intrincado caso (veja AQUI). Há pressa na aprovação das contas, até mesmo de “adversários” da ex-prefeita Fafá Rosado, incrustados no Palácio da Resistência (sede da municipalidade).

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o seu marido e líder político, Carlos Augusto Rosado – primo de Fafá -, não aparecem diretamente no enredo. Porém não estão alheios a ele. A bancada governista tem “independência” para aprovar sem questionamento as contas da adversária e ex-aliada do rosalbismo.

Rosalba e Fafá: passado, presente (Foto: Jornal de Fato)

Outra vez, a Câmara Municipal de Mossoró está no epicentro de discussões, longe do conteúdo técnico e avessa ao seu papel fiscalizador. Assume uma tarefa política de anteparo da ex-prefeita e de outras pessoas importantes ao seu governo.

A Casa pode mais uma vez abdicar de sua prerrogativa de defender o interesse público. Já ostenta o recorde de nunca, absolutamente nunca em toda sua história, ter instalado uma Comissão Especial de Investigação (CEI).

“Presunção de inocência”

O legislativo mossoroense adotou historicamente o princípio da “presunção de inocência” do executivo, como regra do seu trabalho, em vez do primado da desconfiança.

Por que a pressa? A quem interessa a aprovação em estilo vapt-vutp? Por que até adversários políticos estão empenhados nessa jornada?

Contudo mesmo no governismo, há vozes contrárias a essa urgência. A vereadora Sandra Rosado (PSB) recorre ao Regimento Interno da Casa para questionar esse imediatismo.

Já a presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro (PMDB), não vê nada como “extemporâneo”. Isolda Dantas (PT), líder oposicionista, cobra zelo ao próprio mandato e obrigações do vereador.

Entre os vereadores, quase  ninguém ou ninguém conhece o conteúdo do calhamaço. Nem deverá conhecer melhor. Até aqui não houve tempo hábil para isso.

A costura política que foi desencadeada nesta semana – inclusive com reunião a portas fechadas na Câmara Municipal – visou sua aprovação. E ponto final. Terça-feira, 3, sairá o resultado prático dessa blitz.

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Categoria(s): Política
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