terça-feira - 15/09/2020 - 11:34h
Daniel Sampaio

Candidato a vice-prefeito é denunciado por divulgar fake news

Ministério Público Federal mostra que o réu promoveu difamação, preconceito, ódio e intolerância

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma Ação Civil Pública (ACP) contra o ex-candidato a deputado estadual e candidato a vice-prefeito de Mossoró, Daniel Sampaio (PSL). Ele teria divulgado notícias falsas – as chamadas fake news – envolvendo a Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), alunos de forma generalizada, e demais universidades federais.

Daniel deu entrevista ao programa Cenário Político da TCM; ele é candidato a vice-prefeito (Foto: reprodução)

Em entrevista à TV Cabo Mossoró (TCM), programa Cenário Político, dia 7 de maio de 2019, “ele acusou falsamente essas instituições de não prestarem conta dos recursos recebidos, de promover o vício em drogas entre os alunos e ainda tratou com preconceito os estudantes que usam tatuagens”.

O MPF alerta que essas informações falsas prejudicam a imagem não só das instituições, como de todos os profissionais por elas formados, e requer do réu o pagamento de indenização em danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil.

Difamação, preconceito, ódio e intolerância

“A afirmação do réu é difamatória e preconceituosa e não corresponde à realidade dos professores e alunos”, enfatizam os procuradores da República Emanuel Ferreira e Fernando Rocha, autores da ACP, para quem a omissão diante desse tipo de comportamento estimularia novas manifestações de ódio e de intolerância, passando longe da legítima liberdade de expressão.

“Eu como médico psiquiatra estou acompanhando os alunos que estão saindo das universidades federais, e acompanho jovens que entraram na universidade com sonhos e estão saindo com tatuagens, dependências químicas, principalmente em álcool e maconha, doenças mentais graves. Isso é um alerta aos pais: se minha filha fosse aprovada numa universidade federal, eu não deixaria ela cursar”. (Daniel Sampaio)

Na oportunidade, ele ainda considerou “esquisita” as manifestações culturais desenvolvidas na universidade e alegou que muitos alunos entram nessas instituições “sem nenhuma dependência química, sem nenhuma tatuagem e estão saindo cheios de tatuagens com dependências químicas”, resultando em doenças mentais graves. Atribuiu ainda às universidades o aumento dos casos de suicídio entre jovens.

Ufersa reage

A Ufersa lembrou ao psiquiatra, que “os transtornos mentais e do comportamento têm origem e desenvolvimento multicausais, dada a influência dos fatores sociais, culturais, genéticos, neurobiológicos e psicológicos”, não sendo obviamente resultado de um único fator, muito menos da frequência a uma universidade federal.

Para o MPF, as declarações do ex-candidato mostram – além de preconceito e desconhecimento – uma visão autoritária de cultura que admite somente uma visão de mundo possível, a do próprio réu, a respeito de uma esfera de ensino público no qual devem vigorar o pluralismo de ideias, a vedação da censura e a proteção à liberdade de expressão.

Daniel é médico psiquiatra, originário de Fortaleza, 45 anos, presidente estadual do PSL e candidato a vice-prefeito da ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) – veja AQUI e AQUI.

Acesse e baixe AQUI a íntegra da ação.

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Categoria(s): Política
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