domingo - 19/03/2017 - 03:32h
Henrique Constantino

Dono da Gol cita propina a Cunha e envolve Henrique Alves

Do Estado de São Paulo

O empresário Henrique Constantino, acionista da Gol Linhas Aéreas, confirmou a procuradores da Lava Jato ter feito pagamentos para o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao corretor Lúcio Funaro, ambos presos, em troca de apoio na liberação de valores do fundo de investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ainda segundo Constantino, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria participado da reunião em que os pagamentos foram definidos.

Henrique e Eduardo Cunha voltam a ser citados; advogados se pronunciam (Foto: arquivo)

As informações foram dadas pelo empresário no âmbito da negociação de um acordo de colaboração com os investigadores de Curitiba e Brasília. Constantino procurou as autoridades após aparecer nas operações Sépsis e Cui Bono? e ser citado no pedido de prisão de Eduardo Cunha.

Como a Gol Linhas Aéreas assinou um acordo de leniência e assumiu os crimes praticados pela empresa, agora o empresário pretende se livrar na pessoa física de problemas na Justiça. Na leniência, a Gol se comprometeu a pagar R$ 5,5 milhões para reparação pública, R$ 5,5 milhões como multa e mais R$ 1 milhão pela condenação.

O Estado confirmou com fontes com acesso à negociação que Constantino afirmou que os pagamentos efetuados às empresas do corretor Lúcio Bolonha Funaro e diretamente às firmas da família de Cunha tinham como objetivo facilitar a liberação de valores do FGTS.

O outro lado

O advogado Ticiano Figueiredo, responsável pela defesa de Cunha, afirmou que “desconhece o teor do depoimento, causando espécie que a imprensa já tenha tido acesso a essa informação sem que esteja disponível para os advogados.”

De toda forma, apontou o advogado, as “ilações e afirmações desprovidas de prova concreta não deveriam servir sequer para embasar abertura de investigação, muito menos para ensejar uma delação.” A defesa de Funaro não foi encontrada para comentar.

O advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, disse desconhecer a colaboração e que não poderia, portanto, comentá-la.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 14/12/2016 - 15:44h
A vida como ela é!

“Todo feio” reprova apelido e posa ao lado de filha ‘Toda bonita’

Do Diário do Sertão

Uma foto do ex-deputado paraibano de Souza, Inaldo Leitão, citado pelo delator Cláudio Melo Filho como sendo o “Todo Feio” na lista da delação da Odebrecht na Operação Lava Jato, tem circulado pelo WhatsApp. Viralizou.

Nela, o político aparece ao lado de sua filha “Toda bonita”, Raissa Leitão.

"Todo feio" e a filha "Toda bonita" (Foto: reprodução)

Os criativos apelidos do “departamento de propinas” da Odebrecht causaram indignação no meio político após serem divulgados em delação do ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Claudio Melo Filho.

As reclamações não se resumem apenas às acusações, mas também aos apelidos recebidos, muitos deles um tanto ofensivos, como “Laquê”, “Feia”, “Decrépito” e “Boca Mole”.

Queixa

Um exemplo é do ex-deputado federal da Paraíba, Inaldo Leitão, que chegou a escrever um post no Facebook reclamando do nome que a empreiteira lhe deu, conforme noticiou o site Congresso em Foco.

“Outra coisa que não gostei nessa delação do canalha Claudio Melo foi codinome de ‘Todo Feio’ (risos). Não é bem assim, ? Se fosse escolher um codinome para esse delator, ficaria em dúvida entre ‘Todo Horroroso’ ou ‘O Mentiroso’”, publicou.

No texto, o ex-parlamentar ainda se refere ao delator como “ex-amigo e atual canalha”, além de se defender das acusações de ter recebido R$ 100 mil da Odebrecht em 2010. Inaldo foi deputado federal pelo antigo Partido Liberal (PL), da Paraíba, entre 1999 e 2007. Veja o post na íntegra abaixo:

Desabafo

“O ex-amigo e atual canalha Claudio Melo afirmou, na sua delação, que eu recebi 100 mil da Odebrecht na campanha de 2006. Como esse fato já faz 10 anos, não lembro exatamente o valor recebido, mas sei que foi em caráter oficial”, afirmou.

“E que fique claro: o delator confessa que me fez a doação por eu ter um cunhado trabalhando na empresa e por amizade pessoal, mas sem qualquer contrapartida”, disse.

E continuou. Veja abaixo:

Nunca tive relação de negócio com a Odebrecht, jamais fiz qualquer pagamento à empresa nos cargos que exerci e tampouco apresentei projeto de lei ou relatei proposição do seu interesse, direto ou indireto, na Câmara dos Deputados. Isso inclui qualquer outra empresa.

O delator afirma que os personagens delatados retribuíram a doação recebida por diversos meios e formas. Menos eu.

Moro em Brasília desde 2007 pagando aluguel. Em 40 anos de atividade profissional (advogado, procurador do Estado e professor da UFCG), fui também Secretário de Estado por três vezes, Delegado do Mec, Deputado Estadual, Presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Federal por duas legislaturas e o único patrimônio imobiliário que tenho é um apartamento em João Pessoa (bem de família).

Ou seja, nunca me utilizei da carreira pública para acumular patrimônio ilegalmente. Nesse quesito, ocorreu o contrário: só perdi. E não me arrependo, pois jamais tive como objetivo de vida a riqueza.

Nota do Blog – Como e fácil perceber, o apelido não lhe cabe. Por isso já enviei ofício à empresa Odebrecht e aos procuradores da Lava Jato, para que seja feita retificação. No máximo, que passem a tratá-lo por “Nem tão feio assim!. Pronto, falei!

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