segunda-feira - 14/11/2022 - 09:30h
RN

Serviços do Estado são alterados em feriado do início de semana

Fechado, feriado, comércio porta fechada,Os órgãos do governo, com exceção dos serviços essenciais, estarão com seus serviços alterados nesta segunda-feira e terça-feira, dias 14 e 15, respectivamente. Na segunda (14), é ponto facultativo em alusão ao dia do servidor, que foi transferido do dia 28 para esta data, de acordo com Decreto Estadual nº 32.056, publicado em 07 de outubro de 2022. Na terça (15), é feriado nacional da Proclamação da República.

Centrais do Cidadão, assim como as unidades do Detran, não terão expediente em todo o estado. Serviços essenciais, como hospitais e delegacias de plantão estarão funcionando normalmente.

Durante a segunda e terça-feira, a Ceasa/RN terá o acesso dos caminhões das 0h às 3h, e acesso do público às lojas das 3h às 13h. O expediente interno será das 13h às 18h e o setor comercial, das 7h às 13h. Os demais setores administrativos da Ceasa não terão expediente.

Os restaurantes populares funcionam normalmente na segunda-feira (14), mas fecham na terça-feira (15), com exceção dos restaurantes populares da UERN de Patu, Mossoró e do Centro Administrativo, que fecharão nos dois dias, pois funcionam dentro das áreas administrativas públicas.

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 14/11/2021 - 09:32h

15 novembro – monarquista derrubou um republicano

Por Ney Lopes

Amanhã, comemora-se a proclamação da República no Brasil. Acontecimento que se assemelha a uma ficção histórica. Isto porque, o proclamador Deodoro da Fonseca era monarquista ferrenho e D. Pedro II republicano.

Embora tenha ocupado o trono brasileiro por 49 anos, o imperador Pedro II tinha uma alma republicana. Enquanto isto, o marechal alagoano Deodoro da Fonseca, ao contrário, tinha fortes convicções monarquistas, embora passasse para a história como o fundador oficial da república brasileira.Brasil sem esperança, bandeira do Brasil,

Meses antes da proclamação, Deodoro trocou correspondência com o sobrinho Clodoaldo Fonseca, aluno da Escola Militar de Porto Alegre, integrante da chamada “mocidade militar” liderada por Benjamin Constant e ardoroso defensor da república. O Marechal refutou as ideias republicanas do familiar escrevendo: “República no Brasil é coisa impossível porque será uma verdadeira desgraça. Os brasileiros estão e estarão muito mal-educados para republicanos. O único sustentáculo do nosso Brasil é a monarquia. Se mal com ela, pior sem ela”.

O Marechal Deodoro da Fonseca era amigo pessoal de D. Pedro II. A sua participação na conspiração foi estratégia dos republicamos que usaram a sua fama de herói da Guerra do Paraguai, como uma liderança carismática.  Ele acabou atraído pelos republicanos, no dia 14 de novembro de 1889, quando se propagou rumor falso a respeito da sua prisão e do desmanche do Exército, por ordem do Visconde de Ouro Preto.

No dia seguinte, Deodoro soube da nomeação pelo Imperador do seu inimigo Gaspar Silveira Martins, como o novo Primeiro-Ministro do Império. Essa foi a gota d’água para prosseguisse no golpe, que derrubou a monarquia.

No dia fatal, 15 novembro de 1889, o Marechal doente com problemas respiratórios saiu de casa praticamente carregado por seus companheiros. Foi o republicano José do Patrocínio que se dirigiu à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, presidindo o ato solene de proclamação da República.

Deodoro, a essa altura, estaria em casa, possivelmente assinando a carta que chegaria a seu amigo pessoal, o imperador Pedro II, informando, com grande pesar, o banimento da família real.

O fato político e econômico que influiu na proclamação foi a abolição da escravatura, ocorrida em 1888. O fim da escravidão desestabilizou a agricultura de exportação, baseada no trabalho compulsório. O Império mostrou-se incapaz de responder com a agilidade necessária às novas demandas dos fazendeiros e não conseguiu garantir a estabilidade econômica.

Na verdade, no primeiro momento a proclamação da república abriu caminho para uma política que privilegiaria oligarquias, principalmente os agricultores, representantes de cafeicultores.

Posteriormente, os fatos políticos se sucederam e ficou provado que a proclamação foi acontecimento necessário para a caracterização do Brasil como Nação soberana.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

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Categoria(s): Artigo
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