quinta-feira - 08/12/2016 - 11:26h
Mossoró

OAB quer gravação de sessão polêmica de Câmara Municipal

Gameleira: em nome da OAB (Foto: redes sociais)

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, encaminhou hoje (8) um ofício à Câmara Municipal de Mossoró (CMM), solicitando as imagens do sistema interno de câmeras para verificar citações feitas por vereadores sobre supostas irregularidades cometidas por advogados.

“A OAB aguarda o deferimento do pedido para poder analisar as gravações e adotar as providências que forem cabíveis. A Ordem dos Advogados reafirma o seu compromisso com a defesa da advocacia e da sociedade, atuando sempre com respeito à Constituição Federal e à ordem jurídica vigente no país”, justifica a instituição em comunicado à imprensa.

Ofício

O ofício encaminhado ao diretor da TV Câmara, o jornalista Regy Carte, é assinado pelo vice-presidente da OAB/Mossoró, Kallio Gameleira.

A sessão de terça-feira (6) foi incomum em termos de improdutividade, mas rica em ameaças, insinuações, bate-boca e agressões (veja AQUI).

O nome do então procurador da Casa, Kennedy Salvador, foi o que causou maior controvérsia na conturbada sessão, inclusive com promessa de de ser acionado judicialmente por servidores exonerados e vereadores a quem ele tratou por “corja” e outros termos depreciativos (veja AQUI).

Ele teve exoneração ontem do cargo (veja AQUI).

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quarta-feira - 07/12/2016 - 18:30h
Câmara Municipal de Mossoró

Procurador tem saída anunciada mas deixa rastro de problemas

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), emitiu no final da tarde de hoje mais uma “Nota Oficial” em nome da Presidência da Casa. Foi para informar e justificar saída do procurador desse poder, advogado Kennedy Salvador.

O Blog já tinha antecipado ontem, que a situação de Salvador era “insustentável” (veja AQUI). Cairia fatalmente.

Jório: problemas adiante (Foto: arquivo)

Hoje (veja AQUI), reiteramos a postagem. Atestamos que Jório tinha capitulado à pressão da maioria dos vereadores, que cobrou o afastamento do procurador, travando votação na Câmara desde a sessão do dia passado (terça-feira, 6) e hoje (veja AQUI).

Kennedy Salvador reagiu tresloucadamente a uma nota (veja AQUI) assinada por 17 vereadores, que questionavam a exoneração de 143 assessores da Câmara Municipal. Quando o debate parecia relativamente moderado, Kennedy Salvador vomitou agressões e denúncias contra vereadores e assessores exonerados (veja AQUI), tratando os parlamentares por “corja” e outros adjetivos.

Caso explosivo

Na Nota Oficial, Jório Nogueira divulga que Kennedy Alencar “pediu” para sair. Se pediu ou foi exonerado, é o que menos interessa em face do rastro de problemas que ele produziu para a Câmara, o próprio Jório e diversos vereadores.

Kennedy Salvador entrou também num redemoinho. Pode virar tsunami. Em suas acusações admitiu implicitamente que foi conivente com o que denunciava. Teria prevaricado (faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé) no cargo, por saber de incontáveis irregularidades e não ter agido.

Esse enredo está apenas começando, a menos que o Ministério Público queira fazer vista grossa. Mas não faltam elementos para explosivo e novo procedimento investigativo-judicial.

Veja abaixo a Nota Oficial do presidente Jório:

Kennedy: prevaricação? (Foto: reprodução)

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Regis Nogueira, comunica que o advogado Kennedy Salvador de Oliveira pediu exoneração do cargo de procurador-geral do Legislativo, segunda-feira (5), diante dos últimos acontecimentos administrativos e políticos na Casa.

Informa que o pedido só foi acatado nesta terça-feira (6), depois de chegar-se à conclusão de que a saída do servidor, apesar de desfalcar o quadro técnico da Casa, não compromete a meta da atual gestão de conseguir o equilíbrio orçamentário na Câmara Municipal.

Jório Nogueira enaltece o excelente trabalho realizado por Kennedy Salvador de Oliveira enquanto procurador-geral da Casa, e agradece a contribuição dada pelo advogado à Câmara Municipal de Mossoró, onde reafirmou sua postura de coragem, fidelidade e zelo com o Erário.

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terça-feira - 06/12/2016 - 17:08h
Câmara Municipal de Mossoró

Procurador tem situação insustentável diante de ‘superiores’

Ficou insustentável a permanência do procurador da Câmara Municipal de Mossoró, advogado Kennedy Salvador.

Informação – não confirmada – diz que ele pediu verbalmente exoneração do cargo e o presidente Jório Nogueira (PSD) não aceitou. Segura-o.

Como Salvador vai continuar num cargo onde seus “superiores” são, como ele definiu, “corruptos, urubus do dinheiro público, corja, gentalha sem moral” etc.?

Hoje, ele não apareceu na Câmara Municipal, após ter disparado uma catilinária contra vereadores e assessores exonerados, sem poupar ninguém (veja AQUI).

Nota do Blog – Vereadores cobram sua exoneração ao presidente Jório Nogueira. É questão de honra para eles.

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terça-feira - 06/12/2016 - 14:28h
Mossoró

Câmara vive longa sessão de ameaças, bate-boca e quase nada

Por mais de três horas e meia a Câmara Municipal de Mossoró viveu hoje em sessão ordinária (que ainda está em andamento) um dos seus momentos mais delicados na atual legislatura. Com a presença maciça de assessores exonerados à semana passada pelo presidente Jório Nogueira (PSD), vereadores se engalfinharam num bate-boca que misturou troca de ofensas, ironias, ameaças e provocações pessoais.

O Blog – através do seu Twitter (AQUI) fez cobertura em tempo real dessa sessão bizarra, que marca negativamente um período legislativo bastante negativo para esse poder. Ao final, quase nada de produtivo.

Exonerados, de preto, em vários momentos levantaram a voz em protesto na Câmara (Foto: Blog)

Veja resumo abaixo:

CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ – Sessão começa com bate-boca cerrado entre Jório Nogueira e Ricardo de Dodoca (PROS). Comissionados exonerados nas galerias protestam e irritam presidente.

CÂMARA DE MOSSORÓ 2 – Agência de Regulação e permuta de terreno para faculdade estão em pauta. Exoneração de servidores causa estresse.

CÂMARA 3 – Jório Nogueira bate-boca com exonerado que coloca faixa nas galerias, dizendo que “trouxe” seu uísque do Carnatal, evento que Jório esteve no final de semana. Presidente exige respeito e explica que esteve a trabalho na capital, aproveitando para ver festa popular. “Tenho direito”, justificou. “Não sei nem o que você pode fazer com isso”, comentou.

Segurança pede uísque de Jório a manifestante que faz protesto nas galerias (Foto: Redes sociais)

CÂMARA 4 – Servidora exonerada, Raissa Gabrielly Leal Freire, Chefe de Gabinete do vereador Tassyo Mardonny (PSDB), ocupa Tribuna Popular e protesta contra decisão, dizendo que má gestão de Jório e privilégios marcam episódio. Ela também avisa que exonerados acusados de corrupção vão levar o procurador do Legislativo, Kennedy Salvador, à Justiça.

CÂMARA 5 – Jório discute com vereadores e diz que está apenas se defendendo. Afirma que movimento de exonerados é “orquestrado” por vereadores.

CÂMARA 6 – Raissa Gabrielly, representante dos exonerados da Casa, avisou que o procurador Kennedy Salvador irá responder a acusações feitas. “Não bastasse o desrespeito por parte do presidente Jório Nogueira, ainda somos agredidos pelo procurador da Casa, Kennedy Alencar, que faz acusações sérias de forma generalizada (veja AQUI), que afeta individualmente cada assessor parlamentar”, afirma Raissa. “O que o senhor presidente está fazendo com os trabalhadores desta Casa é mais que desrespeitoso, é desumano”, assinalou.

Raissa falou em nome dos servidores e resumiu decepção com presidente e procurador (Foto: Blog)

CÂMARA 7 – Para Izabel Montenegro (PMDB), é preciso ‘mea culpa’, pois Câmara criou Fundação Vereador Aldenor Nogueira (nome do pai do p residente da Casa) e fez projeto Câmara Cultural, sem ter como prioridade o pagamento de salários aos servidores e melhor funcionamento desse poder.

CÂMARA 8 – “Nunca pensei que uma final de gestão fosse tão desastrosa”, diz Flávio Tácito (PPL). Alex Moacir (PMDB) também se solidariza com servidores, advoga diálogo mais tolerante e questiona tamanha agressividade e leviandades contra servidores comissionados e vereadores.

CÂMARA 9 – Tassyo Mardony critica gestão Jório. Diz que pediu seu afastamento. Jório ameaça-o e conta ter recebido propostas indecentes dele.

CÂMARA 10 – Servidores exonerados protestam nas galerias, de preto. Mostram indignação com as 143 exonerações sumárias da semana passada. Em vários momentos se confrontam com Jório, que na cadeira de presidente garante estar calmo e que tomara essa decisão atendendo a critérios legais e técnicos e não por vontade própria.

CÂMARA 11 – Genivan Vale (PDT) pede que Jório tenha paciência; “aceite derrota” das urnas que como ele não permitiu sua reeleição. Também se solidariza com vereadores e exonerados, vítimas de agressão e acusações do procurador Kennedy Salvador.

CÂMARA 12 – Jório reage e trata Genivan Vale por “rapaz”, dizendo que o conhece e o ameaçando de denúncias quanto à vida pessoal e política do parlamentar. Esse o desafia a apresentar em plenário ou em juízo o que tiver contra sua honra.

CÂMARA 13 – Nacízio Silva (PR) lamenta agressões do procurador Kennedy a vereadores. Diz que vários exonerados vão trabalhar, mesmo sem salário. Atesta que há esse compromisso de assessores seus e de outros vereadores, mostrando espírito público, respeito ao próprio trabalho e compromissos com a população.

CÂMARA 14 – Tirem as crianças da sala. Sessão de hoje da Câmara local não é recomendável para elas. Lavagem de roupa suja, troca de acusações.

CÂMARA 15 – “Tenha cuidado”, ameaça Jório se dirigindo a Lahyrinho Rosado. Bate-boca entre os dois leva Lahyrinho a tratá-lo por “mentiroso”.

CÂMARA 16 – Lahyrinho critica Jório por não exonerar procurador Kennedy, que agrediu vereadores e exonerados. Afirma que ele apoia agressor, mantendo-o no cargo e desfiando uma série de mentiras que estão sendo confrontadas com a verdade pelo plenário e por Raissa Gabrielly. Jório não se cala e provoca-o, numa troca de ironias e ofensas que parece sem fim.

CÂMARA 17 – Quase 3 horas de sessão e vereadores não tiveram sequer a abertura do Pequeno Expediente. Bate-boca, troca de agressões, ameaças.

CÂMARA 18 – Um fato à parte: manifestante fez protesto agarrado a um enorme vasilhame de uísque, atestando que se trata de bebida que o presidente deixara no Carnatal (micareta ocorrida no final de semana em Natal, onde Jório esteve), mas presidente pediu segurança para recolher o legítimo ‘paraguaio’. My God!

CÂMARA 19 – Ricardo de Dodoca garante que Jório “não sabe o que é ser pai”, por isso não sabe sofrimento dos exonerados, que não têm como sequer presentear filhos no final de ano. O presidente fica irado e afirma que não aceita falar sobre sua “vida pessoal”. Em seu entendimento, assinalar que ele não tem filhos, é ofensivo, provocativo. Ricardo contraria-o, dizendo que não trata do pessoa e, sim, de questão política.

CÂMARA 20 – Lahyrinho ocupa tribuna e disseca números da Câmara. Resume o que nota que 17 vereadores já tinham postado nas redes sociais contra o presidente (veja AQUI). O presidente intervém e esgrima verbalmente com o parlamentar. Os dois trocam ofensas, ironias e críticas mútuas.

Sessão depois ganhou maior celeridade com pauta de matérias. Entretanto terminou suspensa. Na tentativa de retomada dos trabalhos, o presidente Jório Nogueira encerrou as atividades por falta de quorum, às 14h13.

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segunda-feira - 05/12/2016 - 16:20h
Amanhã

Assessores exonerados farão protesto em Câmara Municipal

Os assessores parlamentares exonerados à semana passada numa “canetada” pelo presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), vão fazer movimento às 9h dessa terça-feira (6) na sede desse poder.

Devem desembarcar na Casa vestidos de preto, em protesto à atitude do presidente, que justificou a exoneração em massa  (veja AQUI) como necessária para o equilíbrio financeiro do Legislativo.

O presidente exonerou seis assessores comissionados de cada vereador (são 21 parlamentares), deixando apenas o chefe de Gabinete, totalizando 126 pessoas, além de 17 assessores diretos da Presidência, o que perfaz o número cumulativo de 143 cargos.

Nota do Blog – Também há mobilização entre os exonerados para desencadear ações judiciais em massa por danos morais e materiais contra a Câmara e contra o procurador desse poder, advogado Kennedy Salvador que disse que os assessores não trabalhavam e rateavam salários com seus respectivos vereadores (veja AQUI).

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segunda-feira - 05/12/2016 - 10:14h
Estranho, muito estranho

Procurador cala vereadores após tratá-los por “corja”

Até agora, 10h14 de segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016, ninguém deu um “piu” sobre declarações do procurador da Câmara Municipal de Mossoró, Kennedy Salvador, sobre os próprios componentes da Casa. Traçou um perfil dilacerante de todos e cada um, sem exceção.

Segundo ele postou em sua página no Facebook, sábado (3), os vereadores mossoroenses formam uma verdadeira “corja” (veja AQUI).

Para clarear o conhecimento do nosso Português, vamos consultar o Dicionário Houaiss sobre o que é uma corja:

Grupo de indivíduos grosseiros, vis, de má índole; canalha, súcia, malta.

Ainda não satisfeito, Salvador reforçou com tintas mais fortes o retrato dos parlamentares mossoroenses que assinaram uma Nota de Esclarecimento (veja AQUI) em relação à gestão do presidente da Câmara Municipal, Jório Nogueira (PSD):

São uns incompetentes; corruptos; urubus do dinheiro público; mal acostumados com o ciclo de sacanagem que sempre vigeu na Câmara Municipal de Mossoró, e por revolta porque tal ciclo nojento e vicioso foi quebrado; sem argumentos e usando de artifícios próprios de “gentalhas” sem formação profissional ou moral, atingir a vida individual das pessoas.

Quem cala, consente?

Aguardemos, pois.

O que desencadeou esse nível de virulência foi decisão de Jório de exonerar 126 assessores de gabinetes de vereadores e mais 17 do seu próprio gabinete presidencial, totalizando 143 comissionados, para tentar equilibrar contas (veja AQUI).

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